Venero nosso amor, tenha certeza.
Quem sabe não precisa discutir
O mundo que perdi está aqui
Nos lábios que refletem a beleza...
O rio deste amor, em correnteza
Carrega tantas dores que sofri.
Se o fio da meada eu já perdi
Encontrei no teu braço a fortaleza.
Amor que nunca pede um vil engano,
E traz a juventude como um pano
De fundo que reveste minha amada.
A noite que não trai traz Sebastiana
Em meio à fantasia mais temprana
És, pela vida afora, venerada!
MARCOS LOURES
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
quarta-feira, 18 de abril de 2018
AMARA
Responde ao que pudesse sem sentido
E o nada se adensando no meu peito
E quando no final já não me aceito
O tempo a cada engano dilapido,
Cansado de lutar, nunca duvido
E sei da solidão quando me deito
Rondando sem sentido o ledo leito
Meu canto de esperanças desprovido.
O prazo sem prazer e neste ocaso,
A luta sem vitória e já me atraso
Resulto do que tanto desejara,
A lua se aproxima e rege o mar,
Aonde poderia caminhar
Apenas a emoção atroz, amara.
MARCOS LOURES
E o nada se adensando no meu peito
E quando no final já não me aceito
O tempo a cada engano dilapido,
Cansado de lutar, nunca duvido
E sei da solidão quando me deito
Rondando sem sentido o ledo leito
Meu canto de esperanças desprovido.
O prazo sem prazer e neste ocaso,
A luta sem vitória e já me atraso
Resulto do que tanto desejara,
A lua se aproxima e rege o mar,
Aonde poderia caminhar
Apenas a emoção atroz, amara.
MARCOS LOURES
O AMARGO FIM
Dos víveres diversos, prateleira
Dos sonhos não me trouxe este alimento
E quando no final ainda tento
Palavra aonde o nada enfim se queira,
A luta sem sentido, aventureira
Manhã enquanto possa em provimento
Do ledo desenhar escasso vento,
E nada se aproxima onde é ligeira
A lida não permite algum descanso
E quando no final a morte alcanço
Esvaio num segundo e sendo assim,
Depois de tanta noite em desafio,
A sorte diz do tempo mais sombrio
Ditame prenuncia o amargo fim.
MARCOS LOURES
Dos sonhos não me trouxe este alimento
E quando no final ainda tento
Palavra aonde o nada enfim se queira,
A luta sem sentido, aventureira
Manhã enquanto possa em provimento
Do ledo desenhar escasso vento,
E nada se aproxima onde é ligeira
A lida não permite algum descanso
E quando no final a morte alcanço
Esvaio num segundo e sendo assim,
Depois de tanta noite em desafio,
A sorte diz do tempo mais sombrio
Ditame prenuncia o amargo fim.
MARCOS LOURES
DESDÉM
Tentara pelo menos um momento
De paz aonde nada mais havia,
Nem mesmo algum cenário em fantasia,
O mundo noutro passo desalento,
Esqueço o que pudesse pensamento
E morro a cada engano, poesia,
Navego pelo caos do dia a dia
E disto não cerzira o sentimento,
Apresentando ao fim o quanto trago
Dos erros procurando um mero afago
Divago sobre os tantos que inda vêm,
A luta se desenha em vã promessa
E o quanto na verdade recomeça
Apenas dita em nós tanto desdém.
MARCOS LOURES
De paz aonde nada mais havia,
Nem mesmo algum cenário em fantasia,
O mundo noutro passo desalento,
Esqueço o que pudesse pensamento
E morro a cada engano, poesia,
Navego pelo caos do dia a dia
E disto não cerzira o sentimento,
Apresentando ao fim o quanto trago
Dos erros procurando um mero afago
Divago sobre os tantos que inda vêm,
A luta se desenha em vã promessa
E o quanto na verdade recomeça
Apenas dita em nós tanto desdém.
MARCOS LOURES
UMA ALEGRIA
UMA ALEGRIA
Aonde uma alegria sempre alcança
Além do que talvez eu possa ver
A vida se trazendo em desprazer
Não deixa nem sequer vaga lembrança
De um dia aonde a sorte inda se lança
E mostra a divindade noutro ser,
Pudesse em radioso amanhecer
Vivenciar os lumes da esperança.
Mas vejo que, cansado, nada tenho
E mesmo quando vejo algum empenho
Do sonho tão cruel quando inocente
Eu bebo a podridão deste vazio
E toda a solidão sinto e desfio
Maior do que deveras se pressente...
MARCOS LOURES
Aonde uma alegria sempre alcança
Além do que talvez eu possa ver
A vida se trazendo em desprazer
Não deixa nem sequer vaga lembrança
De um dia aonde a sorte inda se lança
E mostra a divindade noutro ser,
Pudesse em radioso amanhecer
Vivenciar os lumes da esperança.
Mas vejo que, cansado, nada tenho
E mesmo quando vejo algum empenho
Do sonho tão cruel quando inocente
Eu bebo a podridão deste vazio
E toda a solidão sinto e desfio
Maior do que deveras se pressente...
MARCOS LOURES
SIMPLESMENTE
SIMPLESMENTE
Só isso, simplesmente, já me acalma
Saber dos meus fantasmas e enfrentá-los
A mão se lapidando em tantos calos,
A cada nova queda, novo trauma,
E sinto que se perdem dentro da alma
Momentos de raríssimos regalos
Sabê-los e vivê-los mesmo amá-los
É conhecer da vida toda a palma.
Mas sendo tão servil e insano creio
Tempestuoso mundo verte anseio
E nele me entranhando solitário,
Vestindo a falsa imagem que ora crio
Viver é com certeza um desafio
Um passo no vazio, temerário...
MARCOS LOURES
Só isso, simplesmente, já me acalma
Saber dos meus fantasmas e enfrentá-los
A mão se lapidando em tantos calos,
A cada nova queda, novo trauma,
E sinto que se perdem dentro da alma
Momentos de raríssimos regalos
Sabê-los e vivê-los mesmo amá-los
É conhecer da vida toda a palma.
Mas sendo tão servil e insano creio
Tempestuoso mundo verte anseio
E nele me entranhando solitário,
Vestindo a falsa imagem que ora crio
Viver é com certeza um desafio
Um passo no vazio, temerário...
MARCOS LOURES
POR ENCANTO
POR ENCANTO
Tomado por encanto, adoradores
Dos mais diversos deuses encetando
Caminho tantas vezes duro, brando,
E nele seus poderes redentores,
Quem dera se somente fossem flores,
A espada muitas vezes desnudando
Na farsa de um cenário aonde um bando
Mergulha e dissemina seus terrores,
Aonde poderia crer que um Deus
Gerasse ao mesmo tempo o ledo adeus
E a fúria invés de amor entre os irmãos?
Somente numa mente doentia
A morte salvadora se faria
Tornando os nossos dias toscos, vãos...
MARCOS LOURES
Tomado por encanto, adoradores
Dos mais diversos deuses encetando
Caminho tantas vezes duro, brando,
E nele seus poderes redentores,
Quem dera se somente fossem flores,
A espada muitas vezes desnudando
Na farsa de um cenário aonde um bando
Mergulha e dissemina seus terrores,
Aonde poderia crer que um Deus
Gerasse ao mesmo tempo o ledo adeus
E a fúria invés de amor entre os irmãos?
Somente numa mente doentia
A morte salvadora se faria
Tornando os nossos dias toscos, vãos...
MARCOS LOURES
ESPECULAR
ESPECULAR
Ao ver especular imagem minha
Desnudada figura envelhecida
Marcada pela angústia de uma vida
Que sei ser tantas vezes tão daninha
E quando a morte chega ou se avizinha,
A sorte se anuncia desprovida
De toda a maravilha e a despedida
Sem lágrimas aos poucos se adivinha.
Descrevo a minha senda sem pudores
E vejo após as chuvas, tentadores
Caminhos que me levem ao passado,
A juventude; esqueço em algum canto
E sinto do final doce acalanto
Momento tão temido e desejado...
MARCOS LOURES.
Ao ver especular imagem minha
Desnudada figura envelhecida
Marcada pela angústia de uma vida
Que sei ser tantas vezes tão daninha
E quando a morte chega ou se avizinha,
A sorte se anuncia desprovida
De toda a maravilha e a despedida
Sem lágrimas aos poucos se adivinha.
Descrevo a minha senda sem pudores
E vejo após as chuvas, tentadores
Caminhos que me levem ao passado,
A juventude; esqueço em algum canto
E sinto do final doce acalanto
Momento tão temido e desejado...
MARCOS LOURES.
AS ESPERANÇAS
As esperanças riem; fartas, sonsas
E fazem dos meus dias histriônicos
Caminhos que se mostram desarmônicos
Guiando as fantasias, geringonças
Diversas das que tanto concebi
E o peso me envergando não permite
Se crer nalguma luz pós o limite
E dele não retorno mais aqui.
Esgarçam-se os meus últimos momentos
Em furiosas sendas, vago em vão
E sendo o meu destino o de um senão
Que tanto se perdera sem alentos
Espraiam-se os delírios numa tenda
Diversa da que o sonho inda desvenda...
MARCOS LOURES
E fazem dos meus dias histriônicos
Caminhos que se mostram desarmônicos
Guiando as fantasias, geringonças
Diversas das que tanto concebi
E o peso me envergando não permite
Se crer nalguma luz pós o limite
E dele não retorno mais aqui.
Esgarçam-se os meus últimos momentos
Em furiosas sendas, vago em vão
E sendo o meu destino o de um senão
Que tanto se perdera sem alentos
Espraiam-se os delírios numa tenda
Diversa da que o sonho inda desvenda...
MARCOS LOURES
ABANDONADAS 25555
Ao ver as tuas costas, nuas, alvas
Entranho por caminhos mais audazes
E sei que tantas vezes tu me trazes
Apenas tão somente estas ressalvas.
E delas quando expressas negação
Escondo os meus desejos e pereço
Enquanto solitário me envelheço
Momentos mais felizes voltarão?
Não creio em tal falácia e sigo assim
Estúpido palhaço sem juízo
E tendo muito mais do que preciso
Sem medo vou chegando mesmo ao fim.
Etéreas ilusões desenfreadas?
Há tanto tempo sei abandonadas...
MARCOS LOURES
Entranho por caminhos mais audazes
E sei que tantas vezes tu me trazes
Apenas tão somente estas ressalvas.
E delas quando expressas negação
Escondo os meus desejos e pereço
Enquanto solitário me envelheço
Momentos mais felizes voltarão?
Não creio em tal falácia e sigo assim
Estúpido palhaço sem juízo
E tendo muito mais do que preciso
Sem medo vou chegando mesmo ao fim.
Etéreas ilusões desenfreadas?
Há tanto tempo sei abandonadas...
MARCOS LOURES
terça-feira, 17 de abril de 2018
NOSSOS PASSOS
Unindo nossos passos eu pudera
Apascentar um pouco o quanto tenho,
A vida noutro rumo ou desempenho
Desenha com certeza amarga fera,
Gerando dentro em pouco o que se espera
E nada mais pudera enquanto venho
Presumo outro cenário e se desdenho
Meu canto na emoção atroz e fera
Repare cada estrela e veja além
O todo que em verdade sempre tem
Imenso sortilégio em poder crer
No errático caminho onde se vira
Apenas esta farsa, esta mentira
Matando num momento o amanhecer.
MARCOS LOURES
Apascentar um pouco o quanto tenho,
A vida noutro rumo ou desempenho
Desenha com certeza amarga fera,
Gerando dentro em pouco o que se espera
E nada mais pudera enquanto venho
Presumo outro cenário e se desdenho
Meu canto na emoção atroz e fera
Repare cada estrela e veja além
O todo que em verdade sempre tem
Imenso sortilégio em poder crer
No errático caminho onde se vira
Apenas esta farsa, esta mentira
Matando num momento o amanhecer.
MARCOS LOURES
NOVA FACE
Já nada poderia quem provenha
A vida em nova face ou mesmo ainda
Enquanto na verdade o tempo blinda
A sorte desenhando nova senha,
E quando com certeza não convenha
Marcar o que decerto ora se finda,
Risonho caminhar não mais deslinda
E o tempo a cada passo não contenha,
Esbarro nos meus erros contumazes
E sei que no final nada me trazes
Senão a mesma ausência de esperança
O caos se apresentando dentro em mim,
Meu barco naufragando dita o fim
Do quanto cada cais já não se alcança.
MARCOS LOURES
A vida em nova face ou mesmo ainda
Enquanto na verdade o tempo blinda
A sorte desenhando nova senha,
E quando com certeza não convenha
Marcar o que decerto ora se finda,
Risonho caminhar não mais deslinda
E o tempo a cada passo não contenha,
Esbarro nos meus erros contumazes
E sei que no final nada me trazes
Senão a mesma ausência de esperança
O caos se apresentando dentro em mim,
Meu barco naufragando dita o fim
Do quanto cada cais já não se alcança.
MARCOS LOURES
SINTONIA
Levasse algum alento a quem sofria
Talvez a minha vida já mudasse
E nesta nova fase, clara face
Do quanto se traduz em sintonia,
O prazo no final nada traria
Sequer o que pudesse e se notasse
Ainda que deveras desnudasse
A sorte noutra face, em fantasia,
Esqueço dos meus dias mais atrozes
E sei dos desafetos, ledas fozes
Resumos de outros tantos sem segredo,
E o manto se puindo nada traz
Sequer o que pudesse ser audaz,
E ao fim de cada passo eu me concedo.
MARCOS LOURES
Talvez a minha vida já mudasse
E nesta nova fase, clara face
Do quanto se traduz em sintonia,
O prazo no final nada traria
Sequer o que pudesse e se notasse
Ainda que deveras desnudasse
A sorte noutra face, em fantasia,
Esqueço dos meus dias mais atrozes
E sei dos desafetos, ledas fozes
Resumos de outros tantos sem segredo,
E o manto se puindo nada traz
Sequer o que pudesse ser audaz,
E ao fim de cada passo eu me concedo.
MARCOS LOURES
SOLITÁRIO
O canto da esperança não atinge
O sonho de quem fora mais atroz
E quando não se escuta a menor voz
O amor se desenhando qual esfinge,
Apenas do vazio ora se tinge
E segue sem destino, busca a foz
E o quanto poderia haver em nós
Sem ter qualquer alento, apenas finge.
Não veja mais o olhar de quem pudera
Numa expressão real e mais sincera
Pousar noutro momento mais tranquilo,
O quase se desenha noutro rumo,
E sei que no final tanto consumo
Enquanto solitário e em vão desfilo.
MARCOS LOURES
O sonho de quem fora mais atroz
E quando não se escuta a menor voz
O amor se desenhando qual esfinge,
Apenas do vazio ora se tinge
E segue sem destino, busca a foz
E o quanto poderia haver em nós
Sem ter qualquer alento, apenas finge.
Não veja mais o olhar de quem pudera
Numa expressão real e mais sincera
Pousar noutro momento mais tranquilo,
O quase se desenha noutro rumo,
E sei que no final tanto consumo
Enquanto solitário e em vão desfilo.
MARCOS LOURES
O CANTO MAIS AUDAZ
O canto mais audaz e mais sublime
Moldando uma esperança plena e viva
A sorte noutro engodo já nos priva
Do quanto poderia e não redime,
Ainda quando o tempo quer e estime
A luta se mostrara mais altiva
E o nada no final tanto suprime.
Voltando a quanto pude a sorte priva
Vagando sem destino por aí,
O todo sem saber eu já perdi
Mergulhos dentro da alma, reticente.
O prazo determina o fim de tudo
E quando sem sentido desiludo,
Apenas a tristeza enfim se sente.~
MARCOS LOURES
Moldando uma esperança plena e viva
A sorte noutro engodo já nos priva
Do quanto poderia e não redime,
Ainda quando o tempo quer e estime
A luta se mostrara mais altiva
E o nada no final tanto suprime.
Voltando a quanto pude a sorte priva
Vagando sem destino por aí,
O todo sem saber eu já perdi
Mergulhos dentro da alma, reticente.
O prazo determina o fim de tudo
E quando sem sentido desiludo,
Apenas a tristeza enfim se sente.~
MARCOS LOURES
INÚTIL FANTASIA
O canto poderia ser diverso
E nesta sintonia presumir
O todo noutro encanto num porvir
Gerado pelo amor, novo universo,
E quantas vezes tento ou mais disperso
Meu passo sem sentido a permitir
A queda que no fim sempre há de vir;
No caos gerado após último verso.
Avesso ao que pudesse novidade,
Ainda quando a vida se degrade
Sem medo do que possa e não teria,
A luta se desenha sempre ingrata
E o corte no final tanto maltrata
Enquanto gera inútil fantasia.
MARCOS LOURES
E nesta sintonia presumir
O todo noutro encanto num porvir
Gerado pelo amor, novo universo,
E quantas vezes tento ou mais disperso
Meu passo sem sentido a permitir
A queda que no fim sempre há de vir;
No caos gerado após último verso.
Avesso ao que pudesse novidade,
Ainda quando a vida se degrade
Sem medo do que possa e não teria,
A luta se desenha sempre ingrata
E o corte no final tanto maltrata
Enquanto gera inútil fantasia.
MARCOS LOURES
AO MENOS
Ao menos poderia acreditar
Nos tantos caminhares noite afora,
E o passo se apresenta sem demora
Mudando cada estrela de lugar,
Vencido pelas lendas ao luar
O vento num instante nos devora
E o verso sem sentido desancora
O barco aonde pude naufragar.
Restando muito pouco ou quase nada,
Esta alma noutro infausto também brada
E gera em discordância o quanto veio,
Ousasse acreditar noutro cenário
A luta num momento temerário
Traduz dentro de nós um tosco anseio.
MARCOS LOURES
Nos tantos caminhares noite afora,
E o passo se apresenta sem demora
Mudando cada estrela de lugar,
Vencido pelas lendas ao luar
O vento num instante nos devora
E o verso sem sentido desancora
O barco aonde pude naufragar.
Restando muito pouco ou quase nada,
Esta alma noutro infausto também brada
E gera em discordância o quanto veio,
Ousasse acreditar noutro cenário
A luta num momento temerário
Traduz dentro de nós um tosco anseio.
MARCOS LOURES
A MESMA LUTA
Nascendo do vazio, sigo vago
E tento caminhar entre tormentas
E quando no final não me apresentas
Sequer o que pudesse e já não trago,
Aonde se tentara algum afago
As horas são deveras violentas
E nestas fantasias mais sangrentas
O amor presume o fim, e assim divago.
Vestígios de outras eras? Não mais tenho,
O mundo se perdendo em ledo empenho,
Amortalhando o passo rumo ao nada,
A morte se aproxima e dita o quanto
Do todo poderia e não garanto
Senão a mesma luta que degrada.
MARCOS LOURES
E tento caminhar entre tormentas
E quando no final não me apresentas
Sequer o que pudesse e já não trago,
Aonde se tentara algum afago
As horas são deveras violentas
E nestas fantasias mais sangrentas
O amor presume o fim, e assim divago.
Vestígios de outras eras? Não mais tenho,
O mundo se perdendo em ledo empenho,
Amortalhando o passo rumo ao nada,
A morte se aproxima e dita o quanto
Do todo poderia e não garanto
Senão a mesma luta que degrada.
MARCOS LOURES
SEMENTES DA ILUSÃO
No prazo aonde a vida determina
O quanto poderia e nunca veio,
Apenas desenhando este receio
O velho coração matando a sina
De quem já não conhece e se extermina
Pousando noutro engodo em devaneio,
O canto se aproxima e sem rodeio,
A luta na verdade não termina,
Esqueço os meus acordes e harmonia
O quanto no final já não teria
Acena com vazios dentro em mim,
O caos se gera então e nada vindo,
O todo que pudera ser infindo
Chegando sem defesas ao seu fim.
MARCOS LOURES
O quanto poderia e nunca veio,
Apenas desenhando este receio
O velho coração matando a sina
De quem já não conhece e se extermina
Pousando noutro engodo em devaneio,
O canto se aproxima e sem rodeio,
A luta na verdade não termina,
Esqueço os meus acordes e harmonia
O quanto no final já não teria
Acena com vazios dentro em mim,
O caos se gera então e nada vindo,
O todo que pudera ser infindo
Chegando sem defesas ao seu fim.
