Miserabilidade
Miserabilidade traduzisse
Enredo de uma peça mais sutil
E o quanto a cada engano se previu
Traduza no final esta tolice,
Remansos de uma sórdida mesmice,
O prazo se denota agora vil,
E o tanto que pudera resumiu
Meu verso no que a vida já desdisse,
Apresentando etapas onde é tétrica
Batalha sem sentido, em tom caótico,
O canto que tentara apoteótico,
Estupidando a vida já sem métrica,
E nisto cristalizo o que não caiba,
Aquém do quanto a vida, mesmo saiba.
Marcos Loures
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Agonia
Agonia
Mecânicas diversas ditam metas
E nelas outras tantas repetidas,
Acreditando em sinas, mortes, vidas,
Ousando presumir cenário e setas,
Nas torpes ilusões onde completas
As trágicas versões mais doloridas,
Restauro labirínticas ermidas,
Enquanto pouco a pouco locupletas
Melífluos os anseios, metafóricos,
E quando se desdenham dos eufóricos
Momentos que jamais conheceria,
Na falsa luz guiando nosso mundo,
Ousando acreditar onde me inundo
Marcando o tempo em dor e em agonia.
Marcos Loures
Mecânicas diversas ditam metas
E nelas outras tantas repetidas,
Acreditando em sinas, mortes, vidas,
Ousando presumir cenário e setas,
Nas torpes ilusões onde completas
As trágicas versões mais doloridas,
Restauro labirínticas ermidas,
Enquanto pouco a pouco locupletas
Melífluos os anseios, metafóricos,
E quando se desdenham dos eufóricos
Momentos que jamais conheceria,
Na falsa luz guiando nosso mundo,
Ousando acreditar onde me inundo
Marcando o tempo em dor e em agonia.
Marcos Loures
Caquética
Caquética
Eclipsasse o sonho em mero ocaso,
E nada mais teria senão isso,
E quando noutro enredo movediço
O tempo se traduza e sempre atraso,
A luta em tal desprezo, eu não aprazo,
E quando em mesmo engano enfim me viço,
Restauro o dia a dia em tom mortiço
Sentindo bem mais fundo algum descaso,
Negar o que jamais se fez de fato
Além desta incerteza onde constato,
A força da ilusão que eu sei herética,
Restando pouco ou nada do que fomos,
Eclodem em loucuras, vários gomos,
E a sorte se demonstra vã, caquética.
Marcos Loures
Eclipsasse o sonho em mero ocaso,
E nada mais teria senão isso,
E quando noutro enredo movediço
O tempo se traduza e sempre atraso,
A luta em tal desprezo, eu não aprazo,
E quando em mesmo engano enfim me viço,
Restauro o dia a dia em tom mortiço
Sentindo bem mais fundo algum descaso,
Negar o que jamais se fez de fato
Além desta incerteza onde constato,
A força da ilusão que eu sei herética,
Restando pouco ou nada do que fomos,
Eclodem em loucuras, vários gomos,
E a sorte se demonstra vã, caquética.
Marcos Loures
Torturas
Torturas
Exposto ao quanto houvera em fúria e medo,
Jamais me sentiria de outra forma,
Negando o que deveras nos transforma
Ao resto em tal non sense eu me concedo,
E sigo sem saber qualquer segredo,
Segrego a sensação da velha norma
Marcada pela farsa que deforma
A vida nos beirais deste penedo,
E a morte benfazeja sopra enquanto
O prazo determina e me quebranto
No canto de uma sórdida loucura,
Acordo sem ninguém e assim prossigo,
Apenas o vazio vem comigo
E a farsa que moldaste; enfim, tortura.
Marcos Loures
Exposto ao quanto houvera em fúria e medo,
Jamais me sentiria de outra forma,
Negando o que deveras nos transforma
Ao resto em tal non sense eu me concedo,
E sigo sem saber qualquer segredo,
Segrego a sensação da velha norma
Marcada pela farsa que deforma
A vida nos beirais deste penedo,
E a morte benfazeja sopra enquanto
O prazo determina e me quebranto
No canto de uma sórdida loucura,
Acordo sem ninguém e assim prossigo,
Apenas o vazio vem comigo
E a farsa que moldaste; enfim, tortura.
Marcos Loures
ACREDITAR
ACREDITAR
Quem tenta acreditar no quanto restaria
Do mundo sem encanto envolto em treva e medo,
Apenas redundasse ao menos do degredo
Desgraça quando vejo ao largo esta agonia,
Etérea sensação errática seria
E nela o que pudera embora atroz ou ledo,
Desvendo sem saber aos poucos teu segredo,
E bebo em tua boca a velha poesia,
Quando estupidamente encontro estes sinais
E nele o quanto deva e nada enquanto trais
Acordos do passado, envoltos nesta bruma,
Avesso ao quanto venha e mesmo se viesse
Tramasse a solidão esquece a nossa prece,
E em turva madrugada, o canto em vão se esfuma...
Marcos Loures
Quem tenta acreditar no quanto restaria
Do mundo sem encanto envolto em treva e medo,
Apenas redundasse ao menos do degredo
Desgraça quando vejo ao largo esta agonia,
Etérea sensação errática seria
E nela o que pudera embora atroz ou ledo,
Desvendo sem saber aos poucos teu segredo,
E bebo em tua boca a velha poesia,
Quando estupidamente encontro estes sinais
E nele o quanto deva e nada enquanto trais
Acordos do passado, envoltos nesta bruma,
Avesso ao quanto venha e mesmo se viesse
Tramasse a solidão esquece a nossa prece,
E em turva madrugada, o canto em vão se esfuma...
Marcos Loures
Nada, nada...
Nada, nada...
Nada mais se puder acreditar em vão
Nos erros do passado apesar de viver
À sombra do que fora um raro amanhecer
No inverno de minha alma espero outro verão,
Acolho o que se perde e rodo outro pião
Mascaro o meu anseio em receio saber
Saciado do ocaso e nele o perecer
Adentra outro momento e medos que virão.
Sem ênfase nem nada a farsa desmontada,
Ousando perceber ao fim o mesmo nada
Envolto noutra queda; emboscadas além,
Feliz de quem lutara e nunca se ferira,
A vida pouco a pouco apaga a velha pira
E sei do quanto quero e nada mais convém...
Marcos Loures
Nada mais se puder acreditar em vão
Nos erros do passado apesar de viver
À sombra do que fora um raro amanhecer
No inverno de minha alma espero outro verão,
Acolho o que se perde e rodo outro pião
Mascaro o meu anseio em receio saber
Saciado do ocaso e nele o perecer
Adentra outro momento e medos que virão.
Sem ênfase nem nada a farsa desmontada,
Ousando perceber ao fim o mesmo nada
Envolto noutra queda; emboscadas além,
Feliz de quem lutara e nunca se ferira,
A vida pouco a pouco apaga a velha pira
E sei do quanto quero e nada mais convém...
Marcos Loures
Outra mentira
Outra mentira
Seguindo em direção ao que se faça aquém
Do mundo onde imagino a sorte quando venha
Vencendo a solidão eclode em dor ferrenha
O todo que de fato aos poucos, me convém,
O preço do resgate, embora o saiba bem,
Restaura o quanto pude e nada mais contenha
A parte que se aparta e acende a velha lenha
Deixando no passado o sonho de outro alguém.
Resisto bravamente ou mesmo me entregasse
Notando novamente a via em velho impasse
Sem medo da chegada e nada me impedira
Neste opulento marco em torno do vazio,
Semente se espalhando, encontra o velho rio,
Desvendo ao fim de tudo, enfim, outra mentira.
Marcos Loures
Seguindo em direção ao que se faça aquém
Do mundo onde imagino a sorte quando venha
Vencendo a solidão eclode em dor ferrenha
O todo que de fato aos poucos, me convém,
O preço do resgate, embora o saiba bem,
Restaura o quanto pude e nada mais contenha
A parte que se aparta e acende a velha lenha
Deixando no passado o sonho de outro alguém.
Resisto bravamente ou mesmo me entregasse
Notando novamente a via em velho impasse
Sem medo da chegada e nada me impedira
Neste opulento marco em torno do vazio,
Semente se espalhando, encontra o velho rio,
Desvendo ao fim de tudo, enfim, outra mentira.
Marcos Loures
EM TEUS CAMINHOS
EM TEUS CAMINHOS
Adentro delicado em teus caminhos,
Extasiado encontro maravilhas,
Sorvendo desta fonte em mil carinhos,
Percebo a maciez em belas ilhas...
Arranco quando houver alguns espinhos,
E perco-me em delírio nessas trilhas,
Um pássaro buscando por seus ninhos,
Ao ver-te em plena festa já me pilhas
Com néctar e manás deliciado,
Matando minha sede em bela fonte,
Sentindo este querer revigorado
Na fome de te ter sem mais segredos,
Em convulsão derramas no horizonte
Enchentes lambuzando nossos dedos...
MARCOS LOURES
Adentro delicado em teus caminhos,
Extasiado encontro maravilhas,
Sorvendo desta fonte em mil carinhos,
Percebo a maciez em belas ilhas...
Arranco quando houver alguns espinhos,
E perco-me em delírio nessas trilhas,
Um pássaro buscando por seus ninhos,
Ao ver-te em plena festa já me pilhas
Com néctar e manás deliciado,
Matando minha sede em bela fonte,
Sentindo este querer revigorado
Na fome de te ter sem mais segredos,
Em convulsão derramas no horizonte
Enchentes lambuzando nossos dedos...
MARCOS LOURES
VELHAS SENSAÇÕES
VELHAS SENSAÇÕES
Na velha sensação do tempo que se expressa
Num ato sem sentido ou mesmo no tormento
Enquanto outra emoção inutilmente eu tento,
Pousasse num alento embora já sem pressa,
A luta noutro instante enquanto recomeça
Expressa o que pudera em passo violento
E deste jamais ser o tosco sentimento
E nele o rude verso em vão nada professa.
Simplesmente possa a luz de outra manhã
Ditar outra verdade enquanto sei malsã
A mera hipocrisia envolta nos meus erros,
E neles o que siga expresso nos desterros
Afoitamente vejo o fim do que não mais
Encantaria a vida em dias magistrais.
Marcos Loures
Na velha sensação do tempo que se expressa
Num ato sem sentido ou mesmo no tormento
Enquanto outra emoção inutilmente eu tento,
Pousasse num alento embora já sem pressa,
A luta noutro instante enquanto recomeça
Expressa o que pudera em passo violento
E deste jamais ser o tosco sentimento
E nele o rude verso em vão nada professa.
Simplesmente possa a luz de outra manhã
Ditar outra verdade enquanto sei malsã
A mera hipocrisia envolta nos meus erros,
E neles o que siga expresso nos desterros
Afoitamente vejo o fim do que não mais
Encantaria a vida em dias magistrais.
Marcos Loures
PRA VOCÊ
PRA VOCÊ
Refletindo teus olhares
Neste céu onde me aninho,
Perdido buscando um ninho,
Bebendo em distantes bares.
Olhos tais crepusculares
Inebriam, doce vinho,
Nas cordas deste meu pinho
Serenatas aos luares...
Belezas raras que tece
Um coração numa prece,
Em busca das maravilhas.
Seguindo luzes fugazes
Estrelas que sempre trazes,
Por onde passas e brilhas...
MARCOS LOURES
Refletindo teus olhares
Neste céu onde me aninho,
Perdido buscando um ninho,
Bebendo em distantes bares.
Olhos tais crepusculares
Inebriam, doce vinho,
Nas cordas deste meu pinho
Serenatas aos luares...
Belezas raras que tece
Um coração numa prece,
Em busca das maravilhas.
Seguindo luzes fugazes
Estrelas que sempre trazes,
Por onde passas e brilhas...
MARCOS LOURES
Inutilmente
Inutilmente
Um velho sertanejo, envolto pela lua,
Desenho o quanto fora embora nada reste,
O tempo mais audaz, agora invada agreste,
E a mesma serenata ausente continua,
E rigorosamente a sorte em vão flutua
E o peso de uma vida ainda se a trouxeste
Nas tramas mais sutis, engodo que, celeste,
Eclode na verdade escassa e quase nua,
O preço eu já paguei e a luz não mais alcance-a,
A sorte se aproxima em falsa circunstância
Errônea madrugada exposta em verso triste,
Diverso caminheiro espera algum sinal
Embora não soubesse o passo em vão, fatal,
O louco sonhador, inutilmente insiste...
Marcos Loures
Um velho sertanejo, envolto pela lua,
Desenho o quanto fora embora nada reste,
O tempo mais audaz, agora invada agreste,
E a mesma serenata ausente continua,
E rigorosamente a sorte em vão flutua
E o peso de uma vida ainda se a trouxeste
Nas tramas mais sutis, engodo que, celeste,
Eclode na verdade escassa e quase nua,
O preço eu já paguei e a luz não mais alcance-a,
A sorte se aproxima em falsa circunstância
Errônea madrugada exposta em verso triste,
Diverso caminheiro espera algum sinal
Embora não soubesse o passo em vão, fatal,
O louco sonhador, inutilmente insiste...
Marcos Loures
EU TE AMO, TE AMO...
EU TE AMO, TE AMO...
Na divina criatura
Onde amor se fez mais claro,
Encontro todo anteparo
Traduzido por ternura.
Distante de uma perjura,
Amor que se fez tão raro,
No mesmo instante em que paro
Seu carinho imenso cura
Tornando meu braço forte,
Navegando nossos mares,
Cicatriza um fundo corte.
Amor igual nunca vi.
Por isso quando chegares,
Tu me encontrarás aqui.
MARCOS LOURES
Na divina criatura
Onde amor se fez mais claro,
Encontro todo anteparo
Traduzido por ternura.
Distante de uma perjura,
Amor que se fez tão raro,
No mesmo instante em que paro
Seu carinho imenso cura
Tornando meu braço forte,
Navegando nossos mares,
Cicatriza um fundo corte.
Amor igual nunca vi.
Por isso quando chegares,
Tu me encontrarás aqui.
MARCOS LOURES
TODO O PRAZER
TODO O PRAZER
Permita que eu te dê todo o prazer
Que quero. Não discuto mais bobagens
Apenas mergulhar inteiro e ser
Teu companheiro insano nas viagens
Que fazes. Em riachos converter
As águas tão serenas das barragens,
Em cada parte, louco; conceber
O gozo de invadir tuas paragens...
Sorver de teu desejo cada gota,
Levando a maciez de meu carinho
A fonte insaciável não se esgota
Tremula e não permite mais marasmos,
E bem devagar, tocar mansinho...
Até poder vibrar com teus orgasmos...
MARCOS LOURES
Permita que eu te dê todo o prazer
Que quero. Não discuto mais bobagens
Apenas mergulhar inteiro e ser
Teu companheiro insano nas viagens
Que fazes. Em riachos converter
As águas tão serenas das barragens,
Em cada parte, louco; conceber
O gozo de invadir tuas paragens...
Sorver de teu desejo cada gota,
Levando a maciez de meu carinho
A fonte insaciável não se esgota
Tremula e não permite mais marasmos,
E bem devagar, tocar mansinho...
Até poder vibrar com teus orgasmos...
MARCOS LOURES
VERDADE QUE ME EXPÕES
VERDADE QUE ME EXPÕES
Morrendo pouco a pouco encontro os meus anseios
Perdidos entre o quanto imaginei e sinto
Apenas tão somente o fogo agora extinto
Vagando pela rude expressão dos receios
Os dias; imagino além dos devaneios,
E o quanto se tentasse ainda quando minto,
Omito noutro fato e sei quanto pressinto,
Deixando os velhos tons diversos, quase alheios,
Mereça qualquer luz quando jamais espero,
O mundo que trouxeste; eu sei, quanto que é fero,
E o resto do que fui fluindo em turbilhões,
Esperança se desnuda em tempestade vaga,
E o medo, companheiro, ainda vem e afaga,
Enquanto uma verdade em corte, amiga, expões.
Marcos Loures
Morrendo pouco a pouco encontro os meus anseios
Perdidos entre o quanto imaginei e sinto
Apenas tão somente o fogo agora extinto
Vagando pela rude expressão dos receios
Os dias; imagino além dos devaneios,
E o quanto se tentasse ainda quando minto,
Omito noutro fato e sei quanto pressinto,
Deixando os velhos tons diversos, quase alheios,
Mereça qualquer luz quando jamais espero,
O mundo que trouxeste; eu sei, quanto que é fero,
E o resto do que fui fluindo em turbilhões,
Esperança se desnuda em tempestade vaga,
E o medo, companheiro, ainda vem e afaga,
Enquanto uma verdade em corte, amiga, expões.
Marcos Loures
A VIDA QUE SE PERDE
A VIDA QUE SE PERDE
O corte mais suave; e o tempo não tramasse
A vida que se perde em novas heresias
E quando; no final, enganos mostrarias,
Deixando que se veja ameaçadora face,
O preço a se pagar ditando o desenlace
Marcando sem sentido as mesmas agonias
E nelas outras tais, enquanto poderias
Moldar além da sorte em mesmo impasse.
Não quero outro momento e mesmo que se queira
A vida não permite a luta derradeira
E nela ou mesmo dela o tempo quando o vejo
Eclode sem futuro envolto no vazio
E quando outro cenário, inutilmente eu crio,
A sobra do que fui reflete este desejo...
Marcos Loures
O corte mais suave; e o tempo não tramasse
A vida que se perde em novas heresias
E quando; no final, enganos mostrarias,
Deixando que se veja ameaçadora face,
O preço a se pagar ditando o desenlace
Marcando sem sentido as mesmas agonias
E nelas outras tais, enquanto poderias
Moldar além da sorte em mesmo impasse.
Não quero outro momento e mesmo que se queira
A vida não permite a luta derradeira
E nela ou mesmo dela o tempo quando o vejo
Eclode sem futuro envolto no vazio
E quando outro cenário, inutilmente eu crio,
A sobra do que fui reflete este desejo...
Marcos Loures
A CADA TEMPESTADE
A CADA TEMPESTADE
Alegria que se finge a cada tempestade
Pudesse nos trazer além do mesmo não
Ou mesmo se tentar em dias que virão
Vencer este jamais que agora nos invade
Não quero e nem mais sei a tal felicidade
Apenas o final ditando esta expressão
Naufrágio sem defesa, a velha embarcação,
Enquanto se imagina além da claridade,
Não quero acreditar nem mesmo posso
Ousasse ser bem mais que este mero destroço,
Vestígios do que tento agora adormecidos
Os olhos sem futuro e o mundo se apresente
Na farsa mais atroz e nela um penitente
Ainda se imagina além dos dias idos.
Marcos Loures
Alegria que se finge a cada tempestade
Pudesse nos trazer além do mesmo não
Ou mesmo se tentar em dias que virão
Vencer este jamais que agora nos invade
Não quero e nem mais sei a tal felicidade
Apenas o final ditando esta expressão
Naufrágio sem defesa, a velha embarcação,
Enquanto se imagina além da claridade,
Não quero acreditar nem mesmo posso
Ousasse ser bem mais que este mero destroço,
Vestígios do que tento agora adormecidos
Os olhos sem futuro e o mundo se apresente
Na farsa mais atroz e nela um penitente
Ainda se imagina além dos dias idos.
Marcos Loures
IMAGINAR
IMAGINAR
Enquanto se quisesse o tempo imaginar
Diverso do que eu quis embora não viesse
Sequer alguma luz na mais estranha messe,
O mundo não teria, bem sei, outro lugar,
E quando se tentasse ou mesmo desenhar
O sonho que se esvai na inútil, fútil prece,
O verso no passado e o canto que se tece
Restaura dia a dia o marco já sem par.
Negar outro momento envolto em tantas trevas
E quantas vezes queira o que de fato levas
Erguesse novo brinde ao fim que se aproxima
Depositando o caos envolto em rude trama,
O quanto que se quer e quando vem inflama,
Deixando a solidão na espreita de uma rima.
Marcos Loures
Enquanto se quisesse o tempo imaginar
Diverso do que eu quis embora não viesse
Sequer alguma luz na mais estranha messe,
O mundo não teria, bem sei, outro lugar,
E quando se tentasse ou mesmo desenhar
O sonho que se esvai na inútil, fútil prece,
O verso no passado e o canto que se tece
Restaura dia a dia o marco já sem par.
Negar outro momento envolto em tantas trevas
E quantas vezes queira o que de fato levas
Erguesse novo brinde ao fim que se aproxima
Depositando o caos envolto em rude trama,
O quanto que se quer e quando vem inflama,
Deixando a solidão na espreita de uma rima.
Marcos Loures
OSTENTAS
OSTENTAS
Ostentas a mentira em cada riso,
E sigo sem saber aonde vá
Mergulho no que possa e desde já
O verso se fizera ora impreciso,
O quanto necessite em paraíso
Escolta esta ilusão que é meu maná
E o mundo quando muito escutará
A falta de qualquer senso e juízo,
Prejulgas o que tanto te interessa
Na farsa que se molda enfim sem pressa
A presa desdentada não seria
Sequer aquela quando a desenhaste,
Embora bem percebas este traste,
Redundas muito além de uma agonia.
Marcos Loures
Ostentas a mentira em cada riso,
E sigo sem saber aonde vá
Mergulho no que possa e desde já
O verso se fizera ora impreciso,
O quanto necessite em paraíso
Escolta esta ilusão que é meu maná
E o mundo quando muito escutará
A falta de qualquer senso e juízo,
Prejulgas o que tanto te interessa
Na farsa que se molda enfim sem pressa
A presa desdentada não seria
Sequer aquela quando a desenhaste,
Embora bem percebas este traste,
Redundas muito além de uma agonia.
Marcos Loures
Sem um cais
Sem um cais
Ouvindo sempre a mesma ladainha
A velha cantilena se repete
O quanto me envenena não compete
A quem jamais aquém se fará minha
A força tantas vezes se avizinha
E o corte noutro tom pintando o sete,
A vida na verdade não reflete
A sorte que seria tão daninha,
Não quero o mesmo embate do passado,
E o prazo determina o quanto demarcado
Meu mundo se alimenta do não mais,
Os rotos caminhares tão banais
Encontram outros tantos sempre iguais
E apenas sem ter cais, prossigo ao lado.
Marcos Loures
Ouvindo sempre a mesma ladainha
A velha cantilena se repete
O quanto me envenena não compete
A quem jamais aquém se fará minha
A força tantas vezes se avizinha
E o corte noutro tom pintando o sete,
A vida na verdade não reflete
A sorte que seria tão daninha,
Não quero o mesmo embate do passado,
E o prazo determina o quanto demarcado
Meu mundo se alimenta do não mais,
Os rotos caminhares tão banais
Encontram outros tantos sempre iguais
E apenas sem ter cais, prossigo ao lado.
Marcos Loures
MUITO OBRIGADO, MEU AMIGO.
MUITO OBRIGADO, MEU AMIGO.
Amigo ao me trazer um novo dia
Que porte uma esperança mais acesa,
Virando deste jogo, logo a mesa,
A sorte em minha vida principia.
A mão que tantas vezes já me guia
Mostrando um novo mundo com clareza,
Em honras me cobrindo de riqueza,
Transforma minha dor em alegria.
Estampa uma certeza em caridade,
Forrando todo o céu com claridade
Trazendo idéias sempre fascinantes.
Estar contigo, amigo, por instantes
Demonstra como são tão importantes
Os raios que fulguram na amizade...
MARCOS LOURES
Amigo ao me trazer um novo dia
Que porte uma esperança mais acesa,
Virando deste jogo, logo a mesa,
A sorte em minha vida principia.
A mão que tantas vezes já me guia
Mostrando um novo mundo com clareza,
Em honras me cobrindo de riqueza,
Transforma minha dor em alegria.
Estampa uma certeza em caridade,
Forrando todo o céu com claridade
Trazendo idéias sempre fascinantes.
Estar contigo, amigo, por instantes
Demonstra como são tão importantes
Os raios que fulguram na amizade...
