PROFANAS
Jorraste como fúria em tempestade
Matando com teus erros meu momento
E sigo enquanto possa e assim fomento
O todo que de fato se degrade,
Ausente de meus olhos, liberdade,
O mundo se anuncia contra o vento
E bebo do vazio num lamento
Enquanto cirzo em vão felicidade.
Augúrios entre enganos são comuns,
Dos tantos não restaram mais alguns
E bebo em tua boca o fel que emanas,
Rupturas entre espaços e cantares,
Enquanto noutro engano mergulhares
As horas se desenham mais profanas...
Marcos Loures
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