MARCOS LOURES
AO SEU FIM
No prazo aonde a vida determina
O quanto poderia e nunca veio,
Apenas desenhando este receio
O velho coração matando a sina
De quem já não conhece e se extermina
Pousando noutro engodo em devaneio,
O canto se aproxima e sem rodeio,
A luta na verdade não termina,
Esqueço os meus acordes e harmonia
O quanto no final já não teria
Acena com vazios dentro em mim,
O caos se gera então e nada vindo,
O todo que pudera ser infindo
Chegando sem defesas ao seu fim.
MARCOS LOURES
O quanto poderia e nunca veio,
Apenas desenhando este receio
O velho coração matando a sina
De quem já não conhece e se extermina
Pousando noutro engodo em devaneio,
O canto se aproxima e sem rodeio,
A luta na verdade não termina,
Esqueço os meus acordes e harmonia
O quanto no final já não teria
Acena com vazios dentro em mim,
O caos se gera então e nada vindo,
O todo que pudera ser infindo
Chegando sem defesas ao seu fim.
MARCOS LOURES
SOLIDÃO
Abrindo esta porteira: solidão
Ao menos pude ver alguma luz
E nada do que eu possa reproduz
Os dias que deveras volverão
Marcando dentro da alma a ingratidão
E quando na verdade assim me opus
O mundo desenhara em leda cruz
Somente as fantasias de verão,
O pranto se escorrendo a cada olhar
Pudesse na verdade imaginar
O rumo mais atroz e reticente,
Do prazo aonde o nada dita a regra
A luta a cada engodo desintegra
Cenário que deveras não desmente.
MARCOS LOURES
Ao menos pude ver alguma luz
E nada do que eu possa reproduz
Os dias que deveras volverão
Marcando dentro da alma a ingratidão
E quando na verdade assim me opus
O mundo desenhara em leda cruz
Somente as fantasias de verão,
O pranto se escorrendo a cada olhar
Pudesse na verdade imaginar
O rumo mais atroz e reticente,
Do prazo aonde o nada dita a regra
A luta a cada engodo desintegra
Cenário que deveras não desmente.
MARCOS LOURES
O CAOS A CADA INSTANTE
O tempo já sem tempo não pudera
Adicionar o sonho a quem se deu
Vencendo dentro em pouco o que foi meu
Não tendo nem sequer o quanto espera
A vida se desenha mais austera
E o passo se aproxima mais ateu
E o quanto do meu sonho se perdeu,
Marcando com terror cada quimera,
Ainda quando pude acreditar
Nos ermos de minha alma a me tocar
Rondando o que inda tenho por viver,
Apresentando o caos a cada instante
A sorte sem saber nada garante
Nem mesmo o quanto pude amanhecer.
MARCOS LOURES
Adicionar o sonho a quem se deu
Vencendo dentro em pouco o que foi meu
Não tendo nem sequer o quanto espera
A vida se desenha mais austera
E o passo se aproxima mais ateu
E o quanto do meu sonho se perdeu,
Marcando com terror cada quimera,
Ainda quando pude acreditar
Nos ermos de minha alma a me tocar
Rondando o que inda tenho por viver,
Apresentando o caos a cada instante
A sorte sem saber nada garante
Nem mesmo o quanto pude amanhecer.
MARCOS LOURES
NAVEGO
Navego contra a fúria das marés
E sei dos descaminhos mais frequentes
Aonde na verdade tu te ausentes
E sigo tantas vezes de viés,
Apenas recolhendo estas galés
E nisto meus destinos já pressentes
Marcando com ternura em evidentes
Momentos a ventura por quem és,
E sei do prazo apenas limitado
E quando no final aquém me evado,
Espero novamente algum momento.
Perdido e sem sentido mais algum,
O todo se adensando traz nenhum
Cenário enquanto o sonho ainda tento.
MARCOS LOURES
E sei dos descaminhos mais frequentes
Aonde na verdade tu te ausentes
E sigo tantas vezes de viés,
Apenas recolhendo estas galés
E nisto meus destinos já pressentes
Marcando com ternura em evidentes
Momentos a ventura por quem és,
E sei do prazo apenas limitado
E quando no final aquém me evado,
Espero novamente algum momento.
Perdido e sem sentido mais algum,
O todo se adensando traz nenhum
Cenário enquanto o sonho ainda tento.
MARCOS LOURES
VONTADE
Não pude desejar senão a sorte
A quem se fez atroz e até mordaz,
A vida na verdade nada traz
Nem mesmo garantisse algum suporte,
Aonde houvesse o sonho como aporte
Deixando uma esperança para trás
O canto se apresenta mais tenaz
E o vento anunciando cada corte.
Numa expressão deveras promissora
A luta não traduz aonde fora
O quanto se quisesse e não podia,
Vencendo os meus enganos sigo em frente
E a cada novo passo que apresente
Eu passo a crer no amor qual regalia.
MARCOS LOURES
A quem se fez atroz e até mordaz,
A vida na verdade nada traz
Nem mesmo garantisse algum suporte,
Aonde houvesse o sonho como aporte
Deixando uma esperança para trás
O canto se apresenta mais tenaz
E o vento anunciando cada corte.
Numa expressão deveras promissora
A luta não traduz aonde fora
O quanto se quisesse e não podia,
Vencendo os meus enganos sigo em frente
E a cada novo passo que apresente
Eu passo a crer no amor qual regalia.
MARCOS LOURES
REGALIA
Não pude desejar senão a sorte
A quem se fez atroz e até mordaz,
A vida na verdade nada traz
Nem mesmo garantisse algum suporte,
Aonde houvesse o sonho como aporte
Deixando uma esperança para trás
O canto se apresenta mais tenaz
E o vento anunciando cada corte.
Numa expressão deveras promissora
A luta não traduz aonde fora
O quanto se quisesse e não podia,
Vencendo os meus enganos sigo em frente
E a cada novo passo que apresente
Eu passo a crer no amor qual regalia.
MARCOS LOURES
A quem se fez atroz e até mordaz,
A vida na verdade nada traz
Nem mesmo garantisse algum suporte,
Aonde houvesse o sonho como aporte
Deixando uma esperança para trás
O canto se apresenta mais tenaz
E o vento anunciando cada corte.
Numa expressão deveras promissora
A luta não traduz aonde fora
O quanto se quisesse e não podia,
Vencendo os meus enganos sigo em frente
E a cada novo passo que apresente
Eu passo a crer no amor qual regalia.
MARCOS LOURES
SE PERDENDO
Não pude nem sequer saber teu nome,
A sorte se escondendo a cada instante
O amor quando no fim nada garante
Aos poucos, sem defesas no consome,
E o todo se aproxima e nada dome
O ledo caminhar que doravante
Marcasse meu anseio degradante
E nisto esta emoção aos pouco some,
O caos gerado em nós, vazia rota
A luta no final já se denota
E noto este vazio dentro em nós,
A vida não permite outra saída
E quanto mais da dita se duvida
O rio se perdendo noutra foz.
MARCOS LOURES
A sorte se escondendo a cada instante
O amor quando no fim nada garante
Aos poucos, sem defesas no consome,
E o todo se aproxima e nada dome
O ledo caminhar que doravante
Marcasse meu anseio degradante
E nisto esta emoção aos pouco some,
O caos gerado em nós, vazia rota
A luta no final já se denota
E noto este vazio dentro em nós,
A vida não permite outra saída
E quanto mais da dita se duvida
O rio se perdendo noutra foz.
MARCOS LOURES
ITINERÁRIO
Não pude e nem decerto eu poderia
A luta na verdade em vão se queira
Amor ao se perder, leda poeira
Marcando com angústia a fantasia,
O todo se desenha em agonia
O corte anunciando esta bandeira
E nada do que pude ainda esgueira
Matando pouco a pouco em agonia,
A morte se aproxima e dela eu sinto
Apenas o calor em ledo instinto
Um ato sem proveito e necessário,
A marca da esperança tatuada
Na face desde quando em alvorada
O mundo muda o etéreo itinerário.
MARCOS LOURES
A luta na verdade em vão se queira
Amor ao se perder, leda poeira
Marcando com angústia a fantasia,
O todo se desenha em agonia
O corte anunciando esta bandeira
E nada do que pude ainda esgueira
Matando pouco a pouco em agonia,
A morte se aproxima e dela eu sinto
Apenas o calor em ledo instinto
Um ato sem proveito e necessário,
A marca da esperança tatuada
Na face desde quando em alvorada
O mundo muda o etéreo itinerário.
MARCOS LOURES
UM CANTO VAGO
Não pude desenhar sequer o quanto
Amor já me traria novo passo,
E quando algum momento ainda traço
O todo se apresenta em desencanto,
Ainda quando muito não garanto
Sequer o que pudera em tal cansaço,
Destarte este caminho que hoje faço
Escancarando o peito dita o pranto,
Mergulho nos vazios costumeiros
Tentando conservar velhos canteiros
E nada do que pude ainda trago,
A luta sem porvir, o medo e a queda
O passo sem destino hora se veda
E gera dentro da alma um canto vago.
MARCOS LOURES
Amor já me traria novo passo,
E quando algum momento ainda traço
O todo se apresenta em desencanto,
Ainda quando muito não garanto
Sequer o que pudera em tal cansaço,
Destarte este caminho que hoje faço
Escancarando o peito dita o pranto,
Mergulho nos vazios costumeiros
Tentando conservar velhos canteiros
E nada do que pude ainda trago,
A luta sem porvir, o medo e a queda
O passo sem destino hora se veda
E gera dentro da alma um canto vago.
MARCOS LOURES
QUANDO VIESTE
Não pude acreditar quando vieste
Trazendo em teu olhar a hipocrisia
O quanto deste sonho poderia
Ainda no final sincero e agreste,
O sonho noutro prumo não se empreste
Apenas nos restando a fantasia
A sorte se desenha, alegoria
De um templo feito em luz, claro e celeste,
Ocasionando a queda de quem tanto
Pudera noutro passo e se me espanto
Aproximando apenas do meu fim,
Esgoto o meu caminho em nada ser,
Marcando com temor e desprazer
O resto ainda vivo dentro em mim.
MARCOS LOURES
Trazendo em teu olhar a hipocrisia
O quanto deste sonho poderia
Ainda no final sincero e agreste,
O sonho noutro prumo não se empreste
Apenas nos restando a fantasia
A sorte se desenha, alegoria
De um templo feito em luz, claro e celeste,
Ocasionando a queda de quem tanto
Pudera noutro passo e se me espanto
Aproximando apenas do meu fim,
Esgoto o meu caminho em nada ser,
Marcando com temor e desprazer
O resto ainda vivo dentro em mim.
MARCOS LOURES
O TEU PERFUME
Não pude nem sentir o teu perfume,
A noite não deixara qualquer marca
E o tempo quando o todo não abarca
Ao nada com certeza sempre rume,
E mesmo que pudesse por costume
Vencer a solidão, a vida é parca,
E quantas vezes; nada mais embarca
Sequer o quanto possa ou me acostume,
Esqueço os meus anseios, sigo só,
Do tempo sem ter tempo sou o pó,
A morte se aproxima lentamente,
E o tanto quanto quis e nada havia
Somente uma emoção em agonia
E a sorte num instante muda e mente.
MARCOS LOURES
A noite não deixara qualquer marca
E o tempo quando o todo não abarca
Ao nada com certeza sempre rume,
E mesmo que pudesse por costume
Vencer a solidão, a vida é parca,
E quantas vezes; nada mais embarca
Sequer o quanto possa ou me acostume,
Esqueço os meus anseios, sigo só,
Do tempo sem ter tempo sou o pó,
A morte se aproxima lentamente,
E o tanto quanto quis e nada havia
Somente uma emoção em agonia
E a sorte num instante muda e mente.
MARCOS LOURES
NOS OLHOS
Não pude ter nos olhos horizonte
Diverso do que tanto procurei
Ao ver a mais sofrível, leda grei
Aonde meu caminho desaponte,
Resgato cada sonho em nova fonte,
E o tanto quanto quis e não terei
Ainda se marcando em regra e lei
Ousando noutro passo onde se apronte
Meu canto sem destino ou desafio,
Acende dentro da alma o mais sombrio
Cenário sem proveito e sensatez,
Destarte tantas vezes me perdi
Tentando inutilmente ver em ti
O quanto deste encanto amor não fez.
MARCOS LOURES
Diverso do que tanto procurei
Ao ver a mais sofrível, leda grei
Aonde meu caminho desaponte,
Resgato cada sonho em nova fonte,
E o tanto quanto quis e não terei
Ainda se marcando em regra e lei
Ousando noutro passo onde se apronte
Meu canto sem destino ou desafio,
Acende dentro da alma o mais sombrio
Cenário sem proveito e sensatez,
Destarte tantas vezes me perdi
Tentando inutilmente ver em ti
O quanto deste encanto amor não fez.
MARCOS LOURES
NEM SEQUER A LUZ
Não pude nem sequer tentar a luz
Aonde o medo dita a escuridão,
As horas no futuro mostrarão
Apenas o que o vago reproduz,
O sonho sem saber nem mesmo o pus
Nos cantos mais audazes, velho chão
Tentando desenhar aos poucos grão
Do tempo sem destino, faço jus.
Não amo e nem sequer pudesse ver
Após o meu caminho esmorecer
Um átimo diverso do que tenho,
E quando neste engodo meu empenho
Açoda cada passo rumo ao farto,
O tempo sem ter nexo; ao fim comparto.
MARCOS LOURES
Aonde o medo dita a escuridão,
As horas no futuro mostrarão
Apenas o que o vago reproduz,
O sonho sem saber nem mesmo o pus
Nos cantos mais audazes, velho chão
Tentando desenhar aos poucos grão
Do tempo sem destino, faço jus.
Não amo e nem sequer pudesse ver
Após o meu caminho esmorecer
Um átimo diverso do que tenho,
E quando neste engodo meu empenho
Açoda cada passo rumo ao farto,
O tempo sem ter nexo; ao fim comparto.
MARCOS LOURES
ALÉM
Não pude e nem devesse ver além
Do quanto se quisera noutro engano
E sei que no final se me profano
Os erros do passado sempre vêm,
E o manto se desenha e segue quem
Traduz o mesmo corte em novo pano,
A morte na verdade um soberano
Caminho sem temor, medo ou desdém,
Esqueço dos meus dias quando tento
Vencer a profusão do imenso vento
E tanto quanto pude e nada veio,
Apenas reconduzo o passo aonde
O todo com certeza; jamais sonde
Além do mero ocaso em vão receio.
MARCOS LOURES
Do quanto se quisera noutro engano
E sei que no final se me profano
Os erros do passado sempre vêm,
E o manto se desenha e segue quem
Traduz o mesmo corte em novo pano,
A morte na verdade um soberano
Caminho sem temor, medo ou desdém,
Esqueço dos meus dias quando tento
Vencer a profusão do imenso vento
E tanto quanto pude e nada veio,
Apenas reconduzo o passo aonde
O todo com certeza; jamais sonde
Além do mero ocaso em vão receio.
MARCOS LOURES
ESPERANÇA
Acende no meu peito esta esperança
Qual fosse tão somente a luminária
Aonde a vida mostre necessária
Enquanto esta canção agora amansa
O velho coração traz na lembrança
A vida noutra face temporária
E quanto poderia ser mais vária
A sorte se mostrara em aliança
Escassas horas dizem do futuro
E quanto mais deveras me asseguro
Do incauto caminhar em noite rude,
Apresentando apenas solidão
Os dias se desenham desde então
Aquém do que tentara ou mesmo pude.
MARCOS LOURES
Qual fosse tão somente a luminária
Aonde a vida mostre necessária
Enquanto esta canção agora amansa
O velho coração traz na lembrança
A vida noutra face temporária
E quanto poderia ser mais vária
A sorte se mostrara em aliança
Escassas horas dizem do futuro
E quanto mais deveras me asseguro
Do incauto caminhar em noite rude,
Apresentando apenas solidão
Os dias se desenham desde então
Aquém do que tentara ou mesmo pude.
MARCOS LOURES
NOITE FRIA
Acendo esta fogueira em noite fria
Junina maravilha em rara lua,
Ainda quando possa ou já flutua
Meu passo na verdade não viria
Deixando no passado a fantasia
Enquanto a sorte atroz não continua
Marcando cada passo além cultua
Gestando dentro em nós a poesia,
Aprendo com meus erros e somente
O próprio desvario não desmente
O rumo sem sentido nem proveito
Destarte sendo assim apenas isso,
O mundo mais audaz quando o cobiço
Traduz esta loucura onde me deito.
MARCOS LOURES
Junina maravilha em rara lua,
Ainda quando possa ou já flutua
Meu passo na verdade não viria
Deixando no passado a fantasia
Enquanto a sorte atroz não continua
Marcando cada passo além cultua
Gestando dentro em nós a poesia,
Aprendo com meus erros e somente
O próprio desvario não desmente
O rumo sem sentido nem proveito
Destarte sendo assim apenas isso,
O mundo mais audaz quando o cobiço
Traduz esta loucura onde me deito.
MARCOS LOURES
ME ACALMA
Acendes esta lua no meu peito
E bebes da esperança mais sutil
O quanto na verdade não se viu
E nem sequer decerto ainda aceito,
Esqueço o meu caminho e me deleito
Aonde poderia ser gentil,
Embora a própria vida seja vil,
No fundo deste poço, enfim me deito.
Acordo sem saber da direção
Dos passos que talvez já não verão
Sequer a luz do sol, porão desta alma,
E o medo se anuncia após a queda,
E quando no vazio se envereda,
Incrível que pareça: isso me acalma.
MARCOS LOURES
E bebes da esperança mais sutil
O quanto na verdade não se viu
E nem sequer decerto ainda aceito,
Esqueço o meu caminho e me deleito
Aonde poderia ser gentil,
Embora a própria vida seja vil,
No fundo deste poço, enfim me deito.
Acordo sem saber da direção
Dos passos que talvez já não verão
Sequer a luz do sol, porão desta alma,
E o medo se anuncia após a queda,
E quando no vazio se envereda,
Incrível que pareça: isso me acalma.
MARCOS LOURES
ESTA VONTADE
Acende dentro em nós esta vontade
De ser ou de tentar acreditar
Neste diverso mundo a nos tocar
Enquanto a própria sorte se degrade,
Apenas poderia em liberdade
Alçando novo tempo devagar,
Ao quanto pude então mesmo vagar
O sonho se transforma em tempestade,
Audaz momento diz deste futuro
Aonde o nada em nós eu asseguro,
Amortalhado sonho em tom venal,
Depois de cada instante sem saber
Do quanto a vida expressa algum prazer,
Meu canto se apresenta como um mal.
MARCOS LOURES
De ser ou de tentar acreditar
Neste diverso mundo a nos tocar
Enquanto a própria sorte se degrade,
Apenas poderia em liberdade
Alçando novo tempo devagar,
Ao quanto pude então mesmo vagar
O sonho se transforma em tempestade,
Audaz momento diz deste futuro
Aonde o nada em nós eu asseguro,
Amortalhado sonho em tom venal,
Depois de cada instante sem saber
Do quanto a vida expressa algum prazer,
Meu canto se apresenta como um mal.
MARCOS LOURES
MEUS CENÁRIOS
Acendo os meus cenários neste gris
Momento aonde a vida não se traz
Senão numa faceta mais mordaz
Matando desde já o quanto eu quis,
Pudesse na verdade ser feliz,
E o corte se transforma e já se faz
Apenas o que possa e sigo atrás
Da sorte quando o tempo ora desfiz.
No foco da emoção, meu sentimento
Expressa o quanto quero e até provento
Fomentos do vazio deste engodo,
Somando os meus anseios e verdades
Ao mesmo tempo sinto quanto evades
Somente mera parte deste todo.
MARCOS LOURES
Momento aonde a vida não se traz
Senão numa faceta mais mordaz
Matando desde já o quanto eu quis,
Pudesse na verdade ser feliz,
E o corte se transforma e já se faz
Apenas o que possa e sigo atrás
Da sorte quando o tempo ora desfiz.
