quinta-feira, 5 de abril de 2012

Eu quero em teu amor a sensação

Eu quero em teu amor a sensação
Ditosa de ser mar e de ser rumo.
Navego tanto em tua direção,
Que várias vezes, sinto, perco o prumo.
Se vamos prosseguir nessa viagem,
Buscando, num futuro, ser feliz;
Saibamos enfrentar uma estiagem,
Assim como a tristeza, por um triz.
Atormentados, somos, pelo medo,
Que torpe, nos inflama e traz lembranças…
Se vamos nos lançar por nosso enredo,
Reavivamos sempre as esperanças...
As mágoas que carregas e carrego,
Diários do passado, que te entrego...

Jamais irei temer um pensamento

Jamais irei temer um pensamento
Que fale, sem pensar, em desenganos...
Soltando meus segredos neste vento,
Passando, sem mentir, por tantos anos...
Eu vivo sem cobiça ou ambição
De coisas que não tragam meu prazer.
Eu vivo com total sofreguidão,
Espero, em cada curva, o meu lazer...
Hedonista, bem sei que assim eu sou,
Não quero nem tristezas nem saudades.
Quem vive em plena nuvem que passou,
Não pode vislumbrar felicidade.
Pois abra teu sorriso, companheira,
Amiga, trague a vida, beba inteira!

Procuro por teus lábios olorosos

Procuro por teus lábios olorosos
Espero o carmesim maravilhoso.
Meus medos vão perdidos, andrajosos,
Mas sonham com delícias deste gozo.
Cambiantes os desejos mais sutis,
Verdejas teus olhares sobre a mata.
Eu quero novos sonhos mais gentis,
Na lua que domina, rica prata.
Correndo mansa brisa, me acalenta.
Amor não se permite duvidar.
Quem pensa que essas luzes; não agüenta,
Esquece da beleza de brilhar.
Eu quero te encontrar de qualquer jeito,
É cura que deseja um velho peito...

Quando deste meu mar, em tempestades

Quando deste meu mar, em tempestades,
Buscava uma ancoragem mais segura.
Vivendo sem temer as inverdades
Que forram nossa cama, bem mais dura...
Não falo de tormentas que passamos,
Nem falo das bonanças que vieram.
Só sinto que te quero e nos amamos,
Em pazes nossas mãos já se fizeram.
Agora, o nosso mar já se acalmando,
A vida se promete mais risonha.
À noite, nossos corpos se entregando,
A vida nunca mais será medonha.
E fujo para perto, a te querer;
Meu sonho, nos teus sonhos, se perder...

Teus claros olhos, bela enamorada

Teus claros olhos, bela enamorada
Que parte sem talvez dizer adeus.
São rumos que se perdem leda estrada,
Se perdem espelhando os olhos meus...
Não trago na memória como ou quando
Perdi os meus caminhos de alegria.
Agora sem teus olhos fulgurando,
Pergunto ao meu amor onde andaria?
As horas esquecidas, vãos momentos,
Perdidas sem saber onde encontrar.
Espero te encontrar, rosa dos ventos,
Olhares que me guiam pelo mar...
Nos mares dos teus braços e carinhos,
Teus olhos que me levam, meus caminhos...

Amiga não te sinta assim tristonha

Amiga não te sinta assim tristonha
Quem sabe novo dia nascerá!
Deitada mansamente já se enfronha
A noite que por certo passará.
Eu sei do teu amor, foi gigantesco.
Decerto não sabias do final.
Agora a madrugada traz dantesco
Pesadelo vagando todo o astral...
Cresceste enamorada desta sombra,
Do príncipe sonhado nada sobra.
Fantasma deste amor inda te assombra
A vida tanto dá quanto te cobra.
Me resta, disto tudo, uma certeza.
Não houve sequer príncipe; princesa!

Quando a noite em seus braços se encanta

Quando a noite em seus braços se encanta
E se perde nos raios da lua,
Minha glória é saber que me imanta
A beleza, mulher toda nua.
Se flutuo no céu deste sonho,
São cruéis os meus erros, bem sei.
Tantas vezes pensei ser medonho,
Este sonho que tanto sonhei.
As marés, os marulhos, a praia,
Nas estrias dos rios, cascatas.
Quando o sol, preguiçoso desmaia
Sobre os montes, florestas e matas
Vejo imagem de quem sempre chamo,
Relembrando do quanto que eu te amo...

Teus seios tão formosos, meu delírio...

Teus seios tão formosos, meu delírio...
São fontes de deleite e de prazer.
Alvura que se encontra só num lírio
Vontade de em teu colo me perder...
Eu quero que se aposses desse sonho,
Eu quero que me tenhas sempre mais...
Amor sem ter segredos, te proponho,
E sonho sempre ter amor demais...
Sabendo quanto custa uma saudade,
Sabendo quanto é bom um bem querer,
Te peço, meu amor, tenha a bondade
E venha em minha vida sempre ser.
Não quero em teu amor morrer em penas,
Te quero muito mais que a noite apenas...

Ouvindo tua voz, que é tão macia,

Ouvindo tua voz, que é tão macia,
Deitando nos teus braços, calmamente.
Sabendo que teremos novo dia
Depois da tempestade, novamente.
Escrevo, nos meus versos, a promessa,
De tempos mais felizes para os dois,
Amor que em tanto amor, amor confessa,
Não deixa nosso amor para depois...
E vindo desta lua que viemos,
Trazendo um verso livre, sem cobrança;
Eu sei que tu já sabes e sabemos,
Que amor é sempre forte na aliança.
E não permito mais mãos invejosas
Em meio a tais venturas, tão formosas...

Amor que tanto quis, bem mais ardente,

Amor que tanto quis, bem mais ardente,
Queimando no meu peito, me transtorna.
Amar é necessário e tão urgente,
Não quero uma emoção deveras morna...
Eu quero a sensação de granular
Depois de tanto tempo te esperando.
A flor que sempre brilha no luar,
Sem cores, com certeza, irá murchando...
Eu amo, simplesmente, e não me engano,
É coisa que por certo não discuto...
Amar estava dentro deste plano
De ser feliz, matando todo o luto...
Meu coração cigano não se espalha,
Agora, prisioneiro de batalha...

Tantas vezes jurei ser fiel

Tantas vezes jurei ser fiel
Mas a vida me impede de ser.
Cada abelha produz o seu mel,
Sem teu mel como posso viver?
Não procuro fugir de quem amo,
Nem disfarço se te quero bem.
O meu canto que tanto reclamo
Quantas vezes vivi sem ninguém.
Não mais quero a saudade maldita
Nem pretendo viver solidão.
Tantas noites sentindo a desdita
De viver sem qualquer emoção.
Eu não minto se falo contigo
Deste amor que por tanto, persigo...

Na noite de luar, qual Messalina,

Na noite de luar, qual Messalina,
Deitada em minha cama, me provoca.
Curiosidade em lábios me alucina,
Amor vem em cascatas, pororoca...
Rasgando em oceanos de prazer,
Deitando meu desejo em teu desejo.
Vencido em tão sedento convencer
Me deixo transbordar e nem me vejo.
No leito que me leva aos teus seios
Anseios que me levam aos teus montes.
Explode todo amor sem ter receios,
E bebes delicada, toda a fonte...
Na noite prometida, de luar,
Na noite que rolamos, sem parar...

Eu quero ter direito a ser feliz;

Eu quero ter direito a ser feliz;
Jogado, tanto tempo, assim de lado.
Sabendo ser eterno aprendiz quis
Um bis em teu amor tão desejado.
Qual templo que contemplo e não me esqueço,
Amor é divinal sabedoria
Eu sinto que te quero e não mereço
Roubar o nosso tempo de alegria.
Porquanto te preciso, divinizo.
São longos os meus dias sem te ter.
Terrível pesadelo de granizo,
Preciso de teus lábios pra viver...
Não quero me invernar a vida inteira,
Sonhar com teu calor, brasa e lareira...

Queria crer no amor que seja eterno,

Queria crer no amor que seja eterno,
Que voe pelo céu, ave liberta.
Que traga essa pureza de ser terno
E sempre me mantenha mais alerta.
Quero a sofreguidão tão verdadeira
De ter uma paixão insofismável;
Podendo me integrar à companheira
No sonho mais divino e formidável.
Eu quero te encontrar na mesma estrada
Que leva meus destinos junto aos teus.
Cantarmos harmonias na toada
Que fale deste amor, nunca de adeus...
Eu quero imensidão, pleno fulgor
De toda eternidade deste amor!

Esta emoção guardada a sete chaves,

Esta emoção guardada a sete chaves,
Não deixa que esta vida destrua.
Um forte combustível para as naves
Revestem a nossa alma enquanto nua.
Na força que incontida nunca pára,
Apoio para as curvas mais fechadas.
Na queda que ameaça nos ampara
Mantém o nosso rumo nas estradas...
Essa emoção que é boa enquanto santa,
Resiste a mais cruel das tempestades.
Nas horas mais difíceis se agiganta
Encara sem temor, dificuldades...
É luz que tanto guia, é claridade.
No cofre do meu peito, uma amizade!

Distante de teus olhos, tão formosa,

Distante de teus olhos, tão formosa,
A vida não me empresta seus penhores.
Minha alma sem cuidados, andrajosa,
Nessa busca incessante por amores.
Teu olhar de soslaio, tão furtivo,
Cativa meu olhar, hipnotizando.
Em busca deste olhar, por certo vivo,
Entregue a tanto brilho, estou te amando.
Teus passos em meus passos já transformo,
E queimo em tal ardor se não te tenho.
Viver sem teu amor, não me conformo,
Distantes os caminhos de onde venho...
E sinto em teu regaço, um quente ninho,
Por certo, em teu amor, não vou sozinho!

Se esperança de amor se faz perdida

Se esperança de amor se faz perdida
Em versos mais singelos te direi.
Encontro em teus braços a saída
Do mundo que, disperso, nunca sei.
Volteio tantas vezes sem coragem
Recebo o forte vento da saudade.
Falar amor nunca é falar bobagem,
Amor sempre reflete claridade.
É fogo que me queima e não percebo
É gozo que persigo sem descanso.
De amores, farto amor quando recebo,
No fundo, em tempestades, vive manso.
Remanso que se encontra no tufão,
Quem quer do amor calor, vira vulcão.

Quem tem amor exige lealdade

Quem tem amor exige lealdade
Daquela que se encharca deste amor.
Por certo tanto amor que na verdade
Se forma quando trama um vencedor.
Nas guerras da paixão, eu me perdi.
Nas terras da ilusão, não sei meu rumo.
Nos montes da emoção eu prossegui,
Nos versos da canção eu me acostumo.
E sinto que virás, louco corcel,
Voando sobre igrejas, catedrais,
Vencendo essas imensas deste céu,
Sabendo que te amar nunca é demais.
O mar que me invadiu, num beijo teu,
Nos abissais castelos, se perdeu...

Amor quando em sentidos se descreve

Amor quando em sentidos se descreve
Se faz como a esperança mais bendita
Se na alma quando em frio cai a neve
Danosa sensação se faz aflita.
A mando do que fora subjetivo
O verso extremado não dispensa.
Na lágrima servida quando vivo,
Não vejo tanta luz na recompensa.
Faíscas deste amor me incendiando.
São tantas emoções que não dispenso.
Se vozes mais macias escutando,
Amor é sempre brilho no que penso.
E vejo meu destino quando ancoro
No mar de amor divino que decoro.

Falso brilho.

Falso brilho.

O quanto dessa vida outrora fosse
Diverso do que trago em mim agora
E sei do descaminho que devora
Enquanto o que eu buscara? Ora, acabou-se,

E o tanto que pudera ser mais doce
Traduz este vazio aonde aflora
A dor da solidão quando apavora
E apenas o cenário atroz me trouxe,

Vencido pelos erros de quem tanto
Outrora fora um raro diamante
E agora se traduz em desencanto,

O verso que buscara um raro amor,
Demonstra esta emoção tola e farsante,
E gera tão somente algum rancor...

Loures

Amor quando é demais, amor se atreve

Amor quando é demais, amor se atreve
E vence qualquer medo que encontrar.
Por mais que uma alegria seja breve
Amor nunca se cansa de tentar.
Nas brandas emoções ou na loucura
Amor se não renova, não resiste.
No sentimento imenso de ternura
Um resto de saudade morre triste.
O manto que recobre o deus amor
Em versos se tingindo, rubra rosa,
Vertendo um longo lago de esplendor,
A luta pelo amor é gloriosa.
Não quero desse amor, a piedade.
Nas vastas emoções tanta verdade...

