A VIDA QUE SE PERDE
O corte mais suave; e o tempo não tramasse
A vida que se perde em novas heresias
E quando; no final, enganos mostrarias,
Deixando que se veja ameaçadora face,
O preço a se pagar ditando o desenlace
Marcando sem sentido as mesmas agonias
E nelas outras tais, enquanto poderias
Moldar além da sorte em mesmo impasse.
Não quero outro momento e mesmo que se queira
A vida não permite a luta derradeira
E nela ou mesmo dela o tempo quando o vejo
Eclode sem futuro envolto no vazio
E quando outro cenário, inutilmente eu crio,
A sobra do que fui reflete este desejo...
Marcos Loures
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