No foco da emoção, meu sentimento
Expressa o quanto quero e até provento
Fomentos do vazio deste engodo,
Somando os meus anseios e verdades
Ao mesmo tempo sinto quanto evades
Somente mera parte deste todo.
MARCOS LOURES
VELHA EMOÇÃO
Acesa dentro em nós velha emoção
Não mais nos caberia qualquer fuga
A sorte noutro passo em cada ruga
Do tanto quanto quis, mera expressão,
Os dias que decerto inda virão,
A solidão enquanto nos aluga
O tempo sanguessuga já nos suga
E deixa para trás o imenso vão,
Acordo após o tanto que sonhara
E vendo a noite imensa, intensa e clara
Razões para lutar encontro em nós
Do passo sem sentido me aproximo
E o quanto se desenha em alto cimo
Gerasse novamente um vento atroz.
MARCOS LOURES
Não mais nos caberia qualquer fuga
A sorte noutro passo em cada ruga
Do tanto quanto quis, mera expressão,
Os dias que decerto inda virão,
A solidão enquanto nos aluga
O tempo sanguessuga já nos suga
E deixa para trás o imenso vão,
Acordo após o tanto que sonhara
E vendo a noite imensa, intensa e clara
Razões para lutar encontro em nós
Do passo sem sentido me aproximo
E o quanto se desenha em alto cimo
Gerasse novamente um vento atroz.
MARCOS LOURES
UMA ESPERANÇA
Acendendo o sonho, uma esperança
De um tempo bem melhor, já não vivido
Ainda quando pude sem olvido
Vagar enquanto a vida ao longe lança
A sorte desenhada em temperança
O passo sem saber se desprovido
Do canto com certeza dividido
Aguardo dentro da alma esta mudança
E o prazo terminando nada traz
Senão este caminho mais tenaz
E resolutamente sigo só,
O corte se anuncia a cada instante
E a vida no final nada garante
Futuro se resume em lodo e pó.
MARCOS LOURES
De um tempo bem melhor, já não vivido
Ainda quando pude sem olvido
Vagar enquanto a vida ao longe lança
A sorte desenhada em temperança
O passo sem saber se desprovido
Do canto com certeza dividido
Aguardo dentro da alma esta mudança
E o prazo terminando nada traz
Senão este caminho mais tenaz
E resolutamente sigo só,
O corte se anuncia a cada instante
E a vida no final nada garante
Futuro se resume em lodo e pó.
MARCOS LOURES
NOTURNAS FANTASIAS
Acesas as noturnas fantasias
Aprendo com meus erros, mas prossigo
E tento caminhar longe, contigo
Enquanto novos tempos me trarias,
Ousando nas diversas fantasias
O joio se espalhando neste trigo,
Desejo pelo menos um abrigo
E nada na verdade mostrarias,
Resulto deste vago pensamento
E quando no final ainda tento
Seguir sem ter sequer algum segredo,
Ao passo mais sublime não me nego
Embora prosseguisse quase cego
Aos sonhos mais audazes me concedo.
MARCOS LOURES
Aprendo com meus erros, mas prossigo
E tento caminhar longe, contigo
Enquanto novos tempos me trarias,
Ousando nas diversas fantasias
O joio se espalhando neste trigo,
Desejo pelo menos um abrigo
E nada na verdade mostrarias,
Resulto deste vago pensamento
E quando no final ainda tento
Seguir sem ter sequer algum segredo,
Ao passo mais sublime não me nego
Embora prosseguisse quase cego
Aos sonhos mais audazes me concedo.
MARCOS LOURES
AONDE OUTRORA
Acendeste uma vontade aonde outrora
Já nada mais havia, nem momento
Aonde se pudesse o pensamento
E a sorte desditosa me apavora,
O quanto deste sonho não aflora
Gerando tão somente este tormento
E quando noutra fato em vão eu tento
A própria solidão já nos devora.
O caos se presumindo enquanto fiz
O rústico cenário, a cicatriz
Marcada a ferro e fogo, sem proveito.
Ao fim de certo tempo nada tendo,
Retalhos desenhando este remendo
E apenas no vazio eu me deleito.
MARCOS LOURES
Já nada mais havia, nem momento
Aonde se pudesse o pensamento
E a sorte desditosa me apavora,
O quanto deste sonho não aflora
Gerando tão somente este tormento
E quando noutra fato em vão eu tento
A própria solidão já nos devora.
O caos se presumindo enquanto fiz
O rústico cenário, a cicatriz
Marcada a ferro e fogo, sem proveito.
Ao fim de certo tempo nada tendo,
Retalhos desenhando este remendo
E apenas no vazio eu me deleito.
MARCOS LOURES
DO NADA
Do nada é que se vê
O quanto poderia
Gerar a fantasia
Na vida sem por que
O todo num cadê
A sorte em utopia
O mundo na agonia
Aonde em vão se crê,
Presumo novo fato
E quanto isto constato
Retrato o que inda trago,
Depois de certo ocaso
A cada novo atraso,
Decerto além, divago.
MARCOS LOURES
O quanto poderia
Gerar a fantasia
Na vida sem por que
O todo num cadê
A sorte em utopia
O mundo na agonia
Aonde em vão se crê,
Presumo novo fato
E quanto isto constato
Retrato o que inda trago,
Depois de certo ocaso
A cada novo atraso,
Decerto além, divago.
MARCOS LOURES
INVENTO
A vida se transforma
E gera tão igual
Caminho ritual
Idêntico em tal forma,
E assim cada reforma
Produz velho sinal
E nisto o pontual
Reflete a antiga norma,
Depois do que passaste
O todo sem contraste
Verás noutro momento,
E quando me difiro
Ousando o mesmo tiro,
O morto eu sempre invento.
MARCOS LOURES
E gera tão igual
Caminho ritual
Idêntico em tal forma,
E assim cada reforma
Produz velho sinal
E nisto o pontual
Reflete a antiga norma,
Depois do que passaste
O todo sem contraste
Verás noutro momento,
E quando me difiro
Ousando o mesmo tiro,
O morto eu sempre invento.
MARCOS LOURES
RIQUEZA
Riqueza desvirtua
O olhar de quem procura
Imerso na loucura
Aquém da imensa lua,
E o nada se cultua
Gerando esta amargura
Invés de uma ternura
Que além sempre flutua,
Saber e conhecer
Tentar novo caminho,
E mesmo que daninho
Livrar-se do querer,
Gestando em fantasia
Bem mais do que teria.
MARCOS LOURES
O olhar de quem procura
Imerso na loucura
Aquém da imensa lua,
E o nada se cultua
Gerando esta amargura
Invés de uma ternura
Que além sempre flutua,
Saber e conhecer
Tentar novo caminho,
E mesmo que daninho
Livrar-se do querer,
Gestando em fantasia
Bem mais do que teria.
MARCOS LOURES
VELHO DESERTO
Ao ver esta verdade
Diversa da que tenho,
Enquanto este desenho
A vida já degrade,
Transforma o sonho em grade
E nisto ora desdenho
E sei porquanto eu venho
Aquém da liberdade,
A morte da emoção
A leda sensação
Do quanto me liberto,
No rumo antes traçado
O passo sonegado,
Traduz velho deserto.
MARCOS LOURES
Diversa da que tenho,
Enquanto este desenho
A vida já degrade,
Transforma o sonho em grade
E nisto ora desdenho
E sei porquanto eu venho
Aquém da liberdade,
A morte da emoção
A leda sensação
Do quanto me liberto,
No rumo antes traçado
O passo sonegado,
Traduz velho deserto.
MARCOS LOURES
A LUTA
A luta que não cessa
Expressa o quanto vale
A vida em raro xale
A sorte sem promessa,
E o todo recomeça
Bem antes que avassale
No tom aonde exale
O mundo sem ter pressa,
Virtude se proclama
Supera qualquer trama
E gera muito além
Do quanto pude outrora
A face que me ancora
Somente a luta tem.
MARCOS LOURES
Expressa o quanto vale
A vida em raro xale
A sorte sem promessa,
E o todo recomeça
Bem antes que avassale
No tom aonde exale
O mundo sem ter pressa,
Virtude se proclama
Supera qualquer trama
E gera muito além
Do quanto pude outrora
A face que me ancora
Somente a luta tem.
MARCOS LOURES
O PENSAMENTO GERA
O pensamento gera
A morte da esperança
E quanto mais avança
Maior resulta a fera,
E nisto o que se espera
Gestando em confiança
Promete uma mudança
E traz a nova esfera,
A luz insuportável
De um mundo tão mutável
Jamais traria a sorte,
Destarte o que se pensa
Ao fim não recompensa
Traduz somente a morte.
MARCOS LOURES
O DIA RENASCE 25556
DIA RENASCE
O dia enfim renasce alvissareiro
E nele não se vêm brumas atrozes,
E quando se percebem noutras vozes
O canto que pensara o derradeiro,
Mergulho meu delírio num tinteiro
E alçando fantasias mais ferozes,
Encontro os descaminhos, bebo as fozes
E sei do mar imenso, timoneiro.
Infaustos coletados pela vida
Apenas me preparo em despedida
Na lápide epitáfios não desejo
Assumo a derrocada de um poeta
Que tendo a fantasia se completa
Somente no vazio de um lampejo.
MARCOS LOURES
O dia enfim renasce alvissareiro
E nele não se vêm brumas atrozes,
E quando se percebem noutras vozes
O canto que pensara o derradeiro,
Mergulho meu delírio num tinteiro
E alçando fantasias mais ferozes,
Encontro os descaminhos, bebo as fozes
E sei do mar imenso, timoneiro.
Infaustos coletados pela vida
Apenas me preparo em despedida
Na lápide epitáfios não desejo
Assumo a derrocada de um poeta
Que tendo a fantasia se completa
Somente no vazio de um lampejo.
MARCOS LOURES
ALIVIADO
ALIVIADO
Beijo-te com carinho, aliviado,
E sei quantas quimeras enfrentei,
A sorte muitas vezes disfarcei
Em risos de ironia. Sei do fado
Que tanto tem por vezes destroçado
Caminho mais tranqüilo eu não trilhei,
E agora quanto mais longínqua a grei
Maior o meu desejo sem enfado.
Percorro os meus anseios e detenho-me
Nas furnas mais terríveis, mas embrenho-me
E sigo sem temer os vendavais.
Abismos corriqueiros, precipícios
Não deixo nesta estrada mais indícios
E sigo mesmo em tempos tão venais...
MARCOS LOURES
Beijo-te com carinho, aliviado,
E sei quantas quimeras enfrentei,
A sorte muitas vezes disfarcei
Em risos de ironia. Sei do fado
Que tanto tem por vezes destroçado
Caminho mais tranqüilo eu não trilhei,
E agora quanto mais longínqua a grei
Maior o meu desejo sem enfado.
Percorro os meus anseios e detenho-me
Nas furnas mais terríveis, mas embrenho-me
E sigo sem temer os vendavais.
Abismos corriqueiros, precipícios
Não deixo nesta estrada mais indícios
E sigo mesmo em tempos tão venais...
MARCOS LOURES
AMORES
AMORES
Ressonas sobre fronha e travesseiro
Pensando no talvez que nunca veio
O quadro se desenha e sem rodeio
O mundo não seria lisonjeiro.
Acordas e não vês o companheiro
E quando se percebe estando alheio
O gosto delicado de um recreio
Morrera há muito tempo em vão ribeiro.
Assédios tão comuns na juventude
Agora a fantasia não ilude
E a queda de um andaime é tão comum.
As pernas varicosas, olhos mortos,
Na vida coletados os abortos,
De amores que sonhara; vês nenhum...
MARCOS LOURES
Ressonas sobre fronha e travesseiro
Pensando no talvez que nunca veio
O quadro se desenha e sem rodeio
O mundo não seria lisonjeiro.
Acordas e não vês o companheiro
E quando se percebe estando alheio
O gosto delicado de um recreio
Morrera há muito tempo em vão ribeiro.
Assédios tão comuns na juventude
Agora a fantasia não ilude
E a queda de um andaime é tão comum.
As pernas varicosas, olhos mortos,
Na vida coletados os abortos,
De amores que sonhara; vês nenhum...
MARCOS LOURES
O DIA RENASCENDO
O DIA RENASCENDO
O dia renascendo, iluminado,
Seria uma notícia prazerosa,
Mas quando não se vê sequer a rosa
O que farei do velho e agreste prado?
O peso em minhas costas demonstrado
Em noites claras traz a caprichosa
Verdade onde o prazer já nem mais goza,
E o templo que criei desmoronado.
Procuro pelas ruas o esmoler
Sabendo aceitarei o que vier
Esfaimado pedinte sem paragem.
E tendo no horizonte um sol vazio,
O estúpido caminho ora desfio,
Nublando dentro em mim tal paisagem...
MARCOS LOURES
O dia renascendo, iluminado,
Seria uma notícia prazerosa,
Mas quando não se vê sequer a rosa
O que farei do velho e agreste prado?
O peso em minhas costas demonstrado
Em noites claras traz a caprichosa
Verdade onde o prazer já nem mais goza,
E o templo que criei desmoronado.
Procuro pelas ruas o esmoler
Sabendo aceitarei o que vier
Esfaimado pedinte sem paragem.
E tendo no horizonte um sol vazio,
O estúpido caminho ora desfio,
Nublando dentro em mim tal paisagem...
MARCOS LOURES
APENAS
APENAS
Apenas um caminho
Jamais seria um fim,
E o todo dentro em mim
Aonde ora me alinho
Traduz o velho espinho
Exposto no jardim,
Embora tão ruim
E mesmo até daninho.
No passo sem medida
Ousando nesta vida
Princípio, fim e meio
Do quanto se alimenta
O sonho em tal tormenta
Dirige sem ter freio.
MARCOS LOURES
Apenas um caminho
Jamais seria um fim,
E o todo dentro em mim
Aonde ora me alinho
Traduz o velho espinho
Exposto no jardim,
Embora tão ruim
E mesmo até daninho.
No passo sem medida
Ousando nesta vida
Princípio, fim e meio
Do quanto se alimenta
O sonho em tal tormenta
Dirige sem ter freio.
MARCOS LOURES
segunda-feira, 16 de abril de 2018
ERROS REPETIDOS
Visão já deturpada
Do quanto sou e quero
No fundo sendo fero
A sorte não diz nada,
Apenas nesta estrada
Ao ser sempre sincero
Matando o que venero
Negando o que me invada,
Restauro os meus enganos
E sei dos soberanos
Momentos presumidos,
Ao ver realidade
O mundo me degrade
Em erros repetidos.
MARCOS LOURES
Do quanto sou e quero
No fundo sendo fero
A sorte não diz nada,
Apenas nesta estrada
Ao ser sempre sincero
Matando o que venero
Negando o que me invada,
Restauro os meus enganos
E sei dos soberanos
Momentos presumidos,
Ao ver realidade
O mundo me degrade
Em erros repetidos.
MARCOS LOURES
UMA ALMA SONHADORA
Olhando esta figura
Já tanto apodrecida
Amarelada vida
O fim ora assegura
E o quanto se procura
A sorte dilapida
E tendo esta ferida
Expressa em amargura,
Apenas um retrato
Aonde o que constato
Deveras morto está,
E sei do quanto fora
Uma alma sonhadora
E morta desde já.
MARCOS LOURES
Já tanto apodrecida
Amarelada vida
O fim ora assegura
E o quanto se procura
A sorte dilapida
E tendo esta ferida
Expressa em amargura,
Apenas um retrato
Aonde o que constato
Deveras morto está,
E sei do quanto fora
Uma alma sonhadora
E morta desde já.
MARCOS LOURES
AMAR
A capa que reveste
Não vale o quanto tem,
E nisto sei tão bem
Do sonho mais celeste,
E mesmo sendo agreste
O passo diz de quem
Pudera ser além
Do quanto agora veste,
Amar o quanto se é
Bem mais do que tal fé
Pudesse desenhar,
Num âmbito diverso
A ti quando eu me verso
O todo diz amar.
MARCOS LOURES
Não vale o quanto tem,
E nisto sei tão bem
Do sonho mais celeste,
E mesmo sendo agreste
O passo diz de quem
Pudera ser além
Do quanto agora veste,
Amar o quanto se é
Bem mais do que tal fé
Pudesse desenhar,
Num âmbito diverso
A ti quando eu me verso
O todo diz amar.
MARCOS LOURES
O AMOR
O AMOR
O amor que nos tocando expressa a maravilha
De um tempo mais suave em plena claridade,
E nisto o quanto possa haver em liberdade
Traduz todo caminho aonde a luz palmilha,
Vivesse tão somente a sorte em rara trilha
Deixando para trás a dor quando degrade,
Traçando a cada passo esta felicidade
Que mesmo em ilusão, nos céus dos sonhos, brilha.
Encontro em teu sorriso, o quanto desejei,
O sol dourando imenso a bela e rara grei
Fomentando esperança em coração agreste.
Só sei do quanto possa haver em plenitude
No amor quando se entrega e nele mais que pude
Cerzindo imenso amor; que em paz já se reveste.
MARCOS LOURES
O amor que nos tocando expressa a maravilha
De um tempo mais suave em plena claridade,
E nisto o quanto possa haver em liberdade
Traduz todo caminho aonde a luz palmilha,
Vivesse tão somente a sorte em rara trilha
Deixando para trás a dor quando degrade,
Traçando a cada passo esta felicidade
Que mesmo em ilusão, nos céus dos sonhos, brilha.
Encontro em teu sorriso, o quanto desejei,
O sol dourando imenso a bela e rara grei
Fomentando esperança em coração agreste.
Só sei do quanto possa haver em plenitude
No amor quando se entrega e nele mais que pude
Cerzindo imenso amor; que em paz já se reveste.
MARCOS LOURES
CONHECER
Pudesse conhecer
Ao menos uma parte
Em quantos se reparte
O todo de algum ser,
E neste esvaecer
O tempo sempre parte
E a vida, a sobeja arte
Não deixa-nos saber,
O quanto ser quem és
Ao menos de viés
Jamais tem tradução,
Destarte réu confesso
Em mim tanto tropeço,
Perdendo a direção.
MARCOS LOURES
Ao menos uma parte
Em quantos se reparte
O todo de algum ser,
E neste esvaecer
O tempo sempre parte
E a vida, a sobeja arte
Não deixa-nos saber,
O quanto ser quem és
Ao menos de viés
Jamais tem tradução,
Destarte réu confesso
Em mim tanto tropeço,
Perdendo a direção.
MARCOS LOURES
O FATO DE SABER
O FATO DE SABER
O fato de saber
O quanto se pudera
Apascentar a fera
E nisto ter prazer
Moldando o novo ser
Traçando a primavera
E nesta nova esfera
O todo conhecer,
Enquanto na verdade
A vida num momento
Diverso; enquanto eu tento
Ainda ora se evade
Do tanto que há em mim,
Matando tudo enfim.
MARCOS LOURES
O fato de saber
O quanto se pudera
Apascentar a fera
E nisto ter prazer
Moldando o novo ser
Traçando a primavera
E nesta nova esfera
O todo conhecer,
Enquanto na verdade
A vida num momento
Diverso; enquanto eu tento
Ainda ora se evade
Do tanto que há em mim,
Matando tudo enfim.
MARCOS LOURES
QUALQUER CANTO
QUALQUER CANTO
O quanto se procura
Liberta o pensamento
E traz noutro momento
A noite mais escura,
E sei desta loucura
Enquanto o novo eu tento
E bebo deste vento
Infausto em amargura,
Explode dentro em nós
O fato mais atroz
E disto sei do espanto
Lutando sem cansaço
O quanto ainda traço
Esbarra em qualquer canto.
MARCOS LOURES
O quanto se procura
Liberta o pensamento
E traz noutro momento
A noite mais escura,
E sei desta loucura
Enquanto o novo eu tento
E bebo deste vento
Infausto em amargura,
Explode dentro em nós
O fato mais atroz
E disto sei do espanto
Lutando sem cansaço
O quanto ainda traço
Esbarra em qualquer canto.
MARCOS LOURES
A VIDA ENSINA
A VIDA ENSINA
A vida ensina e o fato
De em todo novo dia
Abrir a fantasia
Aonde eu já constato
A força de um regato
A luta em agonia
O quanto poderia
E nada mais resgato,
Somente o meu engodo
E nisto o quase todo
Expressa um rumo e verso
No quanto pude crer
E sei do amanhecer
E nele eu me disperso.