MARCOS LOURES
COMO É BOM PODER SABER
COMO É BOM PODER SABER
Menina como é bom poder saber
Que os braços que me esperam estão abertos
Deitar em nossa vida tal prazer
Matando a solidão de mil desertos.
Forrando de beleza o bom viver
Nos olhos, que jamais serão incertos,
Toda a certeza clara de poder
Ter nossos passos firmes e mais certos.
Eternizar um mundo de alegria
Na dança prometida, realidade..
Amar é transformar a fantasia
Num dia a dia pleno e bem real,
Promessa de viver felicidade,
No canto com firmeza sensual...
MARCOS LOURES
Menina como é bom poder saber
Que os braços que me esperam estão abertos
Deitar em nossa vida tal prazer
Matando a solidão de mil desertos.
Forrando de beleza o bom viver
Nos olhos, que jamais serão incertos,
Toda a certeza clara de poder
Ter nossos passos firmes e mais certos.
Eternizar um mundo de alegria
Na dança prometida, realidade..
Amar é transformar a fantasia
Num dia a dia pleno e bem real,
Promessa de viver felicidade,
No canto com firmeza sensual...
MARCOS LOURES
Enganos
Enganos
Negar cada momento que passamos
É como presumir o jamais ser,
E quando se percebe o amanhecer
Deixamos para trás o quanto amamos,
Rompendo com o passado, novos ramos,
A vida num instante possa ter
O presumível tombo e fenecer
Enquanto no vazio mergulhamos,
Esqueço estes meus dias, mais felizes?
E mesmo quando em vão me contradizes
Expressas esta ausência e nada mais
Ainda quando sigo na tangente
O engano a cada dia se apresente
E nele outros diversos, mas iguais...
Marcos Loures
Negar cada momento que passamos
É como presumir o jamais ser,
E quando se percebe o amanhecer
Deixamos para trás o quanto amamos,
Rompendo com o passado, novos ramos,
A vida num instante possa ter
O presumível tombo e fenecer
Enquanto no vazio mergulhamos,
Esqueço estes meus dias, mais felizes?
E mesmo quando em vão me contradizes
Expressas esta ausência e nada mais
Ainda quando sigo na tangente
O engano a cada dia se apresente
E nele outros diversos, mas iguais...
Marcos Loures
BREVIDADE
BREVIDADE
Quando, abnegadamente, procurasse,
Um mundo mais suave onde a justiça
Que tantas vezes surge e nunca viça
Na movediça e tosca, falsa face,
Exposto ao mais temível desenlace,
Enfrento a vida atroz feita em cobiça
E sei da imensidão da velha liça
E dela novo tempo se moldasse,
Negando o quanto houvera e não mais vejo,
Apresentando apenas o desejo
Quitando pouco a pouco o quanto devo,
Não sigo mais buscando algum alento,
E mesmo quando um novo porto invento,
O sonho jamais fora além, longevo...
Marcos Loures
Quando, abnegadamente, procurasse,
Um mundo mais suave onde a justiça
Que tantas vezes surge e nunca viça
Na movediça e tosca, falsa face,
Exposto ao mais temível desenlace,
Enfrento a vida atroz feita em cobiça
E sei da imensidão da velha liça
E dela novo tempo se moldasse,
Negando o quanto houvera e não mais vejo,
Apresentando apenas o desejo
Quitando pouco a pouco o quanto devo,
Não sigo mais buscando algum alento,
E mesmo quando um novo porto invento,
O sonho jamais fora além, longevo...
Marcos Loures
SOMENTE ESTA ILUSÃO
SOMENTE ESTA ILUSÃO
Já não mais caberia qualquer voz
Nem mesmo algum ruído, a vida passa,
E tudo se perdera em tal fumaça
Que esparsa o sonho rude, mesmo atroz,
E nada se imagina dentro em nós,
Ao mesmo tempo o todo se perpassa
E a luta sem sentido morta e lassa
Apresentando enfim a leda foz,
Jazigos que cultivo, o mundo ultriz,
E o quanto imaginara e nada fiz
Apesar de tentar escapatória,
Anseios e tormentas são frequentes
E quando outro momento buscas; sentes,
Somente esta ilusão se faz notória.
Marcos Loures
Já não mais caberia qualquer voz
Nem mesmo algum ruído, a vida passa,
E tudo se perdera em tal fumaça
Que esparsa o sonho rude, mesmo atroz,
E nada se imagina dentro em nós,
Ao mesmo tempo o todo se perpassa
E a luta sem sentido morta e lassa
Apresentando enfim a leda foz,
Jazigos que cultivo, o mundo ultriz,
E o quanto imaginara e nada fiz
Apesar de tentar escapatória,
Anseios e tormentas são frequentes
E quando outro momento buscas; sentes,
Somente esta ilusão se faz notória.
Marcos Loures
AS TRAÇAS QUE ME TRAZES
AS TRAÇAS QUE ME TRAZES
A vida dita as traças que me trazes
E sigo roto em meio ao quanto aquém
Do sonho desdenhoso nunca vem,
Mantendo a solidão em toscas frases,
Os egos tão ferozes quanto audazes,
E os erros cometidos dizem bem
Do medo escancarando o quanto outrem
Fizera do caminho que desfazes,
Não mais que meramente ser quem luta,
A morte mesmo sendo mais astuta,
Ainda prosseguindo em tal batalha,
Escarniando em vão crisalidasse,
Sabendo deste insosso desenlace,
A farsa a cada passo além se espalha.
Marcos Loures
A vida dita as traças que me trazes
E sigo roto em meio ao quanto aquém
Do sonho desdenhoso nunca vem,
Mantendo a solidão em toscas frases,
Os egos tão ferozes quanto audazes,
E os erros cometidos dizem bem
Do medo escancarando o quanto outrem
Fizera do caminho que desfazes,
Não mais que meramente ser quem luta,
A morte mesmo sendo mais astuta,
Ainda prosseguindo em tal batalha,
Escarniando em vão crisalidasse,
Sabendo deste insosso desenlace,
A farsa a cada passo além se espalha.
Marcos Loures
Sempre me dano
Sempre me dano
Humanidade podre desfilando
A mesma sensação que nos tomara,
Galgando ao quanto resta em tal seara
Num mundo que se quis suave e brando,
Mas quando vejo o escárnio nos tocando
Vestindo o que inda resta e desprepara
A luta sem sentido se escancara
E o peso dita o fim, em contrabando,
Encontro os meus pedaços pelas ruas
E sinto as ilusões que foram tuas
Agora espezinhando a cada engano,
Escarnasse novo tempo em luz e glória,
Porém sem qualquer rumo em vaga história,
Deveras no final sempre me dano.
Marcos Loures
Humanidade podre desfilando
A mesma sensação que nos tomara,
Galgando ao quanto resta em tal seara
Num mundo que se quis suave e brando,
Mas quando vejo o escárnio nos tocando
Vestindo o que inda resta e desprepara
A luta sem sentido se escancara
E o peso dita o fim, em contrabando,
Encontro os meus pedaços pelas ruas
E sinto as ilusões que foram tuas
Agora espezinhando a cada engano,
Escarnasse novo tempo em luz e glória,
Porém sem qualquer rumo em vaga história,
Deveras no final sempre me dano.
Marcos Loures
PELA FORÇA DA PAIXÃO
PELA FORÇA DA PAIXÃO
Tomados pela força da paixão
Abençoados sempre por Cupido,
Alimentados somos, de emoção,
A cada novo passo, decidido.
Batendo bem mais forte o coração,
Amor que tanto sonho, faz sentido,
Nas águas delicadas da ilusão,
Um mundo bem melhor, vem renascido.
Eu quero o teu prazer, que nada esgota,
Do néctar que provamos, sem limites,
Seguimos par a par na mesma rota
Nas bênçãos, nos manás, nas ambrosias,
Eu peço, neste amor, tu acredites,
Pois dele surgirão, os belos dias...
MARCOS LOURES
MARCOS LOURES
Tomados pela força da paixão
Abençoados sempre por Cupido,
Alimentados somos, de emoção,
A cada novo passo, decidido.
Batendo bem mais forte o coração,
Amor que tanto sonho, faz sentido,
Nas águas delicadas da ilusão,
Um mundo bem melhor, vem renascido.
Eu quero o teu prazer, que nada esgota,
Do néctar que provamos, sem limites,
Seguimos par a par na mesma rota
Nas bênçãos, nos manás, nas ambrosias,
Eu peço, neste amor, tu acredites,
Pois dele surgirão, os belos dias...
MARCOS LOURES
MARCOS LOURES
APAIXONADO
APAIXONADO
Neste sol tão inclemente,
Saudades do meu inverno,
O fogo tal qual do inferno
Atacando toda gente;
Neste lume que aparente
Carinho que fosse terno,
Meu medo se torna eterno
Em fria chama envolvente.
Ao abafar os meus cantos,
Só restando duros prantos
E esse vento mais gelado.
Sem rumo, perco meu norte,
Sem ilusão que suporte,
Vou morrendo, apaixonado...
MARCOS LOURES
Neste sol tão inclemente,
Saudades do meu inverno,
O fogo tal qual do inferno
Atacando toda gente;
Neste lume que aparente
Carinho que fosse terno,
Meu medo se torna eterno
Em fria chama envolvente.
Ao abafar os meus cantos,
Só restando duros prantos
E esse vento mais gelado.
Sem rumo, perco meu norte,
Sem ilusão que suporte,
Vou morrendo, apaixonado...
MARCOS LOURES
A VIDA FARTA
A VIDA FARTA
Do quase e do talvez, a vida farta,
Na espera de um sinal de boa sorte.
Antes que o sonho livre já se parta,
Surgiste no horizonte, mansa e forte.
No paraíso feito em tanta benção,
Transcorrem nossos dias riso e paz.
Carinhos dedicados e atenção,
Caminhos onde o amor se faz capaz
De dar ao sonhador um novo dia,
Refeito do vazio de outras eras.
Amar além de tudo, merecia
Quem tanto teve nas esperas.
Por isso meu amor, eu não me canso,
De agradecer as bênçãos que eu alcanço...
MARCOS LOURES
Do quase e do talvez, a vida farta,
Na espera de um sinal de boa sorte.
Antes que o sonho livre já se parta,
Surgiste no horizonte, mansa e forte.
No paraíso feito em tanta benção,
Transcorrem nossos dias riso e paz.
Carinhos dedicados e atenção,
Caminhos onde o amor se faz capaz
De dar ao sonhador um novo dia,
Refeito do vazio de outras eras.
Amar além de tudo, merecia
Quem tanto teve nas esperas.
Por isso meu amor, eu não me canso,
De agradecer as bênçãos que eu alcanço...
MARCOS LOURES
EMOLDURADO
EMOLDURADO
Teu rosto emoldurado no meu peito
Em telas de desejo e sedução.
Bem sei que, meu amor, sou imperfeito
E tento achar em ti a solução,
Às vezes se pareço contrafeito
A culpa é deste louco coração,
Que busca num caminho tão estreito
Saída para o mar. Tanta aflição!
Mas saiba o quanto espero deste amor
Que é mais do que desejo simplesmente,
Rompendo estas barreiras. Sem temor,
Deitar-me nos teus braços; te levar
A um mágico momento, quando a mente
Se eleva flutuando sobre o mar.
MARCOS LOURES
Teu rosto emoldurado no meu peito
Em telas de desejo e sedução.
Bem sei que, meu amor, sou imperfeito
E tento achar em ti a solução,
Às vezes se pareço contrafeito
A culpa é deste louco coração,
Que busca num caminho tão estreito
Saída para o mar. Tanta aflição!
Mas saiba o quanto espero deste amor
Que é mais do que desejo simplesmente,
Rompendo estas barreiras. Sem temor,
Deitar-me nos teus braços; te levar
A um mágico momento, quando a mente
Se eleva flutuando sobre o mar.
MARCOS LOURES
NO FOGO DA PAIXÃO
NO FOGO DA PAIXÃO
No fogo da paixão, ardente chama
Que chama para a festa em riso e gozo.
No risco que tracei, meticuloso
A cada beijo intenso, amor reclama.
Na cama, em matagal, areia ou lama;
Ah! Não importa. É sempre tão gostoso
Poder usufruir maravilhoso
Sentido de viver, traçando a trama
Que envolve nossas pernas, nossas bocas.
Nos lábios o começo da viagem
Deixando nossas vozes quase roucas
E em atos sensuais, fornalha pura,
Vestidos de nudez, nossa roupagem,
A noite assim transcorre e se perdura...
MARCOS LOURES
No fogo da paixão, ardente chama
Que chama para a festa em riso e gozo.
No risco que tracei, meticuloso
A cada beijo intenso, amor reclama.
Na cama, em matagal, areia ou lama;
Ah! Não importa. É sempre tão gostoso
Poder usufruir maravilhoso
Sentido de viver, traçando a trama
Que envolve nossas pernas, nossas bocas.
Nos lábios o começo da viagem
Deixando nossas vozes quase roucas
E em atos sensuais, fornalha pura,
Vestidos de nudez, nossa roupagem,
A noite assim transcorre e se perdura...
MARCOS LOURES
COM TODA MAGNITUDE
COM TODA MAGNITUDE
Com toda magnitude arquitetônica
Os templos dedicados ao amor,
Nos sons de uma aventura supersônica
Nas hostes desta luta sem temor.
Numa emoção divina quase harmônica
O gosto do prazer, semi-torpor
Na beleza sem par, lua nipônica
Mil versos desejosos te compor...
Decifro teus mistérios e segredos,
Teu canto sem igual sempre alucina.
Eu quero me compor em teus enredos.
Na bela flor de lótus mergulhar
Trazendo para mim, essa menina
Que bem cedo aprendi a tanto amar!
MARCOS LOURES
Com toda magnitude arquitetônica
Os templos dedicados ao amor,
Nos sons de uma aventura supersônica
Nas hostes desta luta sem temor.
Numa emoção divina quase harmônica
O gosto do prazer, semi-torpor
Na beleza sem par, lua nipônica
Mil versos desejosos te compor...
Decifro teus mistérios e segredos,
Teu canto sem igual sempre alucina.
Eu quero me compor em teus enredos.
Na bela flor de lótus mergulhar
Trazendo para mim, essa menina
Que bem cedo aprendi a tanto amar!
MARCOS LOURES
BARCO EM SOLIDÃO
BARCO EM SOLIDÃO
Aventureiro barco em solidão
Nos bárbaros caminhos desta via
Enfrenta desmedido furacão
Com risos e palavras de ironia.
Sem medo e sem fazer u’a previsão
Se atira nos desejos todo dia.
Após novo naufrágio ou explosão
Refaz-se e não aprende, nem procria.
Vivendo corações já se renega
E mata em cada cais, o comandante.
Do nada que ganhou o nada lega
Apenas os resquícios do naufrágio
Tomando o coração a cada instante.
No fundo se defende, de tão frágil...
MARCOS LOURES
Aventureiro barco em solidão
Nos bárbaros caminhos desta via
Enfrenta desmedido furacão
Com risos e palavras de ironia.
Sem medo e sem fazer u’a previsão
Se atira nos desejos todo dia.
Após novo naufrágio ou explosão
Refaz-se e não aprende, nem procria.
Vivendo corações já se renega
E mata em cada cais, o comandante.
Do nada que ganhou o nada lega
Apenas os resquícios do naufrágio
Tomando o coração a cada instante.
No fundo se defende, de tão frágil...
MARCOS LOURES
NÃO ME ESCAPAS
NÃO ME ESCAPAS
Não pensa que me escapas de repente,
Eu vou atrás do amor que propuseste.
Ninguém pode viver impunemente,
Anel que era de vidro, tu me deste.
Mas saiba que terás prazer urgente
Se à noite, em minha cama; tu vieste.
Meu corpo no teu corpo uma semente
Que brota e simplesmente nos reveste...
Teus olhos transparentes, desejados,
Posseiro desta gleba; quero ser.
Nos cortes tantos lenhos, destroçados,
Queimada em nossa roça, fogo intenso;
Fazendo inundações, nosso prazer,
Que nasce de um delírio, forte, denso...
MARCOS LOURES
Não pensa que me escapas de repente,
Eu vou atrás do amor que propuseste.
Ninguém pode viver impunemente,
Anel que era de vidro, tu me deste.
Mas saiba que terás prazer urgente
Se à noite, em minha cama; tu vieste.
Meu corpo no teu corpo uma semente
Que brota e simplesmente nos reveste...
Teus olhos transparentes, desejados,
Posseiro desta gleba; quero ser.
Nos cortes tantos lenhos, destroçados,
Queimada em nossa roça, fogo intenso;
Fazendo inundações, nosso prazer,
Que nasce de um delírio, forte, denso...
MARCOS LOURES
TEUS SEIOS
TEUS SEIOS
Teus seios delicados nos meus lábios,
Delícias a sorver devagarinho.
Meus dedos te percorrem, astrolábios
Mostrando com certeza o bom caminho.
Seguro mansamente os teus quadris
E invado tuas fontes, sem pudores.
Percebo o teu sorriso mais feliz,
E colho do jardim divino, as flores.
Depois de penetrar tuas defesas,
Meus olhos te convidam para amar.
Envolto por totais delicadezas,
Acolhes meus carinhos, devagar...
E vamos sem limites nem bloqueios,
Os lábios, coxas, pernas, quadris, seios...
MARCOS LOURES
Teus seios delicados nos meus lábios,
Delícias a sorver devagarinho.
Meus dedos te percorrem, astrolábios
Mostrando com certeza o bom caminho.
Seguro mansamente os teus quadris
E invado tuas fontes, sem pudores.
Percebo o teu sorriso mais feliz,
E colho do jardim divino, as flores.
Depois de penetrar tuas defesas,
Meus olhos te convidam para amar.
Envolto por totais delicadezas,
Acolhes meus carinhos, devagar...
E vamos sem limites nem bloqueios,
Os lábios, coxas, pernas, quadris, seios...
MARCOS LOURES
PRIMAVERA
PRIMAVERA
Ao ver o paraíso numa flor
Nascida em verdes campos, primavera,
Percebo quanto Deus fez com amor,
A vida que se vai e regenera.
O mundo no infinito deste grão
Da areia; uma estrela tão gigante,
Pequena frente ao mar, sua amplidão
Percebo eternidade de um momento
Num tempo que transcorre sem parar.
Cabendo em minha mão, aberta em palma
Todo um infinito a se encontrar
Na eterna sensação de paz e calma...
Além desta ternura, grão e flor,
Carrego em minha mão, o Deus AMOR...
MARCOS LOURES
Ao ver o paraíso numa flor
Nascida em verdes campos, primavera,
Percebo quanto Deus fez com amor,
A vida que se vai e regenera.
O mundo no infinito deste grão
Da areia; uma estrela tão gigante,
Pequena frente ao mar, sua amplidão
Percebo eternidade de um momento
Num tempo que transcorre sem parar.
Cabendo em minha mão, aberta em palma
Todo um infinito a se encontrar
Na eterna sensação de paz e calma...
Além desta ternura, grão e flor,
Carrego em minha mão, o Deus AMOR...
MARCOS LOURES
CAMINHAMOS
CAMINHAMOS
Por sobre o chão que é nosso, caminhamos;
Viemos de um deserto sem tamanho.
Das árvores distantes, somos ramos
Amar é nosso lema e nosso ganho.
Libertos, não sabemos mais dos amos,
Fazemos do egoísmo, algo tacanho...
Passamos pela sombra e pela luz
Agora há liberdade dentro em nós
Num sonho mais divino nos conduz
No amor nos encontramos bem após
Os medos e as correntes. Já reluz
Um sol em mansidão dentro de nós.
Uma lâmpada acesa em nosso peito
Do brilho deste amor, tão satisfeito...
MARCOS LOURES
Por sobre o chão que é nosso, caminhamos;
Viemos de um deserto sem tamanho.
Das árvores distantes, somos ramos
Amar é nosso lema e nosso ganho.
Libertos, não sabemos mais dos amos,
Fazemos do egoísmo, algo tacanho...
Passamos pela sombra e pela luz
Agora há liberdade dentro em nós
Num sonho mais divino nos conduz
No amor nos encontramos bem após
Os medos e as correntes. Já reluz
Um sol em mansidão dentro de nós.
Uma lâmpada acesa em nosso peito
Do brilho deste amor, tão satisfeito...
MARCOS LOURES
EU QUERO O TEU AMOR
EU QUERO O TEU AMOR
Eu quero o teu amor, doce menina
Que sedutora invade o pensamento.
Aos poucos vem tomando, me alucina,
Não deixo de querer um só momento.
A minha vida à tua se destina,
Tu és minha alegria e sentimento.
Na boca esta certeza cristalina
De que não terei arrependimento.
Encontro uma certeza em cada verso
Que faço procurando o teu regaço.
Entre tantas estrelas no universo
Tua presença meiga, é o que se espera
De quem já no final, cansado o braço;
Aguarda o renascer da primavera!
MARCOS LOURES
Eu quero o teu amor, doce menina
Que sedutora invade o pensamento.
Aos poucos vem tomando, me alucina,
Não deixo de querer um só momento.
A minha vida à tua se destina,
Tu és minha alegria e sentimento.
Na boca esta certeza cristalina
De que não terei arrependimento.
Encontro uma certeza em cada verso
Que faço procurando o teu regaço.
Entre tantas estrelas no universo
Tua presença meiga, é o que se espera
De quem já no final, cansado o braço;
Aguarda o renascer da primavera!
MARCOS LOURES
NOS TEUS OLHOS...
NOS TEUS OLHOS...
Quanto mais eu te vejo, menos sinto...
Teus olhos são distantes, mas presentes...
Quando estás assim perto, são ausentes;
Quando digo: conheço-te, mais minto.
Mas, paradoxalmente; se me tinto
Com cores de outros olhos ou vertentes
As mudanças; tragando minhas lentes,
Nos teus olhos, então, os meus eu pinto...
Quem me dera saber do não sabido,
Meu olhar, nos teus olhos, escondido.
Reflexo que embriaga, deixa louco...
Conhecer minhas dores e destino,
Ao mesmo tempo eu vago e perco o tino,
Mergulhando em teus olhos, pouco a pouco...
MARCOS LOURES
Quanto mais eu te vejo, menos sinto...
Teus olhos são distantes, mas presentes...
Quando estás assim perto, são ausentes;
Quando digo: conheço-te, mais minto.
Mas, paradoxalmente; se me tinto
Com cores de outros olhos ou vertentes
As mudanças; tragando minhas lentes,
Nos teus olhos, então, os meus eu pinto...
Quem me dera saber do não sabido,
Meu olhar, nos teus olhos, escondido.
Reflexo que embriaga, deixa louco...
Conhecer minhas dores e destino,
Ao mesmo tempo eu vago e perco o tino,
Mergulhando em teus olhos, pouco a pouco...
MARCOS LOURES
NOSSO AMOR...
NOSSO AMOR...
Ao erguer os meus olhos sonhadores,
Rondando teu sorriso e tua boca,
A febre me queimando em sede louca
Não tínhamos talvez tais dissabores;
As marcas indeléveis dos amores,
A cama que vivemos foi tão pouca,
A voz a me chamar, teimando rouca,
Não fomos nem sequer quais amadores
Ao erguer minhas mãos postadas, prece...
Não pergunto a que vens nem se virás,
Amor que não viveu, cedo fenece,
A porta deste altar chamado vida,
Espreita verdadeira, pede paz.
Na chave desta porta, despedida...
MARCOS LOURES
Ao erguer os meus olhos sonhadores,
Rondando teu sorriso e tua boca,
A febre me queimando em sede louca
Não tínhamos talvez tais dissabores;
As marcas indeléveis dos amores,
A cama que vivemos foi tão pouca,
A voz a me chamar, teimando rouca,
Não fomos nem sequer quais amadores
Ao erguer minhas mãos postadas, prece...
