No tédio em que vivemos, minha amiga
A sorte é desdenhosa e com sarcasmo,
Impede que ilusão cedo prossiga,
Trazendo depois disso, algum marasmo.
Resquícios do que eu fora são jogados,
Chamados por alguns, simples entulhos.
Depois destes caminhos malfadados,
Apenas encontrando pedregulhos.
Recendo à podridão velho e brumoso,
O rastro que persiste neste chão
Mostrando o quanto o mundo é caprichoso
Ao permitir um ser que é feito em vão
E tem como estardante uma incerteza,
Na eterna luta contra a correnteza...
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