VERDADE QUE ME EXPÕES
Morrendo pouco a pouco encontro os meus anseios
Perdidos entre o quanto imaginei e sinto
Apenas tão somente o fogo agora extinto
Vagando pela rude expressão dos receios
Os dias; imagino além dos devaneios,
E o quanto se tentasse ainda quando minto,
Omito noutro fato e sei quanto pressinto,
Deixando os velhos tons diversos, quase alheios,
Mereça qualquer luz quando jamais espero,
O mundo que trouxeste; eu sei, quanto que é fero,
E o resto do que fui fluindo em turbilhões,
Esperança se desnuda em tempestade vaga,
E o medo, companheiro, ainda vem e afaga,
Enquanto uma verdade em corte, amiga, expões.
Marcos Loures
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