sábado, 29 de outubro de 2011

DANÇAS

Rodando nesta valsa que me alcança
Na dança que não canso de dançar,
Remoço na aliança sempre mansa
Que avança e que me lança devagar...

Eu quero teu sincero beijo, afeto,
Completo meu desejo com o teu;
O peito satisfeito e tão completo
No mar de amor imenso se perdeu...

A cura da loucura se procura
E sinto que este assunto não termina.
É mina que se emana na brandura
E livre, me liberta e desatina.

Da tina, do quintal e do varal,
Quarando nosso amor fenomenal

MANSO VENTO

Sentindo o manso vento te tocando
Roçando os teus cabelos, devagar,
Aos poucos te sentindo flutuando
Acima da beleza deste mar..

Teu nome este marulho vai chamando
Na doce sensação de se entregar,
Percebo-te, querida, navegando
Em meio as correnteza, mar, céu, ar...

As emoções misturam-se, confusas,
Resultam num prazer quase absoluto,
Mil céus, mil oceanos, quando cruzas

Encontras este sol que te alucina,
No beijo em turbilhão, que é frágil, bruto.
Tu voltas novamente a ser menina...

E AGORA JOSÉ?

E AGORA JOSÉ?

Um jovem que vendido por irmãos
Gananciosamente sem moral,
Escravizado e tendo em suas mãos
Poder de ser além do natural,

Criado pelo rei com tal carinho
E mesmo privilégios; eis o fato,
Após um tempo incerto em belo ninho,
Mudou a direção deste regato.

Traindo quem lhe dera algum respeito,
Acolhe seus irmãos e mata o rei.
Louvando a traição, vai satisfeito;

Fazendo dela escola e sua lei.
Assim, em podridão já se constrói,
Do traidor imundo, um grande herói..

DIOR NO MANGUE

A noite que caindo em mão ardente
Promete redenção a quem se faz,
Em flóreas tentações e docemente
Persiste em procurar o que lhe apraz.

Os corpos se entregando, sensuais,
Nas ruas, nas favelas, nos motéis,
Nas belas prostitutas, portos, cais,
Ou nas embocaduras dos bordéis.

As castas se misturam, se equalizam,
Profana sensação de uma igualdade,
As bocas desejosas se deslizam,

Recebem sem limites saciedades
Amores e punhais, rosas e sangue,
Perfumes se misturam, Dior no Mangue...

POR SOBRE O MAR

POR SOBRE O MAR


O sol ao despencar por sobre o mar,
Deixando um rastro d’ouro, belo, imenso.
Perfaz em amplidão especular
Caminho em magnitude mor, extenso.

Assim também senti ao te encontrar
Um mundo onde na paz me recompenso
E a cada novo dia me convenço
Que em ti eu aprendi a navegar

Por sonhos, desvarios insensatos.
Quem teve a solidão, velhos regatos,
Aprende então ao mar lançar a luz

Da fantasia feita em esperança
E a glória- ser feliz- decerto alcança,
Divina maravilha reproduz...

A CHAMA NO MEU PEITO

A CHAMA NO MEU PEITO



A chama no meu peito a palpitar
Moldando a minha vida, traz o tom,
Aonde a minha alma a gargalhar
Encontra a vida em festa. Isto é tão bom...

As horas que perdi, abandonadas,
Em meio a vida intensa que escolhi,
Decerto ao esquecê-las, maltratadas,
Previa que teria, amor em ti.

Tu trazes no sorriso, um belo sol,
Que invadindo o meu quarto, traz em glória
A luminosidade de um farol,
Mudando todo o rumo desta história

De amores e tristezas salpicados
Mosaicos em mil cores matizados...

CORAÇÃO LIBERTO

CORAÇÃO LIBERTO


Meu coração liberto olhando um cais,
Anseia por carinho e liberdade,
Sabendo de outros sonhos irreais,
Aplaca num momento a ansiedade

E quer, sem ter delongas muito mais
Do que pudera ser felicidade,
Aguarda no caminho aonde vais
Florir uma esperança em amizade.

Não deixa se levar por emoção,
Pois sabe quanta dor assim espera
Quem vive tão somente esta prisão

Que é feita em solidão, triste cativa,
Fartando-se de um sonho em primavera,
Mantém nossa amizade sempre viva...

SAUDADE DESTA BOCA.

