Teus olhos sempre vertem-se no pranto
O vazio da noite, é sempre bruto.
A máscara dorida da saudade
Está tomando o rosto de quem ama.
Não resta nem sequer faísca e chama
A morte te promete lealdade...
A senda feita em luta e lealdade
Traduz o meu caminho em rude pranto
E sei do que pudera e quando chama
A vida na verdade em tom mais bruto
Expressa o quanto possa quem tanto ama
E vive tão somente da saudade
O mundo se anuncia em tal saudade
Ainda quando vejo a lealdade
Que possa permitir a quem mais ama
Ousar além do mero e rude pranto,
Vivendo este cenário aonde bruto
O tempo eclode apenas nesta chama,
O verso que em verdade já nos chama
E traz nas mãos o vento da saudade
Encontra a cada passo, um tempo bruto,
E sei do quanto valha a lealdade
Ainda que demonstre em dor e pranto
O todo acalentando o quanto se ama,
A luta desenhada diz quem ama
E traça o que pudera nesta chama
Vagando pelos ermos de algum pranto,
E nada do que trace esta saudade
Encontra no final a lealdade
Vencendo um dia a dia amargo e bruto,
Caminho se desenha mesmo bruto
E nesta sorte, farto quando se ama,
Vivendo com ternura e lealdade
Pudera com vigor na rara chama
Trazer o que em verdade diz saudade
E deixa para trás o medo e o pranto,
E vejo neste pranto o passo bruto
Acende esta saudade e sei quem ama
Expressa em rara chama a lealdade...
MARCOS LOURES
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