sábado, 12 de maio de 2018

GLAUCO

GLAUCO


Glauco, divindade que, marinha
Apaixonado pela ninfa Cila,
Porém a vida nega e descarrila
Paixão se demonstrando mais daninha

Destarte a cada passo noutro vinha
E Circe a transformando em medonha,
E quando ao se sentir, enquanto ponha
A imagem desolada e vã; mesquinha,

Assim quando voltara então a Glauco
Horrível criatura em torpe palco,
Deveras foi dali já deportada,
Mas este quando soube da verdade

A Circe desprezou e na igualdade
De tantos infortúnios, restou nada.


MARCOS LOURES

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