Saudade deste toque em minha boca
Dos lábios tão macios, desejosos...
A noite vai passando... Fria e louca,
Sem ter os teus carinhos maviosos...

Eu vejo o teu olhar em cada canto,
E sinto o teu perfume nos meus dedos.
Ao ver-me tão sozinho, eu já me espanto,
Onde foi que perdi nossos enredos?

Vontade de voltar, Ah se eu pudesse!
Sentir a maciez de tua pele,
Erguendo as suplico em triste prece,
Porém a solidão vem e repele

Os meus desejos, toda essa vontade,
Sobrando simplesmente uma saudade....

INTENSA

INTENSA


Querer te ter intensa, sem limites,
Num êxtase completo, carne e dentes...
Não quero, em nosso amor, quaisquer palpites
Apenas teus carinhos, envolventes

Num ato de total insanidade,
Roubarmos os sentidos, viajar,
Amar: ter e privar a liberdade
Desejos entranhados a queimar...

Ardendo em tua chama, num vulcão
Que explode em tantas lavas, me devora.
Trazendo eternidade em erupção

Das nossas profundezas, forte, aflora.
Viajo por teu ser, quero tocar-te,
Teus templos e mistérios... Profanar-te...

JUNTO A TI...

Eu sempre irei estar bem junto a ti,
Em tantas tempestades e procelas.
Ao ver o teu olhar reconheci
Meu barco no teu cais, tu me revelas

O mundo que sonhara para mim,
Numa alegria intensa e tão suave.
Tu és o meu princípio, meio e fim,
A vida do teu lado, sem entrave.

Serei bem mais que amor, o teu amigo.
Aquele em que tu podes confiar.
E na calamidade, teu abrigo,
O colo onde tu podes repousar...

Por isso minha amiga, minha amada,
Seguimos braços dados, nessa estrada...

TE ENCONTRAR

Eu quero te encontrar e te tocar,
Beijar-te calmamente, enlanguescer...
Sentindo toda a terra num girar
Rodando, um carrossel a me perder...

Anseios e desejos que se trocam,
As bocas se procuram sem torturas,
As línguas, mansamente se deslocam
E formam nossos mares de ternuras...

Sentindo tal sossego que me atiça,
Rolando nossos corpos num delírio,
Fazendo olho brilhar, total cobiça
Amar e me entregar não é martírio.

Os dedos explorando mil detalhes,
Da tua anatomia, morros, vales...

TEARES

Tecendo em nossos corpos, bons teares,
As flores e os tapetes delicados,
Te peço para vir e me ceares
Com fome e com desejos, aos bocados,

Fazer-me teu repasto alucinante
Em mesa posta; bocas são talheres,
Incontroláveis sempre num rompante,
Com mil prazeres beijas e me feres.

Nesta arte, nosso jugo e liberdade,
Nos versos corações são as algemas
Que tramam tanto fogo e claridade,

Nas minas dos amores, raras gemas.
Imergindo em teu colo, salvo a vida;
Vivendo o nosso amor, vejo a saída...

A VIDA QUE SE ESVAI

Percebo na fumaça que se esvai,
Após cada tragada em meu cigarro,
Que a vida, pouco a pouco também vai
Sem ter sequer um cais, aonde amarro

O resto de esperança que me trai,
E rindo assim de mim, tirando um sarro,
Capota a solidão quando distrai
Tombando em cada curva em que me esbarro

Com sonhos lá de outra hora mais feliz,
Perdida nos entraves do caminho,
Legado a simples pedra, em puro espinho,
Resquício de um passado onde, aprendiz,

Meu coração pensou-se enamorado,
Agora, sem destino abandonado...

PENSANDO EM VOCÊ

Não consigo dormir... Pensando em ti...
A noite se passando lentamente;
Vontade de te ter agora, aqui.
E te abraçar com força e lentamente...

Teu riso e teus carinhos; as carícias...
Sussurros desejosos, mil suspiros.
Bem rente aos meus ouvidos... Ah! Delícias.
Sentindo todo arfar dos teus respiros...

Eu me perco e começo a gaguejar
Besteiras, e palavras tão sem nexo.
Aos poucos, te sentindo me abraçar,

Amor que em tanto amor se fez reflexo.
Sou teu e sei que és minha; e nada mais...
Eu te amo sim. Não quero te perder, amor, jamais!

