sexta-feira, 11 de maio de 2018

TEMPERAS TEUS DESEJOS SEM AMAR 310


Temperas teus desejos sem amar
E sempre que procuras, contratempo.
Atado sem sair, perdendo o espaço,
Disfarço meu cansaço desta luta.
Amor que se deseja e se renega
Na disputa revela o seu fracasso!

O mundo anunciando outro fracasso
Aonde poderia tanto amar
O sonho se mostrara e o que renega
Não deixa que se veja o contratempo
Marcando com terror o quanto luta
E cede novamente algum espaço,

Pousando no vazio, em rude espaço,
O tanto quanto queira diz fracasso
E sigo outro cenário em vaga luta,
A sorte se desenha enquanto amar
E bebo tão somente o contratempo
E nisto o quanto eu quis já se renega,

Exibo no caminho o que renega
A velha sensação já sem espaço
E quando no final tal contratempo
Tramasse novamente algum fracasso,
E nisto o quanto possa enfim amar
Encontraria apenas velha luta,

E sei do quanto a sorte tenta e luta
Nos ermos de quem sonha e não renega
O verso que pudera tanto amar
E quando na verdade sem espaço
O mundo se anuncia num fracasso
E o todo se resume em contratempo,

A cada novo engodo e contratempo,
O templo se destrói e tanta luta
Só possa resumir novo fracasso,
E sei do quanto o gozo ora renega
E bebo este momento sem espaço
Enquanto a vida traz o rude amar,

Sentindo que te amar é contratempo,
A falta de um espaço trama a luta
Que apenas não renega este fracasso.


MARCOS LOURES

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