MARCOS LOURES
A vida ensina e o fato
De em todo novo dia
Abrir a fantasia
Aonde eu já constato
A força de um regato
A luta em agonia
O quanto poderia
E nada mais resgato,
Somente o meu engodo
E nisto o quase todo
Expressa um rumo e verso
No quanto pude crer
E sei do amanhecer
E nele eu me disperso.
MARCOS LOURES
DECERTO
DECERTO
O máximo que vejo
Talvez seja este espelho
Aonde me aconselho
E sei ser tão sobejo
O quanto em azulejo
Deveras me ajoelho
E meto o meu bedelho
Além do que desejo,
Espero uma resposta
E nada mais viria,
A face em agonia
Ao ser assim exposta
Traduz a dor imensa
De quem, decerto, pensa...
MARCOS LOURES
O máximo que vejo
Talvez seja este espelho
Aonde me aconselho
E sei ser tão sobejo
O quanto em azulejo
Deveras me ajoelho
E meto o meu bedelho
Além do que desejo,
Espero uma resposta
E nada mais viria,
A face em agonia
Ao ser assim exposta
Traduz a dor imensa
De quem, decerto, pensa...
MARCOS LOURES
NEGAR-SE À PRÓPRIA VIDA
NEGAR-SE À PRÓPRIA VIDA
Negar-se à própria vida
Não traz felicidade
Nem mesmo o que degrade
A sorte dilapida,
Gerando esta esquecida
Loucura que me invade,
Traduz a qualidade
Há tanto prometida.
Resumos de momentos
Aonde em desalentos
Ou risos; compartilho,
Jamais eu suportei
Obedecer à lei
Num cérebro-espartilho.
MARCOS LOURES
CARINHOS
CARINHOS
Carinhos que te faço
O tempo não sossega
A vida em rara adega
Presume num novo passo
E mesmo quando escasso
Supera a sorte cega
E além tanto navega
Vagando em cada traço,
E sei do quanto possa
Verdade sendo nossa
Ousar noutro momento,
E o pântano passado,
O dia degradado
A solidão fomento.
MARCOS LOURES
Carinhos que te faço
O tempo não sossega
A vida em rara adega
Presume num novo passo
E mesmo quando escasso
Supera a sorte cega
E além tanto navega
Vagando em cada traço,
E sei do quanto possa
Verdade sendo nossa
Ousar noutro momento,
E o pântano passado,
O dia degradado
A solidão fomento.
MARCOS LOURES
SEM TER MOTIVOS
SEM TER MOTIVOS
Amar sem ter motivos
Que gerem nova fonte
Abrindo este horizonte
Além dos lenitivos
Estamos bem mais vivos
Aonde o todo aponte
Criando a rara ponte
Sem sermos, pois cativos.
Expresso em verso e paz
O quanto que se traz
E gesta novo sonho,
E nisto o meu caminho
Enquanto em ti me aninho
É mais do que eu proponho.
MARCOS LOURES
A VIDA SE REPETE
A vida se repete
Nos erros costumeiros
E gera dos canteiros
Apenas o que afete
E marca o que compete
Ao todo em derradeiros
Momentos verdadeiros
Pintando sempre o sete,
E o todo não pudesse
Ainda mesmo em prece
Trazer algum alento,
E sei do quanto pude
Embora mesmo rude,
Um dia em paz eu tento.
MARCOS LOURES
Nos erros costumeiros
E gera dos canteiros
Apenas o que afete
E marca o que compete
Ao todo em derradeiros
Momentos verdadeiros
Pintando sempre o sete,
E o todo não pudesse
Ainda mesmo em prece
Trazer algum alento,
E sei do quanto pude
Embora mesmo rude,
Um dia em paz eu tento.
MARCOS LOURES
TEU CHEIRO
TEU CHEIRO
Eu posso te tocar, sentir teu cheiro;
Mas se equivale ao que pensara,
Desvio o rio em foz diversa e clara
E quando me percebo só me esgueiro.
Estranho o descaminho e vou ligeiro
Numa ânsia sem igual a alma declara
O medo que este olhar torpe escancara
Diverso do meu mundo corriqueiro.
E beijo em meus destinos, descalabros,
Altares sem sequer os candelabros
Desabo e percebendo tais ruínas
Ainda te gargalhas e ironia
É tudo o que deveras anuncia
Tua alma. Mesmo assim tu me dominas...
MARCOS LOURES
Eu posso te tocar, sentir teu cheiro;
Mas se equivale ao que pensara,
Desvio o rio em foz diversa e clara
E quando me percebo só me esgueiro.
Estranho o descaminho e vou ligeiro
Numa ânsia sem igual a alma declara
O medo que este olhar torpe escancara
Diverso do meu mundo corriqueiro.
E beijo em meus destinos, descalabros,
Altares sem sequer os candelabros
Desabo e percebendo tais ruínas
Ainda te gargalhas e ironia
É tudo o que deveras anuncia
Tua alma. Mesmo assim tu me dominas...
MARCOS LOURES
CONTRASTE
CONTRASTE
Estás comigo, amada, aqui ao lado
E sei dos tão diversos dissabores
Gerados pelos medos, vãos temores
Há tanto que protelo o anunciado
Momento toscamente desejado
Ainda que desvende em ti as flores,
Desejos muitas vezes tentadores
E neles ao final, um mero enfado.
Astuciosamente se percebe
O vário colorido desta sebe
Mesquinhos os abismos que traçaste
E neles minha queda se anuncia
Gerando o desfazer da fantasia
Enquanto tu te ris, tolo contraste...
MARCOS LOURES
Estás comigo, amada, aqui ao lado
E sei dos tão diversos dissabores
Gerados pelos medos, vãos temores
Há tanto que protelo o anunciado
Momento toscamente desejado
Ainda que desvende em ti as flores,
Desejos muitas vezes tentadores
E neles ao final, um mero enfado.
Astuciosamente se percebe
O vário colorido desta sebe
Mesquinhos os abismos que traçaste
E neles minha queda se anuncia
Gerando o desfazer da fantasia
Enquanto tu te ris, tolo contraste...
MARCOS LOURES
TROPEÇO
TROPEÇO
E vejo que não foi; querida, assim
O mundo que traçara no passado
O gesto repetido cancelado
Percorro e já sem flores o jardim
Estúpida quimera vê ao fim
O tempo com certeza mais nublado
E quando se percebe o torpe Fado,
Acendo o que me resta: este estopim
Bombásticos delírios de um poeta
E tendo a minha vida em frágil seta
O peso das vergastas não esqueço,
Não fora mesmo assim, minha querida,
Invalidando enfim a tosca vida
Marcada a cada queda, em vão tropeço.
MARCOS LOURES
E vejo que não foi; querida, assim
O mundo que traçara no passado
O gesto repetido cancelado
Percorro e já sem flores o jardim
Estúpida quimera vê ao fim
O tempo com certeza mais nublado
E quando se percebe o torpe Fado,
Acendo o que me resta: este estopim
Bombásticos delírios de um poeta
E tendo a minha vida em frágil seta
O peso das vergastas não esqueço,
Não fora mesmo assim, minha querida,
Invalidando enfim a tosca vida
Marcada a cada queda, em vão tropeço.
MARCOS LOURES
JARDIM
JARDIM
O quanto que se quer
E o tanto quando traço
Mudando a cada passo
Num ato em vão, qualquer,
O todo sem sequer
Saber do mundo escasso
E nisto sem cansaço
Enfrento o que vier,
Mas sei do quanto em mim
Traduz o ledo fim
Ou mesmo um novo rumo,
Destarte sendo assim,
Cevando o meu jardim,
Em vago sonho esfumo.
MARCOS LOURES
RAIAR
RAIAR
O quanto se adivinha
Ou mesmo se produz
Ousando numa luz
Que há tanto já continha
A sorte tão mesquinha
Enquanto nos conduz
E traz aonde eu pus
A senda jamais minha,
Futuro se escondendo
E nisto algum adendo
Impede o deslumbrar
Do quanto ainda vejo
Ou mesmo até desejo
Aos poucos vai raiar.
MARCOS LOURES
O quanto se adivinha
Ou mesmo se produz
Ousando numa luz
Que há tanto já continha
A sorte tão mesquinha
Enquanto nos conduz
E traz aonde eu pus
A senda jamais minha,
Futuro se escondendo
E nisto algum adendo
Impede o deslumbrar
Do quanto ainda vejo
Ou mesmo até desejo
Aos poucos vai raiar.
MARCOS LOURES
DIA A DIA
DIA A DIA
O dia a dia ensina
Embora deturpando,
A sorte em contrabando
Por vezes cristalina
Ou mesmo determina
O passo em ledo bando
E assim nos informando
Transgride a velha mina,
Esperas entre quedas
E quando ora enveredas
Por sendas mais diversas
Os passos entre tantos
Em rústicos encantos
Aos poucos tu dispersas.
MARCOS LOURES
O dia a dia ensina
Embora deturpando,
A sorte em contrabando
Por vezes cristalina
Ou mesmo determina
O passo em ledo bando
E assim nos informando
Transgride a velha mina,
Esperas entre quedas
E quando ora enveredas
Por sendas mais diversas
Os passos entre tantos
Em rústicos encantos
Aos poucos tu dispersas.
MARCOS LOURES
NÉSCIO
NÉSCIO
Ao ver-se já desnudo
O ser humano exponha
A face mais medonha
E nisto me amiúdo,
O todo diz, contudo
Do passo na enfadonha
Verdade que se oponha
Ao todo onde me iludo,
Esqueço o quanto pude
Vencer o passo rude
E ter noutro cenário
Um variável passo,
E sei que enquanto eu traço
Sou néscio e temerário.
MARCOS LOURES
Ao ver-se já desnudo
O ser humano exponha
A face mais medonha
E nisto me amiúdo,
O todo diz, contudo
Do passo na enfadonha
Verdade que se oponha
Ao todo onde me iludo,
Esqueço o quanto pude
Vencer o passo rude
E ter noutro cenário
Um variável passo,
E sei que enquanto eu traço
Sou néscio e temerário.
MARCOS LOURES
LEDAS MENTIRAS
LEDAS MENTIRAS
O fato não se muda
Conforme se repita
Nem gera uma pepita
Na sorte mais miúda,
O quanto nos acuda
Deveras não permita
Nem mesmo delimita
A luta em rara ajuda,
Verdades são eternas
E trazem as lanternas
Que ditam seu futuro,
Porém ledas mentiras
Enquanto em vão atiras
Não trazem cais seguro.
MARCOS LOURES
TEMERÁRIO
TEMERÁRIO
A força que supera
As ledas diferenças
Enquanto te convenças
Gerando em ti tal fera,
A luta diz quimera
E trama contra as crenças
Marcando aonde pensas
Com dor que destempera,
Matando o quanto possa
Diversa desta nossa
Vontade outro cenário,
Assim imensamente
Mesmo que a vida mente,
O homem é temerário.
MARCOS LOURES
A força que supera
As ledas diferenças
Enquanto te convenças
Gerando em ti tal fera,
A luta diz quimera
E trama contra as crenças
Marcando aonde pensas
Com dor que destempera,
Matando o quanto possa
Diversa desta nossa
Vontade outro cenário,
Assim imensamente
Mesmo que a vida mente,
O homem é temerário.
MARCOS LOURES
O MEU FINAL
O MEU FINAL
Numa alegria augusta; eu me aprofundo
Embora saiba bem a estupidez
Que a cada passo dado, mais tu vês
E dela sem defesas vou ao fundo
E vendo destroçado um peito imundo
Tomado por total invalidez
O peso do passado já desfez
A rota de um canalha vagabundo.
Apertando este cinto eu sei o quanto
O bêbado caminho em desencanto
Não poderia dar sequer sinal
E o vandalismo invade cada passo
E quando novo rumo ainda traço,
Aguardo tão somente o meu final...
MARCOS LOURES
Numa alegria augusta; eu me aprofundo
Embora saiba bem a estupidez
Que a cada passo dado, mais tu vês
E dela sem defesas vou ao fundo
E vendo destroçado um peito imundo
Tomado por total invalidez
O peso do passado já desfez
A rota de um canalha vagabundo.
Apertando este cinto eu sei o quanto
O bêbado caminho em desencanto
Não poderia dar sequer sinal
E o vandalismo invade cada passo
E quando novo rumo ainda traço,
Aguardo tão somente o meu final...
MARCOS LOURES
DESTROÇOS
DESTROÇO
Pensara que este estúpido destroço
Vagando pelas ânsias do não ser,
Ao crer no emaranhado de um prazer
Além do que em verdade já não posso,
Esgueiro-me entre redes e mortalhas
A serpe me acompanha em risos fartos,
Aonde imaginara novos partos
Apontam-me os olhares várias falhas.
E sei que talvez tenha tal coragem
De em falsas ilusões não mergulhar
Salgando com as lágrimas meu mar
Aonde não se vê sequer miragem,
Desertos me acompanham desde cedo,
E aos vastos deste nada eu me concedo...
MARCOS LOURES
Pensara que este estúpido destroço
Vagando pelas ânsias do não ser,
Ao crer no emaranhado de um prazer
Além do que em verdade já não posso,
Esgueiro-me entre redes e mortalhas
A serpe me acompanha em risos fartos,
Aonde imaginara novos partos
Apontam-me os olhares várias falhas.
E sei que talvez tenha tal coragem
De em falsas ilusões não mergulhar
Salgando com as lágrimas meu mar
Aonde não se vê sequer miragem,
Desertos me acompanham desde cedo,
E aos vastos deste nada eu me concedo...
MARCOS LOURES
PESADELO
PESADELO
Um pesadelo horrível num segundo
Anunciando o fim da poesia
E quando esta verdade já se urdia
Deixara há muito tempo o tosco mundo
Retrato o meu passado tolo e imundo
Enquanto um novo tempo se recria
E nele morta em dor a fantasia
O velho coração de um vagabundo
Anseia algum momento em abundância
Revive o sortilégio de uma infância
Aonde o privilégio de sonhar
Vivenciara sempre com prazer,
E agora ao se notar e nada ver
Mergulha no vazio especular...
MARCOS LOURES
Um pesadelo horrível num segundo
Anunciando o fim da poesia
E quando esta verdade já se urdia
Deixara há muito tempo o tosco mundo
Retrato o meu passado tolo e imundo
Enquanto um novo tempo se recria
E nele morta em dor a fantasia
O velho coração de um vagabundo
Anseia algum momento em abundância
Revive o sortilégio de uma infância
Aonde o privilégio de sonhar
Vivenciara sempre com prazer,
E agora ao se notar e nada ver
Mergulha no vazio especular...
MARCOS LOURES
JUNTO A MIM
JUNTO A MIM
Sentindo o teu respiro junto a mim
Eu vejo retratado o quanto fora
A vida em falsas luzes, tentadora,
Num átimo em teu lábio carmesim
A angústia discernindo de onde vim
Uma alma muitas vezes sedutora
Morrendo ao se sentir reveladora
Extremamente estúpida; eis meu fim.
Não posso desvendar velhos mistérios
E quando o tempo dita seus critérios
As farpas penetrando em carne viva
São pregos e tenazes que me prendem
E os sonhos finalmente já se rendem
Enquanto a fantasia agora priva...
MARCOS LOURES
Sentindo o teu respiro junto a mim
Eu vejo retratado o quanto fora
A vida em falsas luzes, tentadora,
Num átimo em teu lábio carmesim
A angústia discernindo de onde vim
Uma alma muitas vezes sedutora
Morrendo ao se sentir reveladora
Extremamente estúpida; eis meu fim.
Não posso desvendar velhos mistérios
E quando o tempo dita seus critérios
As farpas penetrando em carne viva
São pregos e tenazes que me prendem
E os sonhos finalmente já se rendem
Enquanto a fantasia agora priva...
MARCOS LOURES
TRAGO ORA COMIGO
TRAGO ORA COMIGO
O novo mata o antigo
E discrimina o fato
Do quanto não constato
E trago ora comigo,
A sorte aonde abrigo
Mudando eu já retrato
No canto enquanto abstrato
Não traz qualquer perigo,
E assim em barbarismo
O quanto além eu cismo
Matando o que é senil,
Destarte nada levo
Jamais sendo longevo
Jamais se repartiu.
MARCOS LOURES
O novo mata o antigo
E discrimina o fato
Do quanto não constato
E trago ora comigo,
A sorte aonde abrigo
Mudando eu já retrato
No canto enquanto abstrato
Não traz qualquer perigo,
E assim em barbarismo
O quanto além eu cismo
Matando o que é senil,
Destarte nada levo
Jamais sendo longevo
Jamais se repartiu.
MARCOS LOURES
DIFERENÇAS
DIFERENÇAS
Das diferenças nasce
A discriminação
O que virá então
Ao velho já se espace
E quando se notasse
Diversa direção
Os novos matarão
O velho noutra face.
E o tanto que podia
Unir em fantasia
Apenas não constróis
Quais fossem diferentes
Os medos que tu sentes
Também diversos, sóis...
MARCOS LOURES
DIVERSO
DIVERSO
A vida se desenha
No olhar de algum artista
E o quanto além persista
Gerando onde se empenha
Aquece a velha lenha
E nada mais resista
À força onde se assista
O todo que contenha,
A vida sendo bela
Na tela se revela
Desnuda de um defeito,
E traz a todo olhar
O quanto imaginar
Diverso do que aceito.
MARCOS LOURES
A vida se desenha
No olhar de algum artista
E o quanto além persista
Gerando onde se empenha
Aquece a velha lenha
E nada mais resista
À força onde se assista
O todo que contenha,
A vida sendo bela
Na tela se revela
Desnuda de um defeito,
E traz a todo olhar
O quanto imaginar
Diverso do que aceito.
MARCOS LOURES
DE PAR EM PAR
DE PAR EM PAR
De par em par, querida, a mesma dança
A vida se enlaçando com a morte
Sem ter quem na verdade ainda aporte
O brilho necessário, sem mudança
Ao deus dará meu sonho já se lança
E nele com certeza sem um norte,
Aprofundando sempre mais o corte,
Quem tenta novo dia nunca alcança.
Assomam-se terrores mais freqüentes
E quando tempestades tu pressentes
Assisto à derrocada em camarote.
Heréticas manhãs não me seduzem
E os dias ao final quando conduzem
Preparam com prazer último bote...
MARCOS LOURES
De par em par, querida, a mesma dança
A vida se enlaçando com a morte
Sem ter quem na verdade ainda aporte
O brilho necessário, sem mudança
Ao deus dará meu sonho já se lança
E nele com certeza sem um norte,
Aprofundando sempre mais o corte,
Quem tenta novo dia nunca alcança.
Assomam-se terrores mais freqüentes
E quando tempestades tu pressentes
Assisto à derrocada em camarote.
Heréticas manhãs não me seduzem
E os dias ao final quando conduzem
Preparam com prazer último bote...
MARCOS LOURES
NADA NOS CALA
E assim, nada nos cala, nem alcança,
Tampouco nos trazendo algum prazer,
Inércia costumeira posso ver
Nas mãos de quem matou minha esperança.
A sorte se mostrando em tal vingança
Sorrindo de soslaio me faz crer
Que ao menos poderia parecer
Melhor quem no vazio ora se lança.
Ocasos em terrível firmamento,
E quando novas sendas inda tento
Atento aos dissabores, não me culpo,
E verso sobre o tanto que talvez
Ainda nunca viste e já não crês
E o fim em sordidez agora esculpo.
MARCOS LOURES
Tampouco nos trazendo algum prazer,
Inércia costumeira posso ver
Nas mãos de quem matou minha esperança.
A sorte se mostrando em tal vingança
Sorrindo de soslaio me faz crer
Que ao menos poderia parecer
Melhor quem no vazio ora se lança.
Ocasos em terrível firmamento,
E quando novas sendas inda tento
Atento aos dissabores, não me culpo,
E verso sobre o tanto que talvez
Ainda nunca viste e já não crês
E o fim em sordidez agora esculpo.
MARCOS LOURES
EXPÕES
Nós somos passageiros da alegria?