"AMIGOS REGINA CNL POESIAS e marcos loures

"AMIGOS REGINA CNL POESIAS e marcos loures

É muito bom ter amigos

Lêem o mesmo livro
dividem o mesmo abrigo
discutem o mesmo sentindo

Viajam na mesma nave
enxergam a mesma Luz
embriagam-se das alegrias

Trocam farpas sadias
comem do mesmo prato
jogam qualquer partida
completam qualquer palavra

Emprestam sem demagogia,
bebem no mesmo copo,
um ampara outro grita, rs

Dividem o mesmo segredo

Quando ambos são poetas!
a coisa se complica...
um escreve outro critica,
mas, o que importa!
amizade vive-fica
o amor sempre edifica...

Regina cnl Poesias/

Um canto em amizade nos permite
Vencer o que vier com mansidão
E sei que na verdade esta lição
Traduz o que jamais se delimite,

O velho coração tanto palpite
Tramando dias mansos que trarão
Deveras ao que possa imensidão,
No encanto quanto em luz nos exercite,

Edificando a cada novo instante
O tanto que se tente já garante
O muito que pudera e mesmo eu quis,

Sabendo em amizade o quanto brilha
A vida superando qualquer ilha
Deixando no passado o céu tão gris...

loures

Amor se desatando da esperança

Amor se desatando da esperança
Se vendo em liberdade, sem ter penas.
Vivendo como o sonho de criança
Sem lágrimas, sem mágoas, tão apenas.
Amor se desgastando vira espera
Sem medo, te julgavas mais capaz.
Eu quero o teu carinho em primavera
Sentindo esta alegria em toda a paz.
Cantando o desencanto sem futuro
Vencido pelas dores mais contrárias.
Saltando qualquer duro, grande muro,
Discórdias e distâncias, tristes, várias;
Exércitos de sonhos me invadindo,
Vasculham nosso céu, imenso e lindo...

Tanto tempo sentindo saudades

Tanto tempo sentindo saudades
Deste amor que não tem mais saída.
Procurei encontrar qualidades
Mas não pude dizer-te: querida.
Amor quando doído me mata
Dominando, não deixa sonhar.
Esperança renasce e maltrata
Simplesmente me faz esperar.
Tenho um sonho de nova aliança
No futuro talvez possa amar.
Quando amor me fugir da lembrança
Novamente; outro amor vou cantar
As estrelas no céu vão pairando,
Tua órbita estou procurando...

Minha amiga, meu canto procura

Minha amiga, meu canto procura
Novamente te ter por aqui,
Toda noite que sei sendo escura
Se refaz noutro dia que vi.
As auroras nascendo prometem
Novo sonho em raios de sol.
Os meus erros jamais se repetem
Teu olhar que me guia, farol...
Os meus versos te faço querida
Esperando teu canto pra mim
Não consigo entender outra vida
Se não tenho teu sonho por fim.
Nosso amor, esperança divina,
Traz a paz que bem cedo domina...

Amizade que encanta é divina

Amizade que encanta é divina
Uma força que sempre me atrai.
Tanta treva amizade ilumina
Sem perguntas bem sabe se vai.
Noite intensa no céu estrelado
Amizade faz tanto brilhar.
Não se importa com tempo passado,
Bem mais forte que o simples amar;
Nas histórias tão tristes da vida
Uma amiga me faz ser feliz.
Não permite que a dor distraída
Nos convide pro mal que se quis.
Tantas luzes refletem tua alma,
Me conhece, da mão toda a palma...

Tanto tempo busquei teu amor

Tanto tempo busquei teu amor,
Nada achando, fiquei sem saber,
Qual o rumo que irei, se não for
O que leva ao teu mar de prazer.
Nas estradas distantes da vida
Os espinhos, as pedras, o medo.
Tantas vezes senti despedida,
Nas histórias perdendo o enredo.
Sei do quanto esse amor me fascina,
Sei do tanto que a luz dele atrai.
Procurando em teu rastro, menina,
Onde fores, meu sonho, já vai.
Tantas flores plantei no jardim,
Mil amores espero pra mim...

Os meus versos de amor

Os meus versos de amor, quando faço
São sinceras mensagens de paz.
Tanto amor quando cruza este espaço
Alegria que dá satisfaz.
São bandeiras de muita esperança
Fantasias que mostram sorrisos.
A distância que um verso se lança
Aproxima do amor, paraísos.
São sensíveis os rumos que traçam
Os meus cantos em busca de Deus,
Quando amor e amizade entrelaçam,
Mais distante se esconde um adeus.
Minha amada querida onde for,
Levarás os meus versos de amor...

Nas estradas sozinho, sem rumo.

Nas estradas sozinho, sem rumo.
Vou buscando o sol que há de vir.
Dessa vida bebendo o seu sumo,
Quero mais e demais sei pedir.
Não tem pressa de ver a chegada
Nem o medo do bote da fera.
Toda noite me perco sem nada
Nessas garras da linda pantera.
Quero o lanho nas costas marcando,
Cicatrizes do amor mais feroz.
Se pretendo seguir te adorando,
Não consigo soltar minha voz.
Quero o beijo sedento e faminto,
Na loucura do amor, meu absinto.

Se esperava um cantar mais macio

Se esperava um cantar mais macio,
Não te posso falar, pois bem sei,
Quanto tempo desejo teu cio
Neste vício que já virou lei.
Quero o gosto da boca sedenta
Mordiscando meus lábios sem dó.
Quero amor que quase me arrebenta
Sem segredos, não deixe-me só.
Quero afeto divino e seguro
De quem sabe, sem medo, o que faz.
Um destino que fora mais duro,
Nos teus braços encontra-se em paz.
Meu cantar é de tantos desejos
Revirar o teu corpo em mil beijos!

Quando soube que tinhas voltado

Quando soube que tinhas voltado
Os meus olhos ficaram sedentos.
Depois deste momento passado,
Os meus dias estão bem mais lentos.
Se demoram as horas, não passam...
Cada vez que te espero e não vens...
Meus sorrisos tristonhos disfarçam,
Tua ausência me dói, o que tens?
Amanhã não podendo esperar,
Pelas ruas irei procurando,
A mulher que me fez tanto amar,
E que agora esperei, até quando?
Eu desejo teu olhos em mim,
Tua boca, beijar, carmesim...

Depois de certo tempo sem saber

Depois de certo tempo sem saber
Como poder falar em versos soltos,
Buscando nas discórdias do meu ser,
Como cabelos longos, mais revoltos.
Os versos que me ajudem entender
Em mágicas palavras tão envoltos,
Fazendo a poesia renascer.
Em ritmos mais suaves, desenvoltos...
Assim o meu soneto ressurgido
Faz parte dos meus planos, não se iluda.
Depois de perceber a dor do olvido,
De como essa incerteza nunca ajuda,
Meu canto se tornou, deveras leve,
Depois de rebuscado, quem me leve...

Se somos ossos tortos e falíveis

Se somos ossos tortos e falíveis,
Os óstios se procuram osculando.
Desprendem superfícies absorvíveis,
E soam Nefertite, mas em bando.
Desterros em martírios incabíveis,
Em quem se insegurou de vez em quando.
Discuto relações em vários níveis,
Apenas não irei seguir voando...
Amando sempre a mando do desastre.
Que veio nas restingas deste cálice.
Vetusto tanto augusto som que castre,
Amiga não se obrigue a novo cale-se.
Vencido pelas hostes dos senões.
Embarco nos meus barcos, os sertões...

Sussurros enlevando nossos sensos

Sussurros enlevando nossos sensos,
Nas danças que traçamos nos salões.
Sorvendo teus prazeres, quando imensos,
Formando de teus sonhos soluções.
Ardentes como jovens namorados,
Sementes espalhamos neste chão.
Nas águas, nossos rumos decorados
Por flores e grinaldas da paixão.
Na brisa que me acalma e me ternura,
Na luta mais insana pela sorte.
Amor que não precisa de mais jura
Se cura sem ter medo, rumo à morte.
Eu quero esta certeza, enfim, querida
De tanto louco amor, após a vida...

DESESPERO...

Na dura sensação que tanto oprime,
Espero, enfim, achar uma saída.
Amada por mais louco que eu te estime,
Essa situação? Mal resolvida.
Desculpe mas demora já não cabe.
Eu tenho tanta urgência em resolver
Aquilo que em nós já não se sabe,
Difícil, minha amada, de conter...
Procuro me esconder, mas não agüento.
Eu juro que prestei toda a atenção,
Porém, sem resolver, eu me arrebento
Aí; que vou fazer? sem solução!
Querida, eu daria o meu salário,
Em troca deste vaso... sanitário!

O TEU DEUS.

O TEU DEUS.

Teu Deus que na verdade não me traz
Sequer algum alento nem perdão
Marcando como fosse com arpão
Urdindo em própria senda Satanás,

O tanto que se mostre mais voraz
Tocando com terror, tanta aflição,
Somente destroçando todo grão,
Deixando ao desamparo a mansa paz,

O Deus que me trouxeste em vil clausura
Não sabe quanto a sorte não perdura
E mata simplesmente a cada dia,

Na comunhão negada, na distância,
Trazendo o duro inferno como estância,
Expressa a mais cruel hipocrisia...

Loures


EM HOMENAGEM ÀS IGREJAS QUE PERMITEM A COMUNHÃO DOS ASSASSINOS, LADRÕES, PEDÓFILOS E IMPEDEM A DOS, COMO EU, DIVORCIADOS.

A imensa fé.

A imensa fé.


O amor que nos conquista dia a dia
Adia o sofrimento ou mesmo o cala
E quando a imensidão tudo avassala
No sonho se desenha a poesia,

E tendo toda a sorte que queria
Vivenciando a luta quando embala
O mundo noutro tanto ora resvala
No torpe delirar em agonia,

Versando sobre o quanto em rara luz,
O muito que se queira me conduz
Em plena liberdade ou mesmo até

Singrando cada instante onde se espreita
Fazendo da esperança esta colheita
Que possa nos trazer a imensa fé...

Loures

Quanto tempo passei, andando, errante

Quanto tempo passei, andando, errante
Na busca deste sonho mais feliz,
De encontrar meu amor a cada instante,
Devorando do céu, belo matiz.
Como um nauta sem rumo e sem destino,
Na cruel incerteza da chegada.
O meu sonho mais puro e cristalino,
Quase sempre vazio, dava em nada...
Beijando esta esperança de viver
Transformando meu dia em triste fado,
Tresloucado querendo conhecer
A beleza de ser, enfim, amado.
Depois que dei a sorte de te achar
Hoje sei como é bom demais amar!

Mordisco tua orelha, de mansinho

Mordisco tua orelha, de mansinho,
Nos lóbulos, delícias delicias...
Aos poucos esculpindo do carinho,
A sensação divina em que vicias...
Neste elixir suave que produzes,
Convites ao mergulho caloroso.
Teus olhos rebrilhando em tontas luzes,
Aguardam explosão louca do gozo.
Vassalo de teus sonhos ansiados,
Por tanto tempo espero esse pecado.
Teus mares-maravilha, navegados,
Mergulho no oceano, naufragado...
Não quero mais sair desta tua ilha
Onde o sol, natureza, sempre brilha...

Não chores, meu amor, a vida é bela

Não chores, meu amor, a vida é bela,
E toda essa tristeza irá passar.
O sonho mais feliz que se revela
Traduz serenidade de luar.
Estando de alegrias rodeado,
O teu ciúme impede que tu vejas
Belezas neste mundo tão amado.
Por certo terá tudo o que desejas.
No canto mais sincero de quem ama,
No gesto mais gentil de quem te quer.
Na voz que carinhosa, sempre chama,
Na imensa maravilha; ser mulher.
Te quero em cada dia que começa,
Com raios de esperança e de promessa...

Deitada nesta cama me provocas

Deitada nesta cama me provocas
Com teus doces sorrisos sensuais
Qual fera que procura em tantas tocas
Nas suas explosões mais animais...
Derramo meus anseios nos teus seios
Sem medo nem receios do que espero.
Os olhos se permeiam, devaneios,
Em todos os sentidos me tempero.
Eu quero o turbilhão dos teus perfumes
Que encharcam meu desejo, te beber.
Nas horas mais dolentes sem queixumes
O teu orvalho em brasa vou sorver.
Invado tuas matas, arvoredo,
Esqueço o que passei, e me enveredo...

Santuário divino, sensual.

Santuário divino, sensual.
Seu sal, meu sal, sentidos, languidez;
Destino-me em querer, consensual,
Insano, sou servil, sem lucidez.
Delitos cometidos, comensais.
Começo, recomeço, sempre vício.
No doce precipício amaros sais
Salgando nossos mares, desde o início.
Campeio no profano santuário,
Vertendo totalmente essas enchentes
Que morrem com as tuas, no estuário
Das águas sempre mornas, quase quentes.
Vencido pela noite, nossa prece,
Já quer recomeçar, corpo obedece...

