Tu trazes nas mãos vidas inocentes
Os párias mal paridos, infelizes.
Trazendo em nascedouro as cicatrizes
Das injustiças duras, inclementes.
Reféns destes canalhas indecentes
Que geram vagabundos, meretrizes
Floradas dos estúpidos deslizes,
De novas gerações, podres sementes.
Na corja que comanda o meu país
Apenas a falácia retumbando,
Esperança se torna uma má atriz
Matriz de podridão, tanta injustiça.
Sentindo de amizade desabando
A dentadura da alma cai; postiça...
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