Não pergunto a que vens nem se virás,
Amor que não viveu, cedo fenece,
A porta deste altar chamado vida,
Espreita verdadeira, pede paz.
Na chave desta porta, despedida...
MARCOS LOURES
TE AMO, TE AMO...
TE AMO, TE AMO...
Ao te ver caminhando tão fogosa
Percebo por que foste sempre minha
Ao sentir teu perfume, bela rosa,
Pergunto por que vais assim sozinha?
A boca te ofereço carinhosa,
Do teu corpo, o desejo se avizinha.
Tanto tempo esperei, moça formosa,
Não sei por que esse amor nunca me vinha.
Não posso conceber: eu não resisto!
Amar sem ter teus olhos? Um absurdo!
Por isso e tão somente, assim insisto.
Viver sem ter amor? Não mais prevejo.
Amor assim demais, me deixou surdo,
Somente ouvindo a voz de quem desejo...
MARCOS LOURES
Ao te ver caminhando tão fogosa
Percebo por que foste sempre minha
Ao sentir teu perfume, bela rosa,
Pergunto por que vais assim sozinha?
A boca te ofereço carinhosa,
Do teu corpo, o desejo se avizinha.
Tanto tempo esperei, moça formosa,
Não sei por que esse amor nunca me vinha.
Não posso conceber: eu não resisto!
Amar sem ter teus olhos? Um absurdo!
Por isso e tão somente, assim insisto.
Viver sem ter amor? Não mais prevejo.
Amor assim demais, me deixou surdo,
Somente ouvindo a voz de quem desejo...
MARCOS LOURES
APAIXONADO POR VOCÊ
APAIXONADO POR VOCÊ
A voz tão poderosa destes ventos
Por sobre fortes vagas do oceano;
Demonstram este querer tão desumano
Que forma em minha vida, meus lamentos.
Rugindo nos tufões mais violentos
Um poderoso amor se mostra insano,
Mudando de meu barco rumo e plano,
Faz do cantar feliz, duros lamentos.
Calando no meu peito surdos gritos,
Trazendo uma incerteza em agonia.
Porém, por um momento, uma alegria,
Acalma estes tormentos tão aflitos
E muda, num segundo, amansa as vagas;
No instante em que me beijas e me afagas...
MARCOS LOURES
A voz tão poderosa destes ventos
Por sobre fortes vagas do oceano;
Demonstram este querer tão desumano
Que forma em minha vida, meus lamentos.
Rugindo nos tufões mais violentos
Um poderoso amor se mostra insano,
Mudando de meu barco rumo e plano,
Faz do cantar feliz, duros lamentos.
Calando no meu peito surdos gritos,
Trazendo uma incerteza em agonia.
Porém, por um momento, uma alegria,
Acalma estes tormentos tão aflitos
E muda, num segundo, amansa as vagas;
No instante em que me beijas e me afagas...
MARCOS LOURES
EM NOITE RARA
EM NOITE RARA
Na turba mais festiva em noite rara,
Desfilas Esmeralda, sou Quasímodo,
Apenas um fantasma que se ampara,
Na súcia de ladrões, tal qual um sínodo.
Embrenho meus desejos sem limites
Nas trevas das noturnas solidões.
Estrelas nos teus olhos; acredites,
Refletem sobre tantos foliões.
E vejo-te dançando seminua
Em fogos de artifício, em luz intensa.
Meu sofrimento em gozo continua
Na espreita deste amor por recompensa...
Depois, já tão cansada, me sorris,
E neste instante; juro, eu sou feliz!
MARCOS LOURES
Na turba mais festiva em noite rara,
Desfilas Esmeralda, sou Quasímodo,
Apenas um fantasma que se ampara,
Na súcia de ladrões, tal qual um sínodo.
Embrenho meus desejos sem limites
Nas trevas das noturnas solidões.
Estrelas nos teus olhos; acredites,
Refletem sobre tantos foliões.
E vejo-te dançando seminua
Em fogos de artifício, em luz intensa.
Meu sofrimento em gozo continua
Na espreita deste amor por recompensa...
Depois, já tão cansada, me sorris,
E neste instante; juro, eu sou feliz!
MARCOS LOURES
O PODER DA AMIZADE
Amiga; Deus nos trouxe esta ventura
Que sempre se renova a cada dia.
Passamos por estrada mais sombria
De tais procelas, mar em noite escura.
A solidão, pantera que murmura
Matando uma ilusão que esperaria
Quem; por vezes, se enfurna na clausura
Distante de sonhar com alegria.
As dores nos tomando sem parar,
Fechando estas janelas, nega o mar,
Sem chances de escapar de tal tormento.
Em meio à temerária escuridão,
Encontro na amizade a solução
Que aplaca a tempestade e acalma o vento...
MARCOS LOURES
Amiga; Deus nos trouxe esta ventura
Que sempre se renova a cada dia.
Passamos por estrada mais sombria
De tais procelas, mar em noite escura.
A solidão, pantera que murmura
Matando uma ilusão que esperaria
Quem; por vezes, se enfurna na clausura
Distante de sonhar com alegria.
As dores nos tomando sem parar,
Fechando estas janelas, nega o mar,
Sem chances de escapar de tal tormento.
Em meio à temerária escuridão,
Encontro na amizade a solução
Que aplaca a tempestade e acalma o vento...
MARCOS LOURES
A VIDA NOS TEUS BRAÇOS
A VIDA NOS TEUS BRAÇOS
A vida nos teus braços calma passa
E gera esta esperança aonde um dia
Vivesse com ternura a fantasia
Que a sorte noutro instante sempre traça,
Vagando sem destino em plena praça
A luta na verdade não se adia,
Marcante sorte dita em harmonia
A verdadeira face mesmo escassa.
Não tento outro caminho e se for este
O quanto a cada dia concebeste
Já não resistiria ao quanto valho,
Meu mundo sendo assim diverso e falho,
Apresentando os erros costumeiros
Expressa meus cenários sem luzeiros.
MARCOS LOURES
A vida nos teus braços calma passa
E gera esta esperança aonde um dia
Vivesse com ternura a fantasia
Que a sorte noutro instante sempre traça,
Vagando sem destino em plena praça
A luta na verdade não se adia,
Marcante sorte dita em harmonia
A verdadeira face mesmo escassa.
Não tento outro caminho e se for este
O quanto a cada dia concebeste
Já não resistiria ao quanto valho,
Meu mundo sendo assim diverso e falho,
Apresentando os erros costumeiros
Expressa meus cenários sem luzeiros.
MARCOS LOURES
AMIGA
AMIGA
Não sei se na verdade a quem tu chamas
Apenas te dirá por que vieste,
De estrelas radiantes, bem celeste,
O certo é que em calores, longo inflamas.
Na sorte que demonstras, me reveste
De toda uma certeza quando clamas
Por mundo mais feliz em fortes chamas,
A vida não se faz apenas teste.
Sabendo que talvez melancolia
Atinja um coração sereno e casto,
Espero que perceba a fantasia
Na qual amor engana a quem abriga.
Por mais que o mundo seja imenso e vasto,
Eu estarei contigo, minha amiga...
MARCOS LOURES
Não sei se na verdade a quem tu chamas
Apenas te dirá por que vieste,
De estrelas radiantes, bem celeste,
O certo é que em calores, longo inflamas.
Na sorte que demonstras, me reveste
De toda uma certeza quando clamas
Por mundo mais feliz em fortes chamas,
A vida não se faz apenas teste.
Sabendo que talvez melancolia
Atinja um coração sereno e casto,
Espero que perceba a fantasia
Na qual amor engana a quem abriga.
Por mais que o mundo seja imenso e vasto,
Eu estarei contigo, minha amiga...
MARCOS LOURES
MEU AMIGO
MEU AMIGO
Eu lembro das crianças que nós fomos,
Correndo nos quintais de uma esperança.
O vento que me toca, das lembranças,
Traz frutas, artimanhas, jogos, gomos.
Destes pomares – passado – caem pomos
Que juntos se demonstram alianças
Marcados por saudade e temperanças,
Refaço na memória o que nós somos.
A vida se passou mais desastrosa
Assim nos afastando, caro amigo.
Por vezes maltrapilha e dolorosa,
A sorte se banhando em vil perigo,
Porém resta a certeza, caprichosa,
De que sempre estarei junto contigo.
MARCOS LOURES
Eu lembro das crianças que nós fomos,
Correndo nos quintais de uma esperança.
O vento que me toca, das lembranças,
Traz frutas, artimanhas, jogos, gomos.
Destes pomares – passado – caem pomos
Que juntos se demonstram alianças
Marcados por saudade e temperanças,
Refaço na memória o que nós somos.
A vida se passou mais desastrosa
Assim nos afastando, caro amigo.
Por vezes maltrapilha e dolorosa,
A sorte se banhando em vil perigo,
Porém resta a certeza, caprichosa,
De que sempre estarei junto contigo.
MARCOS LOURES
TUA AMIZADE
TUA AMIZADE
A vida se passando como fosse
Um vento que me toca mansamente,
Revelo o quanto quero, de repente,
Amar esta emoção que a vida trouxe.
Recebo o teu carinho, sempre doce,
No abraço mais suave e calmamente
Invade essa alegria corpo e mente,
No sonho em que viver, cedo tornou-se.
Saber de uma amizade tão sincera,
Que traz o renascer em primavera
A quem já se perdera em sobressalto.
Quem tem o teu apoio sempre ganha,
Em força soberana e luz tamanha
Que faz o coração subir mais alto.
MARCOS LOURES
A vida se passando como fosse
Um vento que me toca mansamente,
Revelo o quanto quero, de repente,
Amar esta emoção que a vida trouxe.
Recebo o teu carinho, sempre doce,
No abraço mais suave e calmamente
Invade essa alegria corpo e mente,
No sonho em que viver, cedo tornou-se.
Saber de uma amizade tão sincera,
Que traz o renascer em primavera
A quem já se perdera em sobressalto.
Quem tem o teu apoio sempre ganha,
Em força soberana e luz tamanha
Que faz o coração subir mais alto.
MARCOS LOURES
EU AMO TANTO VOCÊ!
EU AMO TANTO VOCÊ!
Ao perceber teus passos nessa escada,
Taquicardia tenho, fico tonto...
Minha alma fica toda alvoroçada,
Os meus olhos brilhando... Já me apronto.
Espero mais solene essa chegada.
O tempo se arrastava nem te conto,
A vida parecia desastrada...
Agora que te tenho e que estou pronto,
Não fico de tocaia, nem calado...
O mundo me parece, faz sentido...
Tanto esperei... Quero viver ao lado
Dessa mulher, minha esperança e luz...
Nessa alegria, amor foi convertido,
As minhas horas, tua mão conduz...
MARCOS LOURES
Ao perceber teus passos nessa escada,
Taquicardia tenho, fico tonto...
Minha alma fica toda alvoroçada,
Os meus olhos brilhando... Já me apronto.
Espero mais solene essa chegada.
O tempo se arrastava nem te conto,
A vida parecia desastrada...
Agora que te tenho e que estou pronto,
Não fico de tocaia, nem calado...
O mundo me parece, faz sentido...
Tanto esperei... Quero viver ao lado
Dessa mulher, minha esperança e luz...
Nessa alegria, amor foi convertido,
As minhas horas, tua mão conduz...
MARCOS LOURES
A FORÇA DA AMIZADE.
A FORÇA DA AMIZADE.
A noite vai caindo dura, espessa,
Distante de meus sonhos e delírios.
Assim que, de repente, eu adormeça,
Recomeçarão todos os martírios.
Marcado por terríveis desenganos,
Meu tempo de viver vai se esgotando,
Embalde se fiz outros novos planos,
Pergunto sem respostas até quando?
As mãos vão prosseguindo mais vazias,
Apenas com meus medos tatuadas.
Encarceradas sempre as alegrias,
Distante da saída, sem estradas.
Apenas uma força, na verdade,
Conduz a minha vida: uma amizade...
MARCOS LOURES
A noite vai caindo dura, espessa,
Distante de meus sonhos e delírios.
Assim que, de repente, eu adormeça,
Recomeçarão todos os martírios.
Marcado por terríveis desenganos,
Meu tempo de viver vai se esgotando,
Embalde se fiz outros novos planos,
Pergunto sem respostas até quando?
As mãos vão prosseguindo mais vazias,
Apenas com meus medos tatuadas.
Encarceradas sempre as alegrias,
Distante da saída, sem estradas.
Apenas uma força, na verdade,
Conduz a minha vida: uma amizade...
MARCOS LOURES
AMO VOCÊ!
AMO VOCÊ!
Ao me encontrar na solidão completa,
Me imaginado tão distante, errante...
Eu me lembrei de teu cantar poeta,
A minha vida, um transformar constante
Que busca em nosso amor; uma outra meta:
Não mais viver somente pelo instante.
Felicidade; amiga predileta
Mal percebi que estava ali, adiante.
Em feminina forma me beijavas,
Nossas carícias, estelar princesa...
Não percebi que logo eu te encontravas.
Nos teus cabelos refletindo luzes
De uma esperança sempre tão acesa
Disfarçada, aos prazeres me conduzes...
MARCOS LOURES
Ao me encontrar na solidão completa,
Me imaginado tão distante, errante...
Eu me lembrei de teu cantar poeta,
A minha vida, um transformar constante
Que busca em nosso amor; uma outra meta:
Não mais viver somente pelo instante.
Felicidade; amiga predileta
Mal percebi que estava ali, adiante.
Em feminina forma me beijavas,
Nossas carícias, estelar princesa...
Não percebi que logo eu te encontravas.
Nos teus cabelos refletindo luzes
De uma esperança sempre tão acesa
Disfarçada, aos prazeres me conduzes...
MARCOS LOURES
EU AMO TANTO...
EU AMO TANTO...
Vagueiam sem destino meus olhares,
Estrelas vasculhando com carinho,
Na busca pelo amor que, de mansinho,
Se foi para outros cantos e lugares.
Sentindo o teu perfume nos altares,
Em luas, em canções, sonatas, pinhos,
Meus olhos são pobres passarinhos
Escravos dos meus sonhos, morrem mares.
Essências delicadas e sutis
Adentram cada poro, cada verso.
Sinceramente, amor eu fui feliz,
Mesmo que este querer siga disperso
Rondando sem destino este universo,
Eu sei que tive tudo o que bem quis...
MARCOS LOURES
Vagueiam sem destino meus olhares,
Estrelas vasculhando com carinho,
Na busca pelo amor que, de mansinho,
Se foi para outros cantos e lugares.
Sentindo o teu perfume nos altares,
Em luas, em canções, sonatas, pinhos,
Meus olhos são pobres passarinhos
Escravos dos meus sonhos, morrem mares.
Essências delicadas e sutis
Adentram cada poro, cada verso.
Sinceramente, amor eu fui feliz,
Mesmo que este querer siga disperso
Rondando sem destino este universo,
Eu sei que tive tudo o que bem quis...
MARCOS LOURES
CLARIDADE MAGISTRAL
CLARIDADE MAGISTRAL
Permite a claridade magistral
A senda mais audaz e procurada
Ousando acreditar na velha estrada
E nela novo tom consensual.
Enquanto se procura bem ou mal
A luta no vazio desenhada
Palavra mansamente encaminhada
Vagando no infinito em belo astral.
Sedenta sensação de ser feliz
E nada mais deveras contradiz
O passo que tentara noutro fato.
Mergulho no vazio deste sonho
E tanto quanto quero mais componho
Caminho que sem medo ora constato.
MARCOS LOURES
Permite a claridade magistral
A senda mais audaz e procurada
Ousando acreditar na velha estrada
E nela novo tom consensual.
Enquanto se procura bem ou mal
A luta no vazio desenhada
Palavra mansamente encaminhada
Vagando no infinito em belo astral.
Sedenta sensação de ser feliz
E nada mais deveras contradiz
O passo que tentara noutro fato.
Mergulho no vazio deste sonho
E tanto quanto quero mais componho
Caminho que sem medo ora constato.
MARCOS LOURES
AMIGA, AMIGA...
AMIGA, AMIGA...
Magias que se fazem prediletas
Tornando nossas vidas mais benditas,
Em noites maviosas, infinitas,
De luas e de estrelas tão repletas.
Em meio a tantas luzes me completas,
Confirmas toda a bênção das escritas,
Deixando bem distantes as aflitas
Canções que nos feriram, finas setas.
Amiga, em delicado e doce aroma
Demonstra teu sorriso calmo e franco,
Abrindo calmamente tantas portas.
Ao ver-te carinhosa em bela soma,
Abrindo o coração, sangria estanco
E deixo estas tristezas, todas mortas...
MARCOS LOURES
Magias que se fazem prediletas
Tornando nossas vidas mais benditas,
Em noites maviosas, infinitas,
De luas e de estrelas tão repletas.
Em meio a tantas luzes me completas,
Confirmas toda a bênção das escritas,
Deixando bem distantes as aflitas
Canções que nos feriram, finas setas.
Amiga, em delicado e doce aroma
Demonstra teu sorriso calmo e franco,
Abrindo calmamente tantas portas.
Ao ver-te carinhosa em bela soma,
Abrindo o coração, sangria estanco
E deixo estas tristezas, todas mortas...
MARCOS LOURES
O NOSSO GRANDE AMOR.
O NOSSO GRANDE AMOR.
Um canto que se mostra suave e leve
Em tons tão delicado te suplica
Que venhas madrugada em lua rica
E seja, o mais depressa, enfim mais breve.
Distante das tormentas, peço, leve
O Olhar que sedutor, beatifica,
E rumos tortuosos retifica,
Na fome que nos toca, em que se atreve.
As almas se perdendo, sedes loucas,
Na fúria destas noites, nossas bocas,
Salivas que se buscam, se misturam.
As dores bem distantes desta cena
Na doce sensação que nos acena,
Os tédios, mágoas, medos, já se curam...
MARCOS LOURES
Um canto que se mostra suave e leve
Em tons tão delicado te suplica
Que venhas madrugada em lua rica
E seja, o mais depressa, enfim mais breve.
Distante das tormentas, peço, leve
O Olhar que sedutor, beatifica,
E rumos tortuosos retifica,
Na fome que nos toca, em que se atreve.
As almas se perdendo, sedes loucas,
Na fúria destas noites, nossas bocas,
Salivas que se buscam, se misturam.
As dores bem distantes desta cena
Na doce sensação que nos acena,
Os tédios, mágoas, medos, já se curam...
MARCOS LOURES
AMAR VOCÊ!
AMAR VOCÊ!
Erguendo-se do mar, já me sorria
Em prata, em pedrarias, vem luzindo.
O verde em teu olhar reproduzindo
As águas deste sonho em fantasia.
A lua se desmancha em raios, fria,
Em gotas de alvo brilho, seduzindo
Em busca de um amor que seja infindo
Além do que bem sabe, assim teria.
A deusa se mostrando, uma Afrodite
Dos mares tropicais, vem nua em pêlo.
Desejo! É tão difícil assim contê-lo,
Ultrapassando todo o meu limite.
A noite num segundo se incendeia
Aos olhos sensuais desta sereia...
MARCOS LOURES
Erguendo-se do mar, já me sorria
Em prata, em pedrarias, vem luzindo.
O verde em teu olhar reproduzindo
As águas deste sonho em fantasia.
A lua se desmancha em raios, fria,
Em gotas de alvo brilho, seduzindo
Em busca de um amor que seja infindo
Além do que bem sabe, assim teria.
A deusa se mostrando, uma Afrodite
Dos mares tropicais, vem nua em pêlo.
Desejo! É tão difícil assim contê-lo,
Ultrapassando todo o meu limite.
A noite num segundo se incendeia
Aos olhos sensuais desta sereia...
MARCOS LOURES
MEU SONHO
MEU SONHO
Das terras estrangeiras o meu sonho
Em forma de mulher encantadora;
Das dores que carrego, redentora.
De todos os caminhos, mais risonho.
Quem teve tanta dor, mundo medonho;
Já sabe que ao te ter a vida aflora
E jamais deixará quem tanto adora.
Nada quero saber e te proponho
Que vivas, do meu lado, o que me resta
Abrindo meu futuro. Na seresta
Onde sempre estivemos, par constante,
A nossa melodia nos levanta.
Com bela voz , Amor sempre encanta...
Deixa-me ser, da vida, novo amante!
MARCOS LOURES
Das terras estrangeiras o meu sonho
Em forma de mulher encantadora;
Das dores que carrego, redentora.
De todos os caminhos, mais risonho.
Quem teve tanta dor, mundo medonho;
Já sabe que ao te ter a vida aflora
E jamais deixará quem tanto adora.
Nada quero saber e te proponho
Que vivas, do meu lado, o que me resta
Abrindo meu futuro. Na seresta
Onde sempre estivemos, par constante,
A nossa melodia nos levanta.
Com bela voz , Amor sempre encanta...
Deixa-me ser, da vida, novo amante!
MARCOS LOURES
NOSSO AMOR
NOSSO AMOR
Nosso amor, se arrastando, vai aos trancos...
Em meio a tantos botes venenosos...
A chuva destruindo esses barrancos,
Os dias se transcorrem melindrosos.
Pés descalços; feridos, ficam mancos
Os sonhos? Pesadelos tenebrosos!
Nós nos cortamos sendo muito francos
Nossos desejos mortos, pavorosos...
Amor que não se cansa de ferir,
Fortuito se escorrega em novas camas
Não sabe nem espera p’ra sair.
Amor que se derrete em tristes chamas
Nas brasas apagadas da saudade,
Confunde insensatez com liberdade
MARCOS LOURES
Nosso amor, se arrastando, vai aos trancos...
Em meio a tantos botes venenosos...
A chuva destruindo esses barrancos,
Os dias se transcorrem melindrosos.
Pés descalços; feridos, ficam mancos
Os sonhos? Pesadelos tenebrosos!
Nós nos cortamos sendo muito francos
Nossos desejos mortos, pavorosos...
Amor que não se cansa de ferir,
Fortuito se escorrega em novas camas
Não sabe nem espera p’ra sair.
Amor que se derrete em tristes chamas
Nas brasas apagadas da saudade,
Confunde insensatez com liberdade
MARCOS LOURES
AO CALOR DESTE VERÃO
AO CALOR DESTE VERÃO
Aquecida ao calor deste verão,
Felicidade faz-se sem cobiça
Abrindo mansamente o coração,
Não planeja nem guerra sequer liça.
Amor, se verdadeiro rega o chão,
Não traz notícia falsa em dor postiça.
Exorciza tristeza e solidão.
Não precisa de padre e nem de missa]
Amor sem ter mentiras nunca jura,
Seus gestos traduzindo uma certeza.
É feito de delícia e de ternura,
Não carece de sonhos temerários,
Resiste a qualquer baque em correnteza,
Navio que não teme mais corsários...
MARCOS LOURES
Aquecida ao calor deste verão,
Felicidade faz-se sem cobiça
Abrindo mansamente o coração,
Não planeja nem guerra sequer liça.
Amor, se verdadeiro rega o chão,
Não traz notícia falsa em dor postiça.
Exorciza tristeza e solidão.
Não precisa de padre e nem de missa]
Amor sem ter mentiras nunca jura,
Seus gestos traduzindo uma certeza.
É feito de delícia e de ternura,
Não carece de sonhos temerários,
Resiste a qualquer baque em correnteza,
Navio que não teme mais corsários...
MARCOS LOURES
FLORES SEM PERFUME
FLORES SEM PERFUME
São flores sem perfume e nada mais,
Amores que já tive antes de ter
A sorte de poder te conhecer
Rainha dos meus sonhos triunfais.
Rastreio cada passo aonde vais,
Seguindo o teu aroma, meu prazer,
Contigo vou sentindo renascer
O mundo que eu queria, assim, demais.
Sou qual um passageiro deste trem
Chamado por alguns, louca paixão.
Sabendo que de noite sempre vem
A chama que me queima, sem perdão.
E envolto na beleza soberana,
A vida majestosa não me engana...
