Que o corpo do mendigo não te cale,
Nem mesmo o meu cadáver pelas ruas.
Não deixe que esta vida já te empale
Sanguinolentas carnes, podres, cruas...
Permita que esperança inda te embale
Na imagem de ilusões belas e nuas.
Permita que tua alma sempre fale,
Estrelas na verdade não são tuas
Porém em cada brilho uma esperança
E o retrato fiel da eternidade.
Acalente , querida esta criança
Que grita em nosso peito: liberdade!
Não se prostitua minha amiga,
Na luta sem descanso, pois, prossiga!
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