OSTENTAS
Ostentas a mentira em cada riso,
E sigo sem saber aonde vá
Mergulho no que possa e desde já
O verso se fizera ora impreciso,
O quanto necessite em paraíso
Escolta esta ilusão que é meu maná
E o mundo quando muito escutará
A falta de qualquer senso e juízo,
Prejulgas o que tanto te interessa
Na farsa que se molda enfim sem pressa
A presa desdentada não seria
Sequer aquela quando a desenhaste,
Embora bem percebas este traste,
Redundas muito além de uma agonia.
Marcos Loures
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