Quando em teus desejos percebia,
A fonte luminosa dos prazeres;
A noite se esfalfando em alegria,
Vivemos nossas tramas dos quereres.
E sinto a natureza deste amor,
Reluz especular olhos nos olhos.
Não falo mais em medos ou pudor,
Apenas vou morrer sem ter abrolhos.
Nos favos onde sorvo o teu bom mel,
Polinizas meu mundo com teu gosto.
Ascendo, sem ter asas, no teu céu,
E vivo loucamente, vou exposto.
E mostro cada parte do meu ser,
Entregue na ventura de te ter...
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