TANTO AMAR

Eu sonho com teu nome, mar em mim,
Um mar de amor em mares e marés.
E tenho tanto amor, que amar assim
É quase que louvores, beijo os pés...

Ouvindo-te chamar, mares depois,
A voz atravessando o ar e o mar
Nesse convite pleno de nós dois,
Na dança que aprendemos; tanto amar...

Sinto teu corpo, beijo tua boca,
Espelho o que reflito de teu lume...
Vontade de sentir; a voz mais rouca,
Encharca meus ouvidos de perfume...

Deitado em teu sorriso, solto a voz,
E grito ao mundo inteiro: nossos nós...

DOIS CATIVOS

Que bom que tu vieste, minha amada,
Há tanto te esperava em minha vida,
Agora que te tenho, quero nada;
Senão esta paixão por ti, querida...

Meus versos são meu canto de esperança
Que a vida seja sempre esse remanso,
Quem sabe quanto amor é nossa dança,
A cada dia, um pouco mais avanço.

E sei que somos sempre dois cativos,
Do sentimento imenso que nos toma.
Por isso nos mantemos, stamos vivos,
Juntando nossos corpos, alma soma.

E quero ser eterno nos teus braços,
Unimos nossas vidas, fortes laços...

TATUAGEM

Tu és a cicatriz marcada em mim,
No fogo da paixão que nos devora;
Tu és sempre comigo, sempre o sim,
Não temos nem sabemos o que é hora.

Rumamos braços dados para, enfim,
Gravarmos nossas almas. Vem agora
Que o tempo não espera. Pois assim
Jamais nos deixaremos ir embora.

Estás já tatuada em minha pele,
Em cada novo dia, uma esperança,
Mirando para o céu, já me compele

A ser o teu parceiro de verdade;
Vivermos na alegria desta dança
Amor que nos convida à liberdade!
APÓS A TEMPESTADE


A vida com certeza, só se abranda
Depois de ter passado a tempestade;
Se amor, a nossa vida já comanda,
Reflete em nosso peito a liberdade.

Porém se em desventura vã desanda,
A vida não conhece claridade.
Um coração que andando vai de banda,
Pesando bem mais forte uma amizade.

Assim depois de triste decaída
A sorte se fez bênção no deserto,
Amor que em amizade descoberto

Ajuda a resgatar o bem da vida.
Depois, na caminhada mais possível,
O mundo se anuncia em paz visível...

SOZINHO

SOZINHO

O quanto tantas vezes fui sozinho,
E nada mais pudesse senão isto,
Sabendo tão fugaz logo desisto
E neste caminhar já não me alinho.

O prazo se desdenha e sou mesquinho
O velho coração; inda resisto
Vencendo a sensação do não existo,
Percebo cada flor além do espinho.

A morte sinaliza com engodos
E sei dos meus anseios, quase todos
E nada mais se vendo após a queda.

O verso sem sentido e sem razão
A luta na sofrível dimensão
Marcando o quanto possa e já se enreda.

MARCOS LOURES

PRÁ ONDE VOU?

PRÁ ONDE VOU?

O tempo vai passando num segundo
Nem sei pra aonde vou e nem por que,
Rodando sem parar, num giramundo
Começo a perceber: vou me perder...

Em meio a contratempos, já me caço,
Não acho nem resquícios; pois quem sou?
Não sei mais do meu mundo, perco espaço
E nesse frenesi, pra onde vou?

Acima sei que existe um firmamento,
Que dizem ser bonito, mas cadê?
Não paro nem sequer um só momento,

E nada.. Nem percebo o que se vê!
Algum dia talvez eu viva em paz..
Só não deixo a minha alma para trás!

DESALENTO

DESALENTO

Atrozes sensações de desalento
Tomaram minha vida em triste dia,
Uma alma se encontrando tão sombria,
Soluça merencória em um lamento.

Batendo na janela um frio vento,
Trazendo sem ter dó, dura agonia,
Matando pouco a pouco a fantasia,
Um sonho que me salve, eu juro, tento...

Depois de tantas horas doloridas,
Vagando sem destino em noite triste.
As hordas de quimeras redivivas,

Percebo a claridade em nossas vidas,
Lembrando, minha amiga, que inda existe
As mãos de uma amizade, sempre altivas.

GÊISERES

GÊISERES

Em busca de emoções- loucos cometas,
Andei por entre braços languescentes,
Bebendo em vários gêiseres ardentes,
Camas avermelhadas, violetas.

