Não sinto mais o vento do passado
Rondando como fosse espectro vivo
E bebo os meus anseios com fartura,
No tanto que me cabe em mansidão,
O verso se traduz em vaga sorte
E nada mais procuro senão paz,
O quanto se desenha em plena paz
O corte noutro tempo, em meu passado,
O dia que transcenda à própria sorte
E o mundo aonde possa e mesmo vivo,
Expresso o meu caminho em mansidão
Vivendo o quanto possa em tal fartura,
A vida se anuncia com fartura
E tento noutro instante a doce paz
Que sei nesta verdade em mansidão
Ousando perpetrar do meu passado,
O dia que deveras busco e vivo,
E nele se encontrasse a melhor sorte,
Vagando em noite clara busco a sorte,
Ainda quando tento com fartura
Traçar o dia a dia que ora vivo,
Vencendo o meu caminho agora em paz,
E nisto cada sombra do passado,
Resume o quanto quero em mansidão,
O verso se anuncia e a mansidão
Expressa no final a melhor sorte,
E quando vejo as sombras do passado,
O mundo que tivera tal fartura,
Agora desenhando um rumo em paz
Traduz o que decerto busco e vivo,
E sei do meu caminho enquanto vivo
Os dias na completa mansidão,
E sei do quanto pude desta paz,
E nada mais pudesse em plena sorte,
Vivendo o que transporta em tal fartura
Deixando o sofrimento no passado,
O tanto quanto pude de um passado
Envolto na completa mansidão,
Encontro finalmente a rara paz
E sei da imensidão em boa sorte
Que trame com certeza esta fartura
Deixando o sofrimento no passado,
Enquanto o meu passado fosse vivo,
Onde há fartura e agora mansidão
Teria vária sorte sem ter paz.
MARCOS LOURES
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