OLVIDO-ME
A estrada que eu buscara, se perdendo,
Pousando num tormento que me deste,
E o mundo se tomando em medo e peste,
O nada se desnuda, um torpe adendo,
E quantas vezes mesmo percebendo
O roto desenhar que assim se preste
Ao canto mais temível que reveste
Este tormento vago, este remendo.
Negar uma alegria e simplesmente
Sequioso delirar quando se sente
Escusaria o tempo ora perdido,
E nada do meu passo se tramasse
Além do quanto houvera em tosca face,
E mesmo alguma luz- se existe- olvido.
Marcos Loures
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