terça-feira, 13 de setembro de 2011

BEM QUERER - DUETO COM EDIR PINA DE BARROS

A fonte ressurgindo onde secara,
A borbulhar em gotas de prazer,
banhando-me co’a sua água clara,
penetra nos meus poros, alma e ser.

A fonte que secou volta a correr,
Com tanta fluidez, outrora rara,
Tornando mais alegre o meu viver,
Fazendo-me sentir qual bela Iara.

Vibrando co’o poder das águas suas
Tangendo as minhas curvas mornas, nuas
Morrendo-me d’amor eu me deleito.

Oh! Fonte de prazer! Oh! Doce fonte!
O mar é o nosso fim! Nosso horizonte!
Eu quero ser areia no teu leito.

Edir Pina de Barros

Enaltecendo o quanto possa o amor
Grassando sob tantas intempéries,
Das dores e terrores longas séries.
Porém traz o seu manto redentor,

Vencendo com ternura estas tempestas,
Que são próprias da vida, eu sei bem disto,
Mas quando neste instante eu não resisto
E em tantas variáveis – luz atestas,

Perceba a divindade em raro brilho
Marcando a cada passo a dimensão
Do sonho que se mostre ebulição
E nela com certeza eu compartilho

Vulcânica eclosão dita o prazer
Que trame o quanto exista em bem querer.

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