Sombrias e noctívagas saudades
Rondando minha cama em agonia.
Nos olhos nauseabundos, inverdades
Transforma o quase nada em fantasia.
Saudade prostituta em gozos falsos
Fagulhas se transbordam num incêndio.
Recende placidez em cadafalsos,
Sorrisos do que fora vilipêndio.
Apequenando dores gigantescas
Amiudando terríveis maremotos
Das horas mais difíceis e dantescas
Apenas desalentos mais remotos.
Saudade do que fomos? Nunca mais.
Sabores que tivemos: infernais!
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