Aurora se mostrando mais inteira

Aurora se mostrando mais inteira
Em vários brilhos, tantos quanto ofuscam.
Meus versos dediquei-te a vida inteira,
Espaços magistrais, eles te buscam...
Eu quero uma sonata que amor fale,
No cálice divino dos teus braços...
Não deixe que este amor nunca se cale,
E venha descansar, te dou abraços...
Em versos mais sublimes, quero ter,
O gosto de te ver bem junto a mim..
Sabendo que em teus braços vou morrer,
Eu quero teu amor até no fim...
E sinto que serei bem mais feliz
Vivendo em nossa vida o que bem quis...

Tramas

Tramas


Qual medo de uma vida que se cala
Nas tramas que entremeio meus momentos
Vagando sem temores venço os ventos
E o coração se expondo em plena sala,

A vasta sensação que me avassala
Os dias são além dos sentimentos
E quando eclodem raros pensamentos
Desejo, simplesmente, enfim, amá-la.

Mas sei do quanto possa e nada digo,
O canto reproduz o desabrigo
Determinando o fim de qualquer sonho,

Ao ter esta ilusão bem que pudera
Lutar pela esperança mais sincera
Na qual o verso em paz hoje proponho...

Loures

O AMOR DE LARA

O AMOR DE LARA

Ouvindo a voz soturna das brumosas
E duras madrugadas solitárias,
As horas se arrastando, dores várias,
Em tramas tantas vezes caprichosas,

Espinhos suplantando belas rosas,
Procuro mãos sublimes, solidárias,
E sinto mais distantes luminárias
Em fases tão sutis quão dolorosas.

Porém neste cenário tortuoso
Ao menos nos teus olhos vejo o gozo
Que a vida mansamente me prepara,

E sigo com o olhar num horizonte
Que tanto quanto possa além me aponte
A direção que traga o amor de Lara...

Loures

Te busco nesta brusca ventania,

Te busco nesta brusca ventania,
Que ronda minha vida, sem temor.
Em mansa calmaria, mar e ria;
Deitando maré, leito, trama, amor.
Alçando teu cansaço, solto espaço,
No laço assim, pretenso, bem atado...
Nos paços e nas praças simples traço
Que faço e, reconheço; apaixonado...
Intensa sensação de ser feliz...
Imensa solidão foi dissolvida.
Da vida concebida, um aprendiz.
Que diz o que bem pensa, sorve vida...
Te busco, lusco-fusco, vaga-lume,
Meu astro, sigo o rastro do perfume...

LARA, MEU FAROL.

LARA, MEU FAROL.

Sem medos sem angústias, sigo além
Das tramas em que a vida acorrentasse
Vencendo o quanto seja em rude enlace
Singrando o sentimento que ora vem

E sei do que ora possa ser de alguém
Que o sonho noutro tom alimentasse
Em Lara se percebe a mansa face
Deixando no passado algum desdém,

E posso presumir algum futuro
Enquanto cada passo que procuro
Perdura a caminhada rumo ao sol,

Tomando em minhas mãos o quanto posso
Deixando para trás qualquer destroço,
No amor de Lara tendo o meu farol...

Loures

Renascer em Lara

Renascer em Lara

O brilho deste olhar que me transporta
Além do quanto houvera em pensamento
E sempre que deveras busco atento
A vida noutro instante abrindo a porta,

A velha solidão de fato aborta
E o novo caminhar em paz eu tento,
Seguindo o quanto possa em sentimento,
Vencendo esta tristeza que me corta.

Não quero estar distante de quem tanto
Moldara uma alegria sem igual,
Em Lara este momento triunfal

O sonho delirante em raro encanto,
E o marco de um sublime renascer
Tecido pelas tramas do prazer...

Loures

Encantos de Lara

Encantos de Lara


O sonho mais audaz quando se faz
Moldando este cenário que me trazes,
Delírios e desejos tão vorazes
E a solidão se deixa para trás,

Vivendo esta alegria sigo em paz
E sei das emoções tanto tenazes
Vagando por anseios contumazes
No todo que se espera pertinaz.

Envolto nos teus braços; entregando
O imenso sentimento outrora brando
Agora em tempestades transformado,

Encontro o Paraíso que buscara
No encanto mais preciso visto em Lara
E sigo mesmo rumo, lado a lado...

Loures

Uma Esperança em Lara

Uma Esperança em Lara

De Lara uma esperança mais querida
Vencendo os tão diversos descaminhos
Vagando na procura destes ninhos
Aonde se proteja nossa vida,

A senda mais feliz ao ser urdida
Deixando no passado os mais daninhos
Momentos que já foram tão mesquinhos
Trazendo novo alento em sorte ungida,

Atravessando assim tantos desertos
Caminho no horizonte estando abertos
Permitem novo tempo a se prever

No quanto se fizera além do mar
Em Lara se percebe o dom de amar
E nisto desnudando este querer...


Loures

Toda a certeza trago, minha amiga

Toda a certeza trago, minha amiga
Da noite que virá no fim do dia...
Embora a minha morte não persiga,
Epílogo da minha sinfonia...
De tantas emoções que a vida trouxe,
De tantas atitudes que tomei.
Momento de amargura; um outro, doce.
Lutar p’ra ser feliz é nossa lei.
A morte findará a arquitetura
Porém o que fizemos, permanece.
A noite que virá por mais escura,
Ao ciclo interminável obedece.
Amiga teu carinho viverá
Na força do teu ser: jequitibá!

A vida nos ensina uma lição

A vida nos ensina uma lição:
Quem ama e necessita ter respeito
Precisa respeitar do mesmo jeito.
Precisa perdoar se quer perdão!
Pois se Deus tanto amou na criação
Do mundo que gerou, assim perfeito;
Não pode permitir-se contrafeito
E sabe que quem ama não diz não!
A vida é necessária e se completa
Em cada criatura. A velha meta,
Ser feliz, se completa no seu par.
Se quer ser respeitado, então respeite,
Pois se quer ser aceito, sempre aceite.
Quem age desta forma sabe amar!

Atado nos teus laços, sem poder

Atado nos teus laços, sem poder,
Andando acorrentado em teu amor.
Não quero desfazer deste prazer,
Eu quero te seguir por onde for.
Não vejo sacrifício no te amar,
Amor assim demais, não mais resisto.
Jamais vou me esquecer de te adorar,
No cais que eu aportei, amor, existo...
De tantas cicatrizes que suporto,
Tatuas só carinhos, toda noite.
Nas lâminas do amor, feliz, me corto,
As marcas dos teus beijos, nosso açoite...
E quero essa tortura novamente,
Na cama em que derramas, lava quente...

Não falo deste amor despedaçado

Não falo deste amor despedaçado,
Ao menos os seus restos existiram.
Não deixo um sentimento tão marcado,
Nem pontas que sobraram me feriram.
Não falo deste caso que vivemos,
Embora triste ocaso também doa.
Durante certo tempo nos sabemos,
Durante certo tempo; vida boa...
Eu penso é nesse amor que não se fez,
Aborto que, espontâneo, em si, morreu.
Lutando contra amor, nenhuma vez
Deixou de se esconder em meu próprio eu;
Pois será que de tanto caminhar
Terei que reaprender o que é amar?

Atravessando os ermos do caminho

Atravessando os ermos do caminho
Na busca sem ter fim pela esperança,
Quantas vezes, sentindo ser sozinho,
Apenas com teu nome na lembrança...
Nos vergéis e nas sendas mais floridas,
Sabia que podia descansar;
De resto, essas tristezas escondidas,
Num momento, queriam aflorar.
O canto que tentara não se ouvia,
Encanto divinal de amor eterno.
Outro verso de amor, amor fingia,
A vida parecendo com inferno.
Achando tão somente dor, quimera.
A rosa me salvou a primavera!

O sol que quando doura se avermelha

O sol que quando doura se avermelha
Tornando toda a terra iluminada,
Acende novamente uma centelha
Que abrasa e que transtorna a minha amada.
Bronzeia suas pernas e seu rosto,
Dourando essa mulher sensacional.
Beleza neste corpo semi-exposto
Formando uma escultura sem igual...
Do corpo desta deusa, usufruir,
Não quero mais viver, dela, distante,
É tanto o meu desejo de pedir
Que seja minha amiga, minha amante...
E sonho aqui, deitado nesta areia,
Querendo estar consigo, uma sereia...

Não deixe; meu amigo, que esta luta

Não deixe; meu amigo, que esta luta
Em busca da sincera liberdade,
Vencendo, em mansidão, a força bruta,
Se perca, sem ter rumo, na saudade...
Eu sinto que virá um novo dia
Refeito destas dores do passado.
Perfeito, pois intenso em alegria,
Num canto mais liberto, sem pecado...
Depois de certo medo, já prossigo,
Na guerra contra o mal que existe em mim.
Preciso de teu braço, meu amigo,
Pois ele me assegura até o fim.
E iremos, novos tempos, mais sensíveis,
Alcançar tantas bênçãos impossíveis...

Não sou penduricalho nem enfeite

Não sou penduricalho nem enfeite
Não sou bijuteria ou bibelô
Te peço meu amor assim aceite
No Rio, lá em Sampa ou em Belô;
Simplesmente é por ter uma esperança
De não ser um satélite sem rumo.
De compor contigo uma aliança
Que trame nosso amor no mesmo prumo.
Nem mais e muito menos, nem demais.
Somente uma igualdade de valores.
Onde as cores se misturem e jamais
Uma rebrilhe mais que as outras cores.
Anseio teus desejos e teus seios.
Equivalentemente , sem receios...

Não quero mais cantar a grande farsa

Não quero mais cantar a grande farsa
Que forjas sem querer, e não mergulhas.
De tanto nos amamos, se disfarça
Amor quando termina, nem fagulhas...
Agruras com agulhas pontiagudas,
Penetram em quem sempre quis te ter.
Não quero mais que venhas e me acudas.
As dores que encontrei, eu vou viver...
Mas sinto um novo brilho no caminho,
Um resto de esperança que agoniza.
Amor se necessita de carinho,
Senão de vento forte, morre em brisa.
Mas quero teu cantar que é minha prece,
Meu coração, insano, te obedece...

Loucura que me enreda totalmente

Loucura que me enreda totalmente,
Fazendo dos meus versos, foguetório.
Tramando nos seus laços, de repente,
O dom que nos transtorna, que é notório.
Vestindo a fantasia em fanatismo,
Confundem-se alegrias e delírios.
É asa que nos leva para o abismo,
Desejo transtornado de martírios.
Uma verdade falsa nos contenta
Uma mentira exata, satisfaz.
A corda do juízo se arrebenta,
Na busca infernal por louca paz.
É sempre quase nunca o sim e o não.
Prazer tão doloroso da paixão!

Amiga, quantas vezes necessito

Amiga, quantas vezes necessito
Do colo mais sereno e mais suave.
A vida se refaz em cada rito,
As asas que pretendo, perdem nave.
Sabendo que voar num sentimento
É queda pressuposta e sem perdão.
Não pude suportar um só momento,
Tão cedo se acabou uma ilusão...
Não fosse pelo apoio que me deste,
Meu rumo não teria mais descanso.
A vida necessita que se ateste
Quanto irá suportar coração manso,
Não fossem tuas redes, morreria.
Nas mágoas deste amar, afogaria...

Teus lábios que eu beijei em noite mansa

Teus lábios que eu beijei em noite mansa,
Debaixo do luar tão envolvente...
Distância que este amor demais alcança
Na vida ser feliz, mais de repente...
Afago tuas mãos, minha querida,
Procuro nos teus olhos, meu olhar.
Não quero e nem pressinto despedida,
Somente tanto amor que quero amar...
Não quero mais sofrer por tanto amor,
Espero nos teus braços, ter meu ninho.
Eu quero te seguir por onde for...
E saiba que cansei de ser sozinho...
Meu violão te pedindo em serenata
A vida sem te ter, é tão ingrata...

Amigo, há quanto tempo! Que saudades.

Amigo, há quanto tempo! Que saudades.
A vida nos afasta e aproxima.
Decerto conheci felicidades
Momentos de maior, menor estima.
Distantes os caminhos se cruzaram
Mas foram poucas vezes meu amigo.
Meus braços nos teus braços se ampararam
Mas pude enfim contar sempre contigo.
Casei, joguei, remei contra o destino,
Vencido tantas vezes, não desisto.
Mas guardo o velho sonho de menino,
Bem sabes como é bom saberes disto.
Que temos a certeza da amizade,
Que pode assegurar tranqüilidade.

Sei quanto amor me dói mas necessito

Sei quanto amor me dói mas necessito
De cada vez mais ser um seu cativo.
Amor que tantas vezes é só mito,
Na busca mais perfeita, sobrevivo...
Em versos que se encantam na paixão,
Repouso meu olhar neste horizonte.
E busco encontrar nesta amplidão,
Inspiração divina, minha fonte...
A noite se aproxima e perco o guia
Que serve em minha vida de farol.
Como fazer assim a poesia,
Se sou destes teus olhos girassol?
É como se uma luz linda acendesse
E toda a poesia, eu conhecesse...