MARCOS LOURES
São flores sem perfume e nada mais,
Amores que já tive antes de ter
A sorte de poder te conhecer
Rainha dos meus sonhos triunfais.
Rastreio cada passo aonde vais,
Seguindo o teu aroma, meu prazer,
Contigo vou sentindo renascer
O mundo que eu queria, assim, demais.
Sou qual um passageiro deste trem
Chamado por alguns, louca paixão.
Sabendo que de noite sempre vem
A chama que me queima, sem perdão.
E envolto na beleza soberana,
A vida majestosa não me engana...
MARCOS LOURES
UM LEVE VENTO
UM LEVE VENTO
Recebo da paixão um leve vento
Tocando em minha face, me arrepia.
Dando-me a sensação que eu bem queria
Do fogo e do desejo, um bom tormento.
Queimando-me voraz, às vezes lento,
De vertigens numa alta penedia,
Delícias de delitos e magia
Preparo, me contenho... Não aguento.
Entregando-me inteiro sem fronteiras
Que possam limitar o meu desejo.
As mãos do amor, por certo, feiticeiras
Invadem minha mente e, assim prevejo,
No gosto da maçã, santo pecado
Em benção divinal, apaixonado..
MARCOS LOURES
Recebo da paixão um leve vento
Tocando em minha face, me arrepia.
Dando-me a sensação que eu bem queria
Do fogo e do desejo, um bom tormento.
Queimando-me voraz, às vezes lento,
De vertigens numa alta penedia,
Delícias de delitos e magia
Preparo, me contenho... Não aguento.
Entregando-me inteiro sem fronteiras
Que possam limitar o meu desejo.
As mãos do amor, por certo, feiticeiras
Invadem minha mente e, assim prevejo,
No gosto da maçã, santo pecado
Em benção divinal, apaixonado..
MARCOS LOURES
ADORMECES com estrambote
ADORMECES com estrambote
Adormeces, suave, num divã...
Nunca sonhas comigo, bem o sei.
Os teus olhos fechados. Amanhã
O sol virá beijar o que sonhei...
Vou vivendo intranqüilo neste afã.
Em toda a fantasia que criei,
Tu vens tão bela e nua cortesã.
Mal sabes quanto tempo eu te esperei...
Eu sonhava acordado, nem me vias...
Voavas transparente, num corcel,
Caminhavas, angélica, no céu...
Lambiam-te serenos, ventanias...
As rosas que choravam tua ausência,
Imploravam pediam por clemência.
Mas não ouvias, ias solitária,
U’a passageira alada, temerária...
E a noite te abraçava, solidária...
MARCOS LOURES
Adormeces, suave, num divã...
Nunca sonhas comigo, bem o sei.
Os teus olhos fechados. Amanhã
O sol virá beijar o que sonhei...
Vou vivendo intranqüilo neste afã.
Em toda a fantasia que criei,
Tu vens tão bela e nua cortesã.
Mal sabes quanto tempo eu te esperei...
Eu sonhava acordado, nem me vias...
Voavas transparente, num corcel,
Caminhavas, angélica, no céu...
Lambiam-te serenos, ventanias...
As rosas que choravam tua ausência,
Imploravam pediam por clemência.
Mas não ouvias, ias solitária,
U’a passageira alada, temerária...
E a noite te abraçava, solidária...
MARCOS LOURES
domingo, 15 de julho de 2012
SEXTINA 44 NÃO QUERO MAIS ESTA TRISTEZA
SEXTINA 44 NÃO QUERO MAIS ESTA TRISTEZA
Não quero mais saber desta tristeza
Que um dia, foi sincera companhia,
Rompendo das paixões, cada represa,
Num mar de amor intenso, em ventania,
Transborda inundações, na correnteza
Voraz que me transporta em alegria
Vibrando bem mais forte esta alegria
Matando em nascedouro a vã tristeza
Seguindo mansamente a correnteza
Já tendo amor, tão terna companhia
Tocando no meu rosto a ventania
A sorte vai feroz, não se represa.
Quem tanto sentimento já represa
Não sabe conquistar tal alegria
Que é feita em tempestade e ventania
Deixando para trás qualquer tristeza.
Já tendo o teu amor por companhia
Enfrento qualquer rio ou correnteza.
Amor se mostra em louca correnteza
E não respeita mais qualquer represa.
Loucura vem fazendo companhia
Deixando um rastro puro em alegria.
Arranca na raiz qualquer tristeza
E mostra-se feliz na ventania.
O quanto quis teu bem, a ventania
Aumenta com certeza, a correnteza
Legando à solidão velha tristeza
Amor que não se mede nem represa
É feito quase sempre em alegria
E dela se tornando companhia.
Vivendo sempre em tua companhia
Espalho pelos campos ventania,
Bebendo toda a forma de alegria
Não temo mais sequer a correnteza
Que estoura qualquer forma de represa
E alaga com prazeres a tristeza.
Não quero mais tristeza em companhia,
A par desta represa, a ventania
Açoda em correnteza uma alegria.
MARCOS LOURES
Não quero mais saber desta tristeza
Que um dia, foi sincera companhia,
Rompendo das paixões, cada represa,
Num mar de amor intenso, em ventania,
Transborda inundações, na correnteza
Voraz que me transporta em alegria
Vibrando bem mais forte esta alegria
Matando em nascedouro a vã tristeza
Seguindo mansamente a correnteza
Já tendo amor, tão terna companhia
Tocando no meu rosto a ventania
A sorte vai feroz, não se represa.
Quem tanto sentimento já represa
Não sabe conquistar tal alegria
Que é feita em tempestade e ventania
Deixando para trás qualquer tristeza.
Já tendo o teu amor por companhia
Enfrento qualquer rio ou correnteza.
Amor se mostra em louca correnteza
E não respeita mais qualquer represa.
Loucura vem fazendo companhia
Deixando um rastro puro em alegria.
Arranca na raiz qualquer tristeza
E mostra-se feliz na ventania.
O quanto quis teu bem, a ventania
Aumenta com certeza, a correnteza
Legando à solidão velha tristeza
Amor que não se mede nem represa
É feito quase sempre em alegria
E dela se tornando companhia.
Vivendo sempre em tua companhia
Espalho pelos campos ventania,
Bebendo toda a forma de alegria
Não temo mais sequer a correnteza
Que estoura qualquer forma de represa
E alaga com prazeres a tristeza.
Não quero mais tristeza em companhia,
A par desta represa, a ventania
Açoda em correnteza uma alegria.
MARCOS LOURES
SER BOTAFOGUENSE
SER BOTAFOGUENSE
O Botafogo é bem mais que um clube – é uma predestinação celestial. Seu símbolo é uma entidade divina. Feliz da criatura que tem por guia e emblema uma estrela. Por isso é que o Botafogo está sempre no caminho certo. O caminho da luz. Feliz do clube que tem por escudo uma invenção de Deus.
(Armando Nogueira)
O Sr. sabe lá o que é um choro de Pixinguinha? O Sr. sabe lá o que é ter uma jabuticabeira no quintal? O Sr. sabe lá o que é torcer pelo Botafogo?
(Vinícius de Moraes)
Sabe de uma coisa? Eu não gosto de futebol, gosto é do Botafogo
(Lúcio Rangel, jornalista)
Não me separo nunca de minhas fotos com a camisa do Botafogo.
(Cetale, ex-zagueiro, em entrevista em 2008, quase 50 anos após deixar o clube)
Assim é o botafoguense. Ele não sofre, se purifica. Os invejosos desafiam, dizem que nós somos poucos. Equívoco; Somos relíquias. E preciosidade não se encontra às pencas no boteco da esquina.(Autoria desconhecida)
Ser Botafogo é escolher um destino e dedicar-se a ele. Não se pode ser Botafogo como se é outro clube: você tem que ser de corpo e alma.
(Mário Filho, jornalista brasileiro)
A paixão da minha vida desde que me entendo de gente, é o Botafogo. É uma das razões do meu existir. Por ele, até morrer, me alegrarei nas vitórias e chorarei suas derrotas. Esse amor é eterno”.
(C.Pereira jornalista e Botafoguense)
“Camisa do Botafogo não se veste. tem-se a honra”
Tenho pena daqueles que, por infelicidade do destino ou desvio de caráter, não são como nós, Botafoguenses…Deve ser muito triste!
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
…No Rio, a formação da identidade passa, também, pela eleição de um time de futebol. O poeta, fiel à sua infância, escolhe o Botafogo Futebol Clube. Não freqüenta os estádios. Não lê o noticiário. Não ouve as transmissões pelo rádio. Mas, se perguntarem seu time, afirma: “Botafogo”. Não se trata de uma paixão, mas de uma senha para a cidadania
(Vinicius de Moraes)
Torcer por time de massa é como ler apenas best seller…Deus nos livre desse pesadelo! Jamais seremos Sidney Sheldon! Somos mais refinados. Às vezes somos Kafka, às vezes somos Borges e, por outra nos transformamos num soneto de amor do Vinícius…Aprendemos que a agonia sempre aumenta o êxtase.
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
“Eu amo o Botafogo. Parece simplista demais eu dizer isso, mas não há outra forma de expressar todo o meu amor pelo Glorioso, sabes?…Agradeço todos os dias à DEUS por adorá-lo, mesmo que nas horas derrotas, eu fique em frangalhos e sem forças para parar de chorar… Há momentos que peço perdão à DEUS por deixar de amar as pessoas por causa do Botafogo!!! Já tentei antes, mas sabedor que jamais conseguiria…O Botafogo é tudo pra mim e sem ele, nem sei se conseguiria sobreviver a tanta dor que trago de lutas ao longo pela vida. (Johnny Di Botafogo)
“Quando as perguntas me perguntam o que faço, apenas respondo: _ Sou BOTAFOGUENSE. Nas horas vagas, eu trabalho!! (Johnny Di Botafogo)
“Quando o Botafogo ganha, a alegria vem com uma intensidade muito maior do que a dos outros times. Foi assim em 1989, quando o Rio viveu uma explosão de alegria que só se compara, em intensidade, à tristeza com a perda da Copa de 1982.”
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
“É fácil torcer pelo flamengo, pertencer à maioria. Ser Botafogo, não: desde a escola, é uma afirmação de identidade. Significa ter opinião própria, não seguir a moda. Por isso, acho que o torcedor do Botafogo é um torcedor de fibra moral. Ser botafoguense te ensina muitas coisas a respeito da vida”
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
“Gosto de muitas coisas na vida. Mas, das coisas que eu gosto muito, a que eu mais gosto é o Botafogo”
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
“A gente não banaliza a vitória; a vitória é uma coisa muito rara – e, quando ela acontece, eu duvido que alguém sinta a alegria de um botafoguense. A felicidade que eu senti quando o Botafogo foi campeão em 89, depois de 21 anos, eu duvido que algum torcedor de futebol sinta igual. Isso justifica minha paixão pelo time pelo resto da vida, mesmo que ele nunca mais ganhe nada.”
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
“Eu seria Botafogo mesmo se ele não existisse”
(Lorismario Simonassi, cientista, Goiânia-GO)
FONTE BLOG O GLORIOSO BOTAFOGO
O Botafogo é bem mais que um clube – é uma predestinação celestial. Seu símbolo é uma entidade divina. Feliz da criatura que tem por guia e emblema uma estrela. Por isso é que o Botafogo está sempre no caminho certo. O caminho da luz. Feliz do clube que tem por escudo uma invenção de Deus.
(Armando Nogueira)
O Sr. sabe lá o que é um choro de Pixinguinha? O Sr. sabe lá o que é ter uma jabuticabeira no quintal? O Sr. sabe lá o que é torcer pelo Botafogo?
(Vinícius de Moraes)
Sabe de uma coisa? Eu não gosto de futebol, gosto é do Botafogo
(Lúcio Rangel, jornalista)
Não me separo nunca de minhas fotos com a camisa do Botafogo.
(Cetale, ex-zagueiro, em entrevista em 2008, quase 50 anos após deixar o clube)
Assim é o botafoguense. Ele não sofre, se purifica. Os invejosos desafiam, dizem que nós somos poucos. Equívoco; Somos relíquias. E preciosidade não se encontra às pencas no boteco da esquina.(Autoria desconhecida)
Ser Botafogo é escolher um destino e dedicar-se a ele. Não se pode ser Botafogo como se é outro clube: você tem que ser de corpo e alma.
(Mário Filho, jornalista brasileiro)
A paixão da minha vida desde que me entendo de gente, é o Botafogo. É uma das razões do meu existir. Por ele, até morrer, me alegrarei nas vitórias e chorarei suas derrotas. Esse amor é eterno”.
(C.Pereira jornalista e Botafoguense)
“Camisa do Botafogo não se veste. tem-se a honra”
Tenho pena daqueles que, por infelicidade do destino ou desvio de caráter, não são como nós, Botafoguenses…Deve ser muito triste!
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
…No Rio, a formação da identidade passa, também, pela eleição de um time de futebol. O poeta, fiel à sua infância, escolhe o Botafogo Futebol Clube. Não freqüenta os estádios. Não lê o noticiário. Não ouve as transmissões pelo rádio. Mas, se perguntarem seu time, afirma: “Botafogo”. Não se trata de uma paixão, mas de uma senha para a cidadania
(Vinicius de Moraes)
Torcer por time de massa é como ler apenas best seller…Deus nos livre desse pesadelo! Jamais seremos Sidney Sheldon! Somos mais refinados. Às vezes somos Kafka, às vezes somos Borges e, por outra nos transformamos num soneto de amor do Vinícius…Aprendemos que a agonia sempre aumenta o êxtase.
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
“Eu amo o Botafogo. Parece simplista demais eu dizer isso, mas não há outra forma de expressar todo o meu amor pelo Glorioso, sabes?…Agradeço todos os dias à DEUS por adorá-lo, mesmo que nas horas derrotas, eu fique em frangalhos e sem forças para parar de chorar… Há momentos que peço perdão à DEUS por deixar de amar as pessoas por causa do Botafogo!!! Já tentei antes, mas sabedor que jamais conseguiria…O Botafogo é tudo pra mim e sem ele, nem sei se conseguiria sobreviver a tanta dor que trago de lutas ao longo pela vida. (Johnny Di Botafogo)
“Quando as perguntas me perguntam o que faço, apenas respondo: _ Sou BOTAFOGUENSE. Nas horas vagas, eu trabalho!! (Johnny Di Botafogo)
“Quando o Botafogo ganha, a alegria vem com uma intensidade muito maior do que a dos outros times. Foi assim em 1989, quando o Rio viveu uma explosão de alegria que só se compara, em intensidade, à tristeza com a perda da Copa de 1982.”
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
“É fácil torcer pelo flamengo, pertencer à maioria. Ser Botafogo, não: desde a escola, é uma afirmação de identidade. Significa ter opinião própria, não seguir a moda. Por isso, acho que o torcedor do Botafogo é um torcedor de fibra moral. Ser botafoguense te ensina muitas coisas a respeito da vida”
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
“Gosto de muitas coisas na vida. Mas, das coisas que eu gosto muito, a que eu mais gosto é o Botafogo”
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
“A gente não banaliza a vitória; a vitória é uma coisa muito rara – e, quando ela acontece, eu duvido que alguém sinta a alegria de um botafoguense. A felicidade que eu senti quando o Botafogo foi campeão em 89, depois de 21 anos, eu duvido que algum torcedor de futebol sinta igual. Isso justifica minha paixão pelo time pelo resto da vida, mesmo que ele nunca mais ganhe nada.”
(João Moreira Salles, cineasta e um apaixonado pelo Botafogo)
“Eu seria Botafogo mesmo se ele não existisse”
(Lorismario Simonassi, cientista, Goiânia-GO)
FONTE BLOG O GLORIOSO BOTAFOGO
O VÉU QUE TE COBRIA
O VÉU QUE TE COBRIA
O véu que te cobria era tão branco...
As asas que voavas assassinas!
Sorriso meigo, branco, amigo, franco...
Nas asas que voavas, minhas sinas...
O véu que te cobria, belo flanco
Descobria asas, tuas asas finas...
Franco sorriso, siso franco. Manco
Coração... tuas asas descortinas...
No véu que te cobria teu sorriso...
Nas asas que voavas, coração!
Francos os teus sorrisos... Te preciso...
Não mintas por favor, não quero o não...
Nas asas que me mostras meu destino...
Os sonhos delicados dum menino!!!
MARCOS LOURES
O véu que te cobria era tão branco...
As asas que voavas assassinas!
Sorriso meigo, branco, amigo, franco...
Nas asas que voavas, minhas sinas...
O véu que te cobria, belo flanco
Descobria asas, tuas asas finas...
Franco sorriso, siso franco. Manco
Coração... tuas asas descortinas...
No véu que te cobria teu sorriso...
Nas asas que voavas, coração!
Francos os teus sorrisos... Te preciso...
Não mintas por favor, não quero o não...
Nas asas que me mostras meu destino...
Os sonhos delicados dum menino!!!
MARCOS LOURES
Farsas
Farsas
Levando para além, o que, de fato,
Explicitasse ao menos uma chance
E nada do caminho onde me lance
Tramasse o que decerto inda retrato,
Não queira acreditar ser farsa este ato,
E nem mesmo que possa num relance,
Vencido sem saber por onde avance,
Alcance a imensidão deste regato,
Nascente apodrecida do que um dia
Pudera ser bem mais do quanto havia
Nas trêmulas versões quando inda ditas,
As sortes envolvidas pelo ocaso,
A cada novo engano eu mais me atraso,
Alimentando farsas vãs, malditas...
Marcos Loures
Levando para além, o que, de fato,
Explicitasse ao menos uma chance
E nada do caminho onde me lance
Tramasse o que decerto inda retrato,
Não queira acreditar ser farsa este ato,
E nem mesmo que possa num relance,
Vencido sem saber por onde avance,
Alcance a imensidão deste regato,
Nascente apodrecida do que um dia
Pudera ser bem mais do quanto havia
Nas trêmulas versões quando inda ditas,
As sortes envolvidas pelo ocaso,
A cada novo engano eu mais me atraso,
Alimentando farsas vãs, malditas...
Marcos Loures
Sem Remédio
Sem Remédio
Enquanto se procura em alfarrábios
Momentos mais diversos dos de agora,
A sólida expressão que nos devora
Arranca sem sentido, os astrolábios,
Ainda que mergulhe em velhos sábios,
A sórdida ilusão já não ancora
O tempo noutro engodo desde outrora,
Palavra se abortando nos meus lábios,
Escalo mil montanhas, mas presumo,
O tanto que se queira num resumo
Controvérsias ditando o dia a dia,
E navegando a esmo, sem destino,
Meu mundo noutro intento contamino
Já morto e sem remédio, nada havia...
Marcos Loures
Enquanto se procura em alfarrábios
Momentos mais diversos dos de agora,
A sólida expressão que nos devora
Arranca sem sentido, os astrolábios,
Ainda que mergulhe em velhos sábios,
A sórdida ilusão já não ancora
O tempo noutro engodo desde outrora,
Palavra se abortando nos meus lábios,
Escalo mil montanhas, mas presumo,
O tanto que se queira num resumo
Controvérsias ditando o dia a dia,
E navegando a esmo, sem destino,
Meu mundo noutro intento contamino
Já morto e sem remédio, nada havia...
Marcos Loures
ANGÚSTIA
ANGÚSTIA
Angústia se transforma em meu remédio...
No frio em que profanas, sem saber...
A noite me permite teu assédio,
O mundo que vivemos, vai morrer...
Em troca me darás terrível tédio...
A chave me levaste, sem querer...
Saltando da janela deste prédio,
Num cântico, em promessas quero crer...
Os passos doloridos da existência
Vontade de gritar, chamar teu nome...
Nas raias da loucura em vil demência.
O vento que trouxeste, congelou.
A noite que chegava, agora some.
Errante procurando, quem eu sou?
MARCOS LOURES
Angústia se transforma em meu remédio...
No frio em que profanas, sem saber...
A noite me permite teu assédio,
O mundo que vivemos, vai morrer...
Em troca me darás terrível tédio...
A chave me levaste, sem querer...
Saltando da janela deste prédio,
Num cântico, em promessas quero crer...
Os passos doloridos da existência
Vontade de gritar, chamar teu nome...
Nas raias da loucura em vil demência.
O vento que trouxeste, congelou.
A noite que chegava, agora some.
Errante procurando, quem eu sou?
MARCOS LOURES
Jamais
Jamais
Hercúleas forças trazem o jamais
Que tanto renegaste, mas eu sinto,
O quanto deste encanto vejo extinto,
Envolto pelas cinzas tão venais,
E bebo enquanto possa os terminais
Anseios de quem sabe pobre instinto
Vagando pelos ermos do que eu pinto,
Em versos tantas vezes tão banais
Eclodem ilusões e novamente
O rosto se desdenha e a vida mente,
No decadente mundo que me encontro,
Apenas o que pude em desencontro
Vivenciar aquém deste finito
Delírio que deveras exercito.
Marcos Loures
Hercúleas forças trazem o jamais
Que tanto renegaste, mas eu sinto,
O quanto deste encanto vejo extinto,
Envolto pelas cinzas tão venais,
E bebo enquanto possa os terminais
Anseios de quem sabe pobre instinto
Vagando pelos ermos do que eu pinto,
Em versos tantas vezes tão banais
Eclodem ilusões e novamente
O rosto se desdenha e a vida mente,
No decadente mundo que me encontro,
Apenas o que pude em desencontro
Vivenciar aquém deste finito
Delírio que deveras exercito.
Marcos Loures
Corjas
Corjas
Topo qualquer parada e no final,
Afiançando o quanto inda se tenha,
A luta mais horrenda e mais ferrenha
O mundo neste espelho colossal,
Vergando sobre o peso, bem ou mal,
O preço dita a farsa que o contenha,
Religião se trama e quando venha
O luto se transcorre sempre igual,
Peçonhas entre dentes e sorrisos,
Da cascavel apenas ouço os guizos
Sacrílegos momentos quando forjas,
Somente buscaria um mundo em paz,
Enquanto a tempestade a vida traz
Envolta pelas mesmas rudes corjas.
Marcos Loures
Topo qualquer parada e no final,
Afiançando o quanto inda se tenha,
A luta mais horrenda e mais ferrenha
O mundo neste espelho colossal,
Vergando sobre o peso, bem ou mal,
O preço dita a farsa que o contenha,
Religião se trama e quando venha
O luto se transcorre sempre igual,
Peçonhas entre dentes e sorrisos,
Da cascavel apenas ouço os guizos
Sacrílegos momentos quando forjas,
Somente buscaria um mundo em paz,
Enquanto a tempestade a vida traz
Envolta pelas mesmas rudes corjas.
Marcos Loures
Sem mais sentido
Sem mais sentido
Não quero o que pudesse recender
Ao turbulento mar que me trouxeste,
E vendo este cenário torpe e agreste,
Ausento-me de fato do prazer,
Negando o quanto reste inda a se ver,
O verso mais diverso que me deste,
A súbita expressão ditando a peste,
O mundo pouco a pouco, apodrecer,
Em tenebrosas sendas, meu futuro?
E quando sem sentido algum procuro,
Jamais encontraria o prometido,
Medonhas labaredas, ermos passos,
E os dias mais felizes, tão escassos,
O tempo se desfaz sem mais sentido.
Marcos Loures
Não quero o que pudesse recender
Ao turbulento mar que me trouxeste,
E vendo este cenário torpe e agreste,
Ausento-me de fato do prazer,
Negando o quanto reste inda a se ver,
O verso mais diverso que me deste,
A súbita expressão ditando a peste,
O mundo pouco a pouco, apodrecer,
Em tenebrosas sendas, meu futuro?
E quando sem sentido algum procuro,
Jamais encontraria o prometido,
Medonhas labaredas, ermos passos,
E os dias mais felizes, tão escassos,
O tempo se desfaz sem mais sentido.
