Sem um cais
Ouvindo sempre a mesma ladainha
A velha cantilena se repete
O quanto me envenena não compete
A quem jamais aquém se fará minha
A força tantas vezes se avizinha
E o corte noutro tom pintando o sete,
A vida na verdade não reflete
A sorte que seria tão daninha,
Não quero o mesmo embate do passado,
E o prazo determina o quanto demarcado
Meu mundo se alimenta do não mais,
Os rotos caminhares tão banais
Encontram outros tantos sempre iguais
E apenas sem ter cais, prossigo ao lado.
Marcos Loures
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