Na noite tão lasciva, mil desejos

Na noite tão lasciva, mil desejos
Penetro nos teus mares, meus enganos.
Nas doces cordilheiras, tramo os beijos,
Percorro, tresloucado, montes, planos...
Encontro maravilhas, depressões,
Invado cada grota que encontrar.
Delírio alucinado das paixões,
Espalham tantos rios, morrem mar...
E quero mergulhar neste oceano,
Vazar em tempestades, num vulcão,
Deixando minha marca, em ato insano,
Depois sorver teu mel, inundação...
E quero teu amor, livre e perfeito,
Extravasar qual rio, margem, leito...

Qual nuvens quando em bando vão errantes

Qual nuvens quando em bando vão errantes
Mudando sempre as cores e os formatos,
Qual sonhos que vivemos mais mutantes
Qual água que transborda nos regatos...
Assim como a floresta dança ao vento,
Assim como esse mar nos traz a onda,
Assim como se forma um pensamento
Assim como uma lua vem redonda.
Assim como a geleira se derrete,
Assim como um verão é mais chuvoso,
Assim como o pecado se comete
Assim como este amor é glorioso.
Nas indas tantas vindas da natura,
Minha alma na tua alma se tortura...

Se quando te encontrei

Se quando te encontrei, assim tão pura,
Qual fosse uma imagem deslumbrante,
Pudesse te embalar, plena ternura,
O mundo enfim seria radiante...
Partiste, peregrina sorte e fado,
Deixando um coração em mar profundo,
Depois de tanto tempo já passado,
Revejo a minha deusa, num segundo.
Relembro a mocidade que, perdida,
Ficou como uma página apagada.
E penso em renovar a minha vida,
Tocada pelos olhos de uma fada.
E quero teu amor, que é meu futuro,
Agora muito mais, fruto maduro.

Se toda a natureza se enamora

Se toda a natureza se enamora
Ao ver tua beleza que deslumbra.
Contigo toda a terra se decora,
O próprio encantamento se vislumbra.
Os astros, sussurrantes, se iluminam
Desfraldam um tapete colorido,
Meus olhos nos teus olhos se declinam
Hipnotizado, estou tão envolvido...
Persigo cada passo que tu dás,
Seguindo, escravizado, em teu desejo.
Por onde tu te fores, vou atrás,
Correndo nem percebo um brando arquejo.
Nas alamedas, ruas orvalhadas,
Florestas do querer bem, encantadas...

Quem fora simplesmente sem destino

Quem fora simplesmente sem destino,
Buscando noutros cantos seu remanso.
Agora que se encontra qual menino,
Deitado no teu colo, meu descanso...
Perfumes que deixaste no caminho,
São rastros espalhados para mim,
Sedento por delícias de carinho,
Persigo cada passo, até o fim.
Não quero mais invernos, só calor.
Não quero mais o frio, só lareira.
Eu quero desfrutar do teu amor,
Quem sabe, uma aurora derradeira...
Querida, não me deixe nunca mais.
Eu quero em ti morrer de amar demais...

Trilhando cada passo desta estrada

Trilhando cada passo desta estrada
Sabendo do final, sem ter nem medo.
Vivendo teu carinho, minha amada,
A mando deste amor que é meu enredo.
Não quero mais as dores terebrantes
Nem quero cicatrizes tatuadas,
Apenas nossas noites excitantes;
Na calma do depois, nas madrugadas...
Eu quero este silêncio da discórdia,
Eu quero uma ilusão que me alimente.
Vivendo mansidão de uma concórdia
Sem medo que a barragem se arrebente.
Eu quero um candelabro de esperança,
No lume que das velas sempre alcança.

Das hastes desta flor, foi arrancado

Das hastes desta flor, foi arrancado
Botão que prometia ser perfeito.
Espinho numa rosa, revoltado,
Não deixa quase nada, insatisfeito...
Crescendo novamente em vingança
Por ver botão tão belo e perfumoso,
Destrói este beleza em esperança;
Causando tal estrago, doloroso...
Mas sinto que te posso conquistar,
Não quero nosso amor se fenecendo.
As dores não se cansam de chegar,
Amor merece ser, sobrevivendo...
Na luta pelo amor eu não desisto.
Lutemos, sem temor, sempre por isto...

Quando encontro com nuvens neste céu

Quando encontro com nuvens neste céu
Que tantas vezes quis bem mais tranqüilo.
Esperança de abelha nega o mel,
Um destino sem nunca mais cumpri-lo;
Mas as nuvens se torram tempestade
E desabam depressa, num segundo.
Destroçando em maior calamidade
Tão depressa meu mundo em dor, inundo.
Profundo sentimento tão insano
De perda e de tormento; logo alcança.
Depois deste tempo em abandono,
Ressurgindo esperança de bonança.
E te encontro sem nuvens, sem temor,
Invadindo este céu em puro amor...

Nossas longas jornadas pela vida

Nossas longas jornadas pela vida
Se misturam em versos e desejos.
Eu bem sonho contigo em mim querida,
Eu te quero domando loucos beijos.
Tristes dias de inverno e de geadas
Nos tomaram por anos infinitos
Esperando o raiar das alvoradas,
Inventando em palavras novos ritos.
Somos partes iguais do mesmo sonho,
Universos diversos congruentes.
Venturoso destino mais risonho,
No final somos idem, mesmos dentes.
E traçamos em gestos cristalinos,
União desses dois vários destinos...

Te persigo, meu lume, meu farol

Te persigo, meu lume, meu farol,
Cada noite buscando estrela guia.
Me enlouqueço, obedeço, girassol
Inebria meus sonhos, poesia...
A beleza sem par que em ti proclamo,
A ternura infinita deste amor.
Toda noite, cativo, sempre chamo
A magia tão bela em esplendor...
Maravilha de luz em pleno breu
Irradia esperança sobre a terra,
Imantado desejo, louco, o meu,
Que teu passo decora e na alma encerra.
Persigo a profetisa em cada cena,
Assim como quer luz, pobre falena...

O canto do crepúsculo te acorda

O canto do crepúsculo te acorda
E traz essa nudez que tanto espero.
Rompendo, desatando nó e corda,
Amor que procurei e sempre quero...
Sentindo assim o vento do querer
Que vem do teu respiro, minha amada.
Não temo me perder em teu prazer
Aos poucos seguirei na nossa estrada
Que sempre recomeça de manhã
À noite em tanta entrega me transtorna.
Quem sempre só tivera vida vã,
De estrelas e de sonhos já se adorna.
É doce o sol que trazes, meu amor;
E dele irei roubando o seu calor!

Falando destas lágrimas que escorrem

Falando destas lágrimas que escorrem
No rosto da mulher que tanto amei.
São gotas orvalhares que socorrem
Aquela a quem, em versos, procurei...
Eu sinto que partiu que ela amara,
Deixando um grande hiato em sua vida.
Por mais que te quisera vida amara,
Não quero desfrutar desta ferida.
Amiga, não me esqueço que outros dias
Tu fostes importante para mim.
Não quero te cobrar as alegrias
Que, um dia, tu levaste; nem assim!
Envolto em tantos traumas, na verdade,
Querida em nós restou uma amizade...

Se quando a noite morre, amor renasce

Se quando a noite morre, amor renasce
A força com que falo deste ocaso,
Se cabe em nosso caso tal disfarce
Talvez o nosso amor seja um acaso...
Eu quero ser feliz com quem desejo
Eu quero, em teu desejo, ser feliz.
Distantes dos carinhos; antevejo
Amor que prometemos por um triz...
Se trago uma tristeza, nunca omito,
Eu vejo neste amor, quando se esfuma,
Apenas alegria como um mito
Que finge que nos toca e não perfuma...
Espero, meu amor, te reamar,
Quem sabe em nova noite vem luar?

Eu quero o teu prazer, manso e feroz...

Eu quero o teu prazer, manso e feroz...
Abrindo meus caminhos para o céu,
Em meio a mordidelas sou atroz,
Deitada enlanguescente em meu dossel.
Eu quero te tocar, bem devagar,
E passear assim, teu corpo inteiro.
Sabendo em que destinos encerrar
O meu louco delírio sementeiro.
Eu quero te tocar em maciez,
Fazendo-te sorver cada golada.
Depois morrer em plena insensatez
Na curva mais fechada desta estrada...
Eu quero em cada túnel descobrir,
Os rumos que busquei sem te pedir...

Eu amo esta vontade de te ter

Eu amo esta vontade de te ter
Em meio a tanta pedra e cardo rude.
Eu amo esta vontade de te amar,
Assim deveras tanto quanto pude
Eu amo esta vontade de encontrar
O meu amor tão pleno de saúde.
Eu amo esta vontade se falar
Do nosso amor, versar tão amiúde.
Eu amo esta vontade de sonhar
Que amor assim tão raro não me ilude.
Eu amo esta vontade de calar
No peito esta saudade, triste açude.
Eu amo esta vontade de contar
Com braço e com carinho que me ajude.

Eu amo essa vontade
Vontade de sonhar
Eu tenho esta vontade
Vontade de te amar!

Eu quero namorar com esses vermes

Eu quero namorar com esses vermes,
Vermelhos e bonitos como o quê;
Parecem descendentes do deus Hermes,
Em minha catacumba, o que se vê!
São doces e macios, quase puros,
Lambuzam desta carne em podridão.
Enxergam muito bem nestes escuros.
Alguns já me devoram coração!
Depois da minha morte, foi a festa.
Abriram meu caixão e se esbaldaram.
Chuparam cada parte e cada fresta
Do que me resta já se enamoraram...
Eu sinto que também eles desejam,
Na boca, com carinho, mil me beijam!

Ao soltares a voz em canto belo

Ao soltares a voz em canto belo,
Encantando quem sempre desejou
Meu amor tão imenso te revelo,
O teu canto macio me encantou...
Eu só quero perder-me nos teus braços
Encontrando afinal, o que sonhara,
Esquecendo meus passos, meus cansaços
Na procura por jóia viva e rara.
Eu te quero espelhando meu jardim,
Eu te quero vencendo meus temores.
Eu te quero escondida dentro em mim,
Renovando o perfume destas flores...
E te quero por certo, uma rainha,
Uma deusa sublime, inteira, minha...

A neblina caindo como em flocos

A neblina caindo como em flocos,
Cortina em meu olhar que quer saber,
Em meio a tantas cores busca em focos,
Depois de tanto tempo perceber
Os brilhos deste olhar tão festejado,
De quem eu esperei a vida inteira.
Não nego, se eu estou apaixonado,
Amar e ser feliz, minha bandeira...
Mas sinto que não queres meu amor,
Pressinto que este canto foi em vão.
Peço-te, então, somente este favor,
Já basta p’ra valer esta emoção.
Se amar nunca depende da vontade,
Desejo tão somente uma amizade...

Há muito, no começo, um trovador

Há muito, no começo, um trovador,
Cantava tanto amor quanto amizade.
Nos velhos menestréis, amor e dor,
Com toques bem suaves de saudade...
O tempo se passou, mudando tudo.
Porém nossa emoção assim persiste.
Com forças soberanas não me iludo,
No fundo um coração alegre e triste.
A roupa que vestimos, tecnológica,
O mundo que vivemos, diferente...
Computador, foguetes, tanta lógica;
Porém nossa emoção inda é de gente.
Amiga, com poder, tecnologia;
Amor inda me inunda a poesia...

Se temos sentimentos aguçados

Se temos sentimentos aguçados
Vivemos sofrimentos inauditos;
Assim pelo destino, se marcados,
Momentos mais difíceis ou benditos.
Ditoso quem souber que uma amizade
Ajuda a superar todas as urzes.
Percebe que com toda falsidade
Que a vida nos demonstra como cruzes,
Amigo fortalece os nossos pés,
Nas duras travessias que fazemos.
Pois mesmo nestas curvas, de viés
As várias decepções, enfim, vencemos.
Por isso te agradeço, companheira.
Tua amizade intensa e verdadeira...

E deste teu amor, com liberdade

E deste teu amor, com liberdade,
Bem sei que nada disso foi segredo;
Quem sabe te encontrei, felicidade,
A vida não mais cabe tanto medo...
Eu quero desfrutar de ti,querida,
E conhecer teu corpo, sem pecados.
Eu vejo uma esperança dividida
De ser feliz em meio a tantos fardos...
Recebo teus carinhos, como um vento
Que sopra em meus cabelos, mansamente.
Amor que não me sai do pensamento
Amor que me domina totalmente...
Eu quero dedicar meu canto a ti,
O sonho mais bonito que vivi...

Eu quero nosso amor, em poesia,

Eu quero nosso amor, em poesia,
Curando essas feridas que trazemos.
Sangrando em emoções, hemorragia,
Prazeres e loucuras; mostraremos...
Eu quero percorrer cada segundo,
Centímetro a centímetro, nada escapa.
Saber te conhecer bem mais profundo
Abrindo mansamente a tua capa...
Eu quero nosso amor, sofreguidão,
Eu quero nosso sonho, sem limites.
Eu quero um palpitar, pura emoção,
Amada, te suplico, não me evites...
E cure toda dor que a vida trouxe,
E sorva deste amor, um mel mais doce...