Quem dera minha amiga, quem me dera...
Aonde se escondeu a primavera
Que o inverno nunca mais nos largaria?
Espreito da janela e bem queria
Matar se ainda viva fosse a fera,
Mas quando a fantasia nos tempera
A boca escancarando uma ironia.
Exaltamos loucuras e fantoches
Expondo nossos dias aos deboches
Sarcásticos palhaços, dois bufões.
E temos histriônicos caminhos
Medonhos, mas sublimes passarinhos
Que matas quando em risos tu te expões...
MARCOS LOURES
Quem dera minha amiga, quem me dera...
Aonde se escondeu a primavera
Que o inverno nunca mais nos largaria?
Espreito da janela e bem queria
Matar se ainda viva fosse a fera,
Mas quando a fantasia nos tempera
A boca escancarando uma ironia.
Exaltamos loucuras e fantoches
Expondo nossos dias aos deboches
Sarcásticos palhaços, dois bufões.
E temos histriônicos caminhos
Medonhos, mas sublimes passarinhos
Que matas quando em risos tu te expões...
MARCOS LOURES
NADA REDIME
O quanto me conheço
Assusta-me deveras
Ser fera que entre as feras
Traduz meu endereço
E nisto reconheço
Diversas, fartas eras
E quando destemperas
Marcante este adereço,
Ousando ser diverso
Do quanto ainda verso
Tentando o mais sublime,
A luta sem cansaço
Olhando o quanto escasso
Eu sou, nada redime.
MARCOS LOURES
Assusta-me deveras
Ser fera que entre as feras
Traduz meu endereço
E nisto reconheço
Diversas, fartas eras
E quando destemperas
Marcante este adereço,
Ousando ser diverso
Do quanto ainda verso
Tentando o mais sublime,
A luta sem cansaço
Olhando o quanto escasso
Eu sou, nada redime.
MARCOS LOURES
DESATINO
A sorte variante
E traz a cada passo
O quanto agora escasso
Futuro deslumbrante
E nada mais garante
Sequer algum espaço
E quando o sonho eu traço
O mundo noutro instante,
Cenário em tons sombrios
Ou tantos desafios
Destino eu não domino
E sei do quanto errático
O passo sem ser prático
Traduzo em desatino.
MARCOS LOURES
E traz a cada passo
O quanto agora escasso
Futuro deslumbrante
E nada mais garante
Sequer algum espaço
E quando o sonho eu traço
O mundo noutro instante,
Cenário em tons sombrios
Ou tantos desafios
Destino eu não domino
E sei do quanto errático
O passo sem ser prático
Traduzo em desatino.
MARCOS LOURES
A COISA
A COISA é mansa mas atropela.
O quanto se permite
Num passo mais audaz
Transforma a velha paz
Além deste limite
E o quanto delimite
O rumo aonde traz
O tanto quanto faz
Ou mesmo se acredite.
Negando algum aporte
Traçando novo norte
A nisto a clara tela,
A mansidão de fato
Tramando onde a constato
Também nos atropela.
MARCOS LOURES
O quanto se permite
Num passo mais audaz
Transforma a velha paz
Além deste limite
E o quanto delimite
O rumo aonde traz
O tanto quanto faz
Ou mesmo se acredite.
Negando algum aporte
Traçando novo norte
A nisto a clara tela,
A mansidão de fato
Tramando onde a constato
Também nos atropela.
MARCOS LOURES
SEQUER UMA ALEGRIA
O quanto se inebria
E gera outro momento
Aonde em provimento
A sorte não traria
Sequer uma alegria
E quando além eu tento
Vencer qualquer tormento
Gestado em agonia,
O caos se permitira
E nisto ainda fira
Quem tanto quis bem mais,
Vestindo a mesma face
Do quanto se mostrasse
Em atos tão boçais.
MARCOS LOURES
E gera outro momento
Aonde em provimento
A sorte não traria
Sequer uma alegria
E quando além eu tento
Vencer qualquer tormento
Gestado em agonia,
O caos se permitira
E nisto ainda fira
Quem tanto quis bem mais,
Vestindo a mesma face
Do quanto se mostrasse
Em atos tão boçais.
MARCOS LOURES
ALGUM ALENTO
A vida dita em regras
Diversas o que tanto
Pudesse e não garanto
Aonde não integras
As sortes desintegras
E traças desencanto
E nisto um novo canto
Enquanto não te alegras,
E sei do mais dorido
Caminho permitido
E nada mais teria
Ousando neste adeus
Os dias todos meus
Mataram a alegria.
MARCOS LOURES
Diversas o que tanto
Pudesse e não garanto
Aonde não integras
As sortes desintegras
E traças desencanto
E nisto um novo canto
Enquanto não te alegras,
E sei do mais dorido
Caminho permitido
E nada mais teria
Ousando neste adeus
Os dias todos meus
Mataram a alegria.
MARCOS LOURES
MATANDO A ALEGRIA
A vida dita em regras
Diversas o que tanto
Pudesse e não garanto
Aonde não integras
As sortes desintegras
E traças desencanto
E nisto um novo canto
Enquanto não te alegras,
E sei do mais dorido
Caminho permitido
E nada mais teria
Ousando neste adeus
Os dias todos meus
Mataram a alegria.
MARCOS LOURES
Diversas o que tanto
Pudesse e não garanto
Aonde não integras
As sortes desintegras
E traças desencanto
E nisto um novo canto
Enquanto não te alegras,
E sei do mais dorido
Caminho permitido
E nada mais teria
Ousando neste adeus
Os dias todos meus
Mataram a alegria.
MARCOS LOURES
NO AMOR QUE EU TRAÇO
Perfume diz espinho
E a sorte do canteiro
Enquanto além me inteiro
De um tempo mais mesquinho
E assim eu me avizinho
Do quanto aventureiro
Caminho derradeiro
Vencendo outro daninho,
A sorte onde se queira
Esboça a trepadeira
E adentra noutro espaço
Destarte continua
Bebendo inteira a lua
No amor que agora eu traço.
MARCOS LOURES
E a sorte do canteiro
Enquanto além me inteiro
De um tempo mais mesquinho
E assim eu me avizinho
Do quanto aventureiro
Caminho derradeiro
Vencendo outro daninho,
A sorte onde se queira
Esboça a trepadeira
E adentra noutro espaço
Destarte continua
Bebendo inteira a lua
No amor que agora eu traço.
MARCOS LOURES
MEU MUNDO
Meu mundo se apresenta
No quanto se traduz
O passo em plena luz
Vencendo a turbulenta
Noção que se sangrenta
Expressa o que conduz
E nisto enfim me pus
Na tez mais virulenta,
Esqueço cada engano
E sei do soberano
Caminho em claridade,
Ainda que pudera
Vencer a dura fera
Que aos poucos nos degrade.
MARCOS LOURES
No quanto se traduz
O passo em plena luz
Vencendo a turbulenta
Noção que se sangrenta
Expressa o que conduz
E nisto enfim me pus
Na tez mais virulenta,
Esqueço cada engano
E sei do soberano
Caminho em claridade,
Ainda que pudera
Vencer a dura fera
Que aos poucos nos degrade.
MARCOS LOURES
RITUAL
Mergulho nos teus braços
E bebo em tua pele
O quanto me compele
Amores entre passos
Os dias mais devassos
A sorte me atropele
E o tempo se revele
Na luta em novos traços
Resumos de outras eras
E nisto sei que esperas
Apenas o sinal
Gerado pelo sonho
Aonde o que componho
Traz passo em ritual
MARCOS LOURES
E bebo em tua pele
O quanto me compele
Amores entre passos
Os dias mais devassos
A sorte me atropele
E o tempo se revele
Na luta em novos traços
Resumos de outras eras
E nisto sei que esperas
Apenas o sinal
Gerado pelo sonho
Aonde o que componho
Traz passo em ritual
MARCOS LOURES
ANCORAR EM PAZ
Não quero outro momento
Nem mesmo a noite fria
E o quanto poderia
Trazer aonde eu tento
Vencer o sofrimento
E crer na fantasia
Gerando a poesia
E nisto eu me alimento
Pousando devagar
Aonde possa amar
Quem mais queria outrora
O passo rumo ao farto
Decerto eu não descarto
E o barco em paz ancora.
MARCOS LOURES
Nem mesmo a noite fria
E o quanto poderia
Trazer aonde eu tento
Vencer o sofrimento
E crer na fantasia
Gerando a poesia
E nisto eu me alimento
Pousando devagar
Aonde possa amar
Quem mais queria outrora
O passo rumo ao farto
Decerto eu não descarto
E o barco em paz ancora.
MARCOS LOURES
DESAFIO
Num átimo eu mergulho
E vago em tal abismo
Gerando enquanto cismo
O mundo em raro orgulho,
Ainda sendo entulho
O prazo em cataclismo
E sei de cada sismo,
Em vão tudo vasculho
E bebo a amarga senda
Aonde se desvenda
Apenas o vazio,
E o todo que pudera
Apascentar quimera
Agora eu desafio.
MARCOS LOURES
E vago em tal abismo
Gerando enquanto cismo
O mundo em raro orgulho,
Ainda sendo entulho
O prazo em cataclismo
E sei de cada sismo,
Em vão tudo vasculho
E bebo a amarga senda
Aonde se desvenda
Apenas o vazio,
E o todo que pudera
Apascentar quimera
Agora eu desafio.
MARCOS LOURES
DESAPONTE
Levando a vida ao fim
Depois da tempestade
O quanto desagrade
O prazo gesta enfim
O todo noutro sim
E sem a liberdade
A morta ansiedade
Traduz o nada em mim,
Escuto a voz do vento
E quando busco e tento
Saber de nova fonte
Apenas a semente
Morrendo se apresente
Aonde desaponte.
MARCOS LOURES
Depois da tempestade
O quanto desagrade
O prazo gesta enfim
O todo noutro sim
E sem a liberdade
A morta ansiedade
Traduz o nada em mim,
Escuto a voz do vento
E quando busco e tento
Saber de nova fonte
Apenas a semente
Morrendo se apresente
Aonde desaponte.
MARCOS LOURES
PURO AMOR
Falar do puro amor que nos domina
E gera novo tempo vivo em nós,
O tempo se renova logo após
A senda que se fez tão cristalina,
Vencendo o sofrimento, determina,
Um dia mais feliz deixando os pós
Da estrada que já fora tão atroz
Refaz esta esperança, uma áurea mina.
Jamais mergulharia neste engano
De um mundo quando o sonho desumano
Tomasse ora de assalto o dia a dia,
Perfaço o meu caminho mansamente
E tendo esta ventura que alimente
Imerso na emoção da poesia.
MARCOS LOURES
E gera novo tempo vivo em nós,
O tempo se renova logo após
A senda que se fez tão cristalina,
Vencendo o sofrimento, determina,
Um dia mais feliz deixando os pós
Da estrada que já fora tão atroz
Refaz esta esperança, uma áurea mina.
Jamais mergulharia neste engano
De um mundo quando o sonho desumano
Tomasse ora de assalto o dia a dia,
Perfaço o meu caminho mansamente
E tendo esta ventura que alimente
Imerso na emoção da poesia.
MARCOS LOURES
DÚVIDA
Virtude não precisa
Nem busca recompensa
Além do quanto vença
A sorte mais concisa,
E nisto em fúria ou brisa
O mundo se convença
Do todo em que esta crença
Deveras não avisa,
E o prazo determina
O quanto dita a mina
Vagando noutro senso,
E o coração liberto
Bem mais do que eu desperto
Transcende ao quanto eu penso.
MARCOS LOURES
Nem busca recompensa
Além do quanto vença
A sorte mais concisa,
E nisto em fúria ou brisa
O mundo se convença
Do todo em que esta crença
Deveras não avisa,
E o prazo determina
O quanto dita a mina
Vagando noutro senso,
E o coração liberto
Bem mais do que eu desperto
Transcende ao quanto eu penso.
MARCOS LOURES
AO QUANTO EU PENSO
Virtude não precisa
Nem busca recompensa
Além do quanto vença
A sorte mais concisa,
E nisto em fúria ou brisa
O mundo se convença
Do todo em que esta crença
Deveras não avisa,
E o prazo determina
O quanto dita a mina
Vagando noutro senso,
E o coração liberto
Bem mais do que eu desperto
Transcende ao quanto eu penso.
MARCOS LOURES
Nem busca recompensa
Além do quanto vença
A sorte mais concisa,
E nisto em fúria ou brisa
O mundo se convença
Do todo em que esta crença
Deveras não avisa,
E o prazo determina
O quanto dita a mina
Vagando noutro senso,
E o coração liberto
Bem mais do que eu desperto
Transcende ao quanto eu penso.
MARCOS LOURES
OUSANDO
Deturpações ousando
Num ato mais cruel
Traçar novo papel
E tudo transmudando,
Seguir em contrabando
No fato além do véu
Um dia em farto fel
Invés de outro mais brando,
O quanto se complica
Enquanto não se explica
Gerasse tão somente
Um mundo mais diverso
E neste me disperso
Matando uma semente.
MARCOS LOURES
Num ato mais cruel
Traçar novo papel
E tudo transmudando,
Seguir em contrabando
No fato além do véu
Um dia em farto fel
Invés de outro mais brando,
O quanto se complica
Enquanto não se explica
Gerasse tão somente
Um mundo mais diverso
E neste me disperso
Matando uma semente.
MARCOS LOURES
CONTRASTE
Contraste dita a glória
E trama em variado
Desenho o nosso fado
Mostrando o cume e a escória
A noite na memória
Num tempo demarcado,
Enquanto além invado,
A sorte merencória.
O prazo determina
O fim e nossa sina
Expõe diversa face,
E nisto se pudera
Viver em primavera,
Ou neve nos tocasse.
MARCOS LOURES
E trama em variado
Desenho o nosso fado
Mostrando o cume e a escória
A noite na memória
Num tempo demarcado,
Enquanto além invado,
A sorte merencória.
O prazo determina
O fim e nossa sina
Expõe diversa face,
E nisto se pudera
Viver em primavera,
Ou neve nos tocasse.
MARCOS LOURES
LUZ DESTE FAROL - SELMA
Deus protege quem ama e não maltrata,
Essa verdade trago sempre em mim.
Quem faz do amor princípio meio e fim,
Conhece a maravilha da cascata,
Já teve seu prazer na serenata,
Sente a delicadeza do jasmim
E sabe cultivar belo jardim.
Das flores, com carinho, sempre trata...
Pois tive essa certeza, minha amada,
Quando a vi me trazendo essa alvorada
Co’o brilho matinal de forte sol.
Minha vida, de novo em primavera,
A morte sem perdão desta quimera.
Em Selma, linda luz deste farol!
MARCOS LOURES
Essa verdade trago sempre em mim.
Quem faz do amor princípio meio e fim,
Conhece a maravilha da cascata,
Já teve seu prazer na serenata,
Sente a delicadeza do jasmim
E sabe cultivar belo jardim.
Das flores, com carinho, sempre trata...
Pois tive essa certeza, minha amada,
Quando a vi me trazendo essa alvorada
Co’o brilho matinal de forte sol.
Minha vida, de novo em primavera,
A morte sem perdão desta quimera.
Em Selma, linda luz deste farol!
MARCOS LOURES
MAIS RISONHO
No mundo que queremos, mais risonho
Apenas leves sombras reconheço,
O tempo se transcorre e não mereço
Sequer a fantasia que componho.
Eu vejo o meu futuro em tom medonho
A sorte já não sabe um endereço
E tudo variando sem começo
E quando canto assim, eu sei me exponho
Ridículos os dias sonhadores!
Matamos o jardim, queremos flores?
Não vejo nisto algum sentido, amiga.
Exatas são as nossas recompensas
Se as labaredas vejo sendo imensas
Destino em desatino já periga...
MARCOS LOURES.
Apenas leves sombras reconheço,
O tempo se transcorre e não mereço
Sequer a fantasia que componho.
Eu vejo o meu futuro em tom medonho
A sorte já não sabe um endereço
E tudo variando sem começo
E quando canto assim, eu sei me exponho
Ridículos os dias sonhadores!
Matamos o jardim, queremos flores?
Não vejo nisto algum sentido, amiga.
Exatas são as nossas recompensas
Se as labaredas vejo sendo imensas
Destino em desatino já periga...
MARCOS LOURES.
MUITO ALÉM
Vontade muito além do que dizia
Poema de um antigo companheiro
No quadro desenhando vou inteiro
Deixando para trás a fantasia,
E a morte anunciada não permite
Sequer que eu veja um brilho onde não tem,
O passo desdenhoso nega o bem
E o peso ultrapassando algum limite
Extraio poesia da cachaça
E nela me inebrio e sem sentido,
O quanto desejara é dividido
E quem procura bem logo rechaça
Empórios em total liquidação
Meus olhos, novos dias não verão...
MARCOS LOURES.
Poema de um antigo companheiro
No quadro desenhando vou inteiro
Deixando para trás a fantasia,
E a morte anunciada não permite
Sequer que eu veja um brilho onde não tem,
O passo desdenhoso nega o bem
E o peso ultrapassando algum limite
Extraio poesia da cachaça
E nela me inebrio e sem sentido,
O quanto desejara é dividido
E quem procura bem logo rechaça
Empórios em total liquidação
Meus olhos, novos dias não verão...
MARCOS LOURES.
NAS LUTAS QUE TRAVAMOS
Nas lutas que travamos, eu reponho
As armas já perdidas no passado
E quando me percebo amargurado
Ainda sem sentidos, teimo e sonho.
O caso é o que o futuro é tão bisonho
E nele quando estou mais entranhado
Percebo que não resta nem bocado
Do todo aonde às vezes decomponho.
A porta se fechando diz do quanto
Apenas herdaremos desencanto
E toda esta ternura fora inútil
Assento-me deveras sobre o fardo
Assim o passo audaz mato ou retardo
Sabendo que o viver se tornou fútil...
MARCOS LOURES
As armas já perdidas no passado
E quando me percebo amargurado
Ainda sem sentidos, teimo e sonho.
O caso é o que o futuro é tão bisonho
E nele quando estou mais entranhado
Percebo que não resta nem bocado
Do todo aonde às vezes decomponho.
A porta se fechando diz do quanto
Apenas herdaremos desencanto
E toda esta ternura fora inútil
Assento-me deveras sobre o fardo
Assim o passo audaz mato ou retardo
Sabendo que o viver se tornou fútil...
MARCOS LOURES
A FARSA
Que se faz renovado a cada dia
O sonho mais audaz aprisionando
E mesmo se mostrando vez em quando
Realidade há tanto já não guia.
A farsa se desvenda e ora recria
Um templo onde prevejo em tosco bando
O gozo necessário desarmando
A podre condição, torpe heresia.
Compêndios não bastaram nem um tomo
E quando a fortaleza invado e tomo,
Saqueio os meus demônios e os desfaço,
Mas tudo se transborda em falsas luzes,
Deveras aos infernos me conduzes
Seguindo sem pensar vou passo a passo...
MARCOS LOURES
O sonho mais audaz aprisionando
E mesmo se mostrando vez em quando
Realidade há tanto já não guia.
A farsa se desvenda e ora recria
Um templo onde prevejo em tosco bando
O gozo necessário desarmando
A podre condição, torpe heresia.
Compêndios não bastaram nem um tomo
E quando a fortaleza invado e tomo,
Saqueio os meus demônios e os desfaço,
Mas tudo se transborda em falsas luzes,
Deveras aos infernos me conduzes
Seguindo sem pensar vou passo a passo...
MARCOS LOURES
domingo, 15 de abril de 2018
PRISIONEIROS
E somos prisioneiros deste sonho?
Jamais aceitaria esta falácia,
Não tendo nem sequer qualquer audácia
O que fizeste em trevas não componho.
E mesmo quando a vida não embace-a
A sorte se transtorna em ar medonho,
E o bêbado sem luzes, sou bisonho,
No sangue quase não existe hemácia...
A porta destrancada e mesmo assim,
A podridão expressa de onde vim
O parto se abortara e a vil placenta
Deveras desenvolve-se e sobeja
Ainda tem o olhar de quem deseja
Embora a vida nega e desalenta.
