domingo, 29 de abril de 2018

AS CONTAS DO QUE DEVO

AS CONTAS DO QUE EU DEVO         


As contas do que devo ora se vendo
Na desvairada senda em tempestade
Enquanto o dia a dia se degrade
Na face de um temor em tom horrendo,

E quando outro momento; em vão, desvendo,
Procuro inutilmente a liberdade
Ao menos se desenha nova grade
E o tempo transformando cada adendo.

Repastos neste encanto que não veio
O todo se desenha em tal receio
Que nada mais traria alguma sorte,

E vendo a luta além quando desponte,
Esqueço meu caminho no horizonte
Sem nada que de fato me conforte...


MARCOS LOURES

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