quinta-feira, 8 de setembro de 2011

¿ VOCÊ NÃO SER VOCÊ? - DUETO COM DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO

O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.
Martin Luther King

¿ VOCÊ NÃO SER VOCÊ?

Você não ser Você, eis a questão
Todos devem tornar-se no seu ser
Aqueles que estacionam no que são
não evoluem; param de crescer

Uma nação só chega a ser NAÇÃO
quando o povo puder desenvolver
os talentos que traz, por vocação,
em vez de desviar-se e se perder

no crime ou mendicância. Por sinal
uma NAÇÃO tem lei que é respeitada
sua classe dominante é dedicada

ao bem comum; porém tudo vai mal
se no governo impera a corrupção
e no povo a passiva alienação.

Diógenes Pereira de Araujo-

Não é só necessário a um país
Que a fome seja extinta ou mesmo além
A liberdade em si também contém
Respeito que permita o ser feliz,

Nem mesmo se fazer o que se quis,
Decerto tantos fatos que se vêm
Na face mais amarga do desdém,
Deixando a mais profunda cicatriz.

Nem só nalgum momento atroz ou crítico,
É concebível ver quando um político
Expresse o quanto valha ou mesmo não,

Cultura, educação, lazer saúde,
O resto? Mera farsa onde se ilude,
Volvendo ao tosco circo e ao velho pão.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

- SONETO AO 7 DE SETEMBRO EM HOMENAGEM À CLASSE POLÍTICA

A pulga num cachorro faz sucesso
E vive o tempo inteiro de carona
Bebendo muito sangue, eu te confesso
Que a pulga não descansa na poltrona

Verdade é que com ela não me estresso,
Além de ser terrível e mandona
De cão em cão fazendo este progresso
Parece que do bicho, se fez dona...

Pior são as pulguinhas que nascendo
Aumentam a terrível freguesia,
Enquanto o pulgaréu já se procria

Mais sangue no canil anda bebendo,
Preciso terminar com esta festa,
Só pulga no coitado é o que inda resta...

- MORENA

Escrevo libertando meus anseios,
Vivenciando mundos que não vi,
Enquanto permaneço quieto aqui,
Decifro dos meus sonhos, rumos, veios.

Por mais que enamorado, sem rodeios,
Chegando devagar, perto de ti,
O amor que tanto dei e recebi,
Não deixa ao pensamento sequer freios.

Nos seios da morena, no seu colo,
Adubo com fervor, um belo solo,
Semeio as ilusões, e delas bebo.

Percebo quanto é bom poder voar,
E ter em minhas mãos, onde buscar,
Os Eldorados todos que concebo...

- REDENTORA

Vieste redentora após tempestas,
Florada inesquecível, primavera.
Depois do sofrimento, é longa a espera,
O coração vibrando em belas festas.

Abrindo no meu peito, tantas frestas,
A vida que em desejos se tempera,
Apascentando a dor, temível fera,
Acalentando o sonho que ora gestas.

Mantendo o meu olhar neste horizonte,
Matizes divinais; vejo o teu rosto,
Ao brilho destes raios sigo exposto,

Descubro do prazer, sagrada fonte,
Erguendo um raro altar ao deus Amor,
Entregue ao teu sorriso, sedutor...

- OLHAR ABENÇOADO

Estendo as minhas mãos à companheira
Que há tanto me acompanha em aventuras
Na busca da poesia verdadeira
Ajudando a vencer as amarguras

Que a vida me prepara. Mensageira
Da paz que acalentando traduz curas,
Querida, na palavra costumeira
Explodem-se magias e ternuras.

Candura neste olhar abençoado,
Doçura em tua voz. Ir a teu lado
É sempre estar em boa companhia.

De Fortaleza a Minas, num momento,
Eu sinto a maciez de um suave vento
Na forma da mais bela poesia...

- A BURGUESIA FEDE...

Já não suporto tanta hipocrisia
Desta sociedade envilecida,
Um mundo tolo e à parte que se cria
Demonstra uma alma tosca apodrecida.

Ao proletário resta esta sangria,
Que a cada novo dia é revendida,
Suprema morbidez, com vilania,
Jamais será decerto enfim vencida.

Por ser também o sonho do plebeu,
Contaminado povo sem pudor,
Medalhas carregando quem venceu

E se tornou também outro burguês
Sem ter sequer juízo de valor
Somente muda a face do freguês...

´--A BELA MULHER

Na lauta refeição que ofereceste
Divinas iguarias sobre a mesa.
Não sei se reparaste na surpresa
Que uma alma antes simplória ora reveste.

A doce criatura? Carolina...
Agora com divina transparência,
Mudando num segundo de aparência,
Tomando toda a cena, hoje fascina...

E o pobre trovador, olhar perdido,
Buscando uma donzela do passado,
Encontra num vestido prateado,
O sonho que mantinha; enternecido...

E a moça, esta tigresa em pleno cio,
Deixou o seu lirismo no vazio...

- A BELEZA DA VIDA

A vida é poesia por si só,
Em versos lapidados com perícia,
Trazendo para todos a delícia
Que é feita e que é refeita deste pó.

Beleza de viver sempre se explica.
Sem ter necessidade de poemas,
Por isso, companheira, nada temas,
Que a sorte de sonhar já te faz rica.

E se poeta eu fosse, eu te garanto,
Que beberia sempre desta fonte,
Do sol que raia imenso no horizonte

Refazendo decerto o velho encanto
Do renascer da vida em manso afã,
No rotineiro brilho da manhã.

- A AMIZADE É O MEU FIM

Porque eu escrevo tanto, me perguntas?
A vida ser-me-á decerto curta,
E quando sobre fatos tu assuntas
Perfumo o coração qual fora a murta

E espalhando o meu canto por aldeias,
Cidades tão distantes; busco a paz,
Na certa; outro momento que incendeias
Enquanto o que apascenta satisfaz

Já fui e não sou mais, o guerrilheiro
Que um dia imaginou-se libertário
No olhar do irmão, amigo e companheiro
Aonde encontro o passo solidário

O vento que me leva é sempre assim,
Por mais que venha rápido, o meu fim...

- LEVANTO O ACAMPAMENTO

Não quero ser simpático somente
Depois é só pancada no costado,
Um homem se demonstra já cansado
Ainda crê possível que a semente

Transforme a mocidade e de repente
Um tempo mais feliz e abençoado,
Embora muitas vezes o pecado
É o que domina o peito desta gente.

Fazendo da amizade um laço estreito,
Trazendo este carinho no meu peito
Mandando sempre às favas os panacas.

Levanto acampamento e me deserto,
Mantendo este caminho sempre aberto
Aguardo que tu tragas as barracas...

- VERSOS TRISTES

Restando esvaecida e nebulosa,
Madrugada sombria, agonizante.
A morte companheira mais constante,
Surgindo de repente, caprichosa.

Revendo meu jardim, em toda rosa
Maravilhosamente radiante,
Saudade me tomando num instante,
A vida por momentos, fabulosa...

Porém nesta aridez em que hoje vivo,
Quebrando as ilusões, restando o nada,
Sequer um sentimento mais altivo,

E quando a minha história, terminada,
De dores e de sonhos eu me privo,
Na sepultura em rosas, decorada...

- À AMIZADE

A paz que me domina neste instante,
Aos poucos determina o meu futuro,
Que espero seja sempre radiante,
No passo bem mais firme e mais seguro.

Ao ter esta amizade que agigante,
Saltando sem temores sobre o muro
Seguindo os meus caminhos, adiante
Terei felicidade que procuro.

Por vezes desconfio desta sorte,
Mas logo o coração se entrega inteiro,
Fazer deste carinho, o meu suporte,

Seguindo a minha vida com firmeza,
Por isso eu te agradeço companheiro
A vida com mais calma e mais leveza...

- VINHOS

Compartilhando o vinho em sangue e luto
Brindemos ao final desta esperança
E o corpo decomposto a vida lança
Além do que pensara e não reluto,

O sonho pela vida se eu permuto
Sentindo este clamor da fina lança
A morte sem sentido, esta fiança
Cobrada com terror em ato bruto,

Mas vejo sorridente em tons de orgia
Enquanto a mera vida se esvaia
Exangue e sem defesas, mera presa,

Orgástica loucura em sacrifício
Apenas o rondar no precipício
Num ato mais atroz, rara nobreza.

- SENDA DEMONÍACA

Beleza ao mesmo tempo divinal
Tomada em senda amarga e demoníaca
A face desdenhosa e até maníaca
Desenha a cada dia o funeral,

E teima noutro farto ritual
Enquanto um dia a quis; paradisíaca
Ou mesmo numa luz afrodisíaca
Prepara o bote e trama o meu final,

A face desenhada desta fera
Sorrindo em ironia já me espera
Tocaia aonde eu tento e não consigo,

Na espreita o bote e o corte em vã sangria
Assim no olhar em luzes se teria
Dos sonhos tão somente ermo castigo.

- NON SENSE

Olhando de soslaio vejo o acaso
E nele me entranhando sem defesa
Ainda que tivesse uma surpresa
A vida não respeita qualquer prazo,

E quando em ilusões, eu tento e aprazo
Os dias se envolvendo em incerteza
Deixando tão vazia a minha mesa
Gerando dentro em mim o mero ocaso.

E resolutamente bebo o nada
E nesta face exposta e desdenhada
O que inda me restara? Nada além

Desta inconstante senda; aonde errático
Qual fora algum demente, um ser lunático
Somente o non sense me contém.

- UM PASSO RUMO AO NADA

Surgiste deste abismo em precipí
cio
E trazes o sabor deste abandono,
Na vida a solidão aonde abono
Errático delírio, mais que vício

Errado desde o mero e vago início,
Simplório este primata, tolo mono
E quando da esperança ora me adono,
Apenas olhar míope, um resquício

De um tempo feito em luz que na verdade
Somente perfilara a falsidade
Gerando este vazio que acompanha

O passo rumo ao nada aonde eu tento
Talvez inda aplacar o sentimento
Amenizando um pouco a dura sanha.

- ANGÚSTIA

Angústia recendendo à solidão
Os tantos dissabores que enfrentara
Abrindo no meu peito a imensa escara
Negando o que pudesse em direção

Ausente dos meus olhos; não virão
As horas onde a sorte se escancara
A queda a cada instante já prepara
E sei desta dureza imensa, o chão.

Jamais eu pude crer noutro caminho
E sinto o teu olhar longe e mesquinho
Daninhas destroçando o meu canteiro,

Apenas uma morte me redime
Do quanto quis e nunca foi sublime
Marcando com seu passo traiçoeiro.
.07/10/2011

No canto que se mostra fascinante,
Apenas discordando do que resta
A sorte se desenha mais funesta
E nisto traduzisse o ledo instante.

O corpo já desnudo e provocante
A lua ao adentrar em cada fresta
Traduz o quanto a vida dita em festa
E um novo amanhecer tenta e garante.

Não vejo cada farsa como fosse
Apenas um cenário bem mais doce,
Sabendo desta queda inevitável.

O prazo determina o fim de tudo
E sei quanto pudera e mesmo iludo
O sonho noutro rumo demonstrável.

2

Encantos que eu coleto vida afora
Já não me bastariam, mesmo assim
O tanto quanto busco dentro em mim
No delirar diverso me apavora,

A sorte se desenha e revigora
O tanto anunciado e sei do fim
Gerado pelos sonhos em festim
E nada do que pude ainda ancora

O verso sem sentido e sem razão
A luta traduzindo em dimensão
Diversa; o quanto pode ser bem mais.

Ausento-me decerto e nada vendo
O marco não seria este estupendo
Cenário envolto em versos sensuais.

3

A lua sorridente em rara prata
Desenha a mais sutil felicidade
E nisto cada passo sempre agrade
Quem tanto uma esperança ora resgata;

A farsa se anuncia e sei da ingrata
Versão que sonegasse a claridade
Deixando para trás a liberdade
Ao adentrar deveras tal cascata.

Reparo quando a noite em diadema
Trazendo constelar caminho além
E sei quanto pudera sem que tema

A dura sincronia que ora vem
Marcando a direção que tanto trace
A vida no que possa em ledo impasse.