Não sinto os desenganos da partida

Não sinto os desenganos da partida
Pois sei que bem mais cedo voltarás;
Por isso não te falo em despedida,
Apenas te direi: vem logo mais...
Se traço meu destino com o teu
Se vejo minha vida em novos planos,
Se sei que meu destino se perdeu
Nos braços mais divinos, soberanos...
A glória de saber tua existência
Não deixa-me saber de mais tristezas.
A vida não sugere penitência,
Transformo minhas dúvidas; certezas...
E sonho, finalmente, em livre ter
A força que me ensinas, de viver...

Nos desejos carnais que tanto afetam

Nos desejos carnais que tanto afetam
As noites que passei mais sozinho.
Metades que se buscam, se completam,
Enchendo de desejo o nosso ninho...
E sonho com a volta dessa amada
Que a noite leva sempre e quedo só.
Na noite tão vazia e constelada
Eu sinto essa saudade dar um nó
Em pleno turbilhão, meus sentimentos
Se dilaceram. Outra noite vem,
Novamente sentir prazer, momentos...
Depois adormecer sem mais ninguém...
Desejos que te buscam nessa cama,
Acendem, iluminam, morrem chama...

Amor que se produz dum outro amor

Amor que se produz dum outro amor,
É lume que incandesce em luz composta.
Trazendo inda resquícios e temor
Perguntas que te faço sem resposta.
Te quero mas não queres meu querer,
Da forma que queria se pudesse.
Envolta noutros tempos de viver,
O tempo que passou, já não esquece.
Mas quero o teu amor, assim, contudo,
Me inundo de esperanças de que venhas
Eu penso, tantas vezes, que me iludo,
Pois sinto que caminhas outras brenhas.
Mas teimo em insistir que te terei,
Por todo meu viver, esperarei...

Amiga, tu jamais estará só.

Amiga, tu jamais estará só.
Não sinta que o abandono te persegue.
Viemos e voltamos neste pó
Quem luta, muitas vezes já consegue...
Não deixe que a saudade te perturbe
Não veja a solidão que não existe.
Por mais que a tempestade te conturbe
Por mais que tua vida esteja triste...
Amiga, nunca estás assim sozinha,
Por certo sempre alguém contigo vai.
Nós somos nesta vida, uma andorinha
E temos com certeza nosso Pai.
Receba meu sorriso minha amada,
Decerto não estás abandonada!

Amar é transgredir as várias normas

Amar é transgredir as várias normas
Impostas pela tal serenidade.
Eu quero ter amor de tantas formas,
Vivendo em absoluta liberdade...
Não posso desprezar tua fiança
Nem posso discutir mais meu futuro.
Amando teu amor, aventurança,
Que faz iluminar meu mundo escuro...
Escuto tua voz solta no vento,
Chamando para a festa mais insana.
Mergulho sem temer ressentimento,
A noite em teus carinhos, já me ufana...
E sinto como é bom ser tão amado,
É como ser por Deus, condecorado!

Não deixe que a tristeza te consume.

Não deixe que a tristeza te consume.
Assuma uma atitude mais sadia.
Mudando deste jeito de costume
A vida te trará uma alegria...
Não deixe que te vejam abatida,
Sorria, confiante na vitória.
Pois mesmo na derrota em nossa vida
Na luta é que se encontra a tua glória...
Erguendo o teu olhar neste horizonte
Por cima dos espinhos e dos cardos...
Se espelhe na beleza desta fonte
Assim te ficarão mais leves fardos...
Amiga, não demonstres teus receios
A vida dá os fins e mostra os meios.

Revolvo toda a terra e todo o mar

Revolvo toda a terra e todo o mar
Em busca de quem foi e não voltou.
Às vezes eu me canso de esperar;
Bem sei que tanto tempo já passou...
Amar assim, demais, não vale a pena.
Eu sei que esses meus versos são esparsos.
Saudade, de repente vem e acena
E grito, por seu nome, nos espaços...
Amiga, como é bom saber que existe
Alguém que sempre está junto comigo.
Não deixe que essa vida, sendo triste,
Acabe em tanto mal e desabrigo...
Eu peço, te implorando, minha amiga.
Impeça que esta busca vã prossiga...

Se sinto os desenganos mais cruéis

Se sinto os desenganos mais cruéis
De tempos que não mais cultivarei,
Na busca sem limites, seus corcéis
Vagando pelo céu que não terei.
Amiga, se não vejo mais enganos
Eu sinto que não posso mais voar.
Amor estando fora dos meus planos
Talvez não possa mais recuperar...
Revendo nossos sonhos de criança
Eu vejo quão feliz é tua vida.
Percebo que inda tenho uma esperança
De ter a minha história resolvida...
E peço: não me deixe abandonado,
Estive, tantas vezes, do teu lado..

Em pleno paraíso me encontrei

Em pleno paraíso me encontrei
Ao ver tua nudez por sobre a cama.
Sentindo a maravilha de ser rei,
Voltando a reviver perdida chama.
Tocando levemente cada ponto
Do corpo escultural que estava ali.
Sem senso, me inebrio, fico tonto,
E sinto como é bom tudo o que vi.
Não pude me esquecer deste momento
Guardado nas paredes da memória.
O tempo vai passando como o vento,
Mas tenho essa divina, imensa glória.
Depois de tanto tempo se passando,
Tua nudez persiste iluminando...

Amiga; não precisas deste nada.

Amiga; não precisas deste nada.
O vão que nunca veio nem virá;
A vida que vivemos foi passada
Agora nova vida viverá.
Vestidos esquecidos nos armários
Jogados, viram colchas de retalhos.
E sabes, nada servem, rasgos vários,
Remendos não esquecem velhos talhos...
Amiga, não precisas do que fora,
Se fora não te serve mais, esqueça.
A vida recomeça sempre agora,
Não há eternidade que padeça...
Deixemos nossos ontens para trás.
Apenas o virão nos satisfaz...

Lembranças deste tempo onde não fomos

Lembranças deste tempo onde não fomos
Senão um precipício de loucuras.
Roubando dos prazeres tantos gomos,
Bebendo em nossos corpos amarguras.
Vadias tempestades em torturas,
Carinhos delicados e ternuras,
As matas embrenhadas, mais escuras,
Delícias mais profanas como impuras...
Champagne derramada nos teus seios,
Nos rumos se perderam os juízos...
Emigro em nossas luas sem receio.
Sinônimos divinos, paraísos.
Não víamos sequer romper o dia,
Na vida tão orgástica, alegria...

Cabelos tão dourados quanto os teus

Cabelos tão dourados quanto os teus
Roubando deste sol, a claridade.
Não posso permitir, de novo, adeus,
Nem quero mais saber de uma saudade...
Bem sei que o sol te vendo não nunca esquece
Dos raios que roubaste na manhã.
O deus enamorado se enlouquece
Se esconde em tantas nuvens, triste afã...
Bem sei que quando andavas pelas praias,
O vento em teus cabelos, mil carinhos...
Beijava tuas pernas, coxas, saias...
Buscava sem juízo, doces ninhos...
Inveja que causamos á natura,
Fazendo em pleno dia, noite escura...

Amiga e companheira

Amiga e companheira, como é duro.
Saber que nada mais nos faz contentes...
O mundo nos criou um torpe muro
Mostrando tantos rumos diferentes...
Mas sei que sempre estás comigo, irmã.
Não temo essas passadas mais ousadas.
Embora nossa ponte pr’o amanhã
Muitas vezes, tem bases abaladas...
Viemos dos temores, inseguros,
Viemos do passado mais cruel
Passando por caminhos mais escuros,
Aos poucos vislumbramos lindo céu...
Por mais que negra a noite, meu amor,
Nossa amizade encara, sem temor...

Recebo teu carinho sem tocaia

Recebo teu carinho sem tocaia,
Sem medo, sem vergonha e sem ciúmes.
O vento que levanta a tua saia
Encharca minha vida de perfumes...
E sinto teu carinho novamente,
Semente que plantei e sempre rego.
Não sinto nem veneno nem serpente
Apenas, mansamente, te navego.
Em cada tentação, novo tentáculo,
Em cada sentimento, um outro enredo.
Teu corpo deslumbrante, um espetáculo
Onde eu quero ingressar-me, desde cedo.
Na doce sinfonia deste amor,
Vivendo em harmonia, luz e cor...

Desejo ter um pouco de sossego

Desejo ter um pouco de sossego
Deitado no teu colo, sem ter pressa.
De tanto que esperei pelo aconchego
Eu temo que te canse mais depressa...
Não deixe que eu me perca nos ciúmes
Não deixe que eu me esqueça destas datas.
Escute; paciente, os meus queixumes,
Não deixe que eu me perca em tuas matas...
Sou parvo, tantas vezes sou obtuso,
Mas quero teu amor, como o desejo!
Tu sabes, meu passado foi recluso,
Vivendo em plenitude, enfim, me vejo...
Permita, meu amor, essa alegria,
Que trouxe, em minha vida, a fantasia...

Tu és a bela flor que em meu deserto

Tu és a bela flor que em meu deserto
Nasceu contrariando as previsões.
Resplendes este céu tão claro, aberto,
Realças teus matizes em amplidões..
Tu tens tanto perfume que inebria
Trazendo uma delícia maviosa.
Traduzes nosso amor em poesia,
De todas essas flores, minha rosa...
Deserto coração, tal qual já fora
O meu, sempre esperando por um bem...
Vencido por rainha desta flora,
Agora te deseja amada: vem!
A flor que no deserto de minha alma
Nascendo, meu futuro todo acalma..

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Não te esqueças de mim, nem um segundo,

Não te esqueças de mim, nem um segundo,
Não me esqueço de ti, meu grande amor...
Se vivo uma certeza neste mundo
Viver a fantasia sem temor...
Não te esqueças de mim, não me destruas,
Eu quero ser feliz ao lado teu.
Assim maravilhosa, continuas,
Brilhando onde meu sol já se perdeu...
Não te esqueças de mim se tu me queres,
Eu te quero somente, eternidade...
Para mim a mais bela entre as mulheres
Trazendo uma total felicidade...
Não te esqueças de mim, minha querida.
Em teus braços deixei a minha vida...

Um gesto mais ousado te proponho

Um gesto mais ousado te proponho,
Voarmos pelo encanto de um prazer.
Sangrarmos neste espaço nosso sonho,
Singrarmos pelo mar que vamos ter.
Um gosto meio amargo e meio doce
Mistura de esperança com saudade.
Fazendo nosso amor como se fosse
Um grito procurando liberdade...
Eu quero teus desejos saciados,
Eu quero o gesto amigo sem pecado,
Não tenho mais os pés tão machucados
Cortados pelos medos do passado.
As asas que criei são para nós,
Atados na delícia destes nós...

Eu sei que irei te amar eternamente

Eu sei que irei te amar eternamente,
E nada mais pergunto nem afirmo,
O mundo que te quero, totalmente
Imerso em tal verdade, que confirmo...
De tudo me defende, nosso amor,
De todas as besteiras que já fiz.
O sonho do desejo sem pudor
Deitando em nossa cama se prediz.
Não te quero pudica nem esquiva,
Eu quero cada gota de prazer.
A noite que vivemos, sempre viva,
Coberta da vontade de te ter.
Não sabes, mas eu quero a tua sorte,
Ser teu até chegar a nossa morte.

Nesta alma tão gentil, por certo em sonho,

Nesta alma tão gentil, por certo em sonho,
Tão cedo se torturam meus desejos...
Vivendo num sutil campo risonho
Despida se invadindo de azulejos.
Esta alma segue etérea pro futuro,
Desvenda cada passo que encontrou.
Procura por amor profano e puro,
Angélica moldura se pintou...
E rastros destas manhas pueris
Espalha pelos campos dos prazeres,
Minha alma se traveste em louca atriz
E invade esses domínios do quereres.
Encontra a tua alma sertaneja
E louca, transtornada, te deseja!

As velhas esperanças arquivadas

As velhas esperanças arquivadas,
Não cabem na memória que carrego.
Saudades também foram deletadas,
Não fale deste amor, depressa eu nego.
Roubamos tantas cenas, sem querer,
Apenas escutamos nossa voz...
Quem tenta emoldurar o próprio ser,
Desaba e nunca atinge mar e foz.
Cortejos embalaram nossos dias,
Um jogo sem derrota e sem vitória.
Desperdiçamos belas melodias,
Jogamos, sem piedade, nossa história.
Mas saiba que este amor mesmo que assim,
Ainda me fascina. Vem p’ra mim!

