Para a glória do amor, canto meus versos;
Embora tantas vezes maltratado.
Em todos os caminhos mais adversos
De facas e navalhas, vou talhado.
A cega morbidez que me enlevara
Na neve forte e brusca deste inverno.
Em cântaros jamais sequer chorara,
Fazendo deste mundo um novo inferno.
Tratando sem querer qualquer afago
Vertendo em solidão, um sentimento.
Aos poucos o que resta, cedo apago.
Não deixo de pensar um só momento.
Como é duro saber do que preciso
Se quiser te levar ao paraíso...
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