segunda-feira, 26 de março de 2012

Em ti, querida, encontro a minha luz;

Em ti, querida, encontro a minha luz;
Abelha-mel que adoça e que maltrata.
No mel desta colméia se produz
Enigma que me educa enquanto mata.
Desejo de deslumbre, de alcaçuz.
Na picada feroz amor retrata,
Carinho de guerreira, de um obus...
Em cada verso que faço, me destrata...
Beijando e me mordendo sem pudores
Amante desejada, quero o mel!
Vasculha por destinos, fossem flores...
É manto que me caça e que me alcança.
Amor que num momento traz o céu
Pacto que fiz com Deus, nossa aliança...

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