- REINO DE PLUTÃO

No reino de Plutão eu me sacio,
E sigo sem temor este Satânico
Domínio desdenhoso, nunca em pânico
Tomado pela insânia em desvario,

Ao senso mais comum eu desafio
Herético pendor num ar tetânico
Louvores a Mefisto no vulcânico
Delírio me completo e me recrio.

Assisto aos mais heréticos fascínios
E adentro sem pudores aos domínios
Em Lúcifer traduzo a santidade,

Resumo neste Inferno o meu caminho
E sigo desdenhando o ser mesquinho
Aonde o mundo aos poucos se degrade

- DOMÍNIOS DE SATÃ

Aspiro liberdade em tal masmorra
Respiro esta sombria magnitude
E quando morta em mim a juventude
Somente o desvario me socorra,

Por mais que a cada dia, enfim eu morra
O passo rumo ao nada não me ilude,
Rendendo em orações bem mais que pude
Caminho tão nefasto se percorra.

As marcas tatuadas, minha pele
Entregue aos vão domínios de Satã
A morta não seria inteira vã

Enquanto este domínio ora se sele,
Sorvendo deste fel que me abençoa
Em Hades o canto em paz ecoa.

- CARNIFICINA

E morto embora ainda em vão respire
Alimentando em mim carnificina
Imagem tão nefasta determina
O sonho que em verdade já se expire.

No quanto este terror ora transpire
A vaga sensação não extermina
Altares erigidos, queda e mina
Nascente aonde o rumo determine

Na frágil sensação de ser humano
A cada nova prece ao soberano
Esgoto esta esperança e me amortalho

Dos ermos de minha alma, vou entregue
Por mais que ainda tente e até renegue
Ao tétrico delírio sigo o atalho.

- OUTONAL DELÍRIO

Num outonal delírio o inverno trama
Esta última mortalha que me resta,
A face demoníaca e funesta
Convida para o fim, nefando drama,

Nublosa e dolorosa a velha chama
No quando de Satã em mim atesta
À morte dedicando então a festa
Na qual se percebendo o quanto clama

Um espasmódico demônio em gozo
O ser entre os mais lúbricos, formoso
Na majestade sinto tal Mefisto

E rendo-me ao terrível soberano
E sei que quando o faço, enfim me dano,
Porém aos seus apelos não resisto...

- ESPÚRIAS CRIATURAS

Caquética verdade infaustamente
Na decomposição traduzo o que ora sinto
O sonho se inda existe, sinto extinto
E o corpo se apodrece lentamente,

Que aos vermes este inerme ser fomente
Num tétrico delírio, mero instinto,
A marca demoníaca; onde tinto
O olhar em turbulência de um demente.

Avanço entre os meus charcos movediços,
Os dias se perdendo sem os viços
Amante das espúrias criaturas

Nos ossos a lembrança em tumular
Caminho de quem tanto quis amar
E agora ressonância onde torturas.

- ESQUÁLIDA

Esquálida figura transitando
Nos ermos de uma turva madrugada
Mortalha pelo tempo já traçada
E o olhar adentra em trevas e é nefando.

Ao longe tumular caminho quando
Esboço em verso ausente paliçada
A morte noutra face desenhada
O manto a cada passo se esboçando

Vetusto ser em torno desta sombra
E nela a realidade já me assombra
E o marco constitui em negação,

A pútrida verdade se anuncia
Na face desdenhosa e tão sombria
Na decomposta imagem da ilusão.

-VANDALISMO

Um marco que pudesse ter além
Do mesmo vago olhar, mero e sombrio
O tempo se transcorre em vago estio
E sei o quanto apenas me contém

A marca em cicatriz dita o desdém,
E tento desvendar o desvario
E quando insanamente desafio
O mundo e na verdade nada vem

Sequer o que pudesse traduzir
Alguma luz diversa em meu porvir,
Esforços se perdendo inutilmente

O vandalismo reina sobre o fato
Num ato mais venal se eu me maltrato
Apenas o final já se apresente.

- O FIM DOS MEUS ANSEIOS - COM ESTRAMBOTE

Apresentando o fim dos meus anseios
Em versos ou na face desdenhosa
De quem a cada instante sabe e glosa
A vida entremeada em devaneios

Os dias prosseguindo mais alheios
Resultam nesta estrada pedregosa
A sorte muitas vezes tenebrosa
Adentra os mais terríveis, turvos veios

E o canto em dissabor deveras trama

A essência de uma vida enfastiada,
A pútrida visão da escassa estada
Ausente dos meus olhos a esperança,

Apresso a desvendar o meu final,
E sei do tumular caminho igual
Na voz que sem respaldo algum se cansa.

CAMINHOS TÃO DIVERSOS

Sombras dominam noites enfadonhas
E o verso sem respaldo diz somente
Da rapineira sorte que envolvente
Ausenta mesmo quando além proponhas

Caminhos tão diversos; as bisonhas
Verdades noutro espaço e claramente
O risco de viver já se apresente
Demente delirar em tais medonhas

Espúrias madrugas; ébrio e vago
Queria pelo menos um afago
E nada se apresenta que sacie

O rústico delírio de um ser tétrico,
O quanto se pensara mais eclético
A cada nova ausência se esvazie.

--ABANDONO

Ao abandono a vida se transcorre
E nega qualquer passo enquanto eu pude
Tentar em harmonia uma atitude
E nada a cada ausência nos socorre,

No medo de seguir; o sonho morre
Ausente dos meus olhos, juventude
O canto tão longínquo não ilude
A morte aos poucos toma e o passo forre

Na farta indecisão na qual imerso
Percebo quanto inútil cada verso
Em universos frágeis, medo apenas,

E quando dessedento em fonte esparsa
Nem mesmo a alegoria já disfarça
Reflete dentro em mim doridas cenas.

- REFLEXOS

Atrelo o meu caminho ao mais profundo
Delírio aonde uma alma poderia
Seguir além do passo em ironia
Um pária simplesmente, um vagabundo

E quando deste esgoto eu já me inundo,
A face mais atroz, pois sorriria
E pelo menos tendo a companhia
Dos ratos e dos vermes, novo mundo.

Nos subterrâneos da alma eu me retrato
E vejo humano ser demônio ingrato
Vacante de expressões de divindade,

Mesquinha criatura onde o reflexo
Deixaria Satã, mesmo perplexo,
Na fria consciência que me invade.

- UM LEVE AFAGO

Preparo em nuvens, corpos e rapinas
Cenário aonde eu possa enfim deitar
Em névoas sem presença de um luar
Enquanto outra paisagem determinas.

O quadro tão nefasto a que destinas
A vida de quem nunca pode achar
Nem mesmo uma esperança ao navegar
Andando sobre pedras, bombas, minas.

Escória de uma espúria persistência
O fim seria apenas a clemência
Que tanto desejei e ainda trago

Qual fosse a foz suave deste rio,
Durante o seu trajeto, tão sombrio,
Ao menos no final, um leve afago.

-SACIAR OS MEUS DEMÔNIOS

Afasto-me da vida como quem
Sacia seus demônios plenamente,
E sei o quanto cabe e me contente
Já que do próprio mundo sigo aquém

A noite em turva face quando vem
Traduz uma alma espúria e plenamente
Exposta ao mais cruel carma demente
Presumo no vazio o que contém

Restolho de uma mera criatura
À sombra, tão somente do viver,
Inútil tal fantoche, posso ver

Na face que a verdade transfigura
Apodrecido em vida, nada mais
Restando além dos torpes funerais.

- ANOITECIDA TRAMA

Funérea face exposta da verdade,
A pútrida razão tomando o senso,
E quando em meus espectros paro e penso
Nem mesmo o medo ou pânico inda invade

Ali ao perceber tranqüilidade
Depois de um turbilhão gigante, imenso,
O mar em turvas águas; já convenço
Melhor que o dia a dia se degrade.

Arranco os olhos, roubo este horizonte
Anoitecida trama onde se aponte
O fim indubitável, mas suave.

Demônios ou arcanjos? Tanto faz,
Apenas encontrar enfim a paz
Minha alma, se inda houver, libertária ave.

- PENEDOS

Das rocas e penedos desta vida
Naufrágios costumeiros de quem tenta
Vencer com seu saveiro esta tormenta
Não vendo no final qualquer saída.

A morte anunciada em despedida
Nem mesmo qualquer lume me apascenta
A face tão faminta quão sangrenta
A adaga aprofundando esta ferida.

No olhar a lividez de um semimorto
O caos trazendo em mim o torpe aborto
Jamais eu tive mesmo uma esperança,

A morte que ao chegar já me sacia
Negando o sofrimento de outro dia,
Ao túmulo em carinhos, pois me lança.

- ALENTO?

Aprendo com a dor e isto me basta,
Não quero mais as preces nem as rezas
Se ainda na verdade tu me prezas
Permita a minha história turva e gasta,

O sonho a cada instante já se afasta
E quando tu me vês logo desprezas
Confessas o teu pejo enquanto pesas
O olhar sobre o cadáver de outra casta.

Não quero mais a voz reconfortante
Apenas o final ora garante
Descanso a quem em vida se fez podre,

O vinho avinagrando mostre que o odre
Deveras nunca teve uma valia,
Alento? Não! Jamais, pois caberia.

- PERAMBULANDO

Quando ocasionalmente algum sorriso
Expressa-se no olhar de quem não cabe
E tendo esta certeza, logo acabe
Enorme dia a dia em prejuízo,

O caminhar em trevas impreciso
Ao menos que a verdade em mim desabe
E o verme alimentado agora sabe
Ao menos no final eu fui preciso.

Esgoto em vida; um pária e nada além,
O bêbado fantasma quando vem
Perambulando em busca da sarjeta

A morte apascentando, quem me dera.
Somente a solidão, imensa fera
Sorriso? Não passando de um cometa.

- EVANESCENTE

Negar alguma luz a quem se tece
Em turbilhão instável; ledo crime,
A face que deveras já substime
Transcende ao quanto eu quis, mera benesse.

Precocemente o dia se escurece
Nem mesmo o sonho ou lua em paz redime
Por mais que a solução inda se estime,
Ao vento esta esperança se esvaece.

Evanescente vida se perdendo
Transcorro como fosse algum remendo
Frangalhos entre cortes mais profundos,

E ter a consciência deste nada
Permite a vida agora agrisalhada
Imersa nos meus charcos, tão imundos.

- DESTRUÍDO

Das duras e terríveis fantasias
Negando alguma chance de futuro,
Herético caminho sempre escuro
No quanto além do nada me darias

A morte revelada; noites frias,
Nublada consciência eu me seguro,
Mas sei o quanto é vago e deste muro
Jamais os pés além tu transporias.

Esgarço a todo instante o já puído
Retalho deste sórdido vivente
E quando alguma luz ainda tente

O quadro se demonstra destruído,
Vagando pelas hordas, mero pária
A vida se desnuda, procelária.

- DAS SOMBRAS

Das sombras nada além deste retrato
Que exponho sem pudor em verso e tento
Vencer o quanto resta, alheamento
E ter mesmo que seja em mundo ingrato

Ao menos a certeza de algum fato
Que sirva ou se aproxime de um alento
Domando o meu enorme sofrimento
Aliviando o estio em tal regato,

Resgato velhas cenas do passado,
Momentos onde o tempo azulejado
Talvez mesmo trouxesse uma esperança,

Mas quando vejo especular verdade
Apenas este não retorna e invade
E o sonho ao desespero enfim se lança.

- CRER NESTA VERDADE

Fazer da poesia algo bem mais
Que simples verso e crer nesta verdade
Ao menos, ao trazer tranqüilidade
Mostrasse meus caminhos desiguais,

As súcias que eu freqüento em vendavais
Herético delírio me degrade
Apenas no enfadonho a saciedade
As dores tão sutis quanto ancestrais.

Herdando apenas isto; um ilusório
Caminho aonde mostre merencório
Delírio de um poeta em turbulência,

Assim ao me mostrar leda excrescência
Desnudo-me e deveras me anuncio
Um turvo fardo em vida; em vão, sombrio...

