Os olhos embotados não percebem
A decomposição do amor eterno.
Olores nauseabundos já recebem
Aqueles que mergulham neste inferno.
Qual passo fugidio em vaga senda,
Nenúfares morrendo em água podre,
Os olhos se entregando à triste venda
Os vinhos avinagram-se nesse odre.
Na derrocada imensa deste sonho,
Apenas um resíduo de esperança.
O canto de agonia, mais medonho,
Ao som destes lamentos rege a dança.
Quem ama titubeia e logo cai,
Amor em podridão, cedo se esvai...
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