Doces recordações do que passei

Doces recordações do que passei,
Nos braços de quem fora minha amada.
Se temo meu futuro, hoje bem sei,
Que quase não sobrou, deveras, nada...
Amiga, em ti confio essa missão,
Te peço que me leve essa esperança.
Assim libertarei meu coração,
Distante, meu olhar, não mais alcança...
Os olhos de quem fora minha vida,
Noutros olhares perde seu caminho.
A noite me olvidou, adormecida,
Me sinto, a cada dia, mais sozinho...
Por isso, minha amiga verdadeira,
Afaste do meu rosto esta bandeira...

Para a glória do amor, canto meus versos

Para a glória do amor, canto meus versos;
Embora tantas vezes maltratado.
Em todos os caminhos mais adversos
De facas e navalhas, vou talhado.
A cega morbidez que me enlevara
Na neve forte e brusca deste inverno.
Em cântaros jamais sequer chorara,
Fazendo deste mundo um novo inferno.
Tratando sem querer qualquer afago
Vertendo em solidão, um sentimento.
Aos poucos o que resta, cedo apago.
Não deixo de pensar um só momento.
Como é duro saber do que preciso
Se quiser te levar ao paraíso...

Na flor que trouxe espinhos, a distância.

Na flor que trouxe espinhos, a distância.
Não quero me ferir nem magoar.
Amor não se permite em discrepância
Fazendo do carinho seu penar...
Eu sinto que te quero a cada dia,
Espero que não queiras mais batalhas.
Vivendo nosso amor em poesia,
Não quero estar no fio da navalha.
Vivendo celebrando o nosso canto,
Que, espanto, nunca foi de maltratar.
Assim talvez encontres tal encanto
Que sempre me impeliu, tanto, a te amar...
Não quero ter ternura que conforte,
Eu quero teu amor, até a morte!

Flutua um sentimento em plena bruma

Flutua um sentimento em plena bruma,
Vagando pelas noites astro raro.
Nos mares se explodindo em branca espuma
Viver estando aberto ao céu mais claro.
Nesta evaporação dos fumos leves
Nas místicas lembranças doutras vidas.
Amores revividos morrem breves
Encontro minhas dores esquecidas.
Não posso mais pensar nas inclemências
Que portam as quimeras mais cruéis
Amar não é somar coincidências
Nem menos ver a vida de viés...
Eu sinto tanta urgência em te querer
Poder revigorar amor, prazer...

Eu quero teu desejo em meu desejo

Eu quero teu desejo em meu desejo
Em múltiplas sessões de insanidade.
Vencendo cada ponto, te prevejo
Deitando no meu colo, sem vaidade...
A rosa se espinhando é mais gostosa,
Trazendo em tal vigor, um sonho ardente.
Eu quero te saber deliciosa,
Queimando devagar e loucamente.
Teu néctar, o teu mel e teu orvalho,
Eu quero, colibri, matar a sede.
Deitar o teu desejo no assoalho
Depois ir namorar, balançar rede...
Eu quero conhecer jardim inteiro,
E mergulhar sem nexo, teu canteiro...

Se falsos foram passos que já dei

Se falsos foram passos que já dei,
Em cadafalsos turvos fui trancado.
De tantas discussões participei
Ações sem emoções, o meu recado.
Escapo destas vastas amplitudes
Imensas as escarpas e falésias...
Amores revigoram juventudes,
Melhor? Passar por férias polinésias...
Eu sinto que virás, cedo ou mais tarde,
Aqui terá repouso, amor, guarida...
Amor que nunca faz sequer alarde,
Revigorando os passos desta vida...
E, mesmo que pareça passo falso,
Amor já me livrou do cadafalso...

Me pego perguntando aonde vais

Me pego perguntando aonde vais
Bem sei que não possuo esse direito.
De tanto que tentei um novo cais,
Inquieto, em tempestade, insatisfeito...
As noites que escapava, na surdina,
Tramando uma esperança que não vinha...
Rompendo a madrugada, dura sina.
A sorte se mostrava má vizinha.
Marcado pelo medo da saudade,
Em volta com a dura solidão.
O medo de perder a liberdade,
Envolto na penumbra da paixão...
Só resta no meu peito esta certeza,
Saber que tanto amei a ti, princesa...

Sem dúvidas não vale mais a pena.

Sem dúvidas não vale mais a pena.
O vale onde moravas se inundou.
Não há quem não se cale, mude a cena;
Caminhos encontravas, terminou...
Quem sabe na montanha sem temores,
O rumo que procuras, teu carinho,
Saudade, assim tamanha dos amores,
Também promete curas, santo vinho...
Eu vivo de esperar tua presença
Nas horas mais felizes, tal promessa.
Amor é gigantesca recompensa,
De quem amou demais e te confessa.
Agora quero o gozo de viver,
Sem dúvidas, morrendo de prazer...

O sol que me transtorna e me enlouquece

O sol que me transtorna e me enlouquece
Bronzeia, com seus raios, a minha alma...
Ao deus de Nefertite rogo em prece,
Que traga tanto amor que, sei, me acalma...
Eu quero desvendar cada segredo
Que escondes nos seus raios fulgurantes.
Mereço, por acaso, desde cedo,
Deitar-me nos teus braços deslumbrantes...
Mergulhas sobre a terra matizando
As flores, os regatos, as cascatas.
Aos poucos, cada vez mais vou te amando,
A mando dos meus sonhos que arrebatas...
Semeias tantos lumes, emoções...
Vibrando sem temer, os corações...

Do néctar deste amor que sorvo inteiro

Do néctar deste amor que sorvo inteiro,
Deitando em tua cama, meu prazer.
Eu quero usufruir do verdadeiro
Maná que irá dar forças p’ra viver...
Beber cada gotícula dispersa,
Lamber cada centímetro que trazes.
Não ocupar a boca com conversas,
Mudando de cenários, camas, fases...
Eu quero emudecer enamorado,
Não ver o tempo nunca, nem pensar...
Saber que te encontrei; e, sem pecado,
Nos teus vales profundos, mergulhar..
Tornando ilimitados, nossos versos,
E navegar, contigo, os universos...

Os olhos mais formosos que já vi

Os olhos mais formosos que já vi
Pertencem a você, minha querida.
Se dentro dos seus olhos me perdi,
Neles encontrei a minha vida...
Eu sinto que jamais a perderei,
Enxergo com seus olhos, minha amada.
No mundo tão bonito que sonhei,
Sem seus carinhos, juro, não sou nada...
Eu quero vasculhar o meu desejo
Nas ruas, nas estradas, nos espaços.
Olhando, por seus olhos azulejo
O mundo tão perfeito dos seus passos...
Levando meu olhar junto co’o seu.
Vou cego, nada além é negro breu...

Bêbado da garapa desta boca

Bêbado da garapa desta boca
Que tanto lambuzei com beijos meus.
Vontade de gritar, a voz mais rouca,
Meus olhos nos teus olhos, mais ateus..
Enquadro o belo rosto nos meus olhos,
E vejo em tal beleza um espetáculo.
São flores, primaveras, tantos molhos,
Predisse ser feliz, um bom oráculo.
Se já tive improfícuas agonias
Agora me sustento em teu amor.
Nascemos de perfeitas harmonias,
Em cada novo verso que compor.
Beijando tua boca mansamente,
Ensolarando a vida, de repente...

Meu coração buscando uma resposta

Meu coração buscando uma resposta
Em vagos turbilhões quase se afoga.
A mesa dos amores já foi posta
Meu peito enamorado, tanto roga.
Eu quero uma ilusão para viver,
Não cabe mais o medo da derrota.
Amor é seduzir, e poder ter,
Da vida, uma alegria além da cota...
Eu, vendo teu sorriso mais tranqüilo,
Não deixo de sonhar felicidade.
Amando teu perfume e teu estilo,
Não deixo-me levar pela saudade.
Meu coração buscando manso cais,
Percebe como é bom te amar demais...

Ilustre teu caminho, minha bela.

Ilustre teu caminho, minha bela.
Eu sei que irei te amar a vida inteira.
Amor assim demais, amor revela,
Amar passou a ser nossa bandeira...
Desprezo tais ciúmes de quem pensa
Que amor é como guerra e quer batalha.
Amor não preconiza recompensa,
Também não nos permite qualquer falha.
Revolta-me saber que bem distante
Dos olhos de quem ama, a solidão,
Vagueia procurando a cada instante,
Um jeito de matar essa emoção...
E quero ter teu corpo sempre assim,
Vibrando meu desejo sem ter fim...

Recebo de teus braços, fogo ardente

Recebo de teus braços, fogo ardente
Que teima em me queimar sem piedade.
Declino-me em teu colo, vou contente,
Sabendo que encontrei felicidade...
Não quero mais engodos nem enganos,
Meus medos esquecidos no passado.
A vida permitiu ter novos planos,
Agora eu quero estar sempre ao teu lado.
Não faço mais discursos sem ter nexo.
Meus versos d’ora em diante têm sentido.
Deitando no teu corpo, nosso sexo,
Agora meu prazer jamais contido...
De amores hedonistas, não me farto,
Nenhum novo desejo, em nós, descarto...

Amigo, não permita que a distância

Amigo, não permita que a distância
Destroce um sentimento tão feliz...
Espero que tu tenhas tolerância
E saiba que amizade sempre quis.
Nos trôpegos caminhos pela vida,
Por vezes estaremos mais sozinhos.
Assim uma presença tão querida
Liberta das tristezas, os caminhos...
A vida vem em ondas e maltrata,
Espero teu amparo tão sincero.
Uma amizade nunca se desata,
Num sentimento triste, duro, fero...
Eu quero encantamento que me traz,
Nosso companheirismo, sempre em paz...

Quando em teus desejos percebia

Quando em teus desejos percebia,
A fonte luminosa dos prazeres;
A noite se esfalfando em alegria,
Vivemos nossas tramas dos quereres.
E sinto a natureza deste amor,
Reluz especular olhos nos olhos.
Não falo mais em medos ou pudor,
Apenas vou morrer sem ter abrolhos.
Nos favos onde sorvo o teu bom mel,
Polinizas meu mundo com teu gosto.
Ascendo, sem ter asas, no teu céu,
E vivo loucamente, vou exposto.
E mostro cada parte do meu ser,
Entregue na ventura de te ter...

Deitada na verdura do arvoredo

Deitada na verdura do arvoredo,
Desnuda sob o sol, desfalecida...
Espera por carinho desde cedo,
Aguarda uma esperança adormecida.
Eu sinto que tu queres tanto amor
Que não posso te dar, nem receber.
Teus braços que sei plenos de calor,
Abraçam essa vontade de viver...
Mas amo teu amor e teu desejo,
Desejo teu amor bem junto ao meu.
Meus lábios aguardando por teu beijo,
Teu beijo que em lábios se perdeu...
E chamo calmamente por teu nome,
Entre as estrelas, nua, a lua some...

Doces lembranças guardo do passado,

Doces lembranças guardo do passado,
Dum tempo tão feliz em plena glória.
Sentindo-me, por ti, tão bem amado,
Jogado nos arquivos da memória...
Trazendo em largos dias, tanta paz.
Vivendo o que queria ser vivido.
O quadro na parede, o sonho traz,
Sabendo que jamais vai esquecido...
Erguendo, das saudades, uma taça;
Num brinde de esperança pro futuro.
Não deixe, meu amor, bolor e traça;
Reacenda esse quadro tão escuro...
E vamos renascer, nosso presente,
Amor que sempre fora mais contente...

Quem dera ser criança novamente

Quem dera ser criança novamente,
Brincar em seus jardins, em seus canteiros.
Correndo pela casa livremente.
Meus dias mais felizes, verdadeiros...
Da fruta que roubava no quintal;
Da roupa que quarava sob o sol...
De cores, minha vida, um festival.
No rio, uma esperança feita anzol...
Agora que te vejo assim, meu filho,
Noutros jardins, as mesmas brincadeiras;
Brilhando como o sol, me maravilho,
E vejo renovarem-se tais bandeiras
Do amor que me mostrou como é possível
Ser feliz. Renovar um sonho incrível...

Velhos tomos

Velhos tomos

Armando contra o tempo esta armadilha
Que possa noutro instante me fazer
Além do que rondasse o amanhecer
Enquanto o verso verte o que ora trilha,

E sendo solitária esta vaga ilha
O mundo noutro tom se perceber
E sei do quanto possa cada ser
E mesmo quando a sorte vã humilha,

Não quero o desespero nem tampouco
O tanto aonde aos poucos me treslouco
E bebo cada gole do que fomos,

E sigo sem temer esplendorosa
Vontade que deveras se antegoza
Nos meus momentos feitos velhos tomos...


Loures

Que bom saber que estás dentro de mim

Que bom saber que estás dentro de mim,
Embora me escondeste tolamente.
Amor quando em amor se faz sem fim,
Não deixa que isso ocorra, de repente.
Mas sei o quanto quero o teu querer.
Mas sei que te desejo em cada dia;
Entranhas tua vida no meu ser,
Embora eu, meramente fantasia...
Espero; uma ousadia da esperança,
Que venhas desfrutar desta ternura,
Mais forte do que pensas, a aliança,
É feita deste amor, em amor cura.
Não quero ser somente aborto em grão,
Preciso desfrutar nossa paixão!

