sexta-feira, 11 de maio de 2018

DA VIDA CONHECI



Da vida conheci queda e tropeço,
Me mordes e depois mansa, ainda ris
Fingiste maciez, doce recato,
Não pude te entender, me deste bote...
Cuspiste tão risonha no meu prato,
Negaste qualquer chance a quem buscara,

A sorte de tal forma se buscara
E o tempo gera apenas o tropeço
Que possa traduzir o que no prato
Expressaria o vago enquanto ris
E preparando enfim o velho bote,
Sorrindo com terror, mero recato,

O mundo que pudera em tal recato
Vestir esta emoção que se buscara
Gerando com terror a cada bote
E nisto sem sentido algum tropeço
E vago sem saber do quanto ris
Vazia esta esperança nega o prato,

Meu mundo no caminho em rude prato
O prazo se transforma e sem recato,
Meu tempo quando expressa o quanto ris
Transforma na verdade o que eu buscara
Cerzindo a cada instante outro tropeço
E nisto se vislumbra em mar o bote,

O tanto que pudera trame um bote
Que possa me trazer um raro prato,
E sei que no final sendo tropeço
O verso anunciado sem recato,
Enfrenta o que deveras mais buscara
Gerando o quanto ousando ainda ris,

E sei do que eu pudera enquanto ris
E nisto a solidão prepara o bote
E vejo om quanto possa e até buscara,
Vestígios do passado em velho prato
A vida sem saber qualquer recato
Enfrenta sem sentido algum tropeço,

E quando mal tropeço e tu te ris
O mundo sem recato gera o bote
E nega o prato que eu buscara,


MARCOS LOURES

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