sábado, 12 de maio de 2018

HOLOCAUSTO

HOLOCAUSTO


Hécate uma noturna divindade
Que com sua matilha; cães nefandos
Aparecendo em toscos, ledos bandos
Enquanto a noite vem e tudo invade,

Avessa ao que trouxesse claridade
Os dias em seus passos, sempre infandos
Ártemis trazia em tempos brandos
A lua com suprema liberdade,

E Hécate desvendando esta outra face
Da noite, que temível se mostrasse
E nisto se desenha o rude infausto,

Em rituais macabros se abatiam
Negros cães e cordeiros, já se viam
Usados para a deusa em holocausto…


MARCOS LOURES

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