Mais que meramente

Mais que meramente

Espero muito mais que meramente
O tanto que se fez inusitado
E sei do quanto mostre em tal pecado
A sorte quando nada mais desmente,

E quando se desenha o ser ausente
A luta se mostrando em tal enfado,
O preço a ser de fato desejado
Expressa a imensidão que desalente,

Não quero nem sequer eu poderia
Viver o quanto em luzes a utopia
Tramasse num momento logo após

A fúria que invadisse cada verso
Grassando aonde fútil me disperso
E sigo outro caminho mesmo atroz...

Loures

Mais que meramente

Mais que meramente

Espero muito mais que meramente
O tanto que se fez inusitado
E sei do quanto mostre em tal pecado
A sorte quando nada mais desmente,

E quando se desenha o ser ausente
A luta se mostrando em tal enfado,
O preço a ser de fato desejado
Expressa a imensidão que desalente,

Não quero nem sequer eu poderia
Viver o quanto em luzes a utopia
Tramasse num momento logo após

A fúria que invadisse cada verso
Grassando aonde fútil me disperso
E sigo outro caminho mesmo atroz...

Loures

Desenredos

Desenredos

Arcar com meus enredos mesmo quando
Em díspares caminhos se moldasse
O tanto que gerando o velho impasse
Tramasse o mundo inteiro desabando,

E o peso que se faça mais infando
O verso quando a vida se traçasse
Dispersa solução já não me mostrasse
Sequer o quanto houvera em contrabando,

Não quero a falsidade deste engodo
Vencendo ao mesmo tempo o velho lodo
Pisando no que possa em meu futuro,

Amar e ter nas mãos outro cenário
Além do quanto pude imaginário
Momento em que deveras me depuro...

Loures

A luz de uma amizade se acendia

A luz de uma amizade se acendia
Em meio a tantas nuvens carregadas,
Traduzo teu carinho em alegria,
Ajuda nessas dores mal curadas...
Tomando toda a vida como base,
Amigos encontrei, decerto, poucos...
Curando essa ferida, põe a gaze
Impede que meus dias sigam loucos...
Melhor saber que existes, meu amigo.
Dá forças pr’a seguir a dura estrada.
Percebo, em cada curva, outro perigo,
A mão que me sustenta, abençoada...
Por mais que este caminho seja duro,
Nos passos co-relatos, me asseguro...

Das cruzes que carrego, em sentimento

Das cruzes que carrego, em sentimento;
As trevas do que fui inda me pesam.
Não bastam tempestades, chuva e vento,
Olhares incisivos me desprezam...
Não quero que este canto seja isento
Dos erros que perfazem meu caminho.
Mas, juro, minha amiga, sempre tento,
Fazer com mansidão, recanto e ninho...
Instintos que se tornam mais domados,
Indômitos geraram tantas dores.
Agora nestes dias esgotados,
Aprendo a semear algumas flores...
Assim como a amizade real é pura,
Meu canto busca encantos na natura...

Quem dera ser lascivo passarinho

Quem dera ser lascivo passarinho
Que canta conquistando sua fêmea;
Assim com a viola e com meu pinho
Eu busco, no sereno, uma alma gêmea...

Distantes dos meus cantos não me escuta,
Sonhando com seu príncipe encantado.
De músculos bem feitos, força bruta,
Que pena que estará desencantado...

Princesa, me desculpe tal franqueza,
Não falo por inveja nem me escapo.
O dono de tal força e de beleza,

Aos poucos, virará terrível sapo...
Mas deixo que o futuro se apresente,
Apenas não te quero penitente...

Caminhos da saudade

Caminhos da saudade

Fazendo da saudade o quanto trame
Em versos o caminho que desnuda
Ao quanto poderia em mera ajuda
A vida suplantasse algum enxame,

Bebendo a imensidão que sei quanto ame
A luta quando a glória se amiúda
E traça a cada engano o quanto acuda
Ou mesmo noutro instante a vida clame.

Eu quero e possa sempre ser assim,
O início desvendando o meio e o fim,
Vencendo as mais diversas ilusões,

Narcotizado encanto em olhos, lábios,
Caminhos desejados, raros, sábios,
Momentos onde a insânia tu me expões...

Marcos Loures

INTENSA CHAMA

INTENSA CHAMA

Jamais me caberia noutra farsa
O tanto que se perde e não pudesse
Vencer a solidão em mera prece
E o tempo ora contrário se disfarça,

Enquanto a imensidão invade e esgarça
Havendo o quanto queira e se merece
No corte que decerto atroz tivesse
Ao menos uma luz mesmo que esparsa,

Num átimo mergulho em teus abraços,
E mesmo quando vejo mais escassos
Os rumos se apresentam a quem ama,

E tento num momento mais feliz,
O alento que de fato tanto eu quis
Mantendo sempre intensa a velha chama...

Loures

Lara...

Lara...

As asas elevando além do mar
O sonho que trouxera num momento
A imensa sensação de um sentimento
Que possa a cada dia nos tomar,

Domando a imensidão do ser e amar
E quando este cenário ora fomento
Vencendo o turbilhão do intenso vento,
Ousando nos teus braços aportar,

Açoda-me o desejo que se espraia
E venço tantas rocas, chego à praia,
Desnuda deusa em forma de sereia,

E Lara se expressando em tal sorriso
Traçando o quanto em luzes me matizo
Na fúria de um anseio me incendeia...

Marcos Loures

Teus Lábios

Teus Lábios

No cárcere dos sonhos, teu encanto,
Tomando cada instante que eu pudera
Vencer a solidão demais austera
E nisto não se visse algum quebranto,

E quando em ilusão deveras canto,
A luta mais feroz, rude e sincera,
Tramando muito além do que se espera
Tecendo da esperança o verde manto,

Nos verdes olhos trazes o que ampara
O canto mais feliz quando em ti, Lara,
A via se fizera em tons gentis,

Sorvendo em tua boca o quanto queira
Ousando neste amor como bandeira,
Vivendo num instante o que mais quis...

Marcos Loures

Em Teus Olhos... Lara

Em Teus Olhos... Lara

O brilho de teus olhos qual luar
Tomando em plenilúnio minha vida
E sei do quanto possa presumida
Esta vontade imensa de te amar,

Não quero e nem pudera imaginar
A luta a cada infausto consumida,
Em Lara esta certeza resumida
Tramasse o quanto deva caminhar,

Negar os descaminhos que pressinto,
Ousando acreditar que mesmo extinto
Vulcânico fervor domina e rege

Vencendo a cada passo o louco herege
Que tanto concebera e já não vejo,
Marcando com furor, doce desejo...

Loures

Sem Lara

Sem Lara

Realidade entorna a cada instante
O quanto noutro sonho naufragara
E a vida que trouxera em luzes Lara
Agora em raro engodo é degradante,

E o tanto não se veja nem garante
O encanto que pudera e me antepara,
Vagando sem sentido em vã seara
Num passo sem porvir, tão inconstante,

Não quero outro cenário, já me basta,
Da imagem tão sutil gentil e casta
Apenas a lembrança e o gosto amargo

Do quanto se perdera em noite vã,
E agora sem saber de outra manhã,
Uma ilusão além, calando a embargo...

Loures

Amor que em Lara traça... felicidade

Amor que em Lara traça... felicidade

Um louco coração buscando apenas
A sensação de um novo amanhecer
Após o quanto pode padecer
Vivenciando os medos, rudes penas,

E sei que na verdade me serenas
Tomando plenamente em teu poder
Bem mais que eu merecesse conceber
Em noites mais sutis, felizes, plenas.

Somando em ti o tanto quanto quis,
Amor que Lara traça, mais feliz,
Vibrando em consonância e em harmonia,

Num êxtase supremo e contumaz,
O quanto deste todo encanto traz
Na branda imensidão que amor traria...

Marcos Loures

Lara...

Lara...

Quimeras tão diversas e irreais
Domínios onde o tempo não traria
Sequer o quanto possa em poesia
Viver momentos claros, mais iguais,

E sei que na verdade se te esvais
Levando ora contigo o que me guia
Meu mundo se percebe em ironia
Deixando mais distante o raro cais.

Em Lara meus anseios e desejos
Resumos do que possam nossos beijos
Marcando com brandura, mas furor,

Não mais que louca insânia que tomasse
Gerando em tal prazer o desenlace
Daquilo que se fez em raro amor...

Loures

Saudades de Lara.

Saudades de Lara.

Saudades do que outrora fora além
De simples emoção, amor intenso,
E quando na verdade em ti eu penso,
A vida se transforma em raro bem,

Durante tanto tempo sem ninguém,
A cada novo engodo eu me convenço
Do tanto que mereço em sonho imenso,
Singrando este oceano que em ti vem,

E sei do quanto Lara representa
Na fúria da paixão mais violenta
Um vendaval tomando este cenário,

E perdendo a noção de quando e como
Meu passo impaciente hoje não domo
E sigo a ti meu louco itinerário...

Loures

A sorte me trazendo Lara

A sorte me trazendo Lara


Olhando o quanto pude em cada dique
Viver além do tanto que restara
A sorte me trazendo enfim em Lara
O quanto esta emoção imensa indique,

E quando toda a trama modifique
Bebendo esta certeza intensa e clara
Pousando quando o encanto se prepara
No amor que a cada instante não se explique,

Crisalidada luz que em força plena
Traduz o quanto possa e me serena
Podendo transformar o que em verdade

Seria muito além do quanto tenha,
Vivendo esta expressão clara e ferrenha
Enquanto esta certeza eclode, invade...

Loures

Audaciosamente

Audaciosamente

Não quero a soledade que trouxeste
Tampouco o medo atroz deste vazio
E quantas vezes teimo e desafio
Vencendo o meu caminho mais agreste,

Singrando todo o sonho que me deste
O todo noutro instante em desvario,
O canto que pudera além do rio
Tramando a bela foz que compuseste,

A sorte se mostrando mais altiva,
Palavra que transforma em compulsiva
Esta ânsia que transtorna cada passo,

No mundo me aprofundo te buscando
Sabendo do que possa como e quando,
Vivendo o quanto em canto audaz eu traço...

Loures

Amor que te propus

Amor que te propus

Da intensa e desejosa liberdade
Que possa me trazer além do tanto
No passo sem temor que ora garanto
Enquanto esta certeza enfim me invade,

Na imensa e prazerosa claridade
Ouvindo da esperança o belo canto,
No traço destemido sem quebranto
Sem medo desta audaz felicidade,

Bebendo cada gota do que seja
A sorte que decerto em tal peleja
Preveja o que virá em fato e luz,

Na fátua sensação que seja além
Do quanto com certeza me detém
Maximizando amor que te propus...

Loures

Flechado pelas setas de Cupido

Flechado pelas setas de Cupido,
Envolto na esperança mais sutil.
De tanto que sofrera, já me olvido,
Te sinto novamente, tão gentil...
Eu sei que degeneras numa fera
Se tantas regas nunca forem dadas,
Padeces das complexas quimeras,
As asas, muitas vezes, amputadas...
Mas quero me embrenhar nos teus cabelos,
Vivendo novamente tuas matas.
Talvez inda me venham pesadelos,
Com mãos suaves, sempre me arrebatas...
E morro, novamente em teu destino,
Amor que me domina, sou menino...

Amiga, tantos versos dediquei

Amiga, tantos versos dediquei
Aos nossos sentimentos mais fiéis.
Sabendo que viver é dura lei,
Nem sempre das abelhas, doces méis...
Mudanças que bem sei em nossos rumos,
São coisas que encontramos no caminho.
Bebendo desta dor,amargos sumos,
No colo desta amiga, meu carinho...
É porto que imagino mais seguro,
É barco que me ajuda a navegar.
É lume que clareia mar escuro,
É sonho tão gostoso de sonhar...
Amiga, te agradeço de verdade,
Bendito teu amor, tua amizade!

Não quero o sofrimento como lema

Não quero o sofrimento como lema,
Tampouco a solidão como estandarte.
Amar é repetido e doce tema,
Por isso é que pretendo sempre amar-te...
Não deixo que se perca o pensamento
Em meio a tantas dores que vivi.
Nas curas que pretendo, bom ungüento,
No mundo sem amores, me perdi...
Cobiço teu carinho em meu carinho,
Anseio pelos seios maviosos.
Amor que louco sinto, é como o vinho,
Inebria em milhares, tontos gozos...
Não quero o sofrimento nem o medo.
P’ra ser feliz, amor, é meu segredo...