Marcos Loures
Nada Após
Nada Após
Presume com o quanto inda pousasse
Além deste horizonte que ora vejo,
A solidão expressa noutro ensejo,
E nisto a mesma ausência em desenlace,
Restauro o meu caminho embora ousasse
Acreditar no sonho, eu nada almejo,
Somente o quanto venha num lampejo
Tripudiando sobre o que alcançasse.
Apresentando enfim novas escusas,
As tramas que deveras sei quando usas
Obtusas esperanças seguem sós,
E embora seja assim o quanto fora,
A farsa se mostrando tentadora,
Não deixa que se veja nada após.
Marcos Loures
Presume com o quanto inda pousasse
Além deste horizonte que ora vejo,
A solidão expressa noutro ensejo,
E nisto a mesma ausência em desenlace,
Restauro o meu caminho embora ousasse
Acreditar no sonho, eu nada almejo,
Somente o quanto venha num lampejo
Tripudiando sobre o que alcançasse.
Apresentando enfim novas escusas,
As tramas que deveras sei quando usas
Obtusas esperanças seguem sós,
E embora seja assim o quanto fora,
A farsa se mostrando tentadora,
Não deixa que se veja nada após.
Marcos Loures
UM ANJO
UM ANJO
Quando Deus, distraído, permitiu,
Por esquecer as portas entreabertas.
Uma luz dessas raras tão incertas
Aproveitou-se então, dos céus fugiu...
Como um anjo que, livre decidiu,
Conhecer um planeta. Nas ofertas
Que tinha a seu dispor, as asas certas
De que na Terra a vida enfim surgiu;
Escolheu tal planeta pra viver.
Mal sabia que assim podia ter
Escondidas; as asas noutro arranjo.
Cresceu bela mulher, que me fascina.
As asas ocultadas, da menina?
Eu descobri palpando-te meu anjo...
MARCOS LOURES
Quando Deus, distraído, permitiu,
Por esquecer as portas entreabertas.
Uma luz dessas raras tão incertas
Aproveitou-se então, dos céus fugiu...
Como um anjo que, livre decidiu,
Conhecer um planeta. Nas ofertas
Que tinha a seu dispor, as asas certas
De que na Terra a vida enfim surgiu;
Escolheu tal planeta pra viver.
Mal sabia que assim podia ter
Escondidas; as asas noutro arranjo.
Cresceu bela mulher, que me fascina.
As asas ocultadas, da menina?
Eu descobri palpando-te meu anjo...
MARCOS LOURES
MEUS DELÍRIOS
MEUS DELÍRIOS
Tua negra beleza; meus delírios...
Realeza gentil de chama e fogo
Espreito belos peitos, nosso jogo
Negra beleza sobre os alvos lírios.
Teus lábios, carnes.... Doces, bons martírios...
Tuas coxas roliças, peço em rogo,
Tantas preces, nas faces desafogo,
Teus olhos, claridades, meus colírios.
Venero a negritude, tua pele,
Teu andar tão sublime, me compele
A buscar nos divinos céus, sons, banjo...
Amar-te tanto, claros mansos beijos,
Saciando, assim, todos meus desejos,
Na mais bela mulher que é deusa e anjo...
MARCOS LOURES
Tua negra beleza; meus delírios...
Realeza gentil de chama e fogo
Espreito belos peitos, nosso jogo
Negra beleza sobre os alvos lírios.
Teus lábios, carnes.... Doces, bons martírios...
Tuas coxas roliças, peço em rogo,
Tantas preces, nas faces desafogo,
Teus olhos, claridades, meus colírios.
Venero a negritude, tua pele,
Teu andar tão sublime, me compele
A buscar nos divinos céus, sons, banjo...
Amar-te tanto, claros mansos beijos,
Saciando, assim, todos meus desejos,
Na mais bela mulher que é deusa e anjo...
MARCOS LOURES
MINHAS LÁGRIMAS
MINHAS LÁGRIMAS
Minhas lágrimas caem, são mendigas...
Imploram por teu beijo e tua boca.
As flores que murchamos, são antigas,
Na vida que passamos, sendas loucas.
Nos caminhos plantaste urzes, urtigas.
Minha voz, de implorar, ficando rouca.
Marinheiro, naufrágios, mas nem ligas.
Restou de tanta luta, luz bem pouca...
Sem ter tua presença tão amada,
Nas portas d’ilusão, perco meu mar...
Não espero teus ninhos, braços, nada...
Queria novamente te encantar...
Abra teus braços, dê-me esta ansiada
Manhã. Eu não me canso de esperar...
MARCOS LOURES
Minhas lágrimas caem, são mendigas...
Imploram por teu beijo e tua boca.
As flores que murchamos, são antigas,
Na vida que passamos, sendas loucas.
Nos caminhos plantaste urzes, urtigas.
Minha voz, de implorar, ficando rouca.
Marinheiro, naufrágios, mas nem ligas.
Restou de tanta luta, luz bem pouca...
Sem ter tua presença tão amada,
Nas portas d’ilusão, perco meu mar...
Não espero teus ninhos, braços, nada...
Queria novamente te encantar...
Abra teus braços, dê-me esta ansiada
Manhã. Eu não me canso de esperar...
MARCOS LOURES
EU TE ESPERO, MEU AMOR...
EU TE ESPERO, MEU AMOR...
Espero-te, pressinto essa presença.
Nas minhas insensatas madrugadas,
Sonhando, tantas vezes ansiadas
As mãos que me trariam recompensa.
Nas torturas definho. Me convença
Que estás aqui, manhãs nem bem raiadas,
Procuro em cada espaço... Das geladas
Noites em claro, amor tudo compensa!
Não consigo dormir, noites insones,
Procuro-te ao tocar de telefones,
Em todas cercanias dessa casa.
Mas, em vão, nunca estás! Por onde vais?
Sem ter mais nem notícias, perco a paz.
Ansiedade queima em fogo e brasa...
MARCOS LOURES
Espero-te, pressinto essa presença.
Nas minhas insensatas madrugadas,
Sonhando, tantas vezes ansiadas
As mãos que me trariam recompensa.
Nas torturas definho. Me convença
Que estás aqui, manhãs nem bem raiadas,
Procuro em cada espaço... Das geladas
Noites em claro, amor tudo compensa!
Não consigo dormir, noites insones,
Procuro-te ao tocar de telefones,
Em todas cercanias dessa casa.
Mas, em vão, nunca estás! Por onde vais?
Sem ter mais nem notícias, perco a paz.
Ansiedade queima em fogo e brasa...
MARCOS LOURES
AH! MEU QUERIDO AMOR...
AH! MEU QUERIDO AMOR...
Se já te procurei pelos altares,
Nada encontrarei, nunca mais te vi...
Se já te procurei pelos luares,
Onde mais irei, nunca, nem ali...
Constelações, estrelas, sol, Antares...
Realmente estou certo, te perdi...
Não vou mais te buscar nesses lugares.
A dor que me legaste vive aqui.
Oprimido, perdido não te vejo...
Se nada mais espero, meu desejo
É poder renascer num novo parto...
O futuro esquecido, tenebroso...
O mundo me carrega, pavoroso...
Fantasma perambula no meu quarto...
MARCOS LOURES
Se já te procurei pelos altares,
Nada encontrarei, nunca mais te vi...
Se já te procurei pelos luares,
Onde mais irei, nunca, nem ali...
Constelações, estrelas, sol, Antares...
Realmente estou certo, te perdi...
Não vou mais te buscar nesses lugares.
A dor que me legaste vive aqui.
Oprimido, perdido não te vejo...
Se nada mais espero, meu desejo
É poder renascer num novo parto...
O futuro esquecido, tenebroso...
O mundo me carrega, pavoroso...
Fantasma perambula no meu quarto...
MARCOS LOURES
À SOLIDÃO
À SOLIDÃO
Antiga companheira, a solidão,
Persegue cada dia que vivi.
Ternuras que cedi, num furacão
Se tornam... Dos tornados me esqueci,
Mas, companheira amada me diz não!
Me acompanha lá longe estando aqui
E a sigo, obediente como um cão!
Por tantas vezes quase que a perdi!
Mas, sorrateiramente se revolta,
Ordenando cruel o seu retorno...
Tentando ser feliz, mas a dor volta.
Negando a liberdade,vivo em torno.
Antiga companheira, tenha dó!
Pelo amor do bom Deus, me deixe só!!!
MARCOS LOURES
Antiga companheira, a solidão,
Persegue cada dia que vivi.
Ternuras que cedi, num furacão
Se tornam... Dos tornados me esqueci,
Mas, companheira amada me diz não!
Me acompanha lá longe estando aqui
E a sigo, obediente como um cão!
Por tantas vezes quase que a perdi!
Mas, sorrateiramente se revolta,
Ordenando cruel o seu retorno...
Tentando ser feliz, mas a dor volta.
Negando a liberdade,vivo em torno.
Antiga companheira, tenha dó!
Pelo amor do bom Deus, me deixe só!!!
MARCOS LOURES
AMIGA, AMIGA
AMIGA, AMIGA
Falar deste desejo de amizade
Depois de estar desfeito; opaca bruma,
É como procurar a divindade
Num paladar sereno que acostuma
A quem se descobriu em majestade
E sabe que esta vida, nos perfuma
Em acalantos doces, liberdade
Para a qual quem conhece sempre ruma.
Meu peito dolorido e machucado
Esgarçado sem dó por um amor,
Gritando tresloucado em alto brado,
Na busca de um carinho acolhedor,
Amiga, me perdoe meu passado,
Recolha deste esterco a bela flor...
MARCOS LOURES
Falar deste desejo de amizade
Depois de estar desfeito; opaca bruma,
É como procurar a divindade
Num paladar sereno que acostuma
A quem se descobriu em majestade
E sabe que esta vida, nos perfuma
Em acalantos doces, liberdade
Para a qual quem conhece sempre ruma.
Meu peito dolorido e machucado
Esgarçado sem dó por um amor,
Gritando tresloucado em alto brado,
Na busca de um carinho acolhedor,
Amiga, me perdoe meu passado,
Recolha deste esterco a bela flor...
MARCOS LOURES
TODO O PODER DE UMA AMIZADE
TODO O PODER DE UMA AMIZADE
Percebo em teu abraço dedicado
A sorte que comigo se avizinha
Deixando bem distante um vento irado,
A vida não será mais tão sozinha.
Querida, caminhando do teu lado,
Eu sei que a solidão é bem mesquinha,
Andando par a par, bem compassado
Meu braço nos teus passos já se alinha.
E assim, amiga, vejo que outro dia
Virá com plenitude em força exata.
Na amizade este efeito de cascata
Nos torna bem mais fortes, disso eu sei.
Além do que jamais conheceria,
A paz tão soberana eu encontrei...
MARCOS LOURES
Percebo em teu abraço dedicado
A sorte que comigo se avizinha
Deixando bem distante um vento irado,
A vida não será mais tão sozinha.
Querida, caminhando do teu lado,
Eu sei que a solidão é bem mesquinha,
Andando par a par, bem compassado
Meu braço nos teus passos já se alinha.
E assim, amiga, vejo que outro dia
Virá com plenitude em força exata.
Na amizade este efeito de cascata
Nos torna bem mais fortes, disso eu sei.
Além do que jamais conheceria,
A paz tão soberana eu encontrei...
MARCOS LOURES
QUEM FORA
QUEM FORA
Quem fora companheiro de uma dor
De amar demais e nunca ser amado,
Conhece do carinho o seu valor
E canta sem temor. Apaixonado!
De todos os meus medos, no sol-por
Da noite tão vazia avizinhado,
Matando o que restava do calor,
O quarto em que eu dormia; tão gelado...
Vieste com teu brilho de cristais,
Num lume deslumbrante, em fogo ardente.
Mostras do quanto o amor, se faz capaz.
Nas ânsias e delícias, luas cheias
Debruçam nas ameias, de repente,
Enquanto em nossa cama me incendeias!
MARCOS LOURES
Quem fora companheiro de uma dor
De amar demais e nunca ser amado,
Conhece do carinho o seu valor
E canta sem temor. Apaixonado!
De todos os meus medos, no sol-por
Da noite tão vazia avizinhado,
Matando o que restava do calor,
O quarto em que eu dormia; tão gelado...
Vieste com teu brilho de cristais,
Num lume deslumbrante, em fogo ardente.
Mostras do quanto o amor, se faz capaz.
Nas ânsias e delícias, luas cheias
Debruçam nas ameias, de repente,
Enquanto em nossa cama me incendeias!
MARCOS LOURES
MEU RITO
MEU RITO
Meu rito recomeça novamente,
Amar e desamar, amar de novo...
Parece que virei clarividente
Do mesmo paladar, contigo provo
Mas sei que talvez venha,( sou descrente)
Um gosto renovado noutro povo.
Amiga, estou cansado desta liça
Que faço todo dia em prol da vida.
O amor que já perdi não se cobiça
Nem traz alguma chance de saída.
Minha âncora que é feita de cortiça
Garante esta esperança assim, perdida..
Só posso garantir que, na verdade,
O que nos sobrará: uma amizade...
MARCOS LOURES
Meu rito recomeça novamente,
Amar e desamar, amar de novo...
Parece que virei clarividente
Do mesmo paladar, contigo provo
Mas sei que talvez venha,( sou descrente)
Um gosto renovado noutro povo.
Amiga, estou cansado desta liça
Que faço todo dia em prol da vida.
O amor que já perdi não se cobiça
Nem traz alguma chance de saída.
Minha âncora que é feita de cortiça
Garante esta esperança assim, perdida..
Só posso garantir que, na verdade,
O que nos sobrará: uma amizade...
MARCOS LOURES
FAZ VERÃO?
FAZ VERÃO?
Andorinha perdida faz verão?
As cores que roubei de um falso arco íris.
Num prisma repetido na amplidão,
A refração impede que me atires.
As forças se refletem no perdão.
Nos sonhos mais felizes, eras Íris,
Mas tudo não passou de uma ilusão.
Meus olhos embotados, vagas íris.
Solução pode ser, rima jamais...
Andorinha não pode mais voar...
Suas asas cortadas, sem Raimundo...
Mundo, mundo, me inundo e sou capaz,
Andorinha não tem onde chegar!
Como é vasto e cruel nefasto mundo!
MARCOS LOURES
Andorinha perdida faz verão?
As cores que roubei de um falso arco íris.
Num prisma repetido na amplidão,
A refração impede que me atires.
As forças se refletem no perdão.
Nos sonhos mais felizes, eras Íris,
Mas tudo não passou de uma ilusão.
Meus olhos embotados, vagas íris.
Solução pode ser, rima jamais...
Andorinha não pode mais voar...
Suas asas cortadas, sem Raimundo...
Mundo, mundo, me inundo e sou capaz,
Andorinha não tem onde chegar!
Como é vasto e cruel nefasto mundo!
MARCOS LOURES
PELA AREIA MOLHADA DESTA PRAIA
PELA AREIA MOLHADA DESTA PRAIA
Pela areia molhada dessa praia,
Desfilo toda minha solidão.
Por mais que o pensamento me distraia,
Nada tenho, procuro solução,
Para que toda angústia se distraia,
Abandonando esse cruel pendão,
Disfarçada, a saudade inda se espraia
Permitindo sentir que amor é vão.
Tentáculo medonho me conduz,
Impede minha livre caminhada,
Na busca do que fora minha luz...
Na praia em que eu te espreito, não há nada
A não ser a lembrança feito cruz
De quem se fez um dia, minha amada...
MARCOS LOURES
Pela areia molhada dessa praia,
Desfilo toda minha solidão.
Por mais que o pensamento me distraia,
Nada tenho, procuro solução,
Para que toda angústia se distraia,
Abandonando esse cruel pendão,
Disfarçada, a saudade inda se espraia
Permitindo sentir que amor é vão.
Tentáculo medonho me conduz,
Impede minha livre caminhada,
Na busca do que fora minha luz...
Na praia em que eu te espreito, não há nada
A não ser a lembrança feito cruz
De quem se fez um dia, minha amada...
MARCOS LOURES
BEIJO PROMETIDO
BEIJO PROMETIDO
No beijo prometido e delicado
Salivas que se tocam, se procuram,
No abraço que trocamos, bem marcado
Os males desta vida já se curam,
No colo tão gostoso após cansaço
De todas desventuras desta vida,
Atando nosso amor eterno laço
Jornada a cada dia decidida.
Gostoso poder ser o teu amado,
É bom saber que em ti tenho este afago,
E ser pelo teu sol iluminado
Na placidez serena, como um lago...
Morena és meu desejo minha sina...
Promessa de uma luz diamantina.
MARCOS LOURES
No beijo prometido e delicado
Salivas que se tocam, se procuram,
No abraço que trocamos, bem marcado
Os males desta vida já se curam,
No colo tão gostoso após cansaço
De todas desventuras desta vida,
Atando nosso amor eterno laço
Jornada a cada dia decidida.
Gostoso poder ser o teu amado,
É bom saber que em ti tenho este afago,
E ser pelo teu sol iluminado
Na placidez serena, como um lago...
Morena és meu desejo minha sina...
Promessa de uma luz diamantina.
MARCOS LOURES
MAIS FELIZ
MAIS FELIZ
Eu quero que tu sejas mais feliz,
Só isso já me traz felicidade.
Um novo mundo, encanto, se prediz
Na voz de nosso amor em liberdade.
Sumindo toda a dor e cicatriz,
Prevejo e quero solidariedade
Material do amor que eu sempre quis:
O bem virá com naturalidade.
Permita te querer além do amor,
Além de um pertencer, sem possessão.
Nas mãos que unidas fazem com vigor
Uma colheita imensa com paixão.
Carinhos de quem é bom lavrador,
Arando essa seara, a do perdão...
MARCOS LOURES
Eu quero que tu sejas mais feliz,
Só isso já me traz felicidade.
Um novo mundo, encanto, se prediz
Na voz de nosso amor em liberdade.
Sumindo toda a dor e cicatriz,
Prevejo e quero solidariedade
Material do amor que eu sempre quis:
O bem virá com naturalidade.
Permita te querer além do amor,
Além de um pertencer, sem possessão.
Nas mãos que unidas fazem com vigor
Uma colheita imensa com paixão.
Carinhos de quem é bom lavrador,
Arando essa seara, a do perdão...
MARCOS LOURES
DE TODAS AS MANEIRAS
DE TODAS AS MANEIRAS
"De todas as maneiras vou te amar!"
Por todos os meus mares e campina...
Nas ondas que se vão, neste luar...
Coração que se entrega, descortina
A vida que jamais pode esperar...
Um bolero orquestrado, a louça fina...
O tempo amaciando sem sangrar...
Meu coração descrente hoje imagina...
De todas as maneiras... Tão distante...
Quando partiu, deixou vazio o peito...
Tempestade rugindo, delirante...
Quem partiu só saudade me deixou...
Nem a força, seguir para adiante...
Quem me dera esperanças, as levou!
MARCOS LOURES
"De todas as maneiras vou te amar!"
Por todos os meus mares e campina...
Nas ondas que se vão, neste luar...
Coração que se entrega, descortina
A vida que jamais pode esperar...
Um bolero orquestrado, a louça fina...
O tempo amaciando sem sangrar...
Meu coração descrente hoje imagina...
De todas as maneiras... Tão distante...
Quando partiu, deixou vazio o peito...
Tempestade rugindo, delirante...
Quem partiu só saudade me deixou...
Nem a força, seguir para adiante...
Quem me dera esperanças, as levou!
MARCOS LOURES
MENSAGEM
MENSAGEM
Em meio a mundos tristes vou gelado,
Recebo uma mensagem dolorida.
Dos olhos que tivera imaginado
Serem a solução de minha vida,
De tudo o que sonhara, estou calado,
No gosto tão amargo, despedida
Vivera certo tempo apaixonado,
A força de vontade combalida...
Sou quase inexpressivo, morro breve,
Em busca do infinito, estou vazio.
Nos olhos embotados, pura neve.
O coração sozinho vai sombrio.
Amar como eu amei? Ninguém se atreve,
Inverno devorando todo o estio...
MARCOS LOURES
Em meio a mundos tristes vou gelado,
Recebo uma mensagem dolorida.
Dos olhos que tivera imaginado
Serem a solução de minha vida,
De tudo o que sonhara, estou calado,
No gosto tão amargo, despedida
Vivera certo tempo apaixonado,
A força de vontade combalida...
Sou quase inexpressivo, morro breve,
Em busca do infinito, estou vazio.
Nos olhos embotados, pura neve.
O coração sozinho vai sombrio.
Amar como eu amei? Ninguém se atreve,
Inverno devorando todo o estio...
MARCOS LOURES
OLHAR LASCIVO
OLHAR LASCIVO
Olhar incendiando, mais lascivo,
Em púrpuras orgias, tão sangrento.
Tomando toda a vida em vão momento,
Mantendo o meu desejo sempre vivo.
Sentindo este poder que é convulsivo,
Tornando a minha paz, duro tormento,
Num gozo mais feroz e violento,
Prazer que é dolorido e aflitivo.
Com fome desdenhosa, vil serpente,
Invade demoníaca, meu quarto.
E a vida se transforma, de repente.
Deixando meus momentos mais amargos,
Porém ao me sentir, de amores farto,
Seus braços me incandescem, longos, largos...
MARCOS LOURES
Olhar incendiando, mais lascivo,
Em púrpuras orgias, tão sangrento.
Tomando toda a vida em vão momento,
Mantendo o meu desejo sempre vivo.
Sentindo este poder que é convulsivo,
Tornando a minha paz, duro tormento,
Num gozo mais feroz e violento,
Prazer que é dolorido e aflitivo.
Com fome desdenhosa, vil serpente,
Invade demoníaca, meu quarto.
E a vida se transforma, de repente.
Deixando meus momentos mais amargos,
Porém ao me sentir, de amores farto,
Seus braços me incandescem, longos, largos...
MARCOS LOURES
DURA TREVA
DURA TREVA
Surgiste tão terrível, dura treva,
Um coração mais gélido, um granito.
Na sensação cruel de um mundo aflito,
Tomaste meu amor em fria leva.
Se o mundo, sem perdão por certo, neva,
Um sonho de esperança, assim, bendito,
Soltando em pleno espaço, um louco grito,
Futuro mais feliz, por certo ceva.
Os dias são vorazes, e ferozes,
Mas sei que vencerei meus medos todos,
Recendo ainda tristes, velhos lodos,
Porém ouço distante novas vozes
Que falam deste amor que um dia vem
Nos braços de quem amo ou de outro alguém.
MARCOS LOURES
Surgiste tão terrível, dura treva,
Um coração mais gélido, um granito.
Na sensação cruel de um mundo aflito,
Tomaste meu amor em fria leva.
Se o mundo, sem perdão por certo, neva,
Um sonho de esperança, assim, bendito,
Soltando em pleno espaço, um louco grito,
Futuro mais feliz, por certo ceva.
Os dias são vorazes, e ferozes,
Mas sei que vencerei meus medos todos,
Recendo ainda tristes, velhos lodos,
Porém ouço distante novas vozes
Que falam deste amor que um dia vem
Nos braços de quem amo ou de outro alguém.
MARCOS LOURES
A SORTE QUE DESEJO
A SORTE QUE DESEJO
A sorte que desejo, toda minha;
A quem transmite sonhos inocentes,
Em meio a tempestade que já vinha
Rangendo, temerosa, todos dentes,
Encosta no meu ombro, assim se aninha
Sorrindo com seus olhos tão contentes.
Delicadeza frágil de avezinha.
Término dos meus dias penitentes...
Pois ela, minha dita que ansiei
Por tempos, longos dias, muitos anos...
Fazendo dos meus sonhos soberanos,
Caminho para o amor, em nobre lei.
Agora que chegou, minha alma fala
Abrindo o peito, o quarto, a casa, a sala...
MARCOS LOURES
A sorte que desejo, toda minha;
A quem transmite sonhos inocentes,
Em meio a tempestade que já vinha
Rangendo, temerosa, todos dentes,
Encosta no meu ombro, assim se aninha
Sorrindo com seus olhos tão contentes.
