segunda-feira, 28 de maio de 2012

LETARGIA...

LETARGIA...

A boca tão voraz que te descobre
Entregue em mil lascívias, languidez.
A pele delicada que me cobre
No contato integral, nossa nudez.

Insensatez profana e divinal,
Desejos se misturam, lambuzados...
No toque mais profundo e sensual
Dois corpos por si mesmos, devorados...

A noite fascinante não termina...
Volúpias não se bastam, querem mais...
O gosto desta boca determina

Que o tempo nunca passe... amor... jamais...
Na letargia mole de nós dois,
Cigarros e carinhos do depois...


MARCOS LOURES

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