MARCOS LOURES
Jamais aceitaria esta falácia,
Não tendo nem sequer qualquer audácia
O que fizeste em trevas não componho.
E mesmo quando a vida não embace-a
A sorte se transtorna em ar medonho,
E o bêbado sem luzes, sou bisonho,
No sangue quase não existe hemácia...
A porta destrancada e mesmo assim,
A podridão expressa de onde vim
O parto se abortara e a vil placenta
Deveras desenvolve-se e sobeja
Ainda tem o olhar de quem deseja
Embora a vida nega e desalenta.
MARCOS LOURES
NA FORÇA DA VERDADE
Contamos com a força da verdade
Para podermos ter alguma chance
E mesmo quando a treva ainda avance
O gosto de um prazer sequer invade.
A pútrida faceta escancarada
Carranca que devora e não sossega,
A sorte sendo audaz se mostra cega
E traz após tempesta o velho nada.
São lúdicos caminhos, disto eu sei,
Enamorada luz não me acompanha,
Falácias se perdendo em tola sanha,
Carcaça resta sobre a amarga grei.
E o beijo desencarna este fantoche
E dele a própria vida faz deboche...
MARCOS LOURES
Para podermos ter alguma chance
E mesmo quando a treva ainda avance
O gosto de um prazer sequer invade.
A pútrida faceta escancarada
Carranca que devora e não sossega,
A sorte sendo audaz se mostra cega
E traz após tempesta o velho nada.
São lúdicos caminhos, disto eu sei,
Enamorada luz não me acompanha,
Falácias se perdendo em tola sanha,
Carcaça resta sobre a amarga grei.
E o beijo desencarna este fantoche
E dele a própria vida faz deboche...
MARCOS LOURES
NA PONTA DA FACA
Na ponta de uma faca ou de navalha
Os dedos decepados da ilusão
Os dias com certeza não terão
A mesma face escusa da medalha,
E quando a fantasia em vão se espalha
Tomando e negrejando esta amplidão
Perdendo há tanto tempo a direção
O corte se apresenta e nunca falha.
Acordo entre os espinhos mais comuns
Seleciono e guardo mesmo alguns
Sabendo desta herança em podre face.
O peso não suporto e se me dobro
A força ainda teimo e assim desdobro
O mundo feito em dor, vazio impasse...
MARCOS LOURES
Os dedos decepados da ilusão
Os dias com certeza não terão
A mesma face escusa da medalha,
E quando a fantasia em vão se espalha
Tomando e negrejando esta amplidão
Perdendo há tanto tempo a direção
O corte se apresenta e nunca falha.
Acordo entre os espinhos mais comuns
Seleciono e guardo mesmo alguns
Sabendo desta herança em podre face.
O peso não suporto e se me dobro
A força ainda teimo e assim desdobro
O mundo feito em dor, vazio impasse...
MARCOS LOURES
SINCERIDADE
Pois temos neste amor, sinceridade
E tudo é tão fugaz. Mas mesmo assim
Teimamos e tentamos crer enfim
Que há sorte, mesmo contra a realidade.
O beijo se mostrara mais venal,
E o quarto de dormir desarrumado
Demonstra a insanidade do passado,
E o porto abandonando a tosca nau
Argúcia se transforma em heresia,
Ecléticas vontades deslindadas
As hordas muito mal acostumadas
Enquanto esta mentira desfazia
Uma alma em tais mosaicos enredada
Sabendo que ao final, não resta nada...
MARCOS LOURES
E tudo é tão fugaz. Mas mesmo assim
Teimamos e tentamos crer enfim
Que há sorte, mesmo contra a realidade.
O beijo se mostrara mais venal,
E o quarto de dormir desarrumado
Demonstra a insanidade do passado,
E o porto abandonando a tosca nau
Argúcia se transforma em heresia,
Ecléticas vontades deslindadas
As hordas muito mal acostumadas
Enquanto esta mentira desfazia
Uma alma em tais mosaicos enredada
Sabendo que ao final, não resta nada...
MARCOS LOURES
SHEILA
Embalde tantas vezes procurei
Pelas ruas e estradas, o meu rumo...
Por vezes acredito que acostumo,
Mas sempre que puder eu lutarei...
Esse caos que em meu mundo foi a lei
Não pode permitir meu novo aprumo,
Em espinhos fatais já me perfumo.
Porém deste seu rosto esquecerei!
Não me venha falar inda me quer.
Eu busco cegamente uma mulher
Que me traga essa luz que já vivi.
Em Sheila irei buscar a claridade,
Embora na cegueira da verdade,
É nela que estará o que perdi!
MARCOS LOURES
Pelas ruas e estradas, o meu rumo...
Por vezes acredito que acostumo,
Mas sempre que puder eu lutarei...
Esse caos que em meu mundo foi a lei
Não pode permitir meu novo aprumo,
Em espinhos fatais já me perfumo.
Porém deste seu rosto esquecerei!
Não me venha falar inda me quer.
Eu busco cegamente uma mulher
Que me traga essa luz que já vivi.
Em Sheila irei buscar a claridade,
Embora na cegueira da verdade,
É nela que estará o que perdi!
MARCOS LOURES
MINHA LUA - SHIRLEY
Falar do nosso amor é repetir
Os versos que procuro pela vida.
A noite sem te ter cai dolorida
Estrela sem te ver não quer mais vir...
Então eu venho em preces te pedir
Que nunca mais me fale em despedida.
A morte sempre atenta e desmedida
Quem sabe, de repente, vai surgir?
Me deixas cada noite, vais aos céus
Levando em tuas mãos os alvos véus.
Em prantos minha noite continua...
Mas Shirley, minha deusa por que esfumas?
As noites tão distantes perdem plumas
Mas ganham no teu brilho, minha lua!
MARCOS LOURES
Os versos que procuro pela vida.
A noite sem te ter cai dolorida
Estrela sem te ver não quer mais vir...
Então eu venho em preces te pedir
Que nunca mais me fale em despedida.
A morte sempre atenta e desmedida
Quem sabe, de repente, vai surgir?
Me deixas cada noite, vais aos céus
Levando em tuas mãos os alvos véus.
Em prantos minha noite continua...
Mas Shirley, minha deusa por que esfumas?
As noites tão distantes perdem plumas
Mas ganham no teu brilho, minha lua!
MARCOS LOURES
SILVANA
As matas me preparam a surpresa...
Encontro várias garras afiadas...
Minhas costas estão todas lanhadas
Pela força que emite a natureza.
O manto que te cobre, de nobreza
D’ébano. Mal surgidas madrugada
Os rastros tão sutis destas pegadas
Me levam à fantástica beleza!
As unhas me penetram e torturam
As presas me maltratam e me curam.
A vida me parece soberana!
Em múltiplos delírios sigo a noite,
O beijo da pantera, meu açoite;
Os olhos tão brilhantes de Silvana...
MARCOS LOURES
Encontro várias garras afiadas...
Minhas costas estão todas lanhadas
Pela força que emite a natureza.
O manto que te cobre, de nobreza
D’ébano. Mal surgidas madrugada
Os rastros tão sutis destas pegadas
Me levam à fantástica beleza!
As unhas me penetram e torturam
As presas me maltratam e me curam.
A vida me parece soberana!
Em múltiplos delírios sigo a noite,
O beijo da pantera, meu açoite;
Os olhos tão brilhantes de Silvana...
MARCOS LOURES
SÍLVIA
Nossa noite será bem mais tranquila.
Os ventos que sopravam se acalmaram.
Os medos que tivemos se acoitaram
A lua enamorada sobre a vila...
O canto que trouxeste já destila
O gozo dos que nunca procuraram
Outro colo sequer pois se encontraram...
A vida não perdoa quem vacila
Por isso nosso amor sempre vigio,
Em momentos mais belos, pleno cio,
Eu penso em preservar nosso desejo.
]
Não me envergonho e grito a todo mundo
Que da força do amor eu já me inundo
Com Sílvia, em minha vida, eu sempre vejo.
MARCOS LOURES
Os ventos que sopravam se acalmaram.
Os medos que tivemos se acoitaram
A lua enamorada sobre a vila...
O canto que trouxeste já destila
O gozo dos que nunca procuraram
Outro colo sequer pois se encontraram...
A vida não perdoa quem vacila
Por isso nosso amor sempre vigio,
Em momentos mais belos, pleno cio,
Eu penso em preservar nosso desejo.
]
Não me envergonho e grito a todo mundo
Que da força do amor eu já me inundo
Com Sílvia, em minha vida, eu sempre vejo.
MARCOS LOURES
SIMONE
Os sons desta alvorada em minha vida
Refletem mansidão que sempre quis
A vida se transforma em seu matiz
E traz essa esperança adormecida...
Mentiras e verdades, despedida
Sempre traz, não se escreve o que se diz.
Porém quando no mundo for feliz
Não deixe que a saudade dolorida
Traga o gosto feroz desta vingança.
Não derretas o resto da aliança;
Apenas reconstruas tua estrada.
Simone, uma princesa que é tão cara,
A treva em tua vida já se aclara.
Apenas vem surgida a madrugada!
MARCOS LOURES
Refletem mansidão que sempre quis
A vida se transforma em seu matiz
E traz essa esperança adormecida...
Mentiras e verdades, despedida
Sempre traz, não se escreve o que se diz.
Porém quando no mundo for feliz
Não deixe que a saudade dolorida
Traga o gosto feroz desta vingança.
Não derretas o resto da aliança;
Apenas reconstruas tua estrada.
Simone, uma princesa que é tão cara,
A treva em tua vida já se aclara.
Apenas vem surgida a madrugada!
MARCOS LOURES
SOFIA
E Vênus procurava quem seria,
Dentre todas as damas e princesas
Aquela que por ter delicadezas
E formas que gerassem alegria,
Pudesse competir com ela, um dia...
Em todos os momentos, incertezas
Criadas pelas várias naturezas
Que fazem da mulher a fantasia;
(Encontrou na beleza de Sofia...)
Porém, no momento de vingança
Uma deusa detém a dura lança
E pára com tamanha rebeldia...
Minerva ao ver a sua protegida
Salvou a preciosa e bela vida.
No belo também há sabedoria!
MARCOS LOURES
Dentre todas as damas e princesas
Aquela que por ter delicadezas
E formas que gerassem alegria,
Pudesse competir com ela, um dia...
Em todos os momentos, incertezas
Criadas pelas várias naturezas
Que fazem da mulher a fantasia;
(Encontrou na beleza de Sofia...)
Porém, no momento de vingança
Uma deusa detém a dura lança
E pára com tamanha rebeldia...
Minerva ao ver a sua protegida
Salvou a preciosa e bela vida.
No belo também há sabedoria!
MARCOS LOURES
ANGELICAL
Angelical formato majestoso
Que sempre me iludiu, agora vejo.
Foram tantos momentos de desejo
E jamais esperava pelo gozo
De poder me sentir tão orgulhoso
Por roubar desta deusa um simples beijo!
Lembrando deste fato então versejo.
Meu mundo não se mostra tenebroso...
Nos céus que te procuro nunca estás,
Na mão que me acarinha mais audaz
Eu sinto essa presença que inebria...
Em Solange uma arcanja em delírio,
Em tuas asas deixo meu martírio
Mergulho na infinita fantasia!
MARCOS LOURES
Que sempre me iludiu, agora vejo.
Foram tantos momentos de desejo
E jamais esperava pelo gozo
De poder me sentir tão orgulhoso
Por roubar desta deusa um simples beijo!
Lembrando deste fato então versejo.
Meu mundo não se mostra tenebroso...
Nos céus que te procuro nunca estás,
Na mão que me acarinha mais audaz
Eu sinto essa presença que inebria...
Em Solange uma arcanja em delírio,
Em tuas asas deixo meu martírio
Mergulho na infinita fantasia!
MARCOS LOURES
ESTRELA FOGUEIRA - SORAIA
Desta brilhante estrela matinal
Pressinto nosso amor como um corcel
Que, livre, caminhando pelo céu
Traz-nos esta alvorada divinal!
Quem dera viajar por belo astral
Em busca deste belo carrossel
Que trouxe nosso amor num carretel
De estrelas com doçura virginal.
Não deixe que a manhã tão ciumenta
Encubra tanto brilho. Violenta
Esta aurora te pede: nunca raia!
Porém em minha vida minha amada
A vida já se mostra irradiada
Nos olhos qual fogueira, de Soraia!
MARCOS LOURES
Pressinto nosso amor como um corcel
Que, livre, caminhando pelo céu
Traz-nos esta alvorada divinal!
Quem dera viajar por belo astral
Em busca deste belo carrossel
Que trouxe nosso amor num carretel
De estrelas com doçura virginal.
Não deixe que a manhã tão ciumenta
Encubra tanto brilho. Violenta
Esta aurora te pede: nunca raia!
Porém em minha vida minha amada
A vida já se mostra irradiada
Nos olhos qual fogueira, de Soraia!
MARCOS LOURES
FLORESCE SUSANA
Nos campos onde espero ter meu fim
Os perfumes silvestres me dominam.
Minhas noites, nas flores se alucinam
E deixam bem distante meu jardim.
Tem rosas, tem crisântemos, jasmim.
Porém os tais perfumes desatinam
Aquelas que, passando, se destinam
Aos campos que inda guardo dentro em mim..
De todos os desejos que esqueci
Um deles rememoro quando vi
Dos sonhos que perdi, tanto martírio,
Os olhos perfumados, soberana
Flor, que sempre floresce em ti, Susana,
Que me perfuma o campo, branco lírio...
MARCOS LOURES
Os perfumes silvestres me dominam.
Minhas noites, nas flores se alucinam
E deixam bem distante meu jardim.
Tem rosas, tem crisântemos, jasmim.
Porém os tais perfumes desatinam
Aquelas que, passando, se destinam
Aos campos que inda guardo dentro em mim..
De todos os desejos que esqueci
Um deles rememoro quando vi
Dos sonhos que perdi, tanto martírio,
Os olhos perfumados, soberana
Flor, que sempre floresce em ti, Susana,
Que me perfuma o campo, branco lírio...
MARCOS LOURES
ESCONDE-ME... LETÍCIA
Meus olhos em total ansiedade buscam
Pelo céu essa estrela apaixonadamente
Bela. Estou tão distante... Eu quero, simplesmente
Seu brilho constelar. Os outros já se ofuscam...
Estrela radiosa, o meu verso se encanta
Com o teu raro lume. Embalde te procuro!
O céu, tão invejoso, esconde-te na manta
Pelas nuvens formada, o mundo fica escuro...
Quem dera se pudesse, estrela, ver teu brilho,
A vida, então, seria enorme fantasia.
O meu olhar vazio, espera por teu trilho!
A cada noite nova, um sonho de delícia...
Em ti, estrela amada, um canto de alegria!
O céu mais ciumento, esconde-me Letícia
MARCOS LOURES
Pelo céu essa estrela apaixonadamente
Bela. Estou tão distante... Eu quero, simplesmente
Seu brilho constelar. Os outros já se ofuscam...
Estrela radiosa, o meu verso se encanta
Com o teu raro lume. Embalde te procuro!
O céu, tão invejoso, esconde-te na manta
Pelas nuvens formada, o mundo fica escuro...
Quem dera se pudesse, estrela, ver teu brilho,
A vida, então, seria enorme fantasia.
O meu olhar vazio, espera por teu trilho!
A cada noite nova, um sonho de delícia...
Em ti, estrela amada, um canto de alegria!
O céu mais ciumento, esconde-me Letícia
MARCOS LOURES
NADA
E nada nos maltrata ou atrapalha
Durante a caminhada sem destino,
E quando nos teus braços sou menino
Amor é fogaréu, mas pouca palha.
O gesto de abandono nunca falha
Vontade de partir, mas me domino
E o gozo anunciado, eu determino
Qual fosse um mero campo de batalha.
Permissivos desvios são vulgares
E neles muitas vezes seus esgares
Nefastas realidades se apresentam.
Marcados pela brasa em carne viva,
Enquanto esta verdade já me priva
Os dias são iguais e me atormentam.
MARCOS LOURES
Durante a caminhada sem destino,
E quando nos teus braços sou menino
Amor é fogaréu, mas pouca palha.
O gesto de abandono nunca falha
Vontade de partir, mas me domino
E o gozo anunciado, eu determino
Qual fosse um mero campo de batalha.
Permissivos desvios são vulgares
E neles muitas vezes seus esgares
Nefastas realidades se apresentam.
Marcados pela brasa em carne viva,
Enquanto esta verdade já me priva
Os dias são iguais e me atormentam.
MARCOS LOURES
ALGUMA PAZ
Diária por saber felicidade
Cobrada de um poeta vagabundo
Num ágio sem igual, expondo o imundo
Caminho aonde a sorte me degrade
Mordazes os momentos em que luto
E teimo contra a força das marés
Sabendo meu amor por que tu és
O vento é cada vez mais forte e bruto.
Carvalhos arrancados na raiz
Escárnios costumeiros repetidos,
E os ócios contumazes das libidos
O tempo tanto afirma, mas desdiz.
E o jogo não termina e se refaz
Levando para sempre alguma paz...
MARCOS LOURES
Cobrada de um poeta vagabundo
Num ágio sem igual, expondo o imundo
Caminho aonde a sorte me degrade
Mordazes os momentos em que luto
E teimo contra a força das marés
Sabendo meu amor por que tu és
O vento é cada vez mais forte e bruto.
Carvalhos arrancados na raiz
Escárnios costumeiros repetidos,
E os ócios contumazes das libidos
O tempo tanto afirma, mas desdiz.
E o jogo não termina e se refaz
Levando para sempre alguma paz...
MARCOS LOURES
TRAIÇOEIRA
Amordaçada sorte não me ilude
E dela me esquivando a cada passo
E quando outro momento ainda traço
Bem mais do talvez uma atitude
E necessário crer que a juventude
Ainda tenha em mim qualquer espaço,
Deteriorado sonho, me desfaço
E bebo a podridão, cruel açude.
Erguendo então um brinde ao nada ser
Esboço algum sorriso, mas percebo
Que quanto mais a morte em ti concebo
Maior deveras vejo o meu prazer
E sei que na verdade rapineira
Eu sinto a minha voz mais traiçoeira.
MARCOS LOURES
E dela me esquivando a cada passo
E quando outro momento ainda traço
Bem mais do talvez uma atitude
E necessário crer que a juventude
Ainda tenha em mim qualquer espaço,
Deteriorado sonho, me desfaço
E bebo a podridão, cruel açude.
Erguendo então um brinde ao nada ser
Esboço algum sorriso, mas percebo
Que quanto mais a morte em ti concebo
Maior deveras vejo o meu prazer
E sei que na verdade rapineira
Eu sinto a minha voz mais traiçoeira.
MARCOS LOURES
DELÍRIOS
Amargos e violentos os delírios
Quebrantos que percorro em vã neblina
A morte pouco a pouco me fascina
E nela posso ver vagos martírios
Esboço reações, mas não consigo
Vencer putrefações tão costumeiras
E nelas as verdades são bandeiras
Expondo a cada passo outro perigo,
E teimo contra as forças das marés
Vigorosos, soturnos temporais
Entranhando estes vermes triunfais
Ainda permaneço sobre os pés
E sinto que se abala a frágil base
Por mais que a morte ainda em vão se atrase.
MARCOS LOURES
Quebrantos que percorro em vã neblina
A morte pouco a pouco me fascina
E nela posso ver vagos martírios
Esboço reações, mas não consigo
Vencer putrefações tão costumeiras
E nelas as verdades são bandeiras
Expondo a cada passo outro perigo,
E teimo contra as forças das marés
Vigorosos, soturnos temporais
Entranhando estes vermes triunfais
Ainda permaneço sobre os pés
E sinto que se abala a frágil base
Por mais que a morte ainda em vão se atrase.
MARCOS LOURES
SE REPETE
Vencido pela noite que chegava,
Deitado sobre a cama sem prazeres
Distante dos amores e quereres.
Aquela a quem amara não deixava
Sequer a sua sombra. Não contava
Com os olhos sombrio das mulheres
Que nunca mais teria. Mas se feres
Com a boca em mordida que beijava
Não podes entender que, nesta vida,
Nem sempre aguardarei a despedida.
Quem nos dá carinho nos reflete.