-CLARÕES ENTRE AS NEBLINAS

Clarões entre as neblinas me anunciam
Raiar de um sol fantástico, deveras,
Aonde se pensara em duras feras
Momentos delicados prenunciam

Amores que eu pretendo me saciam
E neles cada noite mais temperas
Vivendo etereamente primaveras
Que os sonhos realizados propiciam.

Amena madrugada nos teus braços,
E sinto que se estreitam nossos laços
Podendo me sentir como a menina

Que um dia quis a sorte de saber
O príncipe encantado posso ver
Na luz que adentra agora na neblina.

120

-JASMINS

Aromas delicados de jasmins
Adentram as narinas de quem ama,
E ao manter acesa a velha chama
Reclama por sobejos querubins

Distantes dos meus olhos, meus jardins,
Agora novamente a sorte clama
E traz invés de medo, angústia e drama,
Momentos em delírios mais afins.

Servindo a quem me serve com denodo,
Deixando para trás a lama e o lodo,
Voltando a ser menina neste instante

Depois de tantos anos solitária,
A vida se mostrando uma operária
Bendita gera imagem deslumbrante.

- A VOZ DA FANTASIA

Assisto à derrocada da quimera
Que tanto provocada farto estrago
E quando em minhas mãos um sonho trago
A sorte pouco a pouco regenera,

E bebo da alegria que tempera
Usando tão somente algum afago
Compactuada luz em brilho mago
Apascentando em mim a fúria, a fera.

O príncipe estando há tanto morto,
A vida se mostrando em cada aborto
Terrível vendaval que me destroça

E quando a poesia rege uma alma,
A voz da fantasia já me acalma
E o toque de quem quero enfim me adoça.

- TEM QUE SER AGORA

Não deixe pra depois o que talvez
Não tenhas outra chance de fazer,
E quando se tratando de prazer,
Além do que decerto ainda vês

Bem mais até querido do que crês
Quem sabe deixa sempre acontecer
E vendo neste nosso amanhecer
Resíduos de uma tola lucidez

Ainda que se mostre tão profana
Minha alma muitas vezes já te engana
E teima em buscar outras direções

Diversas das que agora tu adentras
E quando nos meus gozos não concentras
O macho tolo e estúpido me expões.

- DE VOLTA AO COMEÇO

Relembro do começo deste amor
Envolta em tuas tramas, desejosa,
E quanto a poesia ainda goza
De um mundo com certeza sedutor

Soergue-se a visão de um refletor
Tornando nossa senda vigorosa
E sei que sendo assim, vitoriosa
Estendo as minhas mãos em teu louvor,

Descemos cachoeira, mesma foz,
E quando desembocas mais atroz
Estrondos delirantes, meus prazeres,

E assim ao demonstrares teus poderes
Dois corpos irmanados, nossos seres
Num ato tão gostoso quão feroz.

- UM SONHO

Imorredouro sonho que inda trago
Desde uma adolescência em risos feita,
A imagem do passado, já desfeita
Sonega no presente algum afago,

E quando da ilusão eu bebo um trago
A sorte que aos meus olhos vai refeita
Enquanto noutra sanha se deleita
O amor deveras louco quase um mago

Alquímicos caminhos vão se abrindo
No olhar deste quem amo, forte e lindo
Momento de beleza incomparável,

Mas quando amanhecendo e não estás
Ausente de meus olhos; perco a paz
E o que era doce agora é intragável.

- SONHADORA

São tantos os perigos para quem
Deseja muito mais do que recebe,
E quando penetrando escura sebe
A noite em pesadelos ora vem

Falando deste tanto que ninguém
Um dia em luz imensa já percebe,
Aquém do que o amor enfim concebe
Tempestas feita em vida nos contém.

Assisto aos meus naufrágios, sonhadora
Na ausência deste encanto em que se fora
Formada esta ilusão feroz e fera

Aonde se pensara em primavera
O outono sonegando a florescer,
É como vejo a vida sem prazer.

- FORNALHA

Radiante sensação que ora se espalha
Tomando a minha cama em luz sobeja
O quanto se pretende e se deseja
Transforma esta vontade em tal fornalha

E nela como um campo de batalha
A sorte desairosa se preveja
Domínio aonde a vida não negreja
E traz a fantasia que não falha.

Seguisse noutra senda e não teria
Deveras tanta força e rebeldia,
Apenas uma moça mais cordata,

Mas quando me entregando sem medidas
Além do que não sabes ou duvidas
Intensa poesia em luz nos ata.

-IMERSA NO PASSADO

Fúlgida manhã em sol refeita
Espalha sobre a terra a cristalina
Beleza que decerto me fascina
Sabendo que por ti serei aceita,

A sombra do passado já desfeita
E quando volto a ser uma menina
Que tanto se apaixona e te domina
Nos braços deste amor em paz se deita.

Ascendo ao libertário pensamento
E quando nele viva me apascento
Expresso esta ilusão de ser feliz,

Audazes luzes, nelas vou imersa
E quando a fantasia me dispersa
Esqueço do passado a cicatriz.

- SER TUA COMPANHEIRA

Na glória de ser tua companheira
Amiga enquanto fêmea seduzida
Ao mesmo tempo o amor que não duvida
Nas ânsias tão diversas já se inteira.

Metades mais complexas; verdadeira
E insofismável senda percorrida
Nesta dicotomia faço a vida
Além do que seria corriqueira,

Estando junto a ti eu me completo,
Ao dar-me sem limites sou mesquinha,
Minha alma se repleta e se avizinha

Do todo muitas vezes mais dileto
Neste voo predileto, a liberdade
De ser escrava e serva já me invade.

-LOUCA JORNADA

Ainda poderia ser feliz
Se houvesse a luz que tanto imaginara
A fonte radiante, mesmo rara
Traduzindo decerto o que mais quis,

A santa mais ousada, a meretriz
A dama que em teu leito se declara
E quando nos teus braços mergulhara
O amor este soberbo chamariz

Estupendo caminho se percebe
Na flórea maravilha feita em sebe
Teus pêlos, minha pele arrepiada

E assim a cada noite refazemos
O tanto que em prazeres mais queremos
Refletindo do amor louca jornada.

ENREDOS E SINAIS

Mergulhos entre enredos e sinais
Diversos dos que tanto poderia
Tramar nesta expressão de um novo dia
Vagando sobre os templos abissais,

No quanto deveria e nunca mais
A sorte se trouxesse em voz sombria
E o tempo se perdendo em sincronia
Bebendo dos temíveis temporais,

Atemporais vontades; beiro o mar,
E quando em areais vejo o passado,
Meu barco no vazio naufragado,

A vida sem sentido a se moldar,
O quanto prenuncia a sorte além
No fundo nada resta e nada tem...

MAGNITUDE

Versando sobre a paz que me entranhasse
Moldando cada fase de uma vida
Há tanto noutra sorte decidida
Ou mesmo com ternura em branda face,

O verso que pudesse e já moldasse
Esta expressão suprema onde lapida
A senda mais suave e preferida
No quanto cada instante se expressasse,

Em desenlace vejo a plenitude
E busco no final, sabedoria,
E tanto que se creia em harmonia

Determinando o quanto mesmo pude
Marcando em alma o quanto se teria
E nisto se apresenta a magnitude.

IRMÃOS

Meu verso ao menos possa ter nas mãos
Os sonhos de um Nirvana aonde eu veja
A sorte muito além de uma peleja
No renascer da vida em vários grãos,

Cevando em esperança ledos chãos,
Aonde a dor decerto ora lateja
E quando na verdade que assim seja
Encontro em multidões tantos irmãos,

E vejo o quanto possa a liberdade
Ao recender a imensa claridade
Que tanto nos transforme em novos seres,

E assim se desenhando outro caminho,
Enquanto neste encanto em paz me aninho,
No amor é que se encontrem tais poderes.

O VERBO

Nas tantas emoções diversamente
A vida molda sonhos e traduz
Além do que pudesse em tanta luz
O todo quanto queira e assim se sente,

O verbo a cada passo mais presente,
As mãos de quem caminha e nos conduz
Traçando esta verdade onde me pus
No encanto tão audaz e persistente,

Jamais me esqueceria do que tanto
Expresse o meu amor e deste manto
Azulejando enfim todo universo

Que possa transformar a mãe Natura,
Grassando as belas trilhas da brandura
Enquanto para além; caminho e verso.

HEDONISMO?

Mergulho num anseio que permita
A vida se moldar em tom harmônico.
O dia que pudera ser hedônico
Jamais traria o quanto delimita

A sorte como fosse uma pepita
E sei deste delírio que orfeônico
Gerasse noutro passo um ledo tônico
Matando o quanto resta e se acredita,

Prazeres são deveras necessários,
Porém quando decerto temerários
Eclodem em diversa sintonia,

E o marco que pudera consagrar,
Noutro momento expressa o caminhar
Em meio as vis tenazes da agonia.

TRAMAS DO PRAZER

Atendo ao que pudesse me trazer
Além de meramente o fato humano
De ser a cada passo soberano
Reinando sobre as tramas do prazer,

A vida na verdade a se querer
Não traça tão somente o rude engano
E o tempo não seria ora profano,
Matando desde já o amanhecer,

Explicitar o amor em raros passos,
Ousando mesmo quando são escassos
Os sonhos que pudera ter em mente,

Eternidade em tenra maravilha
Traduz o quanto quero e alma palmilha
Traçando o que decerto se apresente.

A IMENSIDÃO DA NOITE

Não quero ser apenas o que vista
A imensidão da noite em brumas feita,
E quando a solidão a vida aceita,
O todo se trazendo em vã conquista

Não quero o que deveras já despista
Tampouco esta ilusão que numa espreita
Ditasse outra versão e se aproveita
Da farsa que deveras já se avista.

Avisos entre enganos e destroços
Dos corpos não restassem nem os ossos,
Dos ócios nada mais que a mea culpa,

O mundo se anuncia e em meu buril
O sonho que se possa e não previu,
Nem mesmo o quanto a vida em vão esculpa.

MEROS DIAS

Não mais que meros dias de uma luta
Que nada mais traduza senão isso,
O sonho tantas vezes movediço
A sorte que se faça sempre bruta,

O corte noutra face não reluta
E grassa o que deveras mais cobiço
Tramando com certeza em raro viço,
Adentrando esta senda em tal permuta,

Jamais imaginasse mesmo assim,
O amor que se aproxima e dita o fim
De toda esta esperança que inda havia,

Errôneo caminhante de um passado
Há tanto noutro instante degradado
Marcando com terror farta ironia...

HERESIAS E MENTIRAS

Não quero o que pudesse ser mais claro
Que tantas heresias e mentiras
Nas tramas quando tanto ora interfiras
O peso de um anseio eu não declaro,

E quando a vida traz em despreparo
Os sonhos que de fato me retiras,
Ainda traço os versos que me inspiras,
Mas sei do que pudesse ser tão raro,

Não vejo nem sentido nem promessa,
Mas mesmo a velha luta recomeça
Marcando a ferro e fogo o que se quis,

E um dia traduzindo em luz e glória,
Tomando como fosse uma vitória
O que logo expressasse em cicatriz.

SONHOS MEUS

Nos tantos e diversos sonhos meus
Os olhos mais atentos ao que trame
O verso se moldando num ditame
Tomado pelas ânsias de um adeus,

Nos olhos de quem fora quase um deus,
O manto desfiado enquanto clame
As sensações inúteis, ledo enxame,
Os medos ditam passos pelos breus,

E escassas noites trazem o que um dia
Pudesse transformar e não viria
Jamais se moldaria o quanto vejo,

O todo se expressando em tal falácia
Que o quanto poderia ser audácia
Apenas morre sendo um vão desejo.

ALENTO

Ainda quando busco algum alento
Embora saiba a vida de tal sorte
Que mesmo o quanto possa e me comporte
Expresse o que deveras alimento,

Entregue o coração ao ledo vento,
O mundo não traria além do corte
O passo que pudesse e quando aporte
Encontra no final o sofrimento,

Aprendo com enganos, mas sei bem,
Do quanto cada passo ora contém
E tento desarmar esta armadilha

Dos dias entre tantos desenganos
Momentos mais sofríveis e profanos
Enquanto este sentido ao nada trilha.

