segunda-feira, 30 de abril de 2018

ESTOU SOZINHO


Que extrema cada gesto e perde a rota
Depois de ter achado-se infalível
O amor não tem desculpa e sendo crível
A sorte pouco a pouco se desbota

E quando uma ilusão de novo brota
O solo que pensara ser passível
De toda mansidão indescritível
Agora esta aridez mordaz denota.

Queria tão somente ser feliz,
Mas quando a realidade contradiz
Não resta quase nada ao caminheiro

Durante a tempestade, timoneiro
Nas mãos do pesadelo, intemerato,
Mas quando estou sozinho em vão debato.

MARCOS LOURES

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