Portanto não se esqueça da semente
Que maltratada torna-se serpente,
Mas se bem cultivada... se repete.
MARCOS LOURES
Deitado sobre a cama sem prazeres
Distante dos amores e quereres.
Aquela a quem amara não deixava
Sequer a sua sombra. Não contava
Com os olhos sombrio das mulheres
Que nunca mais teria. Mas se feres
Com a boca em mordida que beijava
Não podes entender que, nesta vida,
Nem sempre aguardarei a despedida.
Quem nos dá carinho nos reflete.
Portanto não se esqueça da semente
Que maltratada torna-se serpente,
Mas se bem cultivada... se repete.
MARCOS LOURES
MINHA TAÍS
Não posso perceber quanta vitória
No gozo deste amor que sempre quis.
Se nessa amarga vida fui feliz
O gosto da delícia na memória.
Vencido pelo amor em plena glória
Não deixo meu caminho e peço bis
Recebo do teu céu lindo matiz
E mudo, num segundo minha história...
Bem sei que sempre sofres por enganos.
Teu coração permita novos planos,
Quem sabe encontrarás quem sempre quis.
Nos castelos sem fadas nem princesa
A vida se transcorre em tal leveza
Que sempre desejou minha Tais...
MARCOS LOURES
No gozo deste amor que sempre quis.
Se nessa amarga vida fui feliz
O gosto da delícia na memória.
Vencido pelo amor em plena glória
Não deixo meu caminho e peço bis
Recebo do teu céu lindo matiz
E mudo, num segundo minha história...
Bem sei que sempre sofres por enganos.
Teu coração permita novos planos,
Quem sabe encontrarás quem sempre quis.
Nos castelos sem fadas nem princesa
A vida se transcorre em tal leveza
Que sempre desejou minha Tais...
MARCOS LOURES
DAS SOMBRAS
Das sombras, ressurgido Satanás
Vasculha nas entranhas deste que
Agora já sabe, mas só vê
O medo que se estampa, amargo e assaz.
Enquanto a névoa densa já me traz
No olhar entorpecido o que se crê
Este fantasmagórico buquê
Moldado num sorriso mais mordaz,
Eu sinto a minha pele apodrecida
E assim tomando toda a minha vida
Hercúleas emoções expondo a nu
A carne que deveras decomposta
Seduz a rapineira e cada posta
Devora com prazer este urubu.
MARCOS LOURES
Vasculha nas entranhas deste que
Agora já sabe, mas só vê
O medo que se estampa, amargo e assaz.
Enquanto a névoa densa já me traz
No olhar entorpecido o que se crê
Este fantasmagórico buquê
Moldado num sorriso mais mordaz,
Eu sinto a minha pele apodrecida
E assim tomando toda a minha vida
Hercúleas emoções expondo a nu
A carne que deveras decomposta
Seduz a rapineira e cada posta
Devora com prazer este urubu.
MARCOS LOURES
ADORMECIDA - TÂNIA
Relembro-me de tudo o que passei
Nesta busca infrutífera e sem fim
De tudo que guardei dentro de mim,
O mundo delicado que sonhei.
O resto de esperança que guardei
Num canto, abandonado, do jardim.
As horas se escorrendo vão assim
Como se fossem corpos que deixei...
Carrego tanta morte em meu passado
O coração bandeia e vai de lado,
Amores num rosário que desfio.
E Tânia, adormecida já ressurge
A dor que me causara sempre ruge
E me faz, novamente, o dia frio...
MARCOS LOURES
Nesta busca infrutífera e sem fim
De tudo que guardei dentro de mim,
O mundo delicado que sonhei.
O resto de esperança que guardei
Num canto, abandonado, do jardim.
As horas se escorrendo vão assim
Como se fossem corpos que deixei...
Carrego tanta morte em meu passado
O coração bandeia e vai de lado,
Amores num rosário que desfio.
E Tânia, adormecida já ressurge
A dor que me causara sempre ruge
E me faz, novamente, o dia frio...
MARCOS LOURES
TATIANA
Menina nunca esqueça que o encanto
Que trazes nesta vida é passageiro.
Depois deste janeiro, o derradeiro
Sonho virá trazendo um triste pranto.
E nestas flóreas sendas um manso canto
De um pássaro ferido por inteiro
Será talvez teu único parceiro
Todo universo está em desencanto!
Mas não temas a noite, ela virá
E tantos pesadelos te trará
Perceba, a juventude sempre engana...
Teus olhos de risonhos, doces brilhos,
Procurarão, embalde novos trilhos,
Feliz serás, mesmo assim, Tatiana!
MARCOS LOURES
Que trazes nesta vida é passageiro.
Depois deste janeiro, o derradeiro
Sonho virá trazendo um triste pranto.
E nestas flóreas sendas um manso canto
De um pássaro ferido por inteiro
Será talvez teu único parceiro
Todo universo está em desencanto!
Mas não temas a noite, ela virá
E tantos pesadelos te trará
Perceba, a juventude sempre engana...
Teus olhos de risonhos, doces brilhos,
Procurarão, embalde novos trilhos,
Feliz serás, mesmo assim, Tatiana!
MARCOS LOURES
TELMA
Eu sempre te quis, nunca percebeste
Em tua vida leve e sem pecado.
Meu mundo sempre trouxe amargurado
Desejo que jamais tu recebeste
Durante toda a vida. Nunca leste
Os caminhos que traça o triste fado.
O mundo, que percebes encantado
Te engana com pois em ouro não reveste...
Agora que tu sabes que te quero,
Embora doloroso, sou sincero
E trago, no meu peito, esta saudade
Dos tempos onde tinha um doce beijo
Que morreu p’ra nascer esse desejo,
Ter-te, Telma. Me mate essa vontade!
MARCOS LOURES
Em tua vida leve e sem pecado.
Meu mundo sempre trouxe amargurado
Desejo que jamais tu recebeste
Durante toda a vida. Nunca leste
Os caminhos que traça o triste fado.
O mundo, que percebes encantado
Te engana com pois em ouro não reveste...
Agora que tu sabes que te quero,
Embora doloroso, sou sincero
E trago, no meu peito, esta saudade
Dos tempos onde tinha um doce beijo
Que morreu p’ra nascer esse desejo,
Ter-te, Telma. Me mate essa vontade!
MARCOS LOURES
TERESA
Das distantes quimeras de minha alma
A luz sempre escondida, nunca brilha...
Meu pensamento, louco sempre trilha
Embora tanta dor não traga calma.
Futuro que se esconde em minha palma
Talvez inda prometa a maravilha
Atada no meu pé a triste anilha
Mostra-me que o futuro não acalma...
A minha sorte, embalde tanto insista
Não posso permitir que a morte assista
Sem ter nenhum clarão de tal beleza.
O canto que me trazem as sereias
Morrendo tresloucados nas areias
Dos desertos, se foram com Teresa...
MARCOS LOURES
A luz sempre escondida, nunca brilha...
Meu pensamento, louco sempre trilha
Embora tanta dor não traga calma.
Futuro que se esconde em minha palma
Talvez inda prometa a maravilha
Atada no meu pé a triste anilha
Mostra-me que o futuro não acalma...
A minha sorte, embalde tanto insista
Não posso permitir que a morte assista
Sem ter nenhum clarão de tal beleza.
O canto que me trazem as sereias
Morrendo tresloucados nas areias
Dos desertos, se foram com Teresa...
MARCOS LOURES
TAMIRES
Não quero transformar a nossa casa
Num terreno propício para a guerra,
Amor sem ser feliz logo desterra
Ao ver nosso castelo ardendo em brasa.
Se tudo que vivemos nos abrasa
Total devastação na nossa terra
Meu barco, solto ao mar, à deriva, erra.
Sou pássaro perdido sem ter asa.
Em verdadeiro campo de batalha
Não posso mais conter, a dor se espalha;
E nada do que fomos vida traz...
Espero que te lembres de Tamires,
Em seu exemplo belo tu te mires
E em nosso mundo voltará a paz...
MARCOS LOURES
Num terreno propício para a guerra,
Amor sem ser feliz logo desterra
Ao ver nosso castelo ardendo em brasa.
Se tudo que vivemos nos abrasa
Total devastação na nossa terra
Meu barco, solto ao mar, à deriva, erra.
Sou pássaro perdido sem ter asa.
Em verdadeiro campo de batalha
Não posso mais conter, a dor se espalha;
E nada do que fomos vida traz...
Espero que te lembres de Tamires,
Em seu exemplo belo tu te mires
E em nosso mundo voltará a paz...
MARCOS LOURES
DESCORADOS
Os lábios que me beijam, descorados
Satânicos orgasmos prometidos
E assim entre demônios as libidos
Traduzem os delírios mais ousados
E quando se percebem estes Fados
Os fardos que carrego sendo urdidos
Por mãos destes canalhas desvalidos
Em dias com certeza mais nublados,
E as tramas nas quais vejo o meu retrato
Estúpidas quimeras desacato
E forjo outra saída mais sutil,
O rosto que se vê num vão espelho
Sulfídrica figura em tom vermelho,
Bebendo o sangue expõe meu lado vil.
MARCOS LOURES
Satânicos orgasmos prometidos
E assim entre demônios as libidos
Traduzem os delírios mais ousados
E quando se percebem estes Fados
Os fardos que carrego sendo urdidos
Por mãos destes canalhas desvalidos
Em dias com certeza mais nublados,
E as tramas nas quais vejo o meu retrato
Estúpidas quimeras desacato
E forjo outra saída mais sutil,
O rosto que se vê num vão espelho
Sulfídrica figura em tom vermelho,
Bebendo o sangue expõe meu lado vil.
MARCOS LOURES
ÚRSULA
Refeito deste susto que passei
Em busca dum amor mais que perfeito
Em mansa claridade já me deito
E quero me esquecer que nunca sei
Se queres ou não queres minha lei
Se sabes ou não sabes do meu leito.
Da boca que me morde o meu confeito?
Jamais serei aquilo que sonhei!
Eu quero a mansidão sem ter espora
A parte que me cabe não demora
Sei que serei feliz ao lado teu.
Mas posso te dizer deste meu verso
Que rasga sem temer teu universo
E acende a luz em Úrsula, sem breu...
MARCOS LOURES
Em busca dum amor mais que perfeito
Em mansa claridade já me deito
E quero me esquecer que nunca sei
Se queres ou não queres minha lei
Se sabes ou não sabes do meu leito.
Da boca que me morde o meu confeito?
Jamais serei aquilo que sonhei!
Eu quero a mansidão sem ter espora
A parte que me cabe não demora
Sei que serei feliz ao lado teu.
Mas posso te dizer deste meu verso
Que rasga sem temer teu universo
E acende a luz em Úrsula, sem breu...
MARCOS LOURES
MEDONHO
Medonho caricato; eu nada tenho
Somente o soçobrar da embarcação
A morte se traduz em podridão
E assim perpetuando um vago empenho
Mergulho neste abismo que se abriu
E nele percebendo estas carcaças
Diversas das que geras quando passas,
No olhar mais demoníaco e assaz vil
Encontro as garatujas que pintara
Em formas mais bisonhas e satânicas
Tétricas figuras, mas orgânicas
Praguejo contra a sorte, tão amara
E erguendo-se por sobre o mar bravio
A Serpe num etéreo desafio
MARCOS LOURES
Somente o soçobrar da embarcação
A morte se traduz em podridão
E assim perpetuando um vago empenho
Mergulho neste abismo que se abriu
E nele percebendo estas carcaças
Diversas das que geras quando passas,
No olhar mais demoníaco e assaz vil
Encontro as garatujas que pintara
Em formas mais bisonhas e satânicas
Tétricas figuras, mas orgânicas
Praguejo contra a sorte, tão amara
E erguendo-se por sobre o mar bravio
A Serpe num etéreo desafio
MARCOS LOURES
VALDETE
Percebo meu futuro da janela
Espero mas não posso mais contar
Com a luz, com o brilho do luar
Já que nem toda noite se revela.
Meu barco vai sem quilha e perde a vela
Dentro de pouco tempo, naufragar.
Não quero ser sozinho e peço par,
Amor que me liberta desta cela
Por onde nem a luz deu sua cara,
Corcel que voa solto já dispara
Em busca de outro céu não se repete.
No risco que permite minha caça
Amor que não consigo se esvoaça
E dorme nos teus braços, ó Valdete!
MARCOS LOURES
Espero mas não posso mais contar
Com a luz, com o brilho do luar
Já que nem toda noite se revela.
Meu barco vai sem quilha e perde a vela
Dentro de pouco tempo, naufragar.
Não quero ser sozinho e peço par,
Amor que me liberta desta cela
Por onde nem a luz deu sua cara,
Corcel que voa solto já dispara
Em busca de outro céu não se repete.
No risco que permite minha caça
Amor que não consigo se esvoaça
E dorme nos teus braços, ó Valdete!
MARCOS LOURES
NUBLADA
Vestindo esta carcaça feita em vida
Ainda não consigo a liberdade
Na morte com certeza rompo a grade
Enquanto este delírio se decida,
Há tempos a minha alma vai perdida
Vivendo a cada dia enquanto brade
Apodrecida face diz metade
Completa-se em total insanidade
E prepara feroz a despedida.
No cerne da questão ser ou não ser
Sentindo a cada dia envilecer
O que restara ainda deste nada
No não ser me completo e assim percebo
Que cada vez bem mais disto me embebo
Até que a noite chegue, em vão... Nublada.
MARCOS LOURES
Ainda não consigo a liberdade
Na morte com certeza rompo a grade
Enquanto este delírio se decida,
Há tempos a minha alma vai perdida
Vivendo a cada dia enquanto brade
Apodrecida face diz metade
Completa-se em total insanidade
E prepara feroz a despedida.
No cerne da questão ser ou não ser
Sentindo a cada dia envilecer
O que restara ainda deste nada
No não ser me completo e assim percebo
Que cada vez bem mais disto me embebo
Até que a noite chegue, em vão... Nublada.
MARCOS LOURES
VALÉRIA
Por tanto ou por um canto que não trago
Recebo teu perdão de sobremesa.
O rosto que se esconde, da princesa
Não deixa nem sequer mais um afago.
Na doce mansidão perdi meu lago
Agora se me banho é de tristeza.
Vencido por querer a realeza
O mundo não me deu sequer um trago....
Não deixe que a saudade te machuque
A morte sim, permita que caduque
E não venha falar de coisa séria.
A força que te move me remove
O beijo que me deste me comove
Me deixa alucinado: amor – Valéria!
MARCOS LOURES
Recebo teu perdão de sobremesa.
O rosto que se esconde, da princesa
Não deixa nem sequer mais um afago.
Na doce mansidão perdi meu lago
Agora se me banho é de tristeza.
Vencido por querer a realeza
O mundo não me deu sequer um trago....
Não deixe que a saudade te machuque
A morte sim, permita que caduque
E não venha falar de coisa séria.
A força que te move me remove
O beijo que me deste me comove
Me deixa alucinado: amor – Valéria!
MARCOS LOURES
DO NADA SER
Aonde se pensara em lucidez
A pútrida impressão do nada ser
A morte se aproxima e sinto ter
Nas mãos a mais completa insensatez
O quanto a realidade já desfez,
Caminho que cansei de percorrer
Fantoches do passado a recolher
O mundo que criara se desfez
Só resta então a podre sensação
Carcaça deste ser que sendo vão
Adentrando neblinas mais funestas
As cinzas coletando vida afora,
Apenas este odor fétido ancora
Imagem decomposta à qual te emprestas.
MARCOS LOURES
VALQUÍRIA
Na guerra que travei eu quis a morte
Não venha discutir mas estou triste
Porém que sempre sonha não desiste
E a força que me move hoje é meu norte...
Tentei nessa batalha ter o corte
Profundo ao qual jamais alguém resiste
Para minha tristeza a morte assiste
E não veio. Vontade foi tão forte
Mas trago meu destino malfadado.
O tempo se passou, tudo acabado
Não pude desfrutar desta certeza.
Agora que estou velho, nunca mais.
O resto dos meus dias, vou sem paz
Pois não verei Valquíra e nem beleza...
MARCOS LOURES
Não venha discutir mas estou triste
Porém que sempre sonha não desiste
E a força que me move hoje é meu norte...
Tentei nessa batalha ter o corte
Profundo ao qual jamais alguém resiste
Para minha tristeza a morte assiste
E não veio. Vontade foi tão forte
Mas trago meu destino malfadado.
O tempo se passou, tudo acabado
Não pude desfrutar desta certeza.
Agora que estou velho, nunca mais.
O resto dos meus dias, vou sem paz
Pois não verei Valquíra e nem beleza...
MARCOS LOURES
MESQUINHOS
Mesquinhos abandonos em que vejo
Uma alma demoníaca e desnuda,
Penando a cada dia sem ajuda
Entregue aos vagos nãos de um vão desejo.
Afasto-me do espelho que me traz
A face decomposta deste estúpido
Aonde se fizera outrora cúpido
Agora se demonstra mais mordaz,
Voluptuosamente insaciável
Satânicos momentos que vivera,
E em cada deles sempre convivera
Com fera de perfil mais intratável
E entranha-se na podre criatura
Que mesmo após o fim atroz, perdura.
MARCOS LOURES
Uma alma demoníaca e desnuda,
Penando a cada dia sem ajuda
Entregue aos vagos nãos de um vão desejo.
Afasto-me do espelho que me traz
A face decomposta deste estúpido
Aonde se fizera outrora cúpido
Agora se demonstra mais mordaz,
Voluptuosamente insaciável
Satânicos momentos que vivera,
E em cada deles sempre convivera
Com fera de perfil mais intratável
E entranha-se na podre criatura
Que mesmo após o fim atroz, perdura.
MARCOS LOURES
ÁVIDA ILUSÃO
Numa ávida ilusão feita quimera
A boca se escancara furiosa
Enquanto a própria vida já se glosa
Apascentar a fúria de uma fera
E dela toda a sorte degenera
E muda esta faceta cor de rosa
Agrisalhando o olhar se ri e goza
Do pânico que atroz, em todos gera.
A morte se mostrando nua e crua
Deveras nos tortura e continua
Atormentando até chegar o fim
E pútrido penhor nos devolvendo,
A carne noutra pasta convertendo
Aduba das daninhas o jardim.
MARCOS LOURES
A boca se escancara furiosa
Enquanto a própria vida já se glosa
Apascentar a fúria de uma fera
E dela toda a sorte degenera
E muda esta faceta cor de rosa
Agrisalhando o olhar se ri e goza
Do pânico que atroz, em todos gera.
A morte se mostrando nua e crua
Deveras nos tortura e continua
Atormentando até chegar o fim
E pútrido penhor nos devolvendo,
A carne noutra pasta convertendo
Aduba das daninhas o jardim.
MARCOS LOURES
PAISAGEM
Na lúgubre paisagem tal mortalha
Esboça este retrato mais fiel,
O olhar degenerado rompe o céu
E voa libertários corvo e gralha
Apenas quando vejo esta batalha
A faca se transforma em carrossel
Girando vagamente segue ao léu
Enquanto a realidade se atrapalha,
Adentrando no peito o canivete
A morte transcorrendo em paz intensa
Satânico caminho recompensa
A boca apodrecida me remete
Ao lago em placidez sob a neblina
Ao qual a nossa vida nos destina.
MARCOS LOURES
Esboça este retrato mais fiel,
O olhar degenerado rompe o céu
E voa libertários corvo e gralha
Apenas quando vejo esta batalha
A faca se transforma em carrossel
Girando vagamente segue ao léu
Enquanto a realidade se atrapalha,
Adentrando no peito o canivete
A morte transcorrendo em paz intensa
Satânico caminho recompensa
A boca apodrecida me remete
Ao lago em placidez sob a neblina
Ao qual a nossa vida nos destina.
MARCOS LOURES
MURMÚRIOS
Murmúrios prenunciam noites fartas
Em trevas adiando uma esperança
As nuvens provocando rara dança
Enquanto da alegria tu te apartas,
Jogando sobre a mesa as mesmas cartas
Somente o funeral de uma alma avança
Sarcástica figura em aliança
Futuro desde já sei que descartas.
