AO FIM SE LANÇA
A face do que fomos; tenebrosa,
O verso mais sutil não demonstrasse
Sequer alguma luz em desenlace,
Despetalando em dores, toda rosa,
A luta se mostrara e desejosa
A vida não teria o quanto trace
Somente a solidão quando tocasse
A tempestade em noite belicosa.
Resumos de uma torpe sensação
Tornando vãos os tempos que virão
Nos templos execráveis da esperança.
No inferno exposto vejo outro momento
E mesmo quando a paz; inútil, tento,
Meu canto no vazio ao fim se lança.
Marcos Loures
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