Não mais que meramente eu vi a vida
Nesta avidez que tanto se moldara
E sei da solidão quando percebo
O todo noutro rumo mais sutil,
E o verso se tramasse de tal forma
Que nada mais se veja após o porto,
O barco se perdendo sem que o porto
Traduza na verdade a minha vida
E sei do quanto trama a cada forma
O medo que em verdade se moldara
No tanto que pudera ser sutil
E dita o que deveras mal percebo,
Sentindo o quanto quero e assim percebo,
Vivendo tão somente o velho porto
E o passo se deseja mais sutil
A sorte desenhasse a leda vida
Marcando com temor o que moldara
Nas tramas que gerassem nova forma,
E o tanto se desenha de tal forma
Que nada mais se veja e assim percebo
O quanto na verdade se moldara
No tempo que se trama noutro porto
E dita a minha sorte em leda vida
E vivo o quanto possa ser sutil,
O mundo se fizera mais sutil
E nada do que possa em nova forma
Tramasse o quanto vejo em minha vida
E sei deste cenário e assim percebo
O muito que deveras trame porto
Do todo que esperança mal moldara,
Apenas no vazio se moldara
O tempo mais atroz, mesmo sutil,
E o quanto se desenha noutro porto
Tramando com certeza nova forma
Expressa o que decerto ora percebo
E vivo sem sentido a minha vida,
O quanto desta vida se moldara
No todo que percebo ser sutil,
Ousando noutra forma, busco o porto.
MARCOS LOURES
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