sexta-feira, 11 de maio de 2018

SÃO RESTOS


São restos que carrego d’onde estive
Penetram minha casa, abrem as portas,
Tomando minha sala, entram no quarto,
Deitam-se nessa cama e já me abraçam.
Envolvem meu pescoço se entrelaçam
E tentam sufocar. Da vida farto.

O sonho que pudera trazer farto
Momento na verdade enquanto estive
Tramasse enquanto dias entrelaçam
Abrindo com ternura velhas portas
E nisto as ilusões agora abraçam
E geram a esperança em cada quarto,

O vento ao entranhar inteiro o quarto,
Deixando o coração de sonhos, farto,
Expressa o quanto possa e nos abraçam
Momentos onde pude e sempre estive
Trazendo escancarada enfim as portas,
E os sonhos que deveras se entrelaçam,

E quando as ilusões ora entrelaçam
E tomam já de assalto todo o quarto
Rondando e permitindo além das portas
O todo que pudera estando farto
E nisto quando em paz somente estive
Vivendo os sentimentos que me abraçam

E sei das emoções quando ora abraçam
Os olhos na verdade me entrelaçam
E sinto que deveras quando estive
Trazendo dentro da alma o velho quarto
E nisto mesmo quando em luz me farto,
Arcando com ternura tento as portas,

E singro no horizonte tantas portas
Sabendo na verdade quando abraçam
Os dias entre tantos deixam farto
O velho sonhador e se entrelaçam
Marcando com ternura cada quarto
Enquanto neles mesmo agora estive,

E sei do quanto estive, várias portas,
E dentro deste quarto quando abraçam
Os sonhos entrelaçam, deixam farto...

MARCOS LOURES

Nenhum comentário: