A CADA PASSO
Ainda quando pude noutra forma
Andar pelos caminhos mais dispersos
Ousando imaginar dentre meus versos
A velha fantasia, a que deforma,
Enquanto a solidão se faça a norma,
Precisos e imprecisos universos
Matando os sonhos ritos que diversos
Desenham o temor e me transforma.
Negando alguma chance a quem buscara
A luz imaginária imensa e rara,
Apenas outra farsa em nova fase.
Mereço no final tal sofrimento
E quando outro caminho, ainda eu tento,
A sorte a cada passo mais defase...
MARCOS LOURES
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