As rosas que eu desejo não prometas;
Apenas me ofereças noites quentes,
Em fome desenhadas; indecentes,
Loucuras que eu imploro – amor, cometas.

Aromas sensuais e perturbantes,
Desnuda insensatez que sem turbantes
Se faz em turbilhão idolatrada.

Que amor não seja fogo manso e breve,
Que uma explosão divina enfim nos leve
À fonte do prazer, escancarada...

À GLÓRIA

À GLÓRIA

À Glória de Meu Pai eu oro e trago
No olhar enternecido esta razão
Mudando dos meus dias, direção
Vivendo a mansidão de um belo lago,

E quando dos Seus braços sinto o afago
E nele a mais superna proteção
Decerto novos sóis já me trarão
Sentido para a vida, belo e mago.

Assim eu me permito acreditar
Somente quem consegue o pleno amar
Terá visão completa em tom preciso

Da eternidade feita em paz e luz,
Sabendo conhecer Cristo Jesus
Abrindo enfim Portal do Paraíso.

NO GUME DE UM PUNHAL

NO GUME DE UM PUNHAL



No gume penetrante de um punhal,
Selada a sua sorte em dor tamanha,
A noite que passara, sem igual,
No vento desairoso em que se banha

O sonho mais cativo e sensual,
Voando para além de uma montanha,
Trazendo uma ilusão em festival,
A sorte já perdida, não se ganha.

Porém encontrará em braço amigo,
Aporte que permita prosseguir.
O frio em solidão se aquece assim,

Também eu me encontrei em desabrigo,
Até que um dia, pude então sorrir,
E a dor, triste quimera, teve fim...

MEUS DESEJOS

MEUS DESEJOS

Deitando sobre os sonhos, te sentindo
Tocando com teu corpo, meus desejos...
Num sentimento breve, leve e lindo,
As sombras de teus lábios nos meus beijos...

Ao longe a melodia me invadindo,
Na forças destes sons, belos arpejos;
O canto de além mar, aos poucos vindo
Tornando meus prazeres mais sobejos...

Eu quero tua sombra sobre mim,
Deitando em branca areia, lembro o mar.
No porto que encontrei amor sem fim,

Vontade de chegar e me atracar
No cais deste desejo. Pois enfim,
Agora já conjugo o verbo amar...

NA BREVE ETERNIDADE DE UMA VIDA

NA BREVE ETERNIDADE DE UMA VIDA


Na breve eternidade de uma vida
Se fez o sentimento mais profundo
Posseiro nesta gleba construída
Além deste infinito, corre o mundo...

A terra que sonhara dividida
Nos campos deste sonho, me aprofundo,
E vejo nossa paz restituída
Bem mais do que pensara, e já me inundo

Da mansa rebeldia da loucura
Que mostra suas garras e sorri,
Ao mesmo tempo imerso na ternura

Que constitui as bases deste rito,
Sem ter conflitos, vivo amor em ti,
Imenso e com sabor de um infinito.

SOMBRAS DO PASSADO...

SOMBRAS DO PASSADO

Por vezes nossa vida sem venturas
Esvai em simples sombras do passado,
Quem teve a cada dia atormentado
Um sonho feito em paz, vitais ternuras,

Esquece a bela tela sem pinturas,
Qual fardo que se torna mais pesado,
Vestindo esta quimera, descuidado,
Percebe tantas dores sem as curas.

Aos poucos vai tomado por fraqueza,
Sem forças seu caminho se desvia,
Não vê mais em ninguém quem oriente.

Perdido sem destinos, incerteza.
Procura em outro céu estrela guia,
Buscando na amizade esta nascente...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

UMA ENCHENTE

Fazendo de um momento intensidade
Que possa transbordar em uma enchente
Dilúvios de prazeres à vontade,
Singrando nosso amor, ganho a corrente

Marinha que me traga a liberdade
De ser e estar em ti, mar envolvente,
Trafegue nosso barco, insanidade,
Deixando nosso mundo mais contente.

Te quero conteúdo, com ternura,
Contato, com destreza; estupefato,
Bailando a sensação mansa e tão pura

Do paraíso-incêndio redentor,
No sol a lua intensa, um aparato
Que trama nossas horas, mar, amor...

UM ASSALTO VIBRANTE

UM ASSALTO VIBRANTE

Notícia mote - Engenheiro usa vibrador da namorada para assaltar lotérica
Portal G1


Querida, me desculpe ter usado
O bem mais desejoso em tua vida,
Depois de tantas vezes ter brochado,
E sem ter descoberto outra saída,
A sorte do meu lado, distraída,
Embora na verdade bem melado,
Usei teu companheiro mais amado,
De forma nem um pouco divertida...
Ao perceber formato do brinquedo,
E tanto que vibrava, sem parar,
Imaginei, querida, um novo enredo,
Usando o vibrador para assaltar.
O problema que tive? Sem segredo,
Não sei como fazer ele parar...

PENSANDO EM TI

A solidão jamais passou aqui,
Tu és a flor mais bela; saiba disso,
De todos os meus sonhos que vivi,
Meus olhos nos teus olhos ganham viço.

O cheiro desta flor eu não perdi,
Estou tão radiante, amor por isso,
Espero que tu saibas que vivi
O tempo inteiro sempre dentro em ti.

Perfume anunciando a primavera
Mostrando que viver já vale a pena,
Bem sei que a solidão, amarga fera,

Rondando uma alegria, nos maltrata.
Mas sinto nos teus olhos, bela cena
Que salva, que me cura e me arrebata...

O DIA RENASCENDO

O dia renascendo em alvorada
Florida, nos convida para a vida
Ávida dessa luz. Sentindo cada
Flor como uma esperança revivida

Minha alma vai liberta, reinventada
Nas belas cores da árvore florida
Mostrando seus desejos: ser amada
E refazer-se em pólen, mais sentida.

A beleza renasce multicor,
Com isso, ressurgindo meu cantar
Espalhando alegria, vem compor

O cenário perfeito para o sonho
De renovar vontades... Quero amar,
Refazer, ressurgir... É o que proponho...

NESTE CANTO QUE TE FAÇO

Querida neste canto que te faço
Escute este teu velho camarada,
Não ligue se talvez por um cansaço,
Minha alma se sentiu abandonada.

Eu sei que tu me queres. Teu abraço
É porto verdadeiro, minha amada.
Não deixe se perca estreito laço
Que faz a minha vida ser marcada

Por tantas cicatrizes tão risonhas,
Dos beijos e carinho que trocamos.
Nos sonhos que sonhei e sei que sonhas

Mil versos dediquei, e te dedico,
Bem sabes quanto sei que nos amamos,
Por isso, do teu lado sempre fico.

VAGANDO PELAS RUAS

Vagando pelas ruas e vielas
Sob o brilho do sol, irradiante,
Depois, esperarei pelas estrelas,
Parceiras desta lua deslumbrante...

No céu a primavera tece telas
De rara claridade. Sou amante
Destas cores, beleza em aquarelas
Mágico sonho-vivo esfuziante...

Delícias em geladas sobremesas
Escorrem pela boca, dão prazer.
Em meio a tantas flores e riquezas,

Entrego-me ao calor e ao doce vento,
Na maravilha imensa de viver
Sem ter nem mais a sombra de um tormento...

UM SORRISO DE BOM MOÇO

Um sorriso de bom moço
Não merece esta atenção
E se fosse solução
Não seria fundo o poço,

Quando o tempo em alvoroço
Vai mudando a direção
Desta mesma embarcação,
Adentrando pelo fosso,

Encontrando a minha face
Neste esgoto que se trace
Com palavras e atitudes,

Filho, espero no futuro
Que teu tempo seja puro,
E o cenário torpe mudes...

O FIM DA VIAGEM

Destes fraques, paletós,
Ternos, rica convivência
Vejo morta esta inocência
Da esperança amargos nós,

E se tanto fui algoz
Em total clarividência
A verdade em penitência
Tem a tez dura e feroz,

Resistindo ao que restara
Do que tanto fora amara,
Arduamente dói em mim,

Porta aberta? Nunca mais,
Explodindo porto e cais,
A viagem chega ao fim...

NOITE IMENSA

Formas várias paladar,
Noite imensa, turbilhão,
Entre bares, sensação
Do prazer vender e dar,

Carcomido este luar
Em neon, a solidão,
Expressando a negação
Do que tanto quis amar,

Se vencido pelo nada,
Ao sentir a madrugada
Dentro da alma mais confusa,

O que pude ter em mente,
Noutro encanto se freqüente
Toda a dor minha alma acusa...

IMAGENS SUTIS

Devorando ao renascer
As imagens mais sutis,
Quanto tempo se desdiz
E produz em desprazer

O que outrora pude ver
E se um dia fui feliz,
Hoje volto, um aprendiz,
Tanta coisa por saber,

Mas no fundo a mocidade
Que esta ruga já degrade
Não se vê sequer se espera,

Neste outono em frio e neve
Coração moleque atreve
Ver surgida a primavera?

DECOMPOSTO

Voando sobre o meu rosto
Asas turvas rapineiras,
Entre fúrias e besteiras
Este mundo segue exposto,

E se tanto decomposto
Ao se ver nestas bandeiras
As imagens altaneiras,
Sonho torpe sendo imposto,

Neste sangue sem hemácias,
Nesta vida em vãs falácias
Eu percebo o meu retrato,

E se tanto uma mudança
Desejável não se alcança,
Também sei quanto eu maltrato.

MISÉRIA

Os dentes podres sorrindo
A criança mendigando
Outro sonho destroçando
Este olhar que fora lindo,

E meu mundo assim deslindo
Face exposta em tom nefando,
Quando passo sonegando
O que vejo, produzindo

A miséria sem saber
Nesta omissa relação
Entre fome e podridão,

Entre esgoto e o vil poder.
E decerto, sou canalha,
Faço parte desta malha.

Podridão

Podridão

Corruptível mundo aonde eu sinto
A podridão exposta a cada instante
Cenário tão terrível degradante
O sonho que inda houvera eu vejo extinto,

E quando esta verdade dita o rumo
Da tosca humanidade em nada creio
No meu olhar somente este receio
E enquanto busco a paz, assim me esfumo

Demônios que cultivo dentro em mim,
Herdeiros desta terra ensandecida,
Assim ao destroçar o que era vida,
Percebo esta ilusão chegando ao fim,

Apenas sorvo a poluída tez
Na qual uma hombridade se desfez.

Morto em vida

Morto em vida

Quando eu te vi desnudo em face clara,
Percebo quanto és belo pai da dor,
E tento com as ânsias do terror
A fonte mais espúria em que declara

A voz de quem se fez em tez tão rara,
Belíssima figura a se compor,
Medonho caricato, meu pendor,
Durante a minha vida, fora escara.

Escravo do vazio, em tez feroz,
Ninguém um dia ouvira a minha voz,
E assim sem ter paragem morto em vida,

Em ti querido irmão eu me entregando
O quanto desta vida em tom nefando,
Agora percebendo uma saída...

Pai das sombras

Pai das sombras

Valei-me Satanás, pai destas sombras
E dê-me nova chance, pois cansado
Da luta sem sossego, duro fado,
Ainda não mais restam tais alfombras,

E quando em luz opaca tanto assombras,
O medo em cada olhar sendo estampado,
Apenas o vazio é teu legado,
Enquanto em pedras frias tu me alfombras,

Resisto aos mais diversos dos anseios
E adentro sem pudor teus turvos veios
Em ritos mais profanos e temíveis,

Os dias ao teu lado, pai eterno,
Levando o caminheiro ao sacro inferno,
Em sons tão tenebrosos e terríveis...

Pavor

Pavor

Memória traduzindo este pavor
E dele bebo gotas, goles tantos,
E quando me entranhara em tais quebrantos
A morte então seria algum favor,

Mesquinhos dias, noites já sem cor,
Resisto aos mais doridos desencantos
E nego sem temor medos e prantos,
Bebendo a me fartar tamanho horror.

Restando ao caminheiro a morte apenas,
E vendo cada quadro em torpes cenas,
Serenas noites vejo muito além,

E tanto poderia ter diverso
O mundo que hoje sei venal, perverso,
Olhando em volta e o nada me contém...

Batalha contra a sorte

Batalha contra a sorte

Sustento esta batalha contra a sorte
E vejo decomposto cada sonho,
E quando à fantasia enfim me oponho
Seduz-me a realidade dita em morte,

E nego da esperança algum aporte
Resíduos do que fora decomponho
E morto em vida, mesmo em ar medonho,
Não tendo quem talvez inda conforte,

Este andarilho em tosca luz sombria
A cada nova noite soerguia
A voz nefanda e fria do abandono,

Resíduos em carcaças, carniceiro
O amor que tantas vezes rapineiro,
