O NADA
Falasse de um amor que não tivera
A fúria desdenhosa de quem tenta
Vencer a calmaria co’a tormenta
Enaltecendo em si a viva fera,
Olhando para trás e, quem me dera,
Soubesse desvendar a violenta
Noção que a cada engano se apresenta
Matando o quanto a sorte degenera.
Carpindo cada ausência que carrego,
Ainda quando pude rude e cego,
Um náufrago sem mesmo algum descanso.
E quando num remanso me encontrara
A tempestade invade essa seara
E mesmo após a luta, o nada alcanço.
Marcos Loures
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