FULGÊNCIA

FULGÊNCIA

Brilhando sobre a noite tenebrosa
A deusa dos meus sonhos com clemência
Expressa a maravilha em pura essência
E mostra a sua face majestosa,

Na vida que se mostre caprichosa
Encontro o raro amor vivo em Fulgência
E nada do que trame impertinência
Impeça o florescer da rara rosa,

O verso mais profícuo, a luz tão nobre,
O encanto de teus olhos já recobre
E molda no infinito fulgurante

Cenário que se possa resumir
No tanto que devesse repartir
E nisto cada encanto se garante...

FRIEDA

FRIEDA

Em meio às tantas guerras contumazes
Encontro em tuas mãos o que buscara,
Marcando com ternura esta seara
E nela tantos sonhos mais tenazes,

E quando esta expressão em brilho trazes
Gerando o que deveras se escancara
Na sorte que se mostre bem mais rara
Os sonhos não seriam tão mordazes,

Em Frieda vivo a paz que necessito
No amor que se entregara ao infinito
Vontades e desejos mais sublimes,

E tanto que se mostre e configuro
O mundo na verdade sendo puro
Eclode em cada instante onde redimes...

FREYA

FREYA

O encanto deste olhar raro e sublime,
Traz toda a sensação que ora procuro
O mundo sem sentido, rude e escuro,
De todos os meus erros já redime,

O canto se anuncia e assim suprime
O sonho que deveras configuro
No porto quando o sinto mais seguro,
E o tempo não transforma ou subestime,

Em Freya uma nobreza a cada passo,
O verso que deveras tento e traço
Expressa esta verdade que transforme,

O quanto deste encanto sendo enorme
Esboça tudo o quanto em paz eu faço
E vence mansamente algum cansaço.

FREJA

FREJA

A dama que transcende ao quanto pude
Viver além do encanto em persistência
A vida se mostrando em convivência
Transporta dentro da alma a plenitude,

Em Freja esta certeza não ilude,
Em marca com ternura a rara essência
Do amor quando se tendo esta ciência
Meu sonho noutro encanto se transmude,

O verso mais audaz, a noite imensa,
Minha alma tendo em ti a recompensa
Jamais se perderia em vão caminho.

Por vezes solitário e mesmo atroz
A vida não traria mais a voz
Aonde com brandura ora me alinho...

FREDERICA

FREDERICA

Amar e ter nos olhar a paz aonde
O todo que pudesse e mesmo creia
Traçando a cada noite a lua cheia
Que ao grande e farto amor já corresponde,

A sorte de tal forma me responde
E mesmo quando segue após e alheia
Ou tanto noutro rumo devaneia,
Tramando da alegria a imensa fronde,

E o verso que pudesse e já se explica
Na sorte que me trouxe Frederica,
Amores ideais e tão magníficos,

E vejo no horizonte o imenso sol
Que reina sobre todo este arrebol
Ditando estes momentos tão pacíficos.

FREDA

FREDA

Ainda se anuncia em luzes fartas
A paz que necessito e me trouxeste,
O tempo quando fora outrora agreste
E dele com certeza ora me apartas,

Vagando sem temer expondo as cartas
O tanto que pudesse e não conteste,
Amar e ser feliz, tanto se preste,
Aos sonhos que deveras não descartas.

Pois, Freda ora trazendo a imensa paz
E nisto o quanto possa se compraz,
Marcando cada dia em rara sorte,

No passo mais audaz e soberano
A vida superando um desengano
Encontra quem decerto me conforte...

FRANÇOISE

FRANÇOISE

Ourives da esperança a fantasia
Tramasse deste sonho o que lapida
Grassando o quanto possa em clara vida
Marcando o que deveras mais teria,

E sendo de tal forma o dia a dia
Encontro na alegria uma saída
E vejo muito além da despedida,
O quanto com certeza em paz queria,

Meu verso se inundando em luz e glória
Françoise transformando a velha história
Expressa com ternura o quanto vejo

Traçando deste intento esta esperança
Que tanto neste rumo em paz avança
E marca com ternura cada ensejo.

FRANZISKA

FRANZISKA

Atravessando além tantos espaços
E nisto o meu anseio se afigura
Traçando com certeza esta brandura
Deixando para trás sonhos escassos,

E vejo tão somente nos cansaços
A vida que deveras me amargura,
E sei da solidão que ora tortura,
Em dias tão cruéis e sempre lassos,

Franciska me trazendo nova rota
Expressa o quanto a vida já denota
Numa expressão que possa ser gentil,

No amor que redimisse cada engano,
O sonho mais audaz e soberano
Traduza a imensidão que em paz se viu.

FRANS

FRANS

Em Frans o amor pudera ser além
Do quanto tantas vezes traz diverso
Cenário enquanto busco e mesmo verso
Ousando no caminho onde convém,

Meu tempo com certeza em si contém
Bem mais do que se vira antes disperso,
E sei do meu caminho e se perverso,
Prefiro na verdade este desdém,

Porém no amor que possa emoldurar
O todo que ansiasse ora encontrar
Nas teias deste encanto sem igual,

Meu verso se aproxima de teus sonhos
E os dias com certeza mais risonhos
Perfazem um sublime ritual.

FRANCIELE

FRANCIELE

Nas ânsias costumeiras de quem tenta
Moldar numa esperança o quanto venha,
A luta que se veja mais ferrenha
E tanto se desenha virulenta,

A cada novo instante já fomenta
A sorte que deveras me convenha
E todo este cenário ora contenha
Além do que pudesse e tanto alenta,

No amor quando deveras se revele
Percebo esta presença, Franciele,
Toando em sonhos claros, maravilhas,

E sigo cada passo que ora dás,
E vejo em raro encanto o mais audaz
Cenário que em verdade sei que trilhas.

FRANCESCA

FRANCESCA

O tempo não sonega o quanto trago
Nas tantas ilusões que a vida traça
E sei do quanto a sorte sendo escassa
Expressa o meu caminho audaz e vago,

O tempo noutro tanto se divago
Ao menos com firmeza sempre enlaça
A vida que deveras quando passa
Traduz o que pudera em tanto afago,

Francesca meu amor a ti procura
E sei do quanto a vida em tal brandura
Pudesse desenhar novo cenário,

E sei do quanto sinto e sei também
Que quando o grande encanto trama e vem,
O amor se faz além de necessário...

FRANCELINE

FRANCELINE


O mundo mais suave que pressinto
E nele toda a força seja vã,
Ousando acreditar num amanhã
Além de meramente algum instinto,

O verso se anuncia e já não minto,
Ousando na verdade em cada afã
Traçar a bela estrela na manhã
Aonde amor julgasse estar extinto,

Da vida com certeza este suporte
E nele todo o sonho se comporte
E gere desta sorte o que fascine

Nos cantos de um amor desenfreado,
O verso que deveras tanto brado
Trouxesse toda luz de Franceline

FLORÁLIA

FLORÁLIA

Alçasse num momento o quanto possa
Trazer em meu olhar esta certeza
Da vida que se expresse com leveza
Na sorte que deveras seja nossa,

A vida noutra farsa se destroça
E nada do que possa sendo a presa
Tramasse o caminhar da natureza
E nisto minha luta a paz endossa.

Florália traz no olhar raro esplendor
E vejo em cada cena multicor
O amor que tanto quis e não sabia

Ainda que se faça mais disperso,
Ao quanto poderia mesmo verso
E nisto sinto em paz, farta alegria...

FLORISBELA

FLORISBELA

A senda se ilumina em cores várias
E vejo com ternura a florescência
Da vida com certeza a plena essência
Vencendo tantas lutas, temerárias,

Vestígios destas tantas luminárias
Que possam me trazer efervescência
No amor que se moldara em tal ciência
Divinas maravilhas necessárias,

E o quanto se aproxima em cada verso
Trazendo o que deveras não disperso
Numa emoção suprema se revela

O tanto que pudesse adivinhar
No encanto desta flor a desenhar
O amor que conheci em Florisbela.

FLORIPES

FLORIPES

Numa agradável tarde o amor se fez
E nisto tantas luzes poderia
Traçar quem tanto busca em fantasia
Além do quanto houvera em sensatez,

E sei do que deveras tanto vês
Marcando cada passo em sincronia,
E o verso se transcende em alegria
Gerando dentro da alma a lucidez,

Floripes, tantas vezes minha vida,
Expressa esta emoção sendo cumprida
E tanto que se queira muito além,

O mundo se disfarça e os cadafalsos,
Em meio aos desenganos e percalços,
No fundo com certeza sempre vêm.

FLORINDA

FLORINDA

A flor que se tornasse dentre tantas
A mais sublime em sonhos e desejos
E nisto cada passo em tais ensejos
Deveras com certeza agora encantas,

E nisto quanto mais amor; garantas,
Momentos delicados, benfazejos,
Marcando os meus delírios, azulejos,
Fazendo da esperança raras mantas,

A sorte noutro instante se deslinda
E vendo teu olhar, bela Florinda,
Perfumes que invadissem todo o campo,

E quando cada verso em raro amor
Transforma minha vida em tal pendor,
O sonho mais audaz; agora o encampo.

FLORIANA

FLORIANA

O verso que traduz a imensidade
De um mundo aonde eu possa desvendar
O florescer do sonho a se mostrar
E nele toda a sorte em claridade,

Vagando sobre os ermos da cidade
Apenas companheiro do luar,
Deveras quantas vezes divagar,
E nada do que tente agora agrade,

Marcasse o quanto possa e não se engana
Nas cores que traduzem Floriana
Suprema maravilha em farta luz,

O verso se anuncia enquanto tenta
A sorte mais audaz, mesmo sedenta,
Do quanto poderia fazer jus.

FLORENTINA

FLORENTINA

Tramando o que se possa em nova senda
O amor já não seria mais o quanto
Vivera no passado em desencanto
E a vida de tal forma se desvenda,

O quanto da verdade me paz se estenda
E marca o que se faça e me adianto
Marcando com ternura o belo canto
Que tanto se anuncia e já se entenda,

A luta na verdade determina
A sorte que trouxesse o grande amor,
E nisto com ternura e em tal louvor,

Encontro com certeza Florentina,
E sei do quanto possa e me fascina
A vida feita em glória, luz e flor.

FLORENCE

FLORENCE

Olhando para a frente tento a sorte
Que possa traduzir outro caminho
E quando noutro encanto em paz me aninho,
Ainda busco quem tanto conforte,

A vida noutro rumo quando aporte
Expressa o desenhar rude e daninho,
Marcando com ardência o que é daninho
E o tempo me tornando bem mais forte,

O mundo em florescência traz o quanto
O tempo noutro instante não garanto
E marca o que se mostra e me convence

Olhando para frente, a primavera,
Que tanto noutro rumo a vida espera,
Traria o grande amor, bela Florence.

FLORBELA

FLORBELA

Arisco sonhador que tanto pude
Vencer os meus temores contumazes
E sei que na verdade o que ora trazes
Transcende ao quanto deva em plenitude,

O verso que deveras desilude,
Os dias sem te ter são tão mordazes,
E sei que nesta vida tantas fases
Escondem o que tramo em magnitude,

O medo em solidão já se revela
Enquanto não viesse amor, Florbela,
E nela esta certeza se transborde,

E quando noutro rumo me perdera,
A vida sem sentir o que tecera,
Esqueço desde o início algum acorde.

FLEUR

FLEUR

O tanto que se possa traduzir
Primaveril momento quanto a vida
Expresse na certeza despedida
O mundo na verdade a se eximir,

O tempo se anuncia e sem porvir
E tanto que pudesse e ora duvida
A sorte noutra senda presumida
Ainda que pudesse resumir,

Em Fleur toda a beleza se expressando
Num mundo que se mostre claro e brando
E nisto o quanto queira e até pudesse,

Vagando sem temor além do cais
Deixando no passado os vendavais
Aonde se tentasse imensa messe.

