Mapeio o coração e assim percebo
Das tramas deste velho companheiro
O quanto se anuncia noutra face
E sem sequer sentido não disfarça
Vencendo o mais diverso temporal
Espreito da janela este horizonte,
Equânime caminho no horizonte
Traduz o quanto quero e mais percebo
E vendo muito além o temporal,
O quanto se mostrara companheiro
Pousando aonde a sorte não disfarça
Mostrando com ternura a branda face,
Procuro neste instante a velha face
De quem já se fizera em horizonte
Diverso do que tanto ora disfarça
E gera noutro senso, amor, percebo,
Vestindo o meu caminho, companheiro,
Do quanto renegasse o temporal,
A vida traz o velho temporal
E sei quando oferece após a face
E sinto sem temor o companheiro
Que vague pelas teias do horizonte
E nisto o quanto quero e mais percebo
Transcende ao que deveras mal disfarça,
A sorte de tal forma se disfarça
E gera noutro instante um temporal,
E quando no final eu mal percebo
O mundo se desenha em rude face,
E traz no quanto houvera este horizonte
Um canto que pudera companheiro,
E sendo do meu canto companheiro,
O verso noutro tom tanto disfarça
E gera no final belo horizonte
Embora se anuncie o temporal,
O mundo resumindo nesta face
Prevendo o que decerto ora percebo,
E vendo o que percebo, companheiro,
O tempo noutra face não disfarça
E o temporal domina este horizonte...
MARCOS LOURES
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