Se trago tantos erros, quero acerto

Se trago tantos erros, quero acerto.
Se tramo tantos rumos, quero um cais.
Se quero ter oásis num deserto,
Amor que sempre quis, quero demais...
Ceifadas pelas dores, esperanças,
Lavradas com suor, sangue e tristeza.
Não quero o prato frio da vingança,
Apenas que me leve a correnteza...
Quem sabe tanto amor, por certo sonha.
Quem sabe tanta luz, não quer mais breus.
Amar demais, jamais, não me envergonha,
Meu medo se resume num adeus...
Por isso estou aqui de peito exposto,
Sonhando com amor, seu jeito e gosto...

Dos mares tão mineiros que tramamos

Dos mares tão mineiros que tramamos
Mergulhos nas montanhas das Gerais,
Macios nossos sonhos decoramos
Com mares que mineiros mostram mais.
Os ares das montanhas e das montes
Das fontes que jorramos nesta cama,
Das tramas que fizemos, do horizonte,
Dos versos verdadeiros, veras chamas...
Eu quero versejar e navegar
Os mares que me deste, por empenho.
Vencido pelas minas deste amar,
Das minas e montanhas cedo venho.
E cedo em teu carinho tal ternura
Que vejo em teu amor, a nossa cura...

Ousando ter amor por quem temia

Ousando ter amor por quem temia,
Sabendo ser feliz quem não se engana.
Da noite que promete ser mais fria,
Eu quero essa doçura, mel e cana...
Bastiões e fortalezas me protejam
Das ondas destes mares mais atrozes.
Amores e saudades se pelejam
Escuto, neste escuro, loucas vozes...
E tento me esconder deste tormento
Que invento, sentimento mais perfeito.
Não quero tomar tento, sofrimento,
Meu peito, deste jeito, satisfeito...
Meus olhos se entregando ao sol, perdidos,
Jamais se encontrarão arrependidos...

Nós somos filhos desta encruzilhada

Nós somos filhos desta encruzilhada
Que a vida, de tocaia, preparou.
Herdeiros do vazio, somos nada,
Apenas o que ocaso desenhou...
Da terra malfadada; pedra, espinho.
Do tempo que esquecido, já se foi.
Marcados pelas dores do caminho,
Sangrando neste arado, pé de boi.
Nós somos divisão duma esperança
Jogados nestes córgos, sem futuro.
Traçamos desde sempre essa aliança
Tramada neste chão que é seco e duro...
Mas amo cada palmo desta vida,
Arando meu desejo em ti, querida...

Deitando calmamente no teu colo

Deitando calmamente no teu colo,
Depois desta batalha sem ter fim.
Forjando nova vida deste solo,
Plantando tanta luz de amor em mim..
Granulo uma esperança formidável
Nos versos irmanados, tu e eu.
Ouvindo teu carinho, tão amável,
O medo de morrer, enfim, morreu...
E quero ser semente que engravida
A vida sem temores que propomos;
Tristeza nada faz, morre esquecida,
E como da alegria, tantos gomos.
E quero lambuzar-me neste sumo
Perder, no teu quintal, meu senso e rumo...

A vida que se sangra em cada porto

A vida que se sangra em cada porto,
Vertendo em hemorrágicas saudades.
Não vale o que se leva tão absorto,
Esquece de brindar realidades.
Eu dou meu testemunho se quiseres,
Eu sou o que seria se não fosse
Amor da forma louca que vieres;
Amor de qualquer jeito, me remoce!
E faça do outonal, primaveril.
E fale com firmeza e com ternura.
Mudando meu destino, amor sutil,
Que emana e se alimenta em fonte pura.
Vislumbro melhor tempo de chegada,
Depois destas procelas, minha amada...

Não quero a noite eterna sem te ter

Não quero a noite eterna sem te ter;
Talvez fosse promessa que fizemos.
Se não consigo mais sobreviver
Meus versos; em carinho, concebemos...
Na noite que virá, sem outro dia,
Espero que me encontres. Dê um jeito.
Não deixe esmaecer a fantasia,
Morrer fazendo amor: Isso é perfeito!
Num ato carinhoso de lazer,
Deitado nos teus braços, cavalgado,
Numa agonia intensa do prazer,
Num gesto assim divino, abençoado..~
A certeza absoluta que preciso,
Entrar pelos portais do paraíso!

Nos teus encantos perco todo o rumo...

Nos teus encantos perco todo o rumo...
Amada que pensei jamais voltasse.
O canto que te peço, novo prumo
É como enfim viver sem ter disfarce.
Não sinto mais o fogo que queimava
Mas tenho em teu amor suave cais.
A noite que por vezes não chegava
Em versos que te faço, trama a paz...
Um anjo adormecido, bela imagem,
Na pele da morena que queria.
Sentindo em pensamento tal aragem
Que traz no teu sorriso um novo dia...
Minha alma se renova em cada trama,
Revive e te encontrando, logo chama...

Levando minha vida pelo mar

Levando minha vida pelo mar,
Marés e tempestades, maresias...
Abraços entre lua, sol, amar,
Marulhos de prazeres, alegrias...

Quem dera timoneiro, pensamentos.
Quem dera solidez em novo cais.
Perdendo, nunca mais rosa dos ventos,
Espero pelos mares, mas, jamais...

Não quero perceber, do mar, a trilha,
Nem quero navegar sem sentimento.
Não me deixe sozinho, não sou ilha,

Eu quero teu amor, cada momento...
Levando minha vida; solto a vela,
Amor que tanto quis, já se revela...

Levando minha vida pelo mar

Levando minha vida pelo mar,
Marés e tempestades, maresias...
Abraços entre lua, sol, amar,
Marulhos de prazeres, alegrias...

Quem dera timoneiro, pensamentos.
Quem dera solidez em novo cais.
Perdendo, nunca mais rosa dos ventos,
Espero pelos mares, mas, jamais...

Não quero perceber, do mar, a trilha,
Nem quero navegar sem sentimento.
Não me deixe sozinho, não sou ilha,

Eu quero teu amor, cada momento...
Levando minha vida; solto a vela,
Amor que tanto quis, já se revela...

Te faço a confissão do meu delírio

Te faço a confissão do meu delírio
Em forma de desejo e tanto amor.
A vida adoração que é meu martírio
Em versos que tentei pr’a ti compor...

Tu estás aqui dentro, do meu peito,
Tormenta e maravilha que me sugam.
As lágrimas demonstram satisfeito
Desejo dos meus olhos que se enrugam...

Escrevo com temor quase gelado
Os versos inauditos, miseráveis.
Que falam deste amor que foi jogado

Nos ventos mais difíceis, intratáveis...
Mas tenho teu amo, isso me basta,
E toda a insensatez, amor afasta...

Plenitude

Plenitude

Qual louco se perdendo; coração,
Buscando simplesmente quem pudesse
Vivenciar o ardor numa benesse
Vencendo os dias torpes que virão,

As lutas em diversa dimensão,
O manto quando em glória se enaltece
Tramando o quanto possa e enfim merece
Vivendo eternamente este verão,

Os olhos no horizonte ora revelo
No quanto se desenha claro e belo,
Atrelo o pensamento ao quanto pude,

Depois da mais dorida tempestade
A sorte desenhando a luz invade
Traçando novamente a plenitude...

Loures

Não quero inimizade de ninguém

Não quero inimizade de ninguém,
Meus versos te procuram, cara amiga.
A noite que por certo sempre vem,
Sem ter uma amizade se periga.
Eternamente logro meu destino,
Fugindo deste amor como o diabo.
Exprimo no meu canto sem ter tino,
Em noites mais dolentes eu me acabo.
São rudes os meus versos, disso eu sei,
São pobre minhas rimas, sem sentido.
Amor que me fizera pensar rei,
Por mais que nada fora, decidido...
Estampo um sentimento verdadeiro
Coloco teu retrato num letreiro...

Formas esculturais

Formas esculturais

Esculturais as formas que desejo
De quem se fez além de mero sonho
Vagando no infinito onde componho
Trazendo muito mais que algum lampejo,

A senda mais audaz quando prevejo,
Um templo feito em luz, raro e risonho,
Neste espetáculo divino ora proponho
O mundo desenhado em raro ensejo,

Naufrago nos teus braços cada barco
E o tanto que pudera agora abarco
Vencendo as intempéries mais vorazes,

No vértice sem vórtices ou sem medos
Deixando no passado os desenredos
Vivendo o quanto sei que em luzes trazes...

Loures

Formas esculturais

Formas esculturais

Esculturais as formas que desejo
De quem se fez além de mero sonho
Vagando no infinito onde componho
Trazendo muito mais que algum lampejo,

A senda mais audaz quando prevejo,
Um templo feito em luz, raro e risonho,
Neste espetáculo divino ora proponho
O mundo desenhado em raro ensejo,

Naufrago nos teus braços cada barco
E o tanto que pudera agora abarco
Vencendo as intempéries mais vorazes,

No vértice sem vórtices ou sem medos
Deixando no passado os desenredos
Vivendo o quanto sei que em luzes trazes...

Loures

De tanto que este amor, amor emana

De tanto que este amor, amor emana,
De tanto que esta luz implica fogo;
A força que me traga, é tão tirana,
Que sempre irei perder, no fim, o jogo.
É fonte de ilusão mais cristalina,
É fonte dos desejos e dos sonhos.
Amor é ponte louca que domina,
Entre dois portos rudes e risonhos...
Nos cacos que tivemos em junção,
Erguemos um castelo de esperança.
Unindo dois num só, revolução,
Coração-coração, uma aliança.
Eu misturo meu sangue com o teu,
Todo o teu misturado com o meu...

Amor que me tramara novo canto

Amor que me tramara novo canto
Se espanta com teu brilho, mulher-sol.
E vive se explodindo num encanto,
Na mágica atração por teu farol.
Das Minas mais douradas do meu sonho,
As pedras preciosas, diamantes.
Te quero, minha rosa, te proponho,
Os dias mais amantes e brilhantes.
Conquanto nosso amor é néctar puro,
É sol que se embrenhando traz a lua.
No mármore esculpi nosso futuro,
E a vida, transformada, continua...
E sinto que faremos novos filhos,
Nos raios tão sedentos, nossos trilhos...

Em volta da Luz

Em volta da Luz

Em volta desta luz seguindo o brilho
Que envolve cada instante e me garante
O tanto que se queira doravante
Criando este cenário que ora trilho,

Vagando sem temer me maravilho
E bebo cada gole que agigante
O mundo noutro fato e num instante
Disparo da esperança este gatilho,

E rastros que seguisse me trariam
Os dias que deveras poderiam
Marcar cada momento que se acena,

E mesmo quando corte ou me maltrate
Do grande sentimento este resgate,
Domina o pensamento, qual falena...

Loures

Volúpias

Volúpias

Volúpias entre encantos, meus anseios,
Buscando o quanto pude imaginar
No mundo que me ensine a navegar
Tocando mansamente belos seios,

Vencendo com certeza vãos receios,
Singrando este oceano, belo mar,
O tanto que se possa enfim amar,
Surgindo entre momentos mais alheios,

Reparo cada passo e sigo em frente
Negando o que deveras se apresente
E sinto a maciez de teus cabelos

Roçando minha pele, e em arrepio,
Imensa sensação de amor; recrio,
Nos dias que pudesse além, vivê-los...

Marcos loures

A paz

A paz

Perfume que tomando toda a cena
Enquanto se esvoaça além do sonho
O tanto que deveras te proponho,
O encanto passo a passo se coordena,

E quando se imagina o quanto acena
Sem pranto, sem quebranto, mais risonho,
No mundo me aprofundo e recomponho
Grassando este infinito em sorte amena.

O verso que universos possa ter
Meu canto se tramando no viver
De toda esta alegria que contém,

Deixando para trás o sofrimento,
E quando a boa dita em paz fomento,
A paz já se credita e logo vem...

Loures

Tons Claros

Tons Claros

Em tons mais claros vejo o quanto venha
Depois das tempestades, vendavais,
A vida se mostrando sem jamais
Saber o que decerto inda a contenha,

A luta mais audaz, sendo ferrenha,
Os dias onde tanto busco um cais
Vencendo estes momentos tão venais
Sabendo da esperança cor e senha.

Argumentando contra o que se fez
Em tétrica vontade, insensatez,
O que tu vês traduz o que virá,

E o sonho que já fora se esvaindo
Agora renascendo imenso e lindo,
Tomando tudo em paz, decerto já...

Loures

Quem luta contra amor, nunca resiste.

Quem luta contra amor, nunca resiste.
Amor não se permite uma objeção.
Lutar contra um amor é viver triste,
Viver assim contendo uma explosão.
Não posso compreender hostilidade
Se somos dele eternos prisioneiros.
Eu falo com total honestidade,
Amores, nas batalhas, os primeiros.
Amor se encontra lutas sempre ganha,
Não posso contra amor, num abandono.
A força deste amor é tão tamanha,
Que amor assim, parece-se tirano...
Não tenha meu amor, esta ousadia,
Senão a dor te impede a fantasia.
E assim, por certo, toda uma alegria...