E morto em vida segues qual fantoche
Exposto aos vis sarcasmos e ao deboche
Rolando sem destino nem paragem,
A podridão sondando cada passo
Que dás rumo ao vazio que ora traço
Selando em tom mais fúnebre a paisagem.
MARCOS LOURES
PÁRIA
Jogado pelas ruas como um pária
Já não pertences mais ao mundo que
Tentaste conhecer, mas já não vê
Figura caricata uma alimária.
Esgota-se por si tão temerária
Imagem deturpada que se crê
Maior do que deveras já se lê
No olhar ensimesmado da alma otária
Expondo esta faceta apodrecida
Ainda pensa ter alguma vida
E morto, perambula por aí,
Um cão entre outros cães e nada mais,
Nos sórdidos retratos vãos, venais
Sorrindo de si mesmo tal zumbi.
MARCOS LOURES
RESIGNADO
Resignado prossigo meu caminho
Rumando para a morte incontestável
Figura assaz comum e detestável
Satânico percorro e vou sozinho,
Nefasto caminhar me leva ao ninho
Deveras como fosse um intragável
Destino deste ser tão deplorável
Nos túmulos de uma alma vã me aninho.
E riscando os espaços nada deixo,
Sequer um rastro fétido. Não queixo
Sabendo ser assim a minha sorte,
Depois de tantos erros, desventuras
Nas mãos esta vergasta em que torturas
Condenas com escárnio à fria morte.
MARCOS LOURES
Rumando para a morte incontestável
Figura assaz comum e detestável
Satânico percorro e vou sozinho,
Nefasto caminhar me leva ao ninho
Deveras como fosse um intragável
Destino deste ser tão deplorável
Nos túmulos de uma alma vã me aninho.
E riscando os espaços nada deixo,
Sequer um rastro fétido. Não queixo
Sabendo ser assim a minha sorte,
Depois de tantos erros, desventuras
Nas mãos esta vergasta em que torturas
Condenas com escárnio à fria morte.
MARCOS LOURES
ESPINHOS
Apenas os espinhos entranhando
A pele já desfeita em podridão
E o quanto novos dias mostrarão
Resumo de um momento amargo e brando,
As rapineiras chegam, ledo bando
Fazendo do cadáver, divisão,
Mortalha se tornando meu colchão
O mundo cada parte devorando.
Afasto-me dos sonhos, bebo as trevas
E quando te aproximas também cevas
Os restos deste espectro que inda sobram,
Deveras me entregando não resisto,
Sabendo que o culpado maior disto
Sou eu, e os meus demônios vêm e cobram.
MARCOS LOURES
A pele já desfeita em podridão
E o quanto novos dias mostrarão
Resumo de um momento amargo e brando,
As rapineiras chegam, ledo bando
Fazendo do cadáver, divisão,
Mortalha se tornando meu colchão
O mundo cada parte devorando.
Afasto-me dos sonhos, bebo as trevas
E quando te aproximas também cevas
Os restos deste espectro que inda sobram,
Deveras me entregando não resisto,
Sabendo que o culpado maior disto
Sou eu, e os meus demônios vêm e cobram.
MARCOS LOURES
PÁLIDO
Bebendo desta fonte poluída
Por tantas e terríveis ilusões
Na verdadeira face que me expões
A tradução perfeita para a vida.
A porta escancarada traduzida
No todo que deveras decompões
Aonde ao meu destino não opões
Verões em plena neve, tudo acida.
E quando esta carcaça se permite
Usar de uma esperança qual limite
Errático fantasma segue a trilha
E mesmo quando em fétidos aromas
O nojo neste instante; tu já domas
Minha alma em tom bem pálido rebrilha.
MARCOS LOURES
Por tantas e terríveis ilusões
Na verdadeira face que me expões
A tradução perfeita para a vida.
A porta escancarada traduzida
No todo que deveras decompões
Aonde ao meu destino não opões
Verões em plena neve, tudo acida.
E quando esta carcaça se permite
Usar de uma esperança qual limite
Errático fantasma segue a trilha
E mesmo quando em fétidos aromas
O nojo neste instante; tu já domas
Minha alma em tom bem pálido rebrilha.
MARCOS LOURES
ESTÚPIDA QUIMERA
Aonde se pensasse em liberdade
O ser humano muda toda a história
Bisonha criatura que em vanglória
Destroça o que inda houvesse em quantidade.
Estúpida quimera vaga solta
E traz nos seus olhares fogo e fúria
Mortalha se desenha em tal incúria
Deixando em polvorosa e tão revolta
A nave-mãe que um dia se fez nobre
E agora mero esgoto, mal suspira
Na mão de um verme inválido esta pira
Com bruma e com veneno a mãe encobre,
Depois deste serviço em vão completo
O rei dos animais? Simples inseto...
MARCOS LOURES
O ser humano muda toda a história
Bisonha criatura que em vanglória
Destroça o que inda houvesse em quantidade.
Estúpida quimera vaga solta
E traz nos seus olhares fogo e fúria
Mortalha se desenha em tal incúria
Deixando em polvorosa e tão revolta
A nave-mãe que um dia se fez nobre
E agora mero esgoto, mal suspira
Na mão de um verme inválido esta pira
Com bruma e com veneno a mãe encobre,
Depois deste serviço em vão completo
O rei dos animais? Simples inseto...
MARCOS LOURES
ABISSAIS
De quem se fez feliz e quer bem mais
Apenas um sorriso não acode
Além do que deveras inda pode
Enfrenta estes terríveis abissais.
Eu sinto que o final já se aproxima,
Mordazes os momentos mais cruéis,
E neles enfrentando os velhos féis
O quanto é necessária alguma estima.
Estigmas que carrego são vulgares,
Mas tento disfarçar um ledo engano
Mudando a direção em novo plano,
Retorno sem saber aos tais lugares
Esgarço-me e demonstro em cada parte
O que se fez inútil e já descarte...
MARCOS LOURES
Apenas um sorriso não acode
Além do que deveras inda pode
Enfrenta estes terríveis abissais.
Eu sinto que o final já se aproxima,
Mordazes os momentos mais cruéis,
E neles enfrentando os velhos féis
O quanto é necessária alguma estima.
Estigmas que carrego são vulgares,
Mas tento disfarçar um ledo engano
Mudando a direção em novo plano,
Retorno sem saber aos tais lugares
Esgarço-me e demonstro em cada parte
O que se fez inútil e já descarte...
MARCOS LOURES
SEM NINGUÉM
Razão de cada sonho mais audaz,
O verso que pensara ter valia
Aos poucos se transforma em voz vazia
E nele na verdade tanto faz.
O passo preferido leva ao nada
As chances não teriam mais valor,
O medo novamente ao meu dispor
Mudando esta visão tão deturpada.
Aspectos variados, beijo e corte,
Afiando assim a faca e o canivete
E quando ao nada ter já se remete
A seca dominando algum aporte,
Nesta aridez minha alma se detém
E morre solidária, sem ninguém...
MARCOS LOURES
O verso que pensara ter valia
Aos poucos se transforma em voz vazia
E nele na verdade tanto faz.
O passo preferido leva ao nada
As chances não teriam mais valor,
O medo novamente ao meu dispor
Mudando esta visão tão deturpada.
Aspectos variados, beijo e corte,
Afiando assim a faca e o canivete
E quando ao nada ter já se remete
A seca dominando algum aporte,
Nesta aridez minha alma se detém
E morre solidária, sem ninguém...
MARCOS LOURES
sábado, 14 de abril de 2018
RARO ASTRO
Qual fora perseguindo este raro astro
Depois de tempestades no horizonte
Sem sol que ainda veja e não desponte
O barco não tem leme e perde o mastro,
Afundo enquanto em dores eu me alastro,
Mergulho no abissal buscando a ponte
Que um dia poderia ser a fonte
Não vendo do futuro sequer rastro.
Rastejo sobre pedras, réptil vago
E a morte com prazer ainda afago
Beijando a sua boca em podridão,
E o medo não produz qualquer mudança
A faca no pescoço adentra e avança
Com fúria numa exata direção.
MARCOS LOURES
ESTRELA FRIA
Aonde se escondeu a estrela fria
Que tanto se fez falsa em noite escura,
O quanto me perdi em tal procura
Minha alma sem remédio se esvazia
E o bêbado funâmbulo traria
A queda sobre a pedra turva e dura
Sinal do quanto valho e em tal loucura
Somente me restando a ventania.
Abrindo as escotilhas inda vejo
Naufrágio de um estúpido desejo
Amanhecendo em vão, tosca quimera,
E o passo sem sentido ou direção
Dizendo quanto a vida fora em vão
Não tendo uma emoção sequer que espera...
MARCOS LOURES
Que tanto se fez falsa em noite escura,
O quanto me perdi em tal procura
Minha alma sem remédio se esvazia
E o bêbado funâmbulo traria
A queda sobre a pedra turva e dura
Sinal do quanto valho e em tal loucura
Somente me restando a ventania.
Abrindo as escotilhas inda vejo
Naufrágio de um estúpido desejo
Amanhecendo em vão, tosca quimera,
E o passo sem sentido ou direção
Dizendo quanto a vida fora em vão
Não tendo uma emoção sequer que espera...
MARCOS LOURES
QUEM DERA...
Quem dera se esta lua protegesse
Amantes que se buscam noite afora,
Apenas tão somente nos decora
É como se um divino ser tecesse
Em prata maviosa fantasia
E dela inspiração para se amar,
Mas quando se escondendo este luar
Escuridão tomando a cercania
Ausência de seus brilhos, lua amada
Trazendo tanta dor a quem sonhara,
A noite que já fora bela e clara,
Agora totalmente transformada,
Que faço se este brilho raro e bom,
Ofusca-se nas noites em neon?
MARCOS LOURES
Amantes que se buscam noite afora,
Apenas tão somente nos decora
É como se um divino ser tecesse
Em prata maviosa fantasia
E dela inspiração para se amar,
Mas quando se escondendo este luar
Escuridão tomando a cercania
Ausência de seus brilhos, lua amada
Trazendo tanta dor a quem sonhara,
A noite que já fora bela e clara,
Agora totalmente transformada,
Que faço se este brilho raro e bom,
Ofusca-se nas noites em neon?
MARCOS LOURES
CARA AMIGA
Às vezes te procuro, cara amiga
E vejo que talvez fosse melhor
Ficar com prejuízo bem maior,
Pois logo recomeças com tal briga,
E assim o que fazer? Manter a calma...
Somente e nada mais, seguir em frente.
Sem ter sequer alguém que te apascente
Nem mesmo algum carinho inda te acalma.
Melhor sofrer calado, isso eu garanto,
A gente não combina mesmo não,
Armando este barraco em profusão,
Prefiro segurar a dor e o pranto,
No mais, tá tudo bem, e aí contigo?
- Verdade? Nem a pau, querida eu digo...
MARCOS LOURES
E vejo que talvez fosse melhor
Ficar com prejuízo bem maior,
Pois logo recomeças com tal briga,
E assim o que fazer? Manter a calma...
Somente e nada mais, seguir em frente.
Sem ter sequer alguém que te apascente
Nem mesmo algum carinho inda te acalma.
Melhor sofrer calado, isso eu garanto,
A gente não combina mesmo não,
Armando este barraco em profusão,
Prefiro segurar a dor e o pranto,
No mais, tá tudo bem, e aí contigo?
- Verdade? Nem a pau, querida eu digo...
MARCOS LOURES
TU ÉS MINHA
O amor nos apresenta multiforme
Às vezes nos faz bem ou nos faz mal,
Caminho com certeza desigual
Pois enquanto acordado, ela bem dorme,
E quando noutra senda se transforme,
Baixando o santo, é briga na geral,
É canivete, foice até punhal,
Na cicatriz que tenho tão enorme.
Assim vamos levando nossa vida,
Às vezes muito bem, outras nem tanto,
Um curativo sana uma ferida
Depois recomeçamos ladainha,
Verdade se contém nisto que canto,
Só sei que sou só teu e tu és minha...
MARCOS LOURES
Às vezes nos faz bem ou nos faz mal,
Caminho com certeza desigual
Pois enquanto acordado, ela bem dorme,
E quando noutra senda se transforme,
Baixando o santo, é briga na geral,
É canivete, foice até punhal,
Na cicatriz que tenho tão enorme.
Assim vamos levando nossa vida,
Às vezes muito bem, outras nem tanto,
Um curativo sana uma ferida
Depois recomeçamos ladainha,
Verdade se contém nisto que canto,
Só sei que sou só teu e tu és minha...
MARCOS LOURES
MULA EMPACADA
Não quero ser bonzinho nem panaca
O tempo me ensinou a ter defesas,
Preparo a cada dia fortalezas
Senão a minha mula já se empaca.
Ficar com esta cara de imbecil?
A bunda já não vai ficar exposta
Tem gente que em verdade disto gosta,
Eu mando para a puta que pariu.
Vestindo de palhaço ou de bufão,
Cansado de levar tanta porrada,
Na vida agora só dando pernada,
Se bobear eu tasco um bofetão,
Mas levo de gaiato o meu viver,
No fundo o que eu desejo é ter prazer...
MARCOS LOURES
O tempo me ensinou a ter defesas,
Preparo a cada dia fortalezas
Senão a minha mula já se empaca.
Ficar com esta cara de imbecil?
A bunda já não vai ficar exposta
Tem gente que em verdade disto gosta,
Eu mando para a puta que pariu.
Vestindo de palhaço ou de bufão,
Cansado de levar tanta porrada,
Na vida agora só dando pernada,
Se bobear eu tasco um bofetão,
Mas levo de gaiato o meu viver,
No fundo o que eu desejo é ter prazer...
MARCOS LOURES
SAUDADE
Saudade dita normas complicadas
É como o renascer de algum defunto,
Falando sempre assim do mesmo assunto
Caminho se perfaz nestas estradas
Há tanto conhecidas no passado.
Beber no mesmo copo esta aguardente
Por mais que ainda queira só se sente
O gosto do retrato amarelado.
Lembranças do que foi? Não, minha amiga,
Retrovisor traduz em capotagem
E quando se prepara outra viagem
Esqueça, por favor daquela antiga.
Saudade, se inda tenho por aqui,
Somente do que outrora não vivi...
MARCOS LOURES
É como o renascer de algum defunto,
Falando sempre assim do mesmo assunto
Caminho se perfaz nestas estradas
Há tanto conhecidas no passado.
Beber no mesmo copo esta aguardente
Por mais que ainda queira só se sente
O gosto do retrato amarelado.
Lembranças do que foi? Não, minha amiga,
Retrovisor traduz em capotagem
E quando se prepara outra viagem
Esqueça, por favor daquela antiga.
Saudade, se inda tenho por aqui,
Somente do que outrora não vivi...
MARCOS LOURES
SEM PARAGEM
Aonde se queria a primavera
O tempo não deixando restar nada,
Outono se transborda e na alvorada
Somente o frio imenso nos tempera,
Assim a vida traz tão longa espera
E nela o que se vê sonega a estada
Que um dia imaginei delineada
Em sonhos; mas a história degenera
E o quanto se queria em nova luz
Inverno desdenhoso reproduz
E assim vamos seguindo sem paragem.
Viver cada momento intensamente
Sabendo que o futuro não se sente,
Aproveitando assim a mansa aragem...
MARCOS LOURES
O tempo não deixando restar nada,
Outono se transborda e na alvorada
Somente o frio imenso nos tempera,
Assim a vida traz tão longa espera
E nela o que se vê sonega a estada
Que um dia imaginei delineada
Em sonhos; mas a história degenera
E o quanto se queria em nova luz
Inverno desdenhoso reproduz
E assim vamos seguindo sem paragem.
Viver cada momento intensamente
Sabendo que o futuro não se sente,
Aproveitando assim a mansa aragem...
MARCOS LOURES
ORDEM E PROGRESSO
Imensa putaria no Congresso
A vaca da mulher tá na playboy
Assim a dignidade se corrói
E ainda vem falar “ordem/progresso”
Verdade quando dita sempre dói
E quando estou calado, eu me tropeço
Fazendo da emoção erro confesso
Quem tanto construiu tudo destrói.
Buceta faz sucesso na internet
A porra da poesia se intromete
Matando o que restou de uma esperança;
Verdade seja dita, minha amiga,
A coisa desse jeito já periga,
Repito então aqui: VIVA A FUDELANÇA!
MARCOS LOURES
A vaca da mulher tá na playboy
Assim a dignidade se corrói
E ainda vem falar “ordem/progresso”
Verdade quando dita sempre dói
E quando estou calado, eu me tropeço
Fazendo da emoção erro confesso
Quem tanto construiu tudo destrói.
Buceta faz sucesso na internet
A porra da poesia se intromete
Matando o que restou de uma esperança;
Verdade seja dita, minha amiga,
A coisa desse jeito já periga,
Repito então aqui: VIVA A FUDELANÇA!
MARCOS LOURES
PASPALHO
Depois de muitos anos, garanhão
Agora ficou brocha. O que fazer?
Nem mesmo uma punheta dá prazer,
Cansado de ficar sempre na mão
Tá mole, mas tá duro pra caralho,
Sem grana não consegue um aditivo,
No dedo, todo dia um curativo,
A língua já deu câimbra. Que paspalho!
Vizinha peladinha na janela,
Mulher vive roncando a desgraçada,
Calmante toda noite? Uma furada.
Comendo a gostosona só na tela.
Diante de uma dor assim profunda
Vai acabar é dando a sua bunda...
MARCOS LOURES
Agora ficou brocha. O que fazer?
Nem mesmo uma punheta dá prazer,
Cansado de ficar sempre na mão
Tá mole, mas tá duro pra caralho,
Sem grana não consegue um aditivo,
No dedo, todo dia um curativo,
A língua já deu câimbra. Que paspalho!
Vizinha peladinha na janela,
Mulher vive roncando a desgraçada,
Calmante toda noite? Uma furada.
Comendo a gostosona só na tela.
Diante de uma dor assim profunda
Vai acabar é dando a sua bunda...
MARCOS LOURES
O FIM
Não deixo de pensar em putaria,
A gente faz das nossas vida afora,
Velhice vem trazendo sem demora
O fim da minha história. Quem diria...
Depois de ser na vida acostumado
A dar de vez em quando uma trepada,
Agora vou tentar, amigo e nada,
Não tenho vocação para veado.
Pensando nos meus tempos, áureos tempos...
Eu vejo que fui bom na sacanagem,
Ficando só mirando esta paisagem
Não suportando assim tais passatempos.
Pior é que a verdade sempre arrocha,
Depois de tanto tempo. Fiquei broxa...
MARCOS LOURES
A gente faz das nossas vida afora,
Velhice vem trazendo sem demora
O fim da minha história. Quem diria...
Depois de ser na vida acostumado
A dar de vez em quando uma trepada,
Agora vou tentar, amigo e nada,
Não tenho vocação para veado.
Pensando nos meus tempos, áureos tempos...
Eu vejo que fui bom na sacanagem,
Ficando só mirando esta paisagem
Não suportando assim tais passatempos.
Pior é que a verdade sempre arrocha,
Depois de tanto tempo. Fiquei broxa...
MARCOS LOURES
AUTO-AJUDA
Mandando tudo à puta que pariu
Cansado desta vida de panaca
Aonde uma verdade não se empaca
O resto da maneira que se viu.
Levando vez por outra uma porrada,
Chamando de meu louro, um urubu,
Vontade de mandar tomar no cu,
E dar na minha vida uma guinada.
A porra do soneto me vicia,
Não faço mais sequer um pensamento,
Assim vou acabar sem um provento,
Fudendo com a merda: poesia.
Ó Pai, Senhor Vê logo se me acuda
Preciso aprender logo uma auto-ajuda...
MARCOS LOURES
Cansado desta vida de panaca
Aonde uma verdade não se empaca
O resto da maneira que se viu.
Levando vez por outra uma porrada,
Chamando de meu louro, um urubu,
Vontade de mandar tomar no cu,
E dar na minha vida uma guinada.
A porra do soneto me vicia,
Não faço mais sequer um pensamento,
Assim vou acabar sem um provento,
Fudendo com a merda: poesia.
Ó Pai, Senhor Vê logo se me acuda
Preciso aprender logo uma auto-ajuda...
MARCOS LOURES
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