Não vejo por que ser alvissareiro
Um dia que se mostra tão nublado
Fazendo o coração, pobre canteiro
Em lágrima infeliz somente aguado,
O corte da ilusão, duro e grosseiro,
Um lobo que me espreita esfomeado,
Um resto que caminha o dia inteiro
Na busca do que fora no passado.
Insisto, sem por que, mas não desisto,
Quem sabe inda terei pleno deleite
De ter um bem sereno que me aceite.
No verde da esperança inda me visto
E faço da ilusão em fonte bela
O brilho que me guia de uma estrela...
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