sexta-feira, 11 de maio de 2018

COMPANHEIRA DE JORNADA


A lua, companheira de jornada,
Pelos versos que faço a minha amada
Que nem lê, nem percebe que a quero,
Apenas imagina que esta lua
Que tanto canto e, sempre que a venero,
Na verdade, venero a luz que é tua.

E quando a minha vida se fez tua
Atravessando enfim outra jornada
Enquanto a cada verso te venero,
No fundo desdenhosa, mas amada,
Volúvel como fosse a própria lua
Sabendo na verdade o quanto a quero,

E sei que tão somente o que mais quero
Enfrento esta emoção que é minha e tua
Deitando o meu olhar sobre esta lua
Enfrento a cada noite esta jornada
Buscando mais um pouco minha amada
Que tanto quero mais venero,

E sei quanto no fim o amor venero,
Vencido pela sorte que ora quero
Razão que possa dar à minha amada
Uma certeza imensa, toda tua,
Do quanto me embrenhando em tal jornada
Entrego-me aos anseios desta lua,

E vendo quando possa a bela lua
Sentindo nos seus raios que venero
A sorte de viver esta jornada,
E toda a sensação do quanto quero,
Sabendo ser esta alma toda tua
Vivendo o quanto possa, minha amada,

E sei do ser além e a sorte amada,
Expressa a maravilha feita em lua
E sei desta emoção, que é minha e tua,
Enquanto a cada instante mais venero,
O todo que desejo e sei a quero,
Trazendo a cada passo esta jornada,

E singro tal jornada, quando a amada
Sabendo que eu a quero, verte em lua
A vida que eu venero, sendo tua.


MARCOS LOURES

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