FLAVIE

FLAVIE

O sonho mais diverso em claridade,
Na fulva imensidão em sóis e luzes,
E quando noutro instante me conduzes
O tanto desta luz agora invade,

E sigo com ternura o quanto agrade
Os cantos entre os quais tanto seduzes
E versos mais audazes reproduzes
Trazendo a cada passo a liberdade,

Flavie transforma em luz o que foi treva
E a vida com certeza também ceva
Gerando muito além do que esperasse,

E tendo esta certeza em cada olhar
Na sorte de também enfim amar
Quem mostra a vida em clara e mansa face.

FILOTÉIA

FILOTÉIA

Encontro a sorte além do que pensava
Durante tanto tempo solitário,
O amor que se fizera necessário
Numa alma quando atroz e mesmo escrava,

Imerso neste mar em pura lava,
O verso se mostrara temerário,
Porém mudando todo itinerário
O tempo noutro instante não se agrava,

Em Filotéia vejo esta presença
Da rara divindade em luz e paz,
Sabendo quanto amor o sonho traz,

E mesmo quando além já me convença
Do todo que se alcança mansamente,
O sonho se traduz no que se sente...

FILOMENA

FILOMENA

Ouvindo a melodia mais suave
E tanto que se possa mesmo após
Viver o delirar que existe em nós
Sem nada que deveras tanto agrave,

O mundo se moldando sem entrave
Expressa mansamente a tua voz
E nisto se presume a comum foz
Composta a cada nota, em toda clave,

Amar e ser feliz e ter em cena
O tanto que pudesse Filomena
Suave sintonia em sons sutis,

E tendo o teu momento em belos dons,
Concerto feito amor trazendo os tons
Que possam permitir ser mais feliz.

FILIPA

FILIPA

Não quero nem pudera de outra sorte
Senão a maravilha de poder
Tramar a cada dia este prazer
Que tanto quando invada me conforte,

O mundo se anuncia em raro porte
E vejo quão somente possa crer
Na vária fantasia a se tecer
Moldando com certeza o novo norte,

O prazo determina o quanto resta
Do todo que pudesse e nesta fresta
Filipa traz à vida imensa luz,

O quanto poderia ter nas mãos
Momentos tão diversos, firmes chãos,
E encantos que este sonho reproduz.

FERÔNIA

FERÔNIA

O mundo se transforma e a divindade
Reinando sobre todo o pensamento
Enquanto noutro instante além eu tento
O quanto poderia e sempre invade,

O sonho com certeza tanto brade
Moldando num momento o raro alento,
Vencendo o mais temido e vão tormento
Traçando a cada passo a liberdade,

Ferônia traduzindo o claro amor
A sílfide sobeja e poderosa,
De todos os jardins superna rosa,

O encanto feito em luzes, bosque e flor,
Encanta simplesmente e traz além
O quanto em maravilha amor contém.

PARA PAULINHA A BELÍSSIMA MENINA DO MEU GRANDE AMIGO ROGERS CASO

Um brilho de alegria em cada instante
No quanto a gente busca a rara imagem
Do tanto que permite esta visagem
Que a sorte com firmeza nos garante,

Infância tão sublime e fascinante,
O sonho reina sobre a paisagem
E trama com ternura uma viagem
Ao mundo mais sublime e deslumbrante,

E tendo esta fantástica visão,
Do amor na mais completa dimensão,
Encontro em ti, Paulinha, a fonte e a luz,

De tanto que pudesse num momento
Trazer sempre num vivo pensamento
O passo que ao Divino nos conduz...

FELICIENNE

FELICIENNE

O amor que me trouxesse esta certeza
De um dia mais tranquilo aonde eu possa
Saber desta emoção deveras nossa
E nisto não temer a correnteza,

A vida tantas vezes em torpeza
Eclode noutro rumo e se destroça
Gerando do infinito a tosca fossa
Negando qualquer forma de beleza.

Felicienne trazendo em seu olhar
O quanto eu poderia imaginar
Em tanta suavidade e mesmo em luz,

Ao quanto se desenha e sempre invade,
O amor que trace além felicidade
Apenas tanto amor já reproduz.

FELICIANA

FELICIANA

Meu canto te procura e sente apenas
Os sonhos que explanassem tantas luzes
E quando na verdade me conduzes
Por tramas mais suaves e serenas,

As tantas fantasias quando amenas,
Ou mesmo enquanto aquém tu reproduzes
As sendas onde tanto ora seduzes,
E nisto novos tempos concatenas,

Felicidade em ti Feliciana
A sorte na verdade não se engana
E marca o quanto pude e deveria

Viver esta emoção que nada cala,
Minha alma de tua alma uma vassala
Expressa com orgulho esta alegria...

FEBE

FEBE

Brilhando em céus supremos esperança
Que trame muito além do que concebe
Singrando este momento, a bela Febe,
Ao tanto quanto possa ora me lança.

Grassando com ternura tal fiança
Enquanto a maravilha se percebe
O olhar noutro cenário, a luz recebe,
E traça o que pudesse em confiança.

Tramando o mais sublime e radiante
Amor que tantas vezes me agigante
E torne o meu caminho mais gentil,

Viceja em alegria e em raro lume
Aonde esta vontade quer e rume,
No encanto que meu peito ora sentiu.

FEBA

FEBA

Na sábia decisão de ter além
Do mero caminhar tão desditoso
A vida se desenha em majestoso
Cenário que deveras tanto tem

Do encanto radiante e vejo bem
O mundo tantas vezes caprichoso,
Num ermo que pudera pedregoso,
Deixando no passado algum desdém,

E Feba transformando o dia a dia
E nisto com certeza moldaria
Esculturando a sorte que ora anseio,

O quanto fosse outrora devaneio
Agora se traduz em ousadia,
E traz nesta alma; viva fantasia.

FARRAH

FARRAH

Trazendo em suas mãos o quanto a vida
Exige de quem busca o seu caminho,
Nas tramas deste amor quando me aninho
Encontro a sorte rara, perseguida,

E tendo esta expressão já concebida
Enquanto no passado eu fui mesquinho,
Vagando sem sentido: um ser sozinho
Buscando inutilmente uma saída,

Mas Farrah se entranhando em raro amor
Transforma o que se tente em realidade
E quando se desenha o que me agrade,

Momento feito em luz, sonho e calor,
Encontro com certeza este cenário
Num senso tão sublime e solidário...

FARIDA

FARIDA

És única entre tantas que conheço,
Atravessando o tempo além do quanto
A vida se moldara e neste tanto
O passo já se faz sem mais tropeço,

Do amor que tanto siga este endereço
O verso se desenha e deste encanto,
Apenas o que possa e mesmo canto,
Entoa a sorte imensa que eu mereço,

Apresentando assim o quanto espero
De um tempo mais sutil por ser sincero,
Vagando no infinito deste amor,

Farida traz nos olhos a certeza
Desta expressão raríssima nobreza
E nela todo o brilho em esplendor...

FARAH

FARAH

Os olhos mais brilhantes, a esperança
De um tempo aonde o tanto já se entrega
E o pensamento além busca e navega
E sabe do que possa e ali se lança

Em Farah esta certeza agora alcança
O manto mais sublime e jamais nega
Ainda quando a vida se faz cega
O tempo noutro instante sempre avança,

E vendo em teu olhar esta alegria
Amada se refaz no dia a dia
A sorte venturosa que trouxera

A senda mais sublime e que procuro,
Marcando com sorriso o outrora escuro,
Momento noutra face, mais sincera...

FANI

FANI

Envolta pelas tramas da alegria
O sonho se anuncia a cada traço
E mesmo quando além busco ou desfaço
O todo que deveras mais porfia,

No amor que escarasse em ousadia
O encanto se traduza em raro espaço
E quando se entranhasse no cansaço,
Em Fani conhecesse a fantasia,

O amor que tanto amor decerto gesta
Traduz o quanto possa em rara festa
Trazer ao pensamento a sorte imensa

Do quanto acreditasse e se desvenda
Deixando no passado a leda lenda
Enquanto vejo em ti a recompensa...

FABRICE

FABRICE

O sonho se esmerando em ter além
Do quanto no passado inda tivera
E sei desta verdade que sincera
Ainda se refaz e logo vem,

Narcísica vontade que contém
Trazendo o que deveras não se espera
O amor se desenhasse noutra esfera,
Traçando com ternura o raro bem.

Fabrice dominando o pensamento
Traduz o quanto vejo e assim fomento
Na essência de uma vida mais sublime,

Meus erros do passado, o verso, o medo,
E o tanto que deveras me concedo
Expressa a imensidão que me redime...

FABIENNE

FABIENNE

Ousando acreditar no mais diverso
Caminho aonde a vida ora cultiva
Esta expressão que traga a face altiva
Do sonho quando além procuro e verso,

Sentindo meu momento enquanto imerso
Nas tramas onde a sorte em luzes criva
E nada na verdade mais me priva,
Deixando no passado o que disperso,

Trazendo em Fabienne esta certeza
Que possa transformar sem ter surpresa
O todo que ora anseio num alento,

Vivendo sem temor cada segundo,
O tanto que se entregue e me aprofundo,
Expressa o quanto eu queira e sempre tento...

Felicity

Felicity

O vento que beijasse teus cabelos,
O sonho que trouxesse em seus sinais
Momentos; onde encantos, derramais
Delírios tão sutis. Que bom contê-los.

Amores traduzindo raros zelos
E neles outros dias magistrais
Vencendo os mais atrozes temporais
Em madrigais teus olhos, posso vê-los.

Felicity transcende em glória e luz
Ao tanto que deveras me conduz
Gerando este sublime e raro instante

No amor que na verdade me tramasse
A vida sem temer qualquer impasse
Num ato tão sublime e deslumbrante...

Fay

Fay

Tão bela fantasia eu vivo em ti,
E quando nos teus passos me encontrara
A sorte se moldando sempre rara
Expressa o quanto em glória me perdi,

Esplendorosamente em frenesi
O tanto que desejo se escancara
E quando a própria vida se prepara
O todo desenhasse o que senti,

E Fay ao traduzir farta beleza
Expondo o quanto possa sem surpresa
Marcasse em consonância cada passo,

Do tanto que anuncia em verso e luz,
Ao ápice do sonho me conduz
Ditando com brandura cada traço...

Faith

Faith

Em Faith esta certeza que se trama
Moldando o que de fato amor alcança
Marcando com total perseverança
Mantendo sempre acesa a velha chama,

O quanto se deseja e sei que se ama,
O verso noutro tom dita a fiança
E nada impediria a temperança
Que vença com ternura qualquer drama,

Ousando acredita na eternidade
Da sorte que traduz felicidade,
Embora seja fátuo todo sonho,

Transcendo ao que pudesse e sei do tanto
Que agora se renova enquanto canto
O amor que na verdade em ti componho.

Fuensanta

Fuensanta

A fonte que transcende ao quanto queira
O velho coração de um ser audaz
Que tanto noutro espaço se desfaz
Deixando a farsa atroz e derradeira,

E sei do quanto a vida em corriqueira
Vontade se transforma e nada traz
Somente o mesmo aprumo tão mordaz
Enquanto uma ilusão além se esgueira,

O verso poderia ter decerto
O amor que quanto mais em mim desperto,
Maior a solidão que desencanta,

Pudesse pelo menos num instante
Viver este cenário deslumbrante
Nas mãos tão delicadas de Fuensanta...

Felicidad

Felicidad

No sonho mais audaz e mesmo além
Do todo que deveras me traria
A sorte como possa a cada dia
E nisto esta certeza ora contém

O verso enaltecendo o raro bem
Que trame na verdade a fantasia
Grassando com ternura esta utopia
Marcando a cada instante o quanto vem,

Felicidad traduza o raro amor
Que possa na verdade em tal pendor
Ousar na imensidão de um sonho em paz,

Consolos entre enganos? Não mais quero,
Pretendo tão somente o amor sincero
Que esta felicidade agora traz...