Delicadeza frágil de avezinha.
Término dos meus dias penitentes...
Pois ela, minha dita que ansiei
Por tempos, longos dias, muitos anos...
Fazendo dos meus sonhos soberanos,
Caminho para o amor, em nobre lei.
Agora que chegou, minha alma fala
Abrindo o peito, o quarto, a casa, a sala...
MARCOS LOURES
SENTIMENTOS
SENTIMENTOS
O quanto os sentimentos dizem tudo
E marcam com ternura o privilégio
De um dia mais suave, o sortilégio
Expressa a solidão e desiludo,
O velho sentimento onde amiúdo
O passo sem saber do quanto é régio
Transcorre sem sentir nada e protege-o
Apenas o vazio onde me escudo.
Reparo cada traço e nada vindo
O sonho que buscasse outrora infindo
Navega sobre os mares mais distantes
Só sei que não sabendo do que fomos
A vida se espalhando em rudes gomos,
Não traz sequer meus sonhos por instantes.
MARCOS LOURES
O quanto os sentimentos dizem tudo
E marcam com ternura o privilégio
De um dia mais suave, o sortilégio
Expressa a solidão e desiludo,
O velho sentimento onde amiúdo
O passo sem saber do quanto é régio
Transcorre sem sentir nada e protege-o
Apenas o vazio onde me escudo.
Reparo cada traço e nada vindo
O sonho que buscasse outrora infindo
Navega sobre os mares mais distantes
Só sei que não sabendo do que fomos
A vida se espalhando em rudes gomos,
Não traz sequer meus sonhos por instantes.
MARCOS LOURES
QUANDO CHEGASTE
QUANDO CHEGASTE
Percebi desde o dia em que chegaste
Que a casa se mostrou mais perfumada.
A sorte, num segundo tu mudaste.
Das trevas que eu vivera? Resta nada.
Vieste qual um sonho de ventura
Tornando minha vida mais bonita.
A vida que eu tivera, triste e dura,
Refaz-se bem distante da desdita.
Ao ver-te, tela rara em quadro belo,
Percebo quanto posso ser feliz.
Por isso em cada verso de revelo
O que meu coração por certo, diz.
Agora que eu te tenho aqui comigo,
Saudade vai morrendo, vil castigo...
MARCOS LOURES
Percebi desde o dia em que chegaste
Que a casa se mostrou mais perfumada.
A sorte, num segundo tu mudaste.
Das trevas que eu vivera? Resta nada.
Vieste qual um sonho de ventura
Tornando minha vida mais bonita.
A vida que eu tivera, triste e dura,
Refaz-se bem distante da desdita.
Ao ver-te, tela rara em quadro belo,
Percebo quanto posso ser feliz.
Por isso em cada verso de revelo
O que meu coração por certo, diz.
Agora que eu te tenho aqui comigo,
Saudade vai morrendo, vil castigo...
MARCOS LOURES
Minerva
Minerva
MINERVA, COMPANHEIRA DO DEUS CRONUS.
AJUDE-ME A ENCONTRAR MINHAS RESPOSTAS
FORTALEÇA-ME MÚSCULOS E TÔNUS
AS MÃOS A TI MANTENHO ERGUIDAS, POSTAS
DÊ-ME NA TUA LUZ, LÚCIDO BÔNUS
QUE TRADUZIREI, CARNES MAIS EXPOSTAS
MEUS NERVOS, OLHOS, LÁGRIMAS COMPOSTAS
CUJO PREÇO A PAGAR SERÁ MEU ÔNUS.
DE PODER, NA VELHICE SER MAIS FORTE
NÃO TEMER MINHA DOR SEQUER A MORTE
SABER TANTO VITÓRIAS OU DERROTAS
LEVAR MEU BARCO, ASSIM POR OUTRAS ROTAS
PACÍFICO CAMINHO PELA SORTE,
SEM FUGIR NEM DAS LUTAS MAIS REMOTAS...
marcos loures
MINERVA, COMPANHEIRA DO DEUS CRONUS.
AJUDE-ME A ENCONTRAR MINHAS RESPOSTAS
FORTALEÇA-ME MÚSCULOS E TÔNUS
AS MÃOS A TI MANTENHO ERGUIDAS, POSTAS
DÊ-ME NA TUA LUZ, LÚCIDO BÔNUS
QUE TRADUZIREI, CARNES MAIS EXPOSTAS
MEUS NERVOS, OLHOS, LÁGRIMAS COMPOSTAS
CUJO PREÇO A PAGAR SERÁ MEU ÔNUS.
DE PODER, NA VELHICE SER MAIS FORTE
NÃO TEMER MINHA DOR SEQUER A MORTE
SABER TANTO VITÓRIAS OU DERROTAS
LEVAR MEU BARCO, ASSIM POR OUTRAS ROTAS
PACÍFICO CAMINHO PELA SORTE,
SEM FUGIR NEM DAS LUTAS MAIS REMOTAS...
marcos loures
AMOR IGUAL AO TEU
AMOR IGUAL AO TEU
Amor igual ao teu não se concebe
Nem mesmo eu imagino, nem o quero,
A lua quando o sol; mansa recebe
Acalma o astro rei, deveras fero.
Na boca fonte clara, amor se embebe
E traz sabor divino que venero
Vasculho cada rastro nesta sebe
Que leva aos braços teus; assim espero.
Tu és a redenção, uma ventura
Que emana calmaria em ânsia louca.
Nos lábios de coral sensível gosto,
Trazendo uma emoção plena em ternura,
Eu quero mergulhar em tua boca,
Deixando um sentimento assim exposto...
MARCOS LOURES
Amor igual ao teu não se concebe
Nem mesmo eu imagino, nem o quero,
A lua quando o sol; mansa recebe
Acalma o astro rei, deveras fero.
Na boca fonte clara, amor se embebe
E traz sabor divino que venero
Vasculho cada rastro nesta sebe
Que leva aos braços teus; assim espero.
Tu és a redenção, uma ventura
Que emana calmaria em ânsia louca.
Nos lábios de coral sensível gosto,
Trazendo uma emoção plena em ternura,
Eu quero mergulhar em tua boca,
Deixando um sentimento assim exposto...
MARCOS LOURES
SEGREDOS ESQUECIDOS
SEGREDOS ESQUECIDOS
No cofre onde os amores vão guardados,
Segredos escondidos, chaves tantas,
Debaixo destes vários cadeados,
Dois olhos delicados... já me encantas.
Quem disse dos prazeres, dos pecados,
Morrendo em mãos vazias, loucas, santas.
Agora meus momentos aguardados
São feitos dos desejos que me implantas.
Eu quero conhecer teu rico cofre,
Podendo decifrar tuas vontades.
Quem vive em solidão, por certo sofre,
Não sabe deste dia, as claridades.
Saber de teus recônditos profundos,
É conceber milhões de raros mundos.
MARCOS LOURES
No cofre onde os amores vão guardados,
Segredos escondidos, chaves tantas,
Debaixo destes vários cadeados,
Dois olhos delicados... já me encantas.
Quem disse dos prazeres, dos pecados,
Morrendo em mãos vazias, loucas, santas.
Agora meus momentos aguardados
São feitos dos desejos que me implantas.
Eu quero conhecer teu rico cofre,
Podendo decifrar tuas vontades.
Quem vive em solidão, por certo sofre,
Não sabe deste dia, as claridades.
Saber de teus recônditos profundos,
É conceber milhões de raros mundos.
MARCOS LOURES
ABRINDO UMA CORTINA
ABRINDO UMA CORTINA
Abrindo uma cortina, adentra o sol,
Beijando a bela ninfa delicada;
Recende tal ternura em arrebol,
Ela se entrega nua, extasiada.
Seu corpo se enrodilha, caracol,
Aos lábios deste sol, dama encantada,
Um paraíso imenso, em raro escol,
Abraça esta princesa desnudada...
Ousado, devorando esta nudez,
O astro rei derramando seu tesouro,
Cobrindo o belo corpo com fino ouro
Demonstra sua força em altivez
Fecunda com seu sêmen vaporoso
Esta mulher entregue em pleno gozo...
MARCOS LOURES
Abrindo uma cortina, adentra o sol,
Beijando a bela ninfa delicada;
Recende tal ternura em arrebol,
Ela se entrega nua, extasiada.
Seu corpo se enrodilha, caracol,
Aos lábios deste sol, dama encantada,
Um paraíso imenso, em raro escol,
Abraça esta princesa desnudada...
Ousado, devorando esta nudez,
O astro rei derramando seu tesouro,
Cobrindo o belo corpo com fino ouro
Demonstra sua força em altivez
Fecunda com seu sêmen vaporoso
Esta mulher entregue em pleno gozo...
MARCOS LOURES
ENTREGUE AOS DEVANEIOS
ENTREGUE AOS DEVANEIOS
Sentada no seu quarto, uma rainha
Entregue a devaneios mais ousados,
Rondando mil vontades, em pecados,
Expressa uma certeza que se aninha
No fogo do desejo sempre vinha
Lembrança de outros dias já passados,
Dos homens tão cruéis e delicados,
De tudo que queria e que não tinha...
Refém destes delírios, na janela,
Percebe um movimento mais sutil,
Um anjo assim erétil, varonil,
Adentra no seu quarto, lança em riste.
Deitando mansamente por sobre ela,
Provando que o amor, inda persiste...
MARCOS LOURES
Sentada no seu quarto, uma rainha
Entregue a devaneios mais ousados,
Rondando mil vontades, em pecados,
Expressa uma certeza que se aninha
No fogo do desejo sempre vinha
Lembrança de outros dias já passados,
Dos homens tão cruéis e delicados,
De tudo que queria e que não tinha...
Refém destes delírios, na janela,
Percebe um movimento mais sutil,
Um anjo assim erétil, varonil,
Adentra no seu quarto, lança em riste.
Deitando mansamente por sobre ela,
Provando que o amor, inda persiste...
MARCOS LOURES
JOIA RARA
JOIA RARA
Procuro novamente, um outro rumo
Que sirva de caminho, como um guia,
Distante deste sol que queima, a prumo,
Dourando levemente a fantasia.
Por vezes me magôo e me consumo
Nas lutas tão vorazes, dia a dia,
Percebo que jamais eu me acostumo
Sem ter uma certeza de alegria.
Às vezes vou seguindo tão cansado,
Na busca de teu braço doce e amigo.
Querida, me perdoe ter alçado
Um vôo bem maior que imaginara.
Nas horas de confronto e de perigo,
Percebo que amizade é joia rara...
MARCOS LOURES
Procuro novamente, um outro rumo
Que sirva de caminho, como um guia,
Distante deste sol que queima, a prumo,
Dourando levemente a fantasia.
Por vezes me magôo e me consumo
Nas lutas tão vorazes, dia a dia,
Percebo que jamais eu me acostumo
Sem ter uma certeza de alegria.
Às vezes vou seguindo tão cansado,
Na busca de teu braço doce e amigo.
Querida, me perdoe ter alçado
Um vôo bem maior que imaginara.
Nas horas de confronto e de perigo,
Percebo que amizade é joia rara...
MARCOS LOURES
AMBROSIA
AMBROSIA
Um novo Olimpo sinto nos teus braços,
Tomando no teu corpo esta ambrosia,
Percorro cada monte, teus espaços,
Faminto do maná desta alegria.
Insanos dedos formam novos traços,
No gozo magistral onde se ria
A deusa mais profana. Logo, lassos
Entregues meus desejos; fantasia...
Uma Afrodite em sedes prazerosas,
Devora-me sem tréguas, todo o tempo.
Fazendo do meu corpo, um passatempo,
Semeia multidões de tílias, rosas,
E assim, sem sequer pena, me alucina,
Em mãos e boca sacra, enfim, divina...
MARCOS LOURES
Um novo Olimpo sinto nos teus braços,
Tomando no teu corpo esta ambrosia,
Percorro cada monte, teus espaços,
Faminto do maná desta alegria.
Insanos dedos formam novos traços,
No gozo magistral onde se ria
A deusa mais profana. Logo, lassos
Entregues meus desejos; fantasia...
Uma Afrodite em sedes prazerosas,
Devora-me sem tréguas, todo o tempo.
Fazendo do meu corpo, um passatempo,
Semeia multidões de tílias, rosas,
E assim, sem sequer pena, me alucina,
Em mãos e boca sacra, enfim, divina...
MARCOS LOURES
AGRADEÇO AO PAI
AGRADEÇO AO PAI
Às vezes agradeço ao Nosso Deus
Por tudo que me deu em boa sorte.
Os olhos tão bonitos, faróis teus,
Que traçam os meus rumos, sina e norte.
O gosto desta boca sequiosa
Que traga minha boca em louco beijo.
A pele delicada e tão cheirosa,
Na tradução perfeita do desejo.
Joelhos delicados e bem feitos,
Em pernas longilíneas exatas,
Os seios alvos, duros, e perfeitos,
Quadris que movimentam erupção
Os braços que me tomam enquanto atas
Os meus formando quase uma oração...
MARCOS LOURES
Às vezes agradeço ao Nosso Deus
Por tudo que me deu em boa sorte.
Os olhos tão bonitos, faróis teus,
Que traçam os meus rumos, sina e norte.
O gosto desta boca sequiosa
Que traga minha boca em louco beijo.
A pele delicada e tão cheirosa,
Na tradução perfeita do desejo.
Joelhos delicados e bem feitos,
Em pernas longilíneas exatas,
Os seios alvos, duros, e perfeitos,
Quadris que movimentam erupção
Os braços que me tomam enquanto atas
Os meus formando quase uma oração...
MARCOS LOURES
EM NOVA AURORA
EM NOVA AURORA
Minha alma se refez em nova aurora
Assim quando te vi, num outro dia,
Qual tônico que logo revigora
Bebi de tua boca esta alegria.
Tristeza e solidão jogadas fora,
A vida de repente renascia,
Agora uma alma nova aqui já mora
Envolta com delícia e maestria.
Paixão ardente e louca me trazendo
O gosto tão febril da mocidade.
Aos poucos me sentindo renascendo,
Em desvarios, tonto de emoção,
Refez-se a juventude, na verdade,
Moleque sem juízo: o coração!
MARCOS LOURES
Minha alma se refez em nova aurora
Assim quando te vi, num outro dia,
Qual tônico que logo revigora
Bebi de tua boca esta alegria.
Tristeza e solidão jogadas fora,
A vida de repente renascia,
Agora uma alma nova aqui já mora
Envolta com delícia e maestria.
Paixão ardente e louca me trazendo
O gosto tão febril da mocidade.
Aos poucos me sentindo renascendo,
Em desvarios, tonto de emoção,
Refez-se a juventude, na verdade,
Moleque sem juízo: o coração!
MARCOS LOURES
DESCANSAR
DESCANSAR
Após um cansativo e longo dia
Procuro descansar meu corpo lasso
Deitando no teu colo, teu regaço,
No fogo do desejo e da alegria.
O canto que distante não ouvia
De pássaros canoros. No teu braço
Se mostra divinal, cura o cansaço.
Refaz meu mundo inteiro em tal magia.
A força que me trazes, vivifica
Uma esperança a mais de ser feliz.
A sorte se demonstra rara e rica
Em cada novo toque uma certeza:
És tudo o que desejo, amor que eu quis,
Um verso mais perfeito da beleza...
MARCOS LOURES
Após um cansativo e longo dia
Procuro descansar meu corpo lasso
Deitando no teu colo, teu regaço,
No fogo do desejo e da alegria.
O canto que distante não ouvia
De pássaros canoros. No teu braço
Se mostra divinal, cura o cansaço.
Refaz meu mundo inteiro em tal magia.
A força que me trazes, vivifica
Uma esperança a mais de ser feliz.
A sorte se demonstra rara e rica
Em cada novo toque uma certeza:
És tudo o que desejo, amor que eu quis,
Um verso mais perfeito da beleza...
MARCOS LOURES
RELÍQUIAS
RELÍQUIAS
Relíquias esquecidas no passado,
Por deuses que vieram do infinito,
Demonstram que estiveram sempre ao lado
Daquilo que é mais nobre e mais bonito.
Um canto de prazer extasiado,
Amor que nos tomou em doce rito,
O gosto de teu beijo delicado,
A solidez divina do granito.
A cor destes teus olhos sonhadores,
A fonte dos desejos, os teus lábios.
O céu em seus matizes, belas cores,
Os deuses na verdade foram sábios.
Percebo esta presença divinal,
Neste teu corpo esguio e sensual.
MARCOS LOURES
Relíquias esquecidas no passado,
Por deuses que vieram do infinito,
Demonstram que estiveram sempre ao lado
Daquilo que é mais nobre e mais bonito.
Um canto de prazer extasiado,
Amor que nos tomou em doce rito,
O gosto de teu beijo delicado,
A solidez divina do granito.
A cor destes teus olhos sonhadores,
A fonte dos desejos, os teus lábios.
O céu em seus matizes, belas cores,
Os deuses na verdade foram sábios.
Percebo esta presença divinal,
Neste teu corpo esguio e sensual.
MARCOS LOURES
EM TEU CORPO
EM TEU CORPO
Neste teu corpo esguio e sensual
Encontro meus prazeres preferidos.
Meus passos te procuram, decididos,
Mergulham meu desejo colossal
Nesta escultura rara e magistral
Em bronzes delicados refletidos,
Dos raios do deus sol que, recebidos,
Fizeram este ser fenomenal...
Tu és glória suprema da natura,
Cravejada de perlas tua boca.
Nas mãos a maciez de uma candura,
Nos pés delicadeza de uma santa.
A vida a decifrar-te é muito pouca,
Diante de beleza imensa, tanta...
MARCOS LOURES
Neste teu corpo esguio e sensual
Encontro meus prazeres preferidos.
Meus passos te procuram, decididos,
Mergulham meu desejo colossal
Nesta escultura rara e magistral
Em bronzes delicados refletidos,
Dos raios do deus sol que, recebidos,
Fizeram este ser fenomenal...
Tu és glória suprema da natura,
Cravejada de perlas tua boca.
Nas mãos a maciez de uma candura,
Nos pés delicadeza de uma santa.
A vida a decifrar-te é muito pouca,
Diante de beleza imensa, tanta...
MARCOS LOURES
sábado, 14 de julho de 2012
TANTA BELEZA
TANTA BELEZA
Diante de beleza, imensa, tanta,
Calado, não consigo mais falar
Recebo em cada raio do luar
O brilho que me entorna, e me agiganta.
Tu tens a formosura que me encanta;
Jamais eu deixarei de te adorar.
Minha alma extasiada sempre canta
Em doce serenata a te buscar.
Eu quero teu perfume em cada verso,
Recendes a milhões de belas rosas.
As estrelas imitam-te, invejosas,
Vagando em mil tiaras no universo,
Perdidas, sem destino, morrem cais,
São flores sem perfume e nada mais...
MARCOS LOURES
Diante de beleza, imensa, tanta,
Calado, não consigo mais falar
Recebo em cada raio do luar
O brilho que me entorna, e me agiganta.
Tu tens a formosura que me encanta;
Jamais eu deixarei de te adorar.
Minha alma extasiada sempre canta
Em doce serenata a te buscar.
Eu quero teu perfume em cada verso,
Recendes a milhões de belas rosas.
As estrelas imitam-te, invejosas,
Vagando em mil tiaras no universo,
Perdidas, sem destino, morrem cais,
São flores sem perfume e nada mais...
MARCOS LOURES
O TUDO QUE EU DESEJO
O TUDO QUE EU DESEJO
O tudo que desejo, o bem que eu quero;
Apenas encontrei nos teus abraços.
O mundo dolorido rude e fero,
Se perde na cadência dos teus passos,
Tu és amor mais puro que venero,
Ocupas coração, sem dar espaços
Aos medos tão cruéis, tristes mormaços,
Que queimam e magoam, desespero...
Vieste qual raiar de uma alvorada
Em brilhos infinitos, benfazejos,
Roubando toda a cena com teus beijos,
Na glória de viver, tão ansiada.
Contigo renasceu a minha sorte,
Amor que invade tudo, firme e forte...
MARCOS LOURES
O tudo que desejo, o bem que eu quero;
Apenas encontrei nos teus abraços.
O mundo dolorido rude e fero,
Se perde na cadência dos teus passos,
Tu és amor mais puro que venero,
Ocupas coração, sem dar espaços
Aos medos tão cruéis, tristes mormaços,
Que queimam e magoam, desespero...
Vieste qual raiar de uma alvorada
Em brilhos infinitos, benfazejos,
Roubando toda a cena com teus beijos,
Na glória de viver, tão ansiada.
Contigo renasceu a minha sorte,
Amor que invade tudo, firme e forte...
MARCOS LOURES
AMOR QUE INVADE TUDO
AMOR QUE INVADE TUDO
Amor que invade tudo, firme e forte;
Qual fosse tempestade, vendaval,
Mudando a minha sina, rumo e norte,
Se torna cada vez mais colossal.
Amor tão soberano em nobre porte,
Raiando a claridade em festival,
Impede que a tristeza em fino corte,
Afete meu destino, traga o mal.
Eu sou feliz querida, nunca nego,
Por ter tua presença aqui comigo.
Andara tão sozinho em trilho cego,
Sem ter sequer um brilho da esperança
Nas asas deste amor, onde eu me abrigo,
Sentindo que a ventura já me alcança!
MARCOS LOURES
Amor que invade tudo, firme e forte;
Qual fosse tempestade, vendaval,
Mudando a minha sina, rumo e norte,
Se torna cada vez mais colossal.
Amor tão soberano em nobre porte,
Raiando a claridade em festival,
Impede que a tristeza em fino corte,
Afete meu destino, traga o mal.
Eu sou feliz querida, nunca nego,
Por ter tua presença aqui comigo.
Andara tão sozinho em trilho cego,
Sem ter sequer um brilho da esperança
Nas asas deste amor, onde eu me abrigo,
Sentindo que a ventura já me alcança!
MARCOS LOURES
DEVANEIOS
DEVANEIOS
Sentindo que a ventura já me alcança,
Entregue a devaneios carinhosos,
Os dias se tornando maviosos,
O mundo em mil promessas sempre avança.
Redime minha vida da lembrança
De tempos doloridos, horrorosos,
Teus braços delicados e sestrosos
Mostrando uma verdade bem mais mansa.
Agora que te tenho, amada minha,
Não temo mais a negra solidão,
O fogo da alegria se avizinha,
Ardendo no meu peito, tal paixão.
Prossigo por caminhos mais amenos,
Deitado nos teus braços, tão serenos...
MARCOS LOURES
Sentindo que a ventura já me alcança,
Entregue a devaneios carinhosos,
Os dias se tornando maviosos,
O mundo em mil promessas sempre avança.
Redime minha vida da lembrança
De tempos doloridos, horrorosos,
Teus braços delicados e sestrosos
Mostrando uma verdade bem mais mansa.
Agora que te tenho, amada minha,
Não temo mais a negra solidão,
O fogo da alegria se avizinha,
Ardendo no meu peito, tal paixão.
Prossigo por caminhos mais amenos,
Deitado nos teus braços, tão serenos...
MARCOS LOURES
NOS TEUS BRAÇOS
NOS TEUS BRAÇOS
Deitado nos teus braços, tão serenos,
A noite vai passando calmamente.
Distante dos perigos, dos venenos,
Meu barco singra o mar e assim pressente
Os cais que tanto quis, bem mais amenos
Vivendo em calmaria, de repente,
Sabendo: ser feliz se faz urgente,
Percebe deste amor, os seus acenos..
E vai sem ter nem dúvidas nem medos,
Na busca pelo sonho mais audaz
De ter na vida inteira a plena paz.
Sabendo conhecer os meus segredos,
Afasta para longe, a tempestade,
Amor a traduzir felicidade !
MARCOS LOURES
Deitado nos teus braços, tão serenos,
A noite vai passando calmamente.
