Pergunto sem resposta
A quem puder me ouvir
Se às vezes há por vir
Aonde a sorte exposta
Não mostra e se desgosta
Do quanto faz sentir
Marcando ou impedir
Que tenha alguma aposta
No amor onde se molda
O todo que se solda
Em firme congruência,
No tanto ou pouco mais,
Enfrento os tão venais
Delírios em clemência.
MARCOS LOURES
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