Faustina

Faustina

O sonho mais suave e mesmo até
O que pudesse ter no olhar o brilho
Que agora em terna sorte ora palmilho
E sei do quanto reste em plena fé,

O mundo se deseja por quem é
E nada do que eu sinta mude o trilho,
E o coração somente um andarilho,
Rompendo com brandura esta galé,

Diversas vezes sinto o que fascina
No encanto mais sublime onde Faustina
Desenha sem desdém o que virá,

Na sorte tão ditosa deste tanto,
A vida que desejo e agora canto
Expressa a magnitude desde já.

Frida

Frida

Pacífico momento nos teus braços
Vagando em claridade e nada mais,
Após tantos temores vis venais,
Ousando imaginar em mansos laços,

Por vezes os meus dias traçam passos
Que levem aos imensos abissais,
Mas quando vejo em ti os magistrais
Momentos mesmo sendo tão escassos,

A sorte se desenha em rara vida
E trama em farto amor, querida Frida,
O todo que se possa enaltecer

Nas sendas mais sutis do pensamento,
Vivendo o quanto possa e não lamento
O tanto que resulte em tal prazer...

Fiona

Fiona

Os céus em limpidez; raro azulejo,
E o sol tomando a Terra neste instante
No quanto a vida fosse fascinante
Marcando com ternura o que desejo,

O verso se transforma a cada ensejo
E vibro nesta senda consonante
Ousando num momento deslumbrante
Vagar sem ter sequer temor ou pejo,

E tanto quanto a sorte ora me abona
No amor que se moldasse em ti, Fiona,
A luta não cessasse e sendo assim,

O mundo se denota em verso e luz
Enquanto a cada passo reproduz
O quanto inda resiste dentro em mim.

Francisca

Francisca

A luta se transcorre dia a dia
E nisto este cenário ao presumir
Expresse o que em verdade inda há de vir
E nisto o meu caminho se anuncia,

Vagando sem temer o que traria
O verso mais audaz e ao repartir
O encanto que pudera resumir
Além do quanto reste em fantasia.

Meu mundo noutro enredo se adentrando
Nas tantas e sutis várias batalhas,
E quando em esperanças tanto atalhas

O mundo se mostrasse desde quando
A vida em belas mãos enfim se lança
Francisca faz do amor viva esperança.

Franca

Franca

Amar e ter nas mãos este infinito
Que ultrapassando além do que ora vejo
Traduz o mais sublime de um desejo
Marcando o quanto queira e necessito,

O tempo se renova a cada rito
E o verso aonde em paz, céu azulejo,
Vibrando em consonância num sobejo
Cenário que e mostre tão bonito,

Audaciosamente a vida traz
O tanto que pudera ter em paz,
Na sorte que em verdade o tempo banca,

Nos ermos de um passado tão cruel,
O sonho se desenha em carrossel
E chega finalmente à amada Franca...

Florida

Florida

O amor que se mostrara em face ungida
Gerando novo amor e renascendo
Sem medo do que possa neste adendo
Trazendo esta esperança em clara vida,

A luta na verdade decidida
Nas sendas de outro tempo me envolvendo
E vejo o quanto possa mesmo horrendo
Tramar além de cada despedida.

Em Flórida a beleza se reflete
E o tanto que deveras me compete
Expressa o passo além e sigo em frente

No quanto poderia ser bem mais
Vencendo os medos claros e abismais
O brilho deste amor já se apresente...

Florência

Florência

Alçando este momento aonde um dia
A vida se moldara de tal forma
E nisto o que pudesse me transforma
E molda com ternura a fantasia,

O mundo noutro enredo poderia
Tramar o que se tente e quando informa
A sorte traz deveras a reforma
Que gere a mais sutil soberania,

Do amor que na verdade em florescência
Traria com certeza a ti, Florência,
Raiando como fosse esta florada

Há tanto desenhada em cores várias
E nestas mais diversas luminárias
A glória de um viver já renovada....

Florian

Florian

O tempo se transforma e frutifica
Gerando neste sonho algum pomar
Do quanto se presume o dom de amar,
Na face mais audaz, profícua e rica,

Raiando sobre o que ora resta e fica
Vagando sem descanso a se moldar
A luta quando a alcanço a me entregar
Amor noutro cenário multiplica,

Florian me trazendo a paz que eu quero,
No sonho mais audaz, franco e sincero,
Granando uma esperança em raro fruto,

Do tanto que se tente a cada instante
O mundo noutro passo me garante
O que desejo além e não reluto...

Fiorella

Fiorella

Em Fiorella sinto este perfume
Que possa me trazer rara lembrança
Do tempo quando além do sonho avança
E nisto minha vida se resume,

Aos poucos se desenha em tanto lume
O todo que transforma esta fiança
Na luta quando o vida nos alcança
E mesmo no vazio não se esfume,

Encontro as cores várias deste encanto
E quando em primavera busco e canto
O tanto se fizera muito além,

Meu verso se inundasse em tom sublime
E o todo que decerto em paz estime
Deveras noutro instante eu sei que vem...

Felicitas

Felicitas

Os olhos procurando quem tramasse
Além da mera sorte o quanto eu possa
Trazer desta expressão suprema e nossa
A vida sem temor em clara face,

Supero com certeza algum impasse
E mesmo quando a dor de mim se apossa
O mundo noutro instante não destroça
E trama uma esperança em desenlace,

Felicitas trazendo o quanto espero
Do sonho feito amor, claro e sincero,
Vestindo esta suprema e rara fonte,

Do quanto se anuncia noutro instante
O mundo se tornando fascinante
Num raio esplendoroso que desponte...

Fedra

Fedra

O tanto que se trace em raros tons
Marcando com ternura o que viria
Vibrando em consonante sintonia
Momentos com certeza sempre bons,

A vida traz consigo seus neons
E trama o quanto possa e fantasia
Vagando sem temer com ousadia
Vivendo na esperança os tantos dons.

Amor que não sossega e traz consigo
O tanto que pudesse em manso abrigo,
E nisto a vida segue e jamais medra,

No quanto fui feliz em raro amor,
Vivendo com ternura este esplendor
Trazido pelo olhar da amada Fedra...

Fedora

Fedora


Os ventos me trouxessem a certeza
De um novo tempo em vida ou mesmo luz
E quanto deste encanto reproduz
O tanto que pudera sem surpresa,

A vida segue contra a correnteza
E o barco noutro instante me conduz
Ao quanto necessito e além já pus
As cartas sempre abertas sobre a mesa.

Meu mundo se anuncia e desde agora
No amor que se traduza em ti, Fedora,
A sorte se transforma num segundo,

Em farta claridade me envolvendo,
Prazer se faz além de um dividendo
Enquanto deste encanto ora me inundo.

Felícia

Felícia

Trazendo esta fortuna a cada olhar
Que possa me traçar felicidade
Felícia num momento além invade
E toma com certeza este lugar,

O quanto se deseja sempre amar,
O tanto que traduza em claridade
O verso mais suave e na verdade,
Aprendo calmamente a navegar,

Vencendo os temporais, seguindo adiante,
E sei do quanto a vida me agigante
Vagando sem temor em mar aberto,

O coração meu leme e meu timão,
Amor se molda feito embarcação
Quando em teus braços mansos eu desperto.

Fanny

Fanny

Meu tempo de sonhar e de viver
Há tanto se esgotando e nada vejo
Somente o quanto possa meu desejo
E nele este caminho a percorrer,

Nas tramas mais diversas do querer
A vida se transforma a cada ensejo
E tanto quanto possa num lampejo
Encontro as armadilhas do prazer,

O amor que fosse além do mero ocaso,
O verso aonde em sonhos já me abraso
E o tempo que decerto ora perdi,

O tanto quanto pude e não viera,
Ainda permaneço em leda espera
Buscando no infinito o amor- Fanny.
07/09/2011

1

Resta pouco ou quase nada
Do que um dia quis constante
E deveras nesta estrada
Nada mais possa ou garante
Quem se mostra desolada
Na vertente que se espante
Toda a sorte desenhada
Pouco a pouco desencante,
Resistindo o mais que pude
No final esta atitude
Não traria sequer medo,
E se vejo e assim concedo
O caminho aonde mude
Mergulhando em falso enredo.

2

Nada trago do passado
Quando tento desenhar
O que agora já me evado
Sem saber qualquer lugar,
A palavra traz o fado
Outro medo a se moldar
No que tente desejado
Onde nada faz brilhar.
Ouso até neste momento
E presumo o quanto tento
Num atento verso em paz.
O meu canto se desfaz
E se possa em sofrimento
Outro intento mais tenaz.

3

Vagarosamente visto
O que possa noutro fato
E se tento sempre nisto
O meu mundo não retrato.
E se vejo e não persisto
Mergulhando num regato
Cada vez que não insisto
Outro sonho ora maltrato
E bebendo deste vão
Noutro enredo e direção
Nos ocasos desta tarde
Cada passo já retarde
Outros tantos não verão
O que sei, jamais aguarde.

4

Vicejaste em primavera
Ou talvez tom outonal
Na certeza que me espera
Ou num ermo desigual,
Tanto quero a luz sincera
Mesmo além, coloquial
Não resisto e sei sincera
A palavra tal e qual
Noutro canto anunciava
A verdade que se queira
E se a sorte feita em lava
Fosse apenas corriqueira
Esperança nega a trava
E desfaz cada bandeira.

5

Quero apenas o que venha
Sem temor no dia a dia,
E se tento o quanto tenha
A verdade não veria,
Quando amor se faz a senha
Desta sorte em alegria
O veneno se desdenha
E deveras mudaria
O sentido deste verso
E presumo o desencanto
Deste rumo mais perverso
E pudera e não garanto
O que agora desconverso
Traduzisse o turvo manto.

Flor

Flor

Brilhando sobre as sendas mais diversas
Encontro esta beleza inconfundível
Do sonho que entranhasse mais plausível
Ao todo que deveras sei que versas,

Porquanto tantas horas vãs perversas,
Num mundo muitas vezes intangível
O canto que pudera ser possível
Encanta mesmo quando desconversas

Em Flor tanto carinho se encontrasse
Que a vida se moldando nesta face
Trouxesse a redenção que a sorte espera,

E vejo em sutileza cada instante
Do amor que na verdade se agigante
A cada renascer da primavera...

Flora

Flora

Primaveril beleza feminina
Que traça com olhares meu caminho
E quando nos teus braços eu me aninho
A vida se transforma e me domina,

O quanto deste encanto me alucina,
E sendo tantas vezes tão sozinho,
Fazendo deste encanto um raro vinho
Na senda mais sutil, diamantina.

Encontro os meus anseios sem demora
E bebo em cristalina fonte, Flora,
Delírio de um amor interminável,

O verso que procure ter além
Do quanto na verdade a vida tem,
Expressa o quanto fosse imaginável.

Flávia

Flávia

Em Flávia fulgurosa majestade,
Sublime maravilha sem igual,
O tempo noutro instante magistral
Enquanto este cenário em paz invade,

Nas tramas que trouxessem claridade,
O amor se faz sublime ritual
E neste caminhar fenomenal
Encontro a mais diversa realidade,

Ousando ter nas mãos tão rara imagem
Do amor que se anuncia qual miragem
Vagando sem temor e nem mentira

Olhando esplendorosa criatura,
O sonho noutro tanto configura
Enquanto tanta luz Flávia transpira.

Fernanda

Fernanda

Ousada noite feita em sonhos tais
Que possam traduzir além de um dia,
A sorte que deveras nos regia
Em tempos mais audazes, magistrais,

Os solhos na verdade são cristais
E o verso tantas vezes utopia,
Amor feita uma estrela que nos guia
Dos abissais aos ermos siderais.

E sinto quanto a vida em tal demanda
Nos braços mais audazes de Fernanda
Eclode sem temores, segue em frente,

No tanto que este amor já me trouxera
Palavra mais sutil, forte e sincera,
Traduz o quanto quero e o que se sente.

Fátima

Fátima

Erguendo o meu olhar procuro além
E vejo a mais sublime e rara fonte
Que tanto noutro instante ora me aponte
Trazendo com certeza o imenso bem,

E quando este momento em paz já vem,
Dourando toda a linha do horizonte
Encontro o que pudesse e ora se apronte
Tramando uma esperança sem desdém,

O verso que em passado se mostrara
Num álgico caminho sem saída,
Ao ver o renascer da própria vida

Tomando esta vereda em luz tão rara
Em Fátima uma expressão se crisalida
E a bela companheira se prepara...

