Não quero uma pureza de bordel
Tampouco a gargalhada dos beatos.
A fome insaciável de um fiel,
Nem mesmo a ceia ausente, sem os pratos.
Dos clérigos o corte mais cruel,
Rasgando do Judeu, belos retratos
Vendendo assim tão caro amargo fel,
Apostolicamente podres atos.
Eu quero a mansidão desta amizade
Que é feita sem rancores, violências.
As mãos que se acarinham com clemências
O sol que nos transforma em claridade
A doce sensação de liberdade,
Distante das horríveis penitências...
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