sexta-feira, 11 de maio de 2018

NÃO QUERO SER APENAS 420



Não quero ser apenas outro estorvo
Tampouco caminhar sem direção
Vencido pelo velho pesadelo,
O tanto que pudera e fosse muito
Resume na verdade o que ora tenho
E cerco meu caminho em tal temor,

O mundo anunciando este temor
E dele se presume algum estorvo
E possa traduzir o quanto tenho
Vagando noutro passo e direção
E nada do que possa trazer muito
Endossa cada velho pesadelo.

O mundo se anuncia em pesadelo
E gera tão somente este temor
Além do que pudera busco o muito
Que reste dentro da alma sem estorvo
E tento no horizonte a direção
Ditando o que deveras tento e tenho,

Ainda quando o sonho teimo e tenho,
Um passo resumisse em pesadelo,
O quanto se perdera em direção
Vagando pela vida sem temor
Grassando este vazio, num estorvo,
Trazendo o quanto fora em dores, muito,

E o tanto que anuncias sendo muito
Eclode no vazio que ora tenho,
E bebo a sensação do raro estorvo
Traçando sem sentido o pesadelo
E nisto o quanto possa em tal temor
Tomasse novo rumo e direção,

A vida se anuncia e a direção
Que possa ao mesmo tempo ditar muito
No quanto se moldara com temor
E vaga sem saber do quanto eu tenho
Vencendo o mais diverso pesadelo,
E nisto se criasse novo estorvo,

A vida sendo estorvo, a direção
Que leve ao pesadelo nos diz muito,
E disto o que ora tenho é vão temor...


MARCOS LOURES

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