Fabrícia

Fabrícia

A vida nos ensina a cada fato
Ao burilar diversas ilusões,
O sonho que em verdade tu compões
E neles o meu mundo ora retrato,

Vagando sem temor o que constato
Adentra as mais suaves emoções
Sem medo destes tantos turbilhoes
O amor que mais queria; hoje eu resgato.

Fabrícia trama e enreda esta beleza
Deveras sou agora sua presa
E nisto o meu prazer se multiplica,

A fonte dos desejos, sem receios,
A bela fantasia em fartos seios,
O amor que pelo amor enfim se explica...

Fabíola

Fabíola

O canto que Fabíola desenhasse
Nos sonhos mais felizes que eu tivera
Ainda se transforma em primavera
Vencendo o quanto possa num impasse,

E quando a vida trama em desenlace
A velha solidão, imensa fera,
A vida que eu concebo, mais sincera,
Aos poucos sem defesas nos tomasse,

E o amor que se anuncia a cada instante
Vagando pelo encanto fascinante
Que tanto me aproxima do infinito

Ousando ser feliz, não temo nada,
E sigo a noite inteira, enluarada,
Ao todo que desejo e necessito.

Fabiane

Fabiane


O quanto anunciasse deste imenso
Caminho que se veja à minha frente,
O mundo noutro fato se apresente,
Tramando o que deveras busco e penso,

Um raro sentimento tão intenso
Que traga em mansidão quanto pressente,
E assim ousando além sendo frequente
Do grande amor que venha eu me convenço,

E mesmo quando a vida ora desanda,
O tanto que trama em tal demanda
Jamais noutro momento enfim se dane,

Nos sonhos mais audazes, nosso amor,
Expressa com ternura tal pendor
Que traga em farto encanto, Fabiane...

Fabiana

Fabiana

Enquanto o nosso amor crescesse ao ponto
Que tanto nos domine e nos transforme
O quanto do viver fosse disforme
Neste momento um novo encanto; apronto,

E sei que na verdade sempre conto
Com toda a precisão do que se forme
O claro desenhar que nos informe
De um mundo mais tranquilo, ao que remonto.

A própria vida às vezes nos engana,
Mas tendo em meus olhares Fabiana,
O sonho se traduz em rara lavra,

E amor passa a um vivo sentimento,
Não sendo na verdade mero alento,
Nem mesmo uma fútil vã palavra...

Fábia

Fábia

A vida ceva sonhos e modela
Aos poucos o que possa eternidade,
Vagando pelas ruas da cidade
A noite mesmo só se faz tão bela,

O quanto deste anseio se revela
No encanto que deveras nos invade
E gera mesmo após a tempestade
A paz que dominasse tal procela,

Olhando para trás o que concebo
Em cada novo verso onde me embebo
O amor que Fábia trouxe e cultivara,

Colheitas mais diversas, medo e riso,
Nas sendas do que fomos me matizo
Revejo a imensidão desta seara...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A CADA ENGODO

Vivendo da maneira que procuro
Sentindo o quanto trame a cada engodo
O mundo se mostrara em lama em lodo
E o tempo se anuncia sempre escuro,

O passo tantas vezes inseguro,
Sem ter sequer algum raro denodo,
Imagem traduzida pelo todo
Que tanto se desvenda em solo duro

Cerzindo este caminho em rumo ao nada,
Apresentando a velha e torpe estrada
A sorte se anuncia noutra curva,

E o vento se desanda em tempestade
Enquanto a solidão que agora invade
Deveras deixa a vida bem mais turva...

PAVOR

O medo se transforma em tal pavor
Que tento desvendar cada segundo
Do encanto aonde possa e me aprofundo
Vivendo sem temer qualquer rancor,

A vida se desenha em raro amor
E nisto quando em sonhos já me inundo
Encontro o que pudesse em raro mundo
Cultivando deveras rara flor,

O peso de uma vida se traduz
No quanto poderia em rara luz
E nada se tramasse após a queda,

E o vento na verdade me levando
Ao todo que tentara desde quando
A vida noutra senda se envereda.

DIVERSAS IRONIAS

Nas tantas e diversas ironias
Da vida sem sentido e sem proveito
O quanto poderia e mesmo aceito
Exclama rudes passos, agonias,

E vejo muito além do que trarias
E nada mais pudesse enquanto deito
E vejo sem sentido o velho pleito
E nele os ermos ditam fantasias.

Amando tão somente o que se faça
E nada sem sentido na fumaça
Presume a simples perda do que há tanto

Marcasse com ternura o tempo após
O sonho mais suave em viva voz
Gerando no final o desencanto.

VERSO RUDE

Meu mundo não se trama após o quase
E sei do verso rude e mesmo quando
O tanto que sonhara deformando
Ainda noutro engodo se defase,

A sorte com certeza não me atrase
Nem mesmo outro momento atroz ou brando
E vejo este cenário aonde infando
O tempo renegasse qualquer fase,

Ocasos entre fins e nada além
Do que deveras sinto e sei que vem,
Após a tempestade e se revela

Aquém de uma bonança, outra procela,
E nela caminhando em tal desdém
A voz sem emoção em vão se atrela.

NADA POSSA IMPEDIR

Meu sonho se apresenta de tal forma
Que nada poderia me impedir
De crer no quanto agora sei que ao vir
Expressa a imensidão e me transforma

No tanto que esta vida agora informa
O dia se moldara no porvir
Cenário tão diverso a distrair
O todo insuperável noutra norma,

O prazo se transcorre mansamente,
E o todo num fastio se apresente
E vejo apenas rude companhia

Aonde o que pudesse ser diverso
Traçasse dentro da alma o quanto verso
E nisto todo encanto que eu queria.

VELHOS ERROS

Não quero os meus anseios contumazes
Tampouco os velhos erros que inda vejo
No tanto que pudesse num lampejo
Marcando o quanto agora tu me trazes.

A vida se desenha em ledas fases
E o passo se traduz no que prevejo
Matando com terror em rude ensejo,
Deixando para trás passos tenazes.

Outrora nos antigos madrigais
Agora nos imensos vendavais
E os erros costumeiros de quem ama,

A sorte que se tente mais melódica
A vida se anuncia sempre módica
E nega mesmo até a leda chama...

UM CÂNTICO DIVERSO

Um cântico diverso do que um dia
Mostrara esta vontade de seguir
O tanto que pudera presumir
E nada mais decerto inda teria,

O mundo se moldando em rebeldia
A vida sem saber de algum porvir
Ousando na esperança um elixir
Que traça com temor esta ousadia,

O rumo se apresenta aonde outrora
A luta sem sentido que apavora
Gerasse esta verdade tão estúpida.

Imagem que buscara mansa e cúpida
Agora se desnuda quase estática
E marca sem enredo esta temática.

O PESO DA VERDADE

Meu tempo se expressara no que há tanto
O vero caminhar já não pudera
Trazer esta verdade mais sincera
E nisto o que me resta ora quebranto,

E quando se desenha a vida enquanto
O peso na verdade não pondera
A luta sem sentido noutra esfera
Grassasse sobre o velho desencanto,

Judiciosamente tento a paz
E sei do quanto possa ser capaz
E nisto me apodero do vazio,

Embora seja sempre desta forma
A luta na verdade nos deforma
E gera o que pudesse em desafio...

UM PASSO ATROZ

Não mais que meros sonhos ou quem tente
Vencer o mais atroz com alegria,
O mundo de tal forma se veria
E nisto o meu caminho, impertinente,

O verso na verdade se apresente
E molde com ternura em ousadia
O tanto que se inunda em fantasia
E marca o que pudera mais contente,

Nas tramas deste fato que consome
O preço sem desprezo vaga e some
Deixando sempre atrás uma ilusão,

Meu pensamento vive do passado,
E o corte noutro rumo anunciado
Eclode nos anseios de um senão.

MEROS SONHOS

Não mais que meros sonhos ou quem tente
Vencer o mais atroz com alegria,
O mundo de tal forma se veria
E nisto o meu caminho, impertinente,

O verso na verdade se apresente
E molde com ternura em ousadia
O tanto que se inunda em fantasia
E marca o que pudera mais contente,

Nas tramas deste fato que consome
O preço sem desprezo vaga e some
Deixando sempre atrás uma ilusão,

Meu pensamento vive do passado,
E o corte noutro rumo anunciado
Eclode nos anseios de um senão.

OUVINDO ESTE MARULHO

Ouvindo este marulho tão distante
Que possa me trazer outra promessa
Da vida quando a sanha recomeça
E logo se apresente noutro instante,

Meu verso no universo se adiante
E marca o que pudesse e já tropeça
Nas tantas ilusões em leda pressa
Traçando outro cenário torturante,

A vida não traria sequer brilho
E quando no vazio ora palmilho
Encontro a mesma face atroz e pálida,

A sorte se mostrou falimentar
E a luta sem saber onde ancorar
Agora se desenha em vão e esquálida.

CARICATAS

Medonhas caricatas faces trago
E sei do que pudesse ser alheio
Ao quanto se mostrara e se receio,
A fera noutro instante até afago,

Pousando aonde em vão tanto divago
O mundo preconiza um novo veio,
Alçando o que realço em devaneio,
Contabilizo apenas outro estrago,

A sorte sendo assim leda e diversa
O canto noutro enredo desconversa
Confesso os meus enganos costumeiros,

E sei do que pudesse em primavera,
Porém a vida trama em rude espera
Esta agonia atroz dos meus canteiros...

CONTRAFEITO

Presumo o fim de toda a velha história
Trazida pelos erros de quem tanto
Sabendo do que tento e se me espanto
Apresentando apenas a vanglória.

O mundo se renova e merencória
A sorte se transcorre em tal quebranto
Gerando e ora grassando além do pranto
A sorte desenhada em luta inglória,

Recordo-me do quanto pude um dia
Tramar em versos feitos de alegria
E nada se mostrasse após o feito,

E agora quando apenas solitário
Encontro neste velho itinerário
O sonho pouco a pouco contrafeito.

AMARGOR

Procuro apenas ter alguma sorte
E sei do quanto cega a luta em vão,
Marcando com terror em dimensão
Diversa da que tanto ora suporte,

Não quero nem tampouco me conforte
A sórdida vontade em expressão
Matando asfixiando em solidão,
Trazendo o pudera e não suporte.

Ousasse pelo menos ter além
O quanto na verdade me convém
Presença demarcada em sonho e dor,

As tralhas que carrego dentro da alma
A cada novo engodo o velho trauma
Expressa o quanto pude em amargor.

FUNERAIS

Não mais me caberia qualquer veste
Enquanto o que rompera não viesse
E sei do quanto a vida me deteste
E mesmo outro cenário agora tece,

Sentindo a solidão que ora reveste
O tanto que queria e não pudesse,
O tempo se desnuda e a vida esquece
Do todo mais audaz, atroz e agreste,

O rústico cenário se desenha
Na luta que deveras sempre venha
Tramando o fim do jogo e nada mais,

Encontro os meus anseios decepados
E os versos noutros ermos desolados
Envoltos nos meus ledos funerais.

VERSO ATROZ

Não mais que certa luz se poderia
Trazer no verso atroz em tom suave
O mundo que deveras tanto agrave
Moldando o quanto houvesse em ousadia,

Meu canto se derrama em ironia,
E apenas noutro instante o mesmo entrave,
Buscando na esperança alguma nave
Que noutro delirar se moldaria,

O mundo não coubera dentro em mim
E sei do quanto possa ter no fim,
Somente redimindo cada engano,

Meu passo se anuncia em rude espaço
E o quanto se quisesse tento e traço
E ao fim de cada verso enfim me dano.

