domingo, 18 de março de 2012

A solidão, quimera mais atroz

A solidão, quimera mais atroz,
Havia me legado ao sofrimento.
A boca da saudade, mais feroz,
Mordia cruelmente; esquecimento!

Distante de meu peito, ouço a voz,
Sincera e tão venal do meu tormento.
Sou rio que não sinto minha foz,
Destino me deixou, solto no vento....

Embora mais sincero que já fui,
O medo na verdade, contradiz.
Minha alma sofredora, vai perdida..

O tempo da existência nunca flui,
Sou pássaro ferido, qual perdiz...
Só me encontro feliz, se estás, Aída...

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