Tentando acreditar no que não veio,
Vivendo a sincronia sem limites
Ainda que se pense nesta perda
O canto se perdendo noutro rumo,
O enredo se traduz em heresia
E a sorte nada mais presume em paz,
O quanto deveria ter em paz
Decerto na verdade nunca veio
E o canto feito em dor e em heresia
Marcasse com temor os seus limites
E sei que no vazio quando rumo
A vida se transforma em pura perda,
Somando na verdade cada perda,
O tanto que buscara em mansa paz
Agora se desenha noutro rumo
E bebo do que possa em raro veio,
E sinto o quanto viva sem limites
Ou mesmo simplesmente em heresia,
A vida traduzida em heresia
O canto se transforma em mera perda
E o verso se transporta e dos limites
Ao menos poderia haver a paz,
Mas nada do que resta ainda veio
Trazer este momento aonde rumo,
E sigo cada passo em ledo rumo,
E nada do veja em heresia
Explora o sentimento e mesmo veio
Traçar outro cenário senão perda
E o quanto se procura enfim em paz
Não deixa no final sequer limites,
E quando se aproxima dos limites
Do todo que se faz em claro rumo
Tramando a vida feita em plena paz
Supera no final esta heresia
E nisto o que se veja gera a perda
E traça o quanto nunca outrora veio,
E quando o sonho veio sem limites
Além da simples perda, meta e rumo,
Vencida esta heresia resta a paz.
MARCOS LOURES
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