BARREIRAS DE CORAL

Ousando acreditar no que se tente
Vivendo outro momento mais atroz
Aonde se ouviria a minha voz,
O verso se traduz onde é frequente

O medo se anuncia e num repente
Procuro sem sentido a mesma foz.
E sei do quanto pude sendo algoz
Marcar o que de fato a vida sente;

Navego entre as barreiras de coral,
O sonho desenhando em tom venal
A fúria que jamais eu reconheço,

Bebendo cada sonho sem sentido
O todo noutro engano resumido
Expressa no final qualquer tropeço.

NOS ERMOS DA MEMÓRIA

Não mais que qualquer fato se repete
E veste o mesmo engano de uma história
Perdida nestes ermos da memória
Que ao nada sem temores me arremete.

Engano sem conserto se reflete
No velho coração de leda escória
Um pária em tal senda mais inglória
Vivendo sempre pela bola sete.

Não quero acreditar, mas a verdade
Explicitando enfim o que degrade
Esbarra nos meus erros contumazes

E possa num instante resumir
O quanto reste tanto de um porvir
Que enquanto se renega não me trazes.

MEROS SÓIS

Não mais que meros sóis nestas manhãs
Aonde o quanto trago se desfaça
A vida se resume em luta e caça
Desenhos de outras faces sempre vãs.

Ainda que vivesse em tais afãs
O quanto se devora pela traça
Ousando ver apenas a fumaça
Enredos entre sanhas tal malsãs

O manto se desfaz em cada instante
E o mundo como fosse este farsante
Entoa a solidão de cada extremo.

E nada do que pude noutra sorte
Supera esta vontade em plena morte
Que na verdade busco e nunca temo...

APENAS SOLIDÃO

Meu verso se desenha de tal sorte
Que nada mais coubesse dentro da alma
Apenas solidão agora acalma
E o medo serve ao menos de suporte,

No velho caminhar sem dimensão
Nem mesmo qualquer norte eu poderia
Versando sobre a vida em agonia
Marcando os dias rudes, sonho em vão,

Pousando nos engodos de uma vida
Há tanto noutra face esfacelada
O tempo se redunda neste nada
E o quanto me restara sempre acida

E o verso controverso versa apenas
Nas tramas quando clamas e condenas.

BRANDINDO CONTRA A FÚRIA

Brandindo contra a fúria de quem acha
A sorte sem sentido o medo atroz,
A vida se revela logo após
E o tanto que se perde a vida tacha,

O mundo noutra força ou noutro fato,
O verso sem sentido e sem proveito
E tanto quanto possa tanto aceito
E nisto outro momento em vão relato,

O marco se anuncia aonde um erro
Cometo e na verdade poderia
Tramasse o que se faça em fantasia
Deixando para trás velho desterro,

E o mundo se resume no não ter
E mato em nascedouro algum prazer...

CENÁRIO DECOMPOSTO

Não mais que meras sortes que adivinho
Expressariam tantas ilusões
E nelas os cenários decompões
Num fato tão atroz quanto mesquinho,

Roseiral se molda em tanto espinho
Abrolhos e daninhas, emoções,
Diversas em temidas dimensões
E sigo meu momento mais sozinho

Apenas aprendera em tal anseio
O todo que deveras quando veio
Gerasse o nada além em mero ocaso,

E quando me anuncias o final.
O tanto que pudera sem igual,
Expressa o quanto em vão eu sempre atraso.

TRAMAS DA VIDA

Não quero e nem se possa mais tentar
Acreditar nas tramas de uma vida
Há tanto noutro rumo em despedida
O mundo sem saber sequer lugar,

O tanto que me ponha a divagar
A luta renegando uma saída
Expressa o que deveras se divida
Na senda quando um dia fora um lar,

Agora sem sentido, ocaso e morte,
O vate desenhando a rude sorte
Nas liras de uma louca fantasia,

A cada novo verso se precede
Do enredo que deveras se concede
E tanto noutro rumo levaria.

MERA SORTE

Marcando cada verso com o quanto
Esperaria além de mera sorte
O vento que deveras me conforte
O prazo se mostrara enquanto eu canto,

Ainda se anuncia em vão quebranto
E vejo tão somente o mesmo corte,
Na vida que de fato se comporte
Ousando acreditar no desencanto

Ourives da esperança o verso dita
A senda mais atroz e mesmo aflita
Que possa transtornar quem nela siga,

A morte se aproxima e traz somente
O renascer intrínseco em semente
Trazendo a face rude, mesmo antiga.

VENDAVAL - DUETO COM SOL FIGUEIREDO

Esse amor veio como vendaval,
Derrubando tudo que era mal,
Ligando meu perfil ao teu mural,
De uma vez só, como um temporal!


Sol Figueiredo

O quanto a vida trame a cada instante
Traçando este diverso bem querer
E nisto o quanto possa mesmo ter
Deveras noutra face mais brilhante

Expressa o que se tente e se garante
No encanto aonde a vida a se verter
Tramasse toda essência deste ser
Que possa ser além e doravante,

Não tento acreditar no que não trame
Nem mesmo que se veja num enxame
Esta verdade feita em rara leva,

O mundo se anuncia mais sutil
E o tanto quanto quis já se previu
Na imensa sensação do amor que ceva...

ERROS FÚTEIS

Não vejo neste encanto algum amor,
Apenas uma imagem distorcida
Da sorte há muito tempo presumida
Nas tramas que mostrassem tal horror,

O mundo se perdendo sem valor
A luta se desenha e sem saída
Aonde ainda havia qualquer vida
O medo se transforma ora em pavor,

Não quero e não pudesse ser além
O tanto que de fato quando vem
Expressa o fim do jogo e nada mais

Meu canto sem proveito nem beleza
Seguindo contra a fúria em correnteza
Encontra os erros fúteis e banais...

ENREDOS

Ao menos noutro enredo quis o verso
Seguir esta expressão que não traria
Sequer o quanto viva em fantasia
Vagando pelas tramas do universo,

O tanto que se queira e já disperso
Tentando superar esta agonia
E tendo na verdade esta ousadia
Marcando o meu momento mais diverso

Esbarro nos meus erros contumazes
E sei do quanto quero e tu me trazes
Antrazes invadindo o que restasse

Desta alma sem sequer nova esperança
E o verso na verdade já me cansa
E marca com terror meu desenlace...

HISTÓRIAS

São tantas as histórias e no fundo
O tempo não traria a solução
Errando dia a dia desde então
Apenas do vazio ora me inundo,

O quanto poderia ter no mundo
E nele com temível expressão
Vestindo mesmo os erros que trarão
O velho coração atroz e imundo,

Jamais imaginasse qualquer sorte
E nisto o que talvez ainda aporte
Acorda com terror o quanto venha

E sei da solidão e nada faço
Senão trazer infausto cada espaço
Em noite solitária, mas ferrenha.

A QUEDA

Ocasionando a queda de quem tanto
Tentara acreditar noutro caminho
O mundo se apresenta e lá me aninho
Buscando o que recubra, um novo manto,

O modo que pudesse em acalanto
Tramar o quanto fora mais sozinho
E vivo nesta sorte e me avizinho
Do sonho que se faça em ledo espanto,

Restando muito pouco ou quase nada,
A vida noutra face emoldurada
E o corte adentra o cerne da esperança

Equânime cenário aonde possa
Traçar esta expressão que fora nossa
E agora sem sentido ao vão se lança.

MEU MUNDO

Meu mundo noutra face se apresenta
E tramo com ternura ou mesmo em risco
O tanto que pudera ser arisco
Vencendo o quanto venha em tal tormenta

A sorte de maneira virulenta
O velho coração virando o disco,
E o passo se mostrara e o sonho eu risco
De tudo que se veja e mesmo tenta,

A luta se desvenda sem proveito
E quando no final ainda aceito
O mundo em discordância gera o fado,

Ainda sem sinal algum de vida
A senda que pudesse ser querida
Expressa a solidão que agora invado.

O PREÇO A SE PAGAR

O preço a se pagar não mais condiz
Com toda esta expressão que inda pudera
Marcar a sensação que se tempera
No encanto mais suave um aprendiz,

O mundo se mostrara onde é feliz
Palavra que tramasse em voz sincera
A sorte quando muito degenera
Ou mesmo se anuncia em cicatriz,

Versando sobre fatos tão complexos
Procuro neste espelho por reflexos
Que esta alma há muito tempo não produz.

Cenário mais temido em abandono,
E quando da esperança enfim me adono,
Esqueço o quanto houvera em rara luz.

PEDAÇOS

Encontro estes pedaços do que fora
Uma alma destemida noutros dias
E tanto que deveras moldarias
E nisto a minha senda sonhadora

Encontra a mesma imagem tentadora
E nela tão somente as ironias
Dos ermos que deveras me trarias
Ainda numa imagem redentora,

O prazo determina o fim do jogo
E o tempo alimentando agora o fogo
Não deixa que se veja e se pressinta

O verso mais suave e mais concreto,
Enquanto noutra senda me completo
A vida sinto agora quase extinta...

ERROS DO PASSADO

Jogado sobre os erros do passado
Alheio ao que pudera ser gentil
O canto que decerto não se ouviu
Resume no vazio o quanto brado,

E sei da solidão no imenso enfado
E tanto quanto a sorte se previu
Encontro o caminhar deveras vil
E o medo pela fúria alimentado,

Meu verso sem sentido e sem por que
A vida noutro tanto nada vê
Senão esta expressão em sofrimento,

Vagando pelos ermos do que possa
A vida se desenha e sei da fossa
E nela cada passo ora fomento.

DESENGANOS

Jamais imaginasse outro caminho
Em meio ao que talvez inda tentasse
Mostrando com terror a rude face
E nela com certeza o tom mesquinho,

O verso se desenha a cada espinho
Sangrando cada engodo em desenlace
E o prazo que afinal determinasse
O sonho sem sentido e mais daninho,

Meu prazo terminando e nada veio
Somente a mesma angústia e este receio
Que dita o dia a dia e nada mais,

Ousasse acreditar noutro cenário
Que sinto já não seja solitário
Exposto aos desenganos mais venais...

SONHOS

O sonho que se trace após a queda
Do tempo aonde pude ser audaz
Deveras no que tanto em luzes traz
Apenas no vazio se envereda,

E quando a fantasia ainda seda
E o risco se mostrara em vão mordaz
O muito que pudesse trame a paz
E pago esta ilusão, mesma moeda,

Nos erros contumazes de quem sonha
A farsa na verdade ora enfadonha
Expressaria o fim e nada além,

O vento se anuncia de tal forma
Que tudo num momento se transforma
Enquanto a solidão deveras vem.

Ellen

Ellen

0 mundo não teria outra sorte
E vejo simplesmente o que pudesse
Marcando outro cenário em rude prece
E nada do que eu tenha me conforte

E nada do momento onde suporte
E vivo o quanto vague e se obedece
Meu mundo noutro passo ainda esquece
O quanto se desenha em ledo norte,

Nas tramas que trouxessem o sortimento
Dos sonhos quando muito busco e alento
Marcando o que se veja e mesmo adentre,

O verso mais tenaz ditando o amor,
Explicitando enfim tanto esplendor
Em Ellen toda a força se concentre.

Eileen

Eileen

O tempo se aproxima do que um dia
Pudesse me trazer novo momento
E quando novo passo em vão eu tento
O mundo se transcende em tez sombria,

Meu passo se perdendo aonde havia
A sorte que traduza o pensamento
E nisto o que veja em raro alento
Jamais emoldurasse em poesia,

Meu verso sem saber do que viera
A solidão que mostra a face austera
Encontra tão somente o ledo fim,

Porém quando se veja de outra forma
Eileen com sua luz tudo transforma
E traça novo mundo dentro em mim.

Eduarda

Eduarda

A sorte se transforma a cada passo
E sei do quanto possa e não teria
Sequer a mesma face em agonia
Marcando com ternura o ledo espaço,

E quando noutro sonho um ermo eu traço
A vida se traduz e fantasia
Gerando o quanto tente a cada dia,
Vencendo com certeza este cansaço,

O amor que na verdade se resguarda
Eclode nos teus braços Eduarda
E mostra a direção que tanto eu quis,

E sendo de tal forma mais sublime
O quanto deste encanto não suprime
O mundo que me fez mero aprendiz...