sábado, 12 de maio de 2018

SOMANDO ESTES CADÁVERES


Somando estes cadáveres que trago
Na vida sem sentido em dor e mágoa
O tempo se anuncia mais brumoso
E o vento não dissipa tempestades,
Adentro entre paredes, velhas ruínas,
O canto sem sentido ora se cala,

A vida quando o tempo teima e cala
O sonho que em verdade trama um trago
Que possa suplantar da alma ruínas
E crer que na verdade a velha mágoa
Embora se transforme em tempestades
Não deixe o tempo assim, sempre brumoso,

O quanto poderia ao ser brumoso
Marcar com tom feroz o que se cala
E crer apascentar as tempestades
Enquanto este vazio na alma eu trago,
E bebo pouco a pouco toda a mágoa
De um tempo feito em guerras e ruínas,

O tanto que se veja onde há ruínas
E o passo contra o muito que brumoso
Gerasse no vazio tanta mágoa
E nisto o que deveras não se cala
Expressa o quanto tento e agora trago
Vestindo as mais diversas tempestades,

E nestas dolorosas tempestades
Andando sem destino em tempestades
O quanto se produz em tais ruínas
Escombros de minha alma em tom brumoso
E sendo tanto omissa ora se cala
E ainda se expressasse em rude mágoa!

O verso traduzindo o quanto em mágoa
Pudesse caminhar em tempestades
Tramando o quanto vejo e a voz se cala
Deixando uma esperança em vãs ruínas
E o tempo que se faça mais brumoso,
Enquanto algum sorriso falso eu trago,

Nas mãos agora trago apenas mágoa
E sei quanto brumoso em tempestades
Ao ver tantas ruínas, a alma cala...

MARCOS LOURES

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