Distante dos perigos, dos venenos,
Meu barco singra o mar e assim pressente
Os cais que tanto quis, bem mais amenos
Vivendo em calmaria, de repente,
Sabendo: ser feliz se faz urgente,
Percebe deste amor, os seus acenos..
E vai sem ter nem dúvidas nem medos,
Na busca pelo sonho mais audaz
De ter na vida inteira a plena paz.
Sabendo conhecer os meus segredos,
Afasta para longe, a tempestade,
Amor a traduzir felicidade !
MARCOS LOURES
No sertão da Solidão
No sertão da Solidão
Nasci no sertão de meu Deus, perto de uma curva do Rio Solidão, lá pros lados da Serra da Borborema.
Criado ouvindo o gemido da ema, o mugido do gado faminto e as lamúrias e ladainhas de minha avó.
Filho do nada e de Inalda, moça bonita que partiu para o Rio de Janeiro e morreu no cais do porto.
Assassinada por um estivador apaixonado. Enterro de pobre, vida de pobre, prostituta envelhecida precocemente.
Boi, gado, boiada, fome...
A vida me maltratando com as esporas do destino cravadas no lombo, a mão pesada do patrão, as marcas das amarras e das surras. Moleque matreiro, boi indomável, dei muitas e muitas rasteiras no corisco do azar.
Mas o pequeno boiadeiro cresceu, virou o rei da vaquejada naquelas terras, terras do Coronel Antonio Carlos, velho cruel e protetor.
Os amigos eram protegidos, mas os desafetos, bala e carabina, fuzil e estricnina, morte e sofrimento.
Varrendo todo o sertão da Bahia, égua baia, vida baia, no cocho da esperança, o sal penetra fundo e inunda de sede quem tenta a sorte.
Rei das vaquejadas, meu futuro estava traçado, montando os cavalos bravos e rompendo o sertão de Minas, lá no Jequitinhonha, acabando no mar, como o Riacho que norteava a vida, o riacho da Solidão.
Seu moço, não quero agradar a ninguém, se quiser pode ir embora que não me importo não, mas se quiser me conhecer, é melhor preparar o estômago e agüentar o tranco.
Filho de prostituta e do nada, sou víbora também, não sei suportar arreio, de tanto chicote não temo mais nada, nem a espora dos coronéis nem os anéis das Marias nem das Joanas.
Quero, antes, a liberdade do vento na cara. Essa marca nas costas lembra um A, mas não é marca do gado que não sou mais, é marca do chifre do touro bravo que montei, sangrando.
Liberdade, me falam que estás na bandeira mineira, eu acredito, pois é a minha bandeira, ainda que demorada.
De morada fiz o meu mundo nessa terra sem dono, sem rei, meu reinado.
Meu mundo é o novo, onde não existe mais gado, nem laço, sem cansaço e servidão.
Sem serventia, sem valentia, somente o vento na fuça, o vento tragando tudo. Me inundando de alegria.
Não quero ser coronel, nem quero coronel, não quero jagunço, nem gado e nem montaria.
Quero poder voltar para o Rio da Solidão, buscar minha avó, encontrar Inalda, minha mãe, atravessar o caminho do estivador no cabaret da praça Mauá, quero poder ser de novo um menino, sem marcas e sem esporas.
Quero ser o rei, reinado de menino, reisado e romaria, rota nova, vagando pelo sertão.
Ser tão e tão ser, certo no incerto da vida.
Espera sem espora, sem expor a cara pra tanto tapa. Tapados os olhos, os óleos sagrados de Deus nas costas, onde o A da cicatriz sumiu. Os calos da mão sendo substituídos pelos claros do caminho.
Viver em disparada, sobre meu cavalo correndo pelo sertão, desse reinado sem rei...
MARCOS LOURES
Nasci no sertão de meu Deus, perto de uma curva do Rio Solidão, lá pros lados da Serra da Borborema.
Criado ouvindo o gemido da ema, o mugido do gado faminto e as lamúrias e ladainhas de minha avó.
Filho do nada e de Inalda, moça bonita que partiu para o Rio de Janeiro e morreu no cais do porto.
Assassinada por um estivador apaixonado. Enterro de pobre, vida de pobre, prostituta envelhecida precocemente.
Boi, gado, boiada, fome...
A vida me maltratando com as esporas do destino cravadas no lombo, a mão pesada do patrão, as marcas das amarras e das surras. Moleque matreiro, boi indomável, dei muitas e muitas rasteiras no corisco do azar.
Mas o pequeno boiadeiro cresceu, virou o rei da vaquejada naquelas terras, terras do Coronel Antonio Carlos, velho cruel e protetor.
Os amigos eram protegidos, mas os desafetos, bala e carabina, fuzil e estricnina, morte e sofrimento.
Varrendo todo o sertão da Bahia, égua baia, vida baia, no cocho da esperança, o sal penetra fundo e inunda de sede quem tenta a sorte.
Rei das vaquejadas, meu futuro estava traçado, montando os cavalos bravos e rompendo o sertão de Minas, lá no Jequitinhonha, acabando no mar, como o Riacho que norteava a vida, o riacho da Solidão.
Seu moço, não quero agradar a ninguém, se quiser pode ir embora que não me importo não, mas se quiser me conhecer, é melhor preparar o estômago e agüentar o tranco.
Filho de prostituta e do nada, sou víbora também, não sei suportar arreio, de tanto chicote não temo mais nada, nem a espora dos coronéis nem os anéis das Marias nem das Joanas.
Quero, antes, a liberdade do vento na cara. Essa marca nas costas lembra um A, mas não é marca do gado que não sou mais, é marca do chifre do touro bravo que montei, sangrando.
Liberdade, me falam que estás na bandeira mineira, eu acredito, pois é a minha bandeira, ainda que demorada.
De morada fiz o meu mundo nessa terra sem dono, sem rei, meu reinado.
Meu mundo é o novo, onde não existe mais gado, nem laço, sem cansaço e servidão.
Sem serventia, sem valentia, somente o vento na fuça, o vento tragando tudo. Me inundando de alegria.
Não quero ser coronel, nem quero coronel, não quero jagunço, nem gado e nem montaria.
Quero poder voltar para o Rio da Solidão, buscar minha avó, encontrar Inalda, minha mãe, atravessar o caminho do estivador no cabaret da praça Mauá, quero poder ser de novo um menino, sem marcas e sem esporas.
Quero ser o rei, reinado de menino, reisado e romaria, rota nova, vagando pelo sertão.
Ser tão e tão ser, certo no incerto da vida.
Espera sem espora, sem expor a cara pra tanto tapa. Tapados os olhos, os óleos sagrados de Deus nas costas, onde o A da cicatriz sumiu. Os calos da mão sendo substituídos pelos claros do caminho.
Viver em disparada, sobre meu cavalo correndo pelo sertão, desse reinado sem rei...
MARCOS LOURES
FELIZ IDADE
FELIZ IDADE
Amor a traduzir felicidade,
Refulge em minha vida, raro brilho.
Não vê por certo, em nada um empecilho
Que o impeça de saber da claridade
Do dia que se faz em liberdade
Dourando cada passo deste trilho,
Reflete no meu peito este estribilho
Capaz de me trazer à flor da idade.
Ao velho transformado em um menino,
Amor faz seus milagres, todo dia.
Nos raios deste albor, eu me ilumino,
E canto, sem delongas, tal poder.
Amor nos ajudando a renascer,
Trazendo uma certeza em tal magia...
MARCOS LOURES
Amor a traduzir felicidade,
Refulge em minha vida, raro brilho.
Não vê por certo, em nada um empecilho
Que o impeça de saber da claridade
Do dia que se faz em liberdade
Dourando cada passo deste trilho,
Reflete no meu peito este estribilho
Capaz de me trazer à flor da idade.
Ao velho transformado em um menino,
Amor faz seus milagres, todo dia.
Nos raios deste albor, eu me ilumino,
E canto, sem delongas, tal poder.
Amor nos ajudando a renascer,
Trazendo uma certeza em tal magia...
MARCOS LOURES
TAL MAGIA
TAL MAGIA
Trazendo uma certeza em tal magia
Que invade cada sonho que eu tiver,
Nos braços delicados da mulher
Repletos de emoção, plena alegria.
Tu és o que o amor já bendizia
E não somente acaso, ou bem qualquer.
Contigo, pode vir o que vier
Que sei que viverei em harmonia...
Nós somos passageiros deste barco
Que leva com certeza ao porto, ao cais.
E traz em fantasia, muito mais
Do que somente um gosto, opaco, parco.
Uma ambrosia rara de encontrar,
Dominando em prazer, meu paladar...
MARCOS LOURES
Trazendo uma certeza em tal magia
Que invade cada sonho que eu tiver,
Nos braços delicados da mulher
Repletos de emoção, plena alegria.
Tu és o que o amor já bendizia
E não somente acaso, ou bem qualquer.
Contigo, pode vir o que vier
Que sei que viverei em harmonia...
Nós somos passageiros deste barco
Que leva com certeza ao porto, ao cais.
E traz em fantasia, muito mais
Do que somente um gosto, opaco, parco.
Uma ambrosia rara de encontrar,
Dominando em prazer, meu paladar...
MARCOS LOURES
MEU PALADAR
MEU PALADAR
Dominando;em prazer, meu paladar,
O gosto de teus lábios sedutores,
Invadem minha noite, num luar,
Semeia em minha cama, chama e flores.
Prometem em delícias, os albores
Que cedo, na manhã vêm entornar
Em luzes e perfumes tentadores,
Na espreita do calor de luz solar.
Teus beijos, minha amada, paraísos,
Que tanto imaginei ter noutra vida.
Meus passos que antes foram indecisos,
Agora sem temores, decididos,
Mostrando que encontrei uma saída,
Para os meus passos tortos, desvalidos...
MARCOS LOURES
Dominando;em prazer, meu paladar,
O gosto de teus lábios sedutores,
Invadem minha noite, num luar,
Semeia em minha cama, chama e flores.
Prometem em delícias, os albores
Que cedo, na manhã vêm entornar
Em luzes e perfumes tentadores,
Na espreita do calor de luz solar.
Teus beijos, minha amada, paraísos,
Que tanto imaginei ter noutra vida.
Meus passos que antes foram indecisos,
Agora sem temores, decididos,
Mostrando que encontrei uma saída,
Para os meus passos tortos, desvalidos...
MARCOS LOURES
PASSOS TORTOS
PASSOS TORTOS
Para os meus passos tortos, desvalidos,
Encontro uma esperança benfazeja
Tomando meus segredos e sentidos,
Nos braços desta lua sertaneja.
Tocando em mansidão os meus ouvidos,
Seu canto é o que se quer e se deseja,
Matando tais tristezas, tempos idos,
Amor por minha pele, já poreja.
E faz de cada sonho a redenção.
Sabendo que viver não é só sonho.
Por isso minha amada eu te proponho.
Viver o que nos resta de emoção,
Num mundo mais bonito e mais risonho;
Falando deste amor que é solução!
MARCOS LOURES
Para os meus passos tortos, desvalidos,
Encontro uma esperança benfazeja
Tomando meus segredos e sentidos,
Nos braços desta lua sertaneja.
Tocando em mansidão os meus ouvidos,
Seu canto é o que se quer e se deseja,
Matando tais tristezas, tempos idos,
Amor por minha pele, já poreja.
E faz de cada sonho a redenção.
Sabendo que viver não é só sonho.
Por isso minha amada eu te proponho.
Viver o que nos resta de emoção,
Num mundo mais bonito e mais risonho;
Falando deste amor que é solução!
MARCOS LOURES
VAZIOS CELESTES
VAZIOS CELESTES
Nos vazios celestes, nada assoma,
As pétreas solidões são nebulosas.
Nas vagas mansidões mais tenebrosas,
Só trevas percorrendo, como um coma...
Ao nada, junto ao nada, nada soma,
Os sons são sem sentido. Desairosas
Ventanias varrendo, vagarosas,
Tempestades terríveis, tudo toma...
Nestas vazias, vastas amplidões,
Silêncio em solitários corações
Siderais sentimentos virginais,
Esparsas e longínquas tais estrelas,
Tantas vezes sonhei pudesse vê-las,
Mas ao ver os teus olhos... não vou mais....
MARCOS LOURES
Nos vazios celestes, nada assoma,
As pétreas solidões são nebulosas.
Nas vagas mansidões mais tenebrosas,
Só trevas percorrendo, como um coma...
Ao nada, junto ao nada, nada soma,
Os sons são sem sentido. Desairosas
Ventanias varrendo, vagarosas,
Tempestades terríveis, tudo toma...
Nestas vazias, vastas amplidões,
Silêncio em solitários corações
Siderais sentimentos virginais,
Esparsas e longínquas tais estrelas,
Tantas vezes sonhei pudesse vê-las,
Mas ao ver os teus olhos... não vou mais....
MARCOS LOURES
DESGOVERNOS
DESGOVERNOS
Quando te conheci eu não sabia,
Nem passava sequer em pensamento,
Que amor tresloucado uma anarquia,
Fizesse tempestade em cada vento.
Mas, no fundo, bem sei que este tormento
Transforma-se na festa da alegria
Quando juntos, unidos num momento,
Sabemos praticar democracia!
Nos opostos, amores se completam,
Os turbilhões, devoram-se, vorazes...
Democraticamente se projetam
Tornam-se mais ferozes; são audazes.
Descobrimos de um modo nada terno
O mais perfeito tipo de governo!
MARCOS LOURES
Quando te conheci eu não sabia,
Nem passava sequer em pensamento,
Que amor tresloucado uma anarquia,
Fizesse tempestade em cada vento.
Mas, no fundo, bem sei que este tormento
Transforma-se na festa da alegria
Quando juntos, unidos num momento,
Sabemos praticar democracia!
Nos opostos, amores se completam,
Os turbilhões, devoram-se, vorazes...
Democraticamente se projetam
Tornam-se mais ferozes; são audazes.
Descobrimos de um modo nada terno
O mais perfeito tipo de governo!
MARCOS LOURES
LÍRIOS BRANCOS
LÍRIOS BRANCOS
Andávamos nos vales procurando,
Em meio a tantas urzes, brancos lírios...
O céu como escultura, nos levando,
Envoltos em carícias e delírios...
O vento que soprava manso, brando,
Em teus olhos belezas qual colírios,
Buscava, sem saber que estava amando.
A vida não deixava crer martírios...
Montanhas e seus cumes azulados,
O verde desses campos e esperanças...
Beleza sem igual, divinos prados.
Deus, com toda certeza em orações
Guardou a nossa imagem nas lembranças...
Num hino tão divino aos corações!
MARCOS LOURES
Andávamos nos vales procurando,
Em meio a tantas urzes, brancos lírios...
O céu como escultura, nos levando,
Envoltos em carícias e delírios...
O vento que soprava manso, brando,
Em teus olhos belezas qual colírios,
Buscava, sem saber que estava amando.
A vida não deixava crer martírios...
Montanhas e seus cumes azulados,
O verde desses campos e esperanças...
Beleza sem igual, divinos prados.
Deus, com toda certeza em orações
Guardou a nossa imagem nas lembranças...
Num hino tão divino aos corações!
MARCOS LOURES
QUANTAS VEZES SOZINHO
QUANTAS VEZES SOZINHO
Amiga, tantas vezes fui sozinho
Em busca desta estrela que perdi,
Um pássaro se perde sem ter ninho,
Por isso, companheira, estou aqui,
Na busca deste afeto, teu carinho,
Felicidade sei que existe em ti.
Cansado de saber que nada vinha,
Adormeci meus sonhos sem remédio.
A sorte benfazeja que não tinha,
Distante não procura mais assédio.
Apenas solidão, velha vizinha,
Salva-me em versos tristes deste tédio.
Um sonho que trouxer felicidade
Apenas tão somente em amizade...
MARCOS LOURES
Amiga, tantas vezes fui sozinho
Em busca desta estrela que perdi,
Um pássaro se perde sem ter ninho,
Por isso, companheira, estou aqui,
Na busca deste afeto, teu carinho,
Felicidade sei que existe em ti.
Cansado de saber que nada vinha,
Adormeci meus sonhos sem remédio.
A sorte benfazeja que não tinha,
Distante não procura mais assédio.
Apenas solidão, velha vizinha,
Salva-me em versos tristes deste tédio.
Um sonho que trouxer felicidade
Apenas tão somente em amizade...
MARCOS LOURES
SIMPLESMENTE, UMA AMIZADE
SIMPLESMENTE, UMA AMIZADE
Gargalha tolamente qual palhaço
Desengonçado sonho que criei
De ser nos braços dela, um vivo rei,
Porém a dor chegou em duro traço.
Agora indo sozinho, o quê que eu faço?
Se tudo o que eu queria, não terei.
Vagando em solidão, amiga, eu sei,
Que o mundo vai fechando o forte laço
Asfixiado sigo em tempestade,
Um reles vagabundo, coração.
À margem dos caminhos da paixão,
Morrendo pouco a pouco, a mocidade.
Apenas sobrará uma ilusão?
Quem sabe depois disso, uma amizade?
MARCOS LOURES
Gargalha tolamente qual palhaço
Desengonçado sonho que criei
De ser nos braços dela, um vivo rei,
Porém a dor chegou em duro traço.
Agora indo sozinho, o quê que eu faço?
Se tudo o que eu queria, não terei.
Vagando em solidão, amiga, eu sei,
Que o mundo vai fechando o forte laço
Asfixiado sigo em tempestade,
Um reles vagabundo, coração.
À margem dos caminhos da paixão,
Morrendo pouco a pouco, a mocidade.
Apenas sobrará uma ilusão?
Quem sabe depois disso, uma amizade?
MARCOS LOURES
LEMBRANÇAS VIVAS
LEMBRANÇAS VIVAS
Lembranças delicadas, posto vivas,
Contemplam meus momentos mais atrozes.
Ouvindo vagamente roucas vozes,
As horas vão passando sugestivas.
De tudo o que guardei, expectativas
Em dias mais difíceis e velozes
Invés de companheiras, tão algozes,
As noites sempre frias, pensativas.
Deixando no passado tantos louros,
Troféus que antes julgara imorredouros
Abandonados morrem, perdem chama.
Pergunto, minha amiga, como e quando
O tempo se fará suave e brando,
O nada por resposta triste, clama...
MARCOS LOURES
Lembranças delicadas, posto vivas,
Contemplam meus momentos mais atrozes.
Ouvindo vagamente roucas vozes,
As horas vão passando sugestivas.
De tudo o que guardei, expectativas
Em dias mais difíceis e velozes
Invés de companheiras, tão algozes,
As noites sempre frias, pensativas.
Deixando no passado tantos louros,
Troféus que antes julgara imorredouros
Abandonados morrem, perdem chama.
Pergunto, minha amiga, como e quando
O tempo se fará suave e brando,
O nada por resposta triste, clama...
MARCOS LOURES
TEUS AFRESCOS
TEUS AFRESCOS
Desenhas; no meu corpo teus afrescos
Marcados com batom em lábios quentes.
Decifrando vontades, arabescos,
Explodem em prazeres mais urgentes.
Nos sonhos mais profanos e dantescos
Tu surges em volúpias envolventes.
Loucuras deste amor canibalesco
Que entorna-nos vorazes e contentes.
Fazemos mil caminhos impossíveis
Em trilhas tão fogosas, sem ter siso.
Em posições diversas, incabíveis,
No gozo que renova a mocidade,
Numa explosão de tal ferocidade,
Invado, de repente, o paraíso...
MARCOS LOURES
Desenhas; no meu corpo teus afrescos
Marcados com batom em lábios quentes.
Decifrando vontades, arabescos,
Explodem em prazeres mais urgentes.
Nos sonhos mais profanos e dantescos
Tu surges em volúpias envolventes.
Loucuras deste amor canibalesco
Que entorna-nos vorazes e contentes.
Fazemos mil caminhos impossíveis
Em trilhas tão fogosas, sem ter siso.
Em posições diversas, incabíveis,
No gozo que renova a mocidade,
Numa explosão de tal ferocidade,
Invado, de repente, o paraíso...
MARCOS LOURES
SEM ESPERANÇAS DE FUGA
SEM ESPERANÇAS DE FUGA
Amor que nos envolve e não deixa
Sequer uma esperança de fugir,
Se sou um samurai, tu és a gueixa;
Sem queixas, nosso amor vem me pedir
Que toda eternidade seja pouca
Para esse imenso mar de amor sem fim,
No grito de alegria, a voz mais rouca
Percebe todo amor que existe em mim...
E sou feliz por ter esta aliança
Que envolve um coração insaciável,
Rito fenomenal de uma esperança
Que era antes deste amor, inconsolável.
No peito, uma emoção transborda em festa
Vivendo em cada dia que me resta...
MARCOS LOURES
Amor que nos envolve e não deixa
Sequer uma esperança de fugir,
Se sou um samurai, tu és a gueixa;
Sem queixas, nosso amor vem me pedir
Que toda eternidade seja pouca
Para esse imenso mar de amor sem fim,
No grito de alegria, a voz mais rouca
Percebe todo amor que existe em mim...
E sou feliz por ter esta aliança
Que envolve um coração insaciável,
Rito fenomenal de uma esperança
Que era antes deste amor, inconsolável.
No peito, uma emoção transborda em festa
Vivendo em cada dia que me resta...
MARCOS LOURES
QUANDO ANDASTE ENTRE SERPENTES
QUANDO ANDASTE ENTRE SERPENTES
Amiga, quando andaste entre serpentes
Que formam estas plêiades doridas,
Adaga que prendeste entre teus dentes
Mostrando nesta força uma saída,
Em meio a tantas gentes maldizentes
Achaste a solução da despedida...
Agora em teu retorno, doce mel
Deixado após ferrões destas abelhas,
O brilho descortina-se no céu,
O fogo se faz manso, sem centelhas.
Trotando calmamente o teu corcel
Eu bebo a maciez que em mim espelhas.
O sonho que espalhaste continua;
Amiga sê bem vinda, a casa é tua.
MARCOS LOURES
Amiga, quando andaste entre serpentes
Que formam estas plêiades doridas,
Adaga que prendeste entre teus dentes
Mostrando nesta força uma saída,
Em meio a tantas gentes maldizentes
Achaste a solução da despedida...
Agora em teu retorno, doce mel
Deixado após ferrões destas abelhas,
O brilho descortina-se no céu,
O fogo se faz manso, sem centelhas.
Trotando calmamente o teu corcel
Eu bebo a maciez que em mim espelhas.
O sonho que espalhaste continua;
Amiga sê bem vinda, a casa é tua.
MARCOS LOURES
EM BUSCA DE OUTRO MAR
EM BUSCA DE OUTRO MAR
Vive em teu coração uma andorinha
Voando na procura d’outro mar...
Tua alma viajante vai sozinha,
Na espreita de poder, enfim, amar...
Esqueces tuas dores, pobrezinha;
Vestígios de saudade no luar.
Os cantos te fizeram avezinha
Que pede, simplesmente, p’ra voar...
Quem poderá fazer enfim, que as asas
Aprendam os segredos deste céu.
Teu corpo se acendendo todo em brasas
Os beijos são promessas do desejo.
A mão que te acarinha, fogo e mel,
Percorre estes caminhos sem traquejo...
MARCOS LOURES
Vive em teu coração uma andorinha
Voando na procura d’outro mar...
Tua alma viajante vai sozinha,
Na espreita de poder, enfim, amar...
Esqueces tuas dores, pobrezinha;
Vestígios de saudade no luar.
Os cantos te fizeram avezinha
Que pede, simplesmente, p’ra voar...
Quem poderá fazer enfim, que as asas
Aprendam os segredos deste céu.
Teu corpo se acendendo todo em brasas
Os beijos são promessas do desejo.
A mão que te acarinha, fogo e mel,
Percorre estes caminhos sem traquejo...
MARCOS LOURES
NO FOGO COLOSSAL
NO FOGO COLOSSAL
No fogo colossal de tuas ancas,
Balanças meus olhares, perco o rumo.
As noites que passei sozinho, brancas,
Depois que enfim te vi, ganham aprumo.
As mãos que, viajantes seguem francas,
Espremem da maçã perfeito sumo,
E mansamente, meiga, quando espancas,
Prazeres mais airosos sobem, fumo...
Menina me ninaste e me enganaste,
Serenamente engoles, presas, fera.
O amor que não desnuda não se gera,
A dor do teu legado faz contraste,
Amantes tresloucados... quem me dera...
Nas ancas que rebolas? Me mataste!
MARCOS LOURES
No fogo colossal de tuas ancas,
Balanças meus olhares, perco o rumo.
As noites que passei sozinho, brancas,
Depois que enfim te vi, ganham aprumo.
As mãos que, viajantes seguem francas,
Espremem da maçã perfeito sumo,
E mansamente, meiga, quando espancas,
Prazeres mais airosos sobem, fumo...
Menina me ninaste e me enganaste,
Serenamente engoles, presas, fera.
O amor que não desnuda não se gera,
A dor do teu legado faz contraste,
Amantes tresloucados... quem me dera...
Nas ancas que rebolas? Me mataste!
MARCOS LOURES
SONHANDO
SONHANDO
Sonhando com teus braços, teu carinho,
Eu tantas vezes fico alucinado,
Querendo te encontrar, te dou meu ninho,
Te quero aqui, deitada, do meu lado...
A boca procurando tua boca
Sedenta desta sede que me traz
Vontade de gritar com voz mais rouca,
E ser bem mais vivendo amor e paz,
Se quero mergulhar em manso lago,
Também quero a tempesta e as procelas,
Depois de ter delícias de um afago,
Eu quero o fogo ardente em nossas telas
Pintadas com fulgor, insensatez,
Delícias deste amor que a gente fez...
MARCOS LOURES
Sonhando com teus braços, teu carinho,
Eu tantas vezes fico alucinado,
Querendo te encontrar, te dou meu ninho,
Te quero aqui, deitada, do meu lado...
A boca procurando tua boca
Sedenta desta sede que me traz
Vontade de gritar com voz mais rouca,
E ser bem mais vivendo amor e paz,
Se quero mergulhar em manso lago,
Também quero a tempesta e as procelas,
Depois de ter delícias de um afago,
Eu quero o fogo ardente em nossas telas
Pintadas com fulgor, insensatez,
Delícias deste amor que a gente fez...
MARCOS LOURES
TENTANDO SER FELIZ
TENTANDO SER FELIZ
Enquanto os corações tentam felizes
Momentos entre dores e tormentos
Os olhos que pudessem mais atentos
Traduzem o que tanto ora desdizes.
Apenas coletando cicatrizes
Expresso a solidão em ledos ventos
E bebo os mais diversos sentimentos
Enquanto cortas sempre nas raízes.
Os tempos que inda fossem mais constantes
Os ermos quando muito não garantes
Adentram o vazio de minha alma.
Não tente acreditar em qualquer erro
E saiba da verdade onde o desterro
Somente geraria um tosco trauma.
MARCOS LOURES
Enquanto os corações tentam felizes
Momentos entre dores e tormentos
Os olhos que pudessem mais atentos
Traduzem o que tanto ora desdizes.
Apenas coletando cicatrizes
Expresso a solidão em ledos ventos
E bebo os mais diversos sentimentos
Enquanto cortas sempre nas raízes.
Os tempos que inda fossem mais constantes
Os ermos quando muito não garantes
Adentram o vazio de minha alma.
Não tente acreditar em qualquer erro
E saiba da verdade onde o desterro
Somente geraria um tosco trauma.
MARCOS LOURES
TEIMOSIA
TEIMOSIA
Bem sei que sou teimoso, meu amor,
Não canso de tentar felicidade,
Embora tão distante desta flor,
Eu busco noutro campo, a claridade.
Do nada novamente recompor
O mundo que se foi em falsidade.
Amada, estou aqui ao teu dispor,
Vestido no disfarce da amizade.
Meu coração deveras vagabundo
Se aninha em qualquer barco que chegar.
Na rapidez ingrata do segundo,
Ou nessa eternidade do momento,
Nas fases que se mudam do luar,
Na imprevisão sentida deste vento...
MARCOS LOURES
Bem sei que sou teimoso, meu amor,
Não canso de tentar felicidade,
Embora tão distante desta flor,
Eu busco noutro campo, a claridade.
Do nada novamente recompor
O mundo que se foi em falsidade.
Amada, estou aqui ao teu dispor,
Vestido no disfarce da amizade.
Meu coração deveras vagabundo
Se aninha em qualquer barco que chegar.
Na rapidez ingrata do segundo,
Ou nessa eternidade do momento,
Nas fases que se mudam do luar,
Na imprevisão sentida deste vento...
MARCOS LOURES
JUNTO A TI
JUNTO A TI
Eu quero extasiar-me junto a ti,
Deitar-me em tua cama; sedução,
Te desnudar aos poucos, ter ali
O gosto do pecado e da paixão.
Saber que nos teus braços me perdi
Tocando nos teus seios... Emoção
De te sentir arfando, bem aqui,
Reféns desta delícia, tentação.
E nesta entrega louca, alucinante,
Os olhos revirando, suspiros tantos...
Num êxtase divino e provocante
Tua nudez na minha noite afora,
Cedendo ao desejos e aos encantos.
Te espero minha amada. Vem agora!
MARCOS LOURES
Eu quero extasiar-me junto a ti,
Deitar-me em tua cama; sedução,
Te desnudar aos poucos, ter ali
O gosto do pecado e da paixão.
Saber que nos teus braços me perdi
Tocando nos teus seios... Emoção
De te sentir arfando, bem aqui,
Reféns desta delícia, tentação.
E nesta entrega louca, alucinante,
Os olhos revirando, suspiros tantos...
Num êxtase divino e provocante
Tua nudez na minha noite afora,
Cedendo ao desejos e aos encantos.
Te espero minha amada. Vem agora!
MARCOS LOURES
ENIGMAS
ENIGMAS
Enigmas que sugeres num sorriso
São convites repletos de vontades.
Na mão que me acarinha, um manso aviso
Das loucas sensações, voracidades.
Da nuca em arrepios, os desejos
Explodem num intenso vendaval.
Dos lábios carinhosos, tantos beijos,
Teu corpo delicado e sensual.
Aos poucos decifrando tal esfinge
Mereço a recompensa, teu prazer.
O céu em raro azul, assim se tinge.
De um jeito tão gostoso de se ter,
Criamos nosso mundo em nossos sonhos,
Segredos destes lábios teus, risonhos...
MARCOS LOURES
Enigmas que sugeres num sorriso
São convites repletos de vontades.
Na mão que me acarinha, um manso aviso
Das loucas sensações, voracidades.
Da nuca em arrepios, os desejos
Explodem num intenso vendaval.
Dos lábios carinhosos, tantos beijos,
Teu corpo delicado e sensual.
Aos poucos decifrando tal esfinge
Mereço a recompensa, teu prazer.
O céu em raro azul, assim se tinge.
De um jeito tão gostoso de se ter,
Criamos nosso mundo em nossos sonhos,
Segredos destes lábios teus, risonhos...
MARCOS LOURES
EM PLENA GLÓRIA
EM PLENA GLÓRIA
Amor ilimitado que eu te tenho,
Além das velhas cercas do quintal.
De todos os meus sonhos sempre venho,
Aporto nosso sonho sem igual,
Ao ver tua beleza me detenho
E sinto o quanto a vida é genial.
Mistérios deste amor sem empecilhos,
Sublime em cada novo amanhecer.
É raro no seu porte, segue em trilhos
Levando calmamente ao renascer;
Do sol que se enternece, rouba os brilhos
Numa certeza plena de prazer.
Amor além do amor, nada o contém,
Se faz na plena glória, o nosso bem...
NARCOS LOURES
Amor ilimitado que eu te tenho,
Além das velhas cercas do quintal.
De todos os meus sonhos sempre venho,
Aporto nosso sonho sem igual,
Ao ver tua beleza me detenho
E sinto o quanto a vida é genial.
Mistérios deste amor sem empecilhos,
Sublime em cada novo amanhecer.
É raro no seu porte, segue em trilhos
Levando calmamente ao renascer;
Do sol que se enternece, rouba os brilhos
Numa certeza plena de prazer.
Amor além do amor, nada o contém,
Se faz na plena glória, o nosso bem...
NARCOS LOURES
NUM LABIRINTO IMENSO
NUM LABIRINTO IMENSO
Num labirinto imenso me perdi
Em busca de mim mesmo, nada achei,
Porquanto quase que me convenci
De que nada mais sei e nem serei.
Ao ver-me sem destino foi que vi
A porta semi-aberta que encontrei
Mostrava-te bem perto, logo ali,
Saída transformada em regra e lei.
Amada, não me perco mais do rumo
Levado pelo brilho de teus rastros.
Não sabes, mas em ti, meu bem, aprumo
E percebo que esta sorte já mudou.
Meu céu buscando assim por tantos astros,
Apenas os teus passos encontrou...
MARCOS LOURES
Num labirinto imenso me perdi
Em busca de mim mesmo, nada achei,
Porquanto quase que me convenci
De que nada mais sei e nem serei.
Ao ver-me sem destino foi que vi
A porta semi-aberta que encontrei
Mostrava-te bem perto, logo ali,
Saída transformada em regra e lei.
Amada, não me perco mais do rumo
Levado pelo brilho de teus rastros.
Não sabes, mas em ti, meu bem, aprumo
E percebo que esta sorte já mudou.
Meu céu buscando assim por tantos astros,
Apenas os teus passos encontrou...
MARCOS LOURES
NA LOUCURA
NA LOUCURA
Mergulho meu desejo na loucura
Que faz de ti mulher tão cobiçada.
Meu corpo se encontrando na procura
Por tua boca intensa, extasiada...
A noite se promete na mistura
Na nossa tresloucada madrugada
Suspiros e gemidos... Que tortura!
Rompendo todo o medo e alvorada...
Na busca alucinante te proponho
Viver cada segundo, intensamente.
Num êxtase divino, nosso sonho,
De termos mais as loucas sensações,
Depois de começarmos novamente,
Sentir o louco gozo em explosões!
MARCOS LOURES
Mergulho meu desejo na loucura
Que faz de ti mulher tão cobiçada.
Meu corpo se encontrando na procura
Por tua boca intensa, extasiada...
A noite se promete na mistura
Na nossa tresloucada madrugada
Suspiros e gemidos... Que tortura!
Rompendo todo o medo e alvorada...
Na busca alucinante te proponho
Viver cada segundo, intensamente.
Num êxtase divino, nosso sonho,
De termos mais as loucas sensações,
Depois de começarmos novamente,
Sentir o louco gozo em explosões!
MARCOS LOURES
PALHAÇO
PALHAÇO
Coração, um palhaço em picadeiro,
De tanto que apanhou, não aprendeu.
Na busca de um amor mais companheiro,
Que longe do que sonho, se perdeu.
Em meio à solidão, vazio; esgueiro,
Retrato do que fomos? Resta o meu.
Do amor sempre pensei ser garimpeiro
Porém meu mundo; em nada, se verteu...
Somente me restando esta certeza
De ser o nada além do que não fui.
Jogado à correnteza, mansa, flui
Em direção à foz, sem ter remédio.
Trocar a solidão por duro tédio?
Num reino sem castelo e sem princesa...
MARCOS LOURES
Coração, um palhaço em picadeiro,
De tanto que apanhou, não aprendeu.
Na busca de um amor mais companheiro,
Que longe do que sonho, se perdeu.
Em meio à solidão, vazio; esgueiro,
Retrato do que fomos? Resta o meu.
Do amor sempre pensei ser garimpeiro
Porém meu mundo; em nada, se verteu...
Somente me restando esta certeza
De ser o nada além do que não fui.
Jogado à correnteza, mansa, flui
Em direção à foz, sem ter remédio.
Trocar a solidão por duro tédio?
Num reino sem castelo e sem princesa...
MARCOS LOURES
A NAMORADA MAIS PERFEITA
A NAMORADA MAIS PERFEITA
Tu és a namorada mais perfeita
Que um dia eu poderia imaginar.
De uma certeza infinda, sei que és feita
Dos raios que recebo do luar.
A vida após te ter, está refeita
De tanto que sofri, não mais penar.
Amor que trago em mim, em crença ou seita,
É tudo o que pretendo te ofertar.
Não trago rosas nem sequer espinhos,
Não vou fazer promessas nem discursos,
Tal qual se fossem rios em seus cursos
Nossos rumos traçados pelo amor,
Irão trazer magias, nossos ninhos,
Futuro dadivoso a se compor...
MARCOS LOURES
Tu és a namorada mais perfeita
Que um dia eu poderia imaginar.
De uma certeza infinda, sei que és feita
Dos raios que recebo do luar.
A vida após te ter, está refeita
De tanto que sofri, não mais penar.
Amor que trago em mim, em crença ou seita,
É tudo o que pretendo te ofertar.
Não trago rosas nem sequer espinhos,
Não vou fazer promessas nem discursos,
Tal qual se fossem rios em seus cursos
Nossos rumos traçados pelo amor,
Irão trazer magias, nossos ninhos,
Futuro dadivoso a se compor...
MARCOS LOURES
BONS AMIGOS
BONS AMIGOS
A vida se transforma em vis geleiras
Nas galerias torpes dos caminhos
Andamos entre dores costumeiras,
Na busca por prazeres e carinhos.
Embalde nos perdemos sem bandeiras,
E vamos tantas vezes mais sozinhos.
As ilusões se tornam corriqueiras,
As esperanças partem pr’outros ninhos...
Penhascos que enfrentamos, são imensos,
Muitas vezes parece inalcançável
O sonho de vivermos sem perigos.
Porém por tantas vezes nisso eu penso,
O mundo enfim seria mais amável
Se tivéssemos sempre bons amigos...
MARCOS LOURES
A vida se transforma em vis geleiras
Nas galerias torpes dos caminhos
Andamos entre dores costumeiras,
Na busca por prazeres e carinhos.
Embalde nos perdemos sem bandeiras,
E vamos tantas vezes mais sozinhos.
As ilusões se tornam corriqueiras,
As esperanças partem pr’outros ninhos...
Penhascos que enfrentamos, são imensos,
Muitas vezes parece inalcançável
O sonho de vivermos sem perigos.
Porém por tantas vezes nisso eu penso,
O mundo enfim seria mais amável
Se tivéssemos sempre bons amigos...
MARCOS LOURES
AMORES LÚCIDOS?
AMORES LÚCIDOS?
Não quero amores lúcidos, serenos...
Daqueles que jamais me dizem não!
Sem Loucura qualquer, rumo direção..
Dias pálidos, tímidos... Venenos...
Daqueles que não somam, pois são menos.
Amores que não marcam coração.
Atônicos, atônitos, do chão...
Das dores esquecidos; vão amenos...
As fantasias perdem, são vazios;
Amores sem desejos, sem ter cios...
Não os quero! Servis, amores coxos.
Sem temperos, delírios, marasmáticos...
Tísicos, repetidos, são estáticos.
Pretendo nós atados, nunca frouxos...
MARCOS LOURES
Não quero amores lúcidos, serenos...
Daqueles que jamais me dizem não!
Sem Loucura qualquer, rumo direção..
Dias pálidos, tímidos... Venenos...
Daqueles que não somam, pois são menos.
Amores que não marcam coração.
Atônicos, atônitos, do chão...
Das dores esquecidos; vão amenos...
As fantasias perdem, são vazios;
Amores sem desejos, sem ter cios...
Não os quero! Servis, amores coxos.
Sem temperos, delírios, marasmáticos...
Tísicos, repetidos, são estáticos.
Pretendo nós atados, nunca frouxos...
MARCOS LOURES
AMORES VAGOS
AMORES VAGOS
Amores vagos, cegos cavernosos...
Desértica miragem, num oásis...
Serpenteiam venais, vis, venenosos...
Destroem minhas tolas, frágeis bases.
Segredos que abortei, miraculosos,
A lua se transmuda em tantas fases...
Amores violentos, belicosos...
Sem nada do que pedes, nada fazes,
Que pretendes com tantas falsidades?
Emblemaste vertigens e polêmicas.
Não demonstraste tuas qualidades...
Virtudes escondeste, eram anêmicas.
Amores que me deste, restam trapos...
Das camas que dormimos, nem fiapos...
MARCOS LOURES
Amores vagos, cegos cavernosos...
Desértica miragem, num oásis...
Serpenteiam venais, vis, venenosos...
Destroem minhas tolas, frágeis bases.
Segredos que abortei, miraculosos,
A lua se transmuda em tantas fases...
Amores violentos, belicosos...
Sem nada do que pedes, nada fazes,
Que pretendes com tantas falsidades?
Emblemaste vertigens e polêmicas.
Não demonstraste tuas qualidades...
Virtudes escondeste, eram anêmicas.
Amores que me deste, restam trapos...
Das camas que dormimos, nem fiapos...
MARCOS LOURES
LUAR QUE ME TRAZ SAUDADE
LUAR QUE ME TRAZ SAUDADE
Luar que brilha a me trazer saudade...
Sonho divino, que perdi tristonho...
Em serenata cantarei meu sonho,
Perfeito, radiante claridade...
Por tanto que eu te quis; felicidade,
O mundo me restou pobre e medonho...
Na luz que me irradia, essa verdade
Escondida, temida, assim exponho
Alegria foi farsa, imersa em pranto.
O meu olhar vazio, vai nevado,
Espero teu amor, teu mago encanto.
No rumo que já sei carrego um cardo,
Porém, em plena dor, eu me agiganto.
Meu verso se desnuda, amortalhado...
MARCOS LOURES
Luar que brilha a me trazer saudade...
Sonho divino, que perdi tristonho...
Em serenata cantarei meu sonho,
Perfeito, radiante claridade...
Por tanto que eu te quis; felicidade,
O mundo me restou pobre e medonho...
Na luz que me irradia, essa verdade
Escondida, temida, assim exponho
Alegria foi farsa, imersa em pranto.
O meu olhar vazio, vai nevado,
Espero teu amor, teu mago encanto.
No rumo que já sei carrego um cardo,
Porém, em plena dor, eu me agiganto.
Meu verso se desnuda, amortalhado...
MARCOS LOURES
FALANDO DESTE AMOR
FALANDO DESTE AMOR
Falando deste amor que é solução
E traz uma esperança em cada verso,
Do fogo que nos queima, frente e verso,
Na vida nos entorna uma emoção.
Andar no paraíso, pés no chão,
Um coração que andara tão disperso
Mudando da medalha, seu reverso,
Agora ardendo, cego de paixão...
Falar de nosso amor é ter, decerto,
Um rumo mais airoso para a vida.
Oásis que encontrei neste deserto
Prelúdios de esperança, sonho raro.
Nas duras caminhadas, meu amparo.
Do labirinto imenso é a saída!
MARCOS LOURES
Falando deste amor que é solução
E traz uma esperança em cada verso,
Do fogo que nos queima, frente e verso,
Na vida nos entorna uma emoção.
Andar no paraíso, pés no chão,
Um coração que andara tão disperso
Mudando da medalha, seu reverso,
Agora ardendo, cego de paixão...
Falar de nosso amor é ter, decerto,
Um rumo mais airoso para a vida.
Oásis que encontrei neste deserto
Prelúdios de esperança, sonho raro.
Nas duras caminhadas, meu amparo.
Do labirinto imenso é a saída!
MARCOS LOURES
UMA SAÍDA
UMA SAÍDA
Do labirinto imenso, é a saída
Amor que nos transforma em poesia.
Tomando nossa sorte em harmonia,
Esquece toda a dor da despedida.
A mão que me acarinha traz a vida
A quem não mais pensava em alegria.
É tudo como em sonho eu mais queria,
Tua presença amiga e tão querida.
Vagando por teu corpo, lua e estrela,
Rainha dos meus versos, sedução.
Eu necessito e sempre quero tê-la
No acorde delicado da canção
Que fale deste amor tão verdadeiro,
Guia dos meus desejos, feiticeiro...
MARCOS LOURES
Do labirinto imenso, é a saída
Amor que nos transforma em poesia.
Tomando nossa sorte em harmonia,
Esquece toda a dor da despedida.
A mão que me acarinha traz a vida
A quem não mais pensava em alegria.
É tudo como em sonho eu mais queria,
Tua presença amiga e tão querida.
Vagando por teu corpo, lua e estrela,
Rainha dos meus versos, sedução.
Eu necessito e sempre quero tê-la
No acorde delicado da canção
Que fale deste amor tão verdadeiro,
Guia dos meus desejos, feiticeiro...
MARCOS LOURES
sexta-feira, 13 de julho de 2012
SEXTINA 43 SEM SENTIDO
SEXTINA 43 SEM SENTIDO
Não adiantam mais sequer palestras
Palavras se perdendo sem sentido,
Nos versos as imagens mais funestas
Não tendo mais noção matando o rumo,
Fingindo que conhecem belo vinho,
Transbordam num licor bem mais amargo...
Cansado de sorver o gosto amargo
Enganam com mentiras e palestras,
Dizendo que vinagre virou vinho
Não têm mais, na verdade, algum sentido,
Tentando desviar depressa o rumo
Relíquias nas imagens tão funestas.
Sedentos pelas mágicas funestas
Que fazem do mais doce, o mais amargo
A turba desconhece assim o rumo
Vestindo a fantasia das palestras.
O vento da bobagem faz sentido
Metendo pela goela qualquer vinho.
A bagaceira quer virar um vinho
Nas trambiqueiras notas tão funestas
Eu sinto o quanto o verso tem sentido
Bebendo este boçal e fino amargo.
Vendendo o seu quinhão nestas palestras
O quanto nada vale acerta o rumo.
Poetas sem vigor perdendo o rumo
Não sabem dar valor ao raro vinho
E escondem-se debaixo das palestras
Sem nexo, sem caminho e sem sentido.
Empaturrando a pança com o amargo
Mostrando suas faces vãs, funestas
De tanta baboseira sem sentido
Eu sinto que o cavalo perde o rumo,
Portando este chicote fica amargo
E quer nos convencer que traz o vinho
Nas poesias torpes e funestas
Moderna aberração pede palestras
Ouvindo tais palestras sem sentido
As horas vão funestas, perdem rumo.
E tornam o meu vinho mais amargo.
MARCOS LOURES
Não adiantam mais sequer palestras
Palavras se perdendo sem sentido,
Nos versos as imagens mais funestas
Não tendo mais noção matando o rumo,
Fingindo que conhecem belo vinho,
Transbordam num licor bem mais amargo...
Cansado de sorver o gosto amargo
Enganam com mentiras e palestras,
Dizendo que vinagre virou vinho
Não têm mais, na verdade, algum sentido,
Tentando desviar depressa o rumo
Relíquias nas imagens tão funestas.
Sedentos pelas mágicas funestas
Que fazem do mais doce, o mais amargo
A turba desconhece assim o rumo
Vestindo a fantasia das palestras.
O vento da bobagem faz sentido
Metendo pela goela qualquer vinho.
A bagaceira quer virar um vinho
Nas trambiqueiras notas tão funestas
Eu sinto o quanto o verso tem sentido
Bebendo este boçal e fino amargo.
Vendendo o seu quinhão nestas palestras
O quanto nada vale acerta o rumo.
Poetas sem vigor perdendo o rumo
Não sabem dar valor ao raro vinho
E escondem-se debaixo das palestras
Sem nexo, sem caminho e sem sentido.
Empaturrando a pança com o amargo
Mostrando suas faces vãs, funestas
De tanta baboseira sem sentido
Eu sinto que o cavalo perde o rumo,
Portando este chicote fica amargo
E quer nos convencer que traz o vinho
Nas poesias torpes e funestas
Moderna aberração pede palestras
Ouvindo tais palestras sem sentido
As horas vão funestas, perdem rumo.
E tornam o meu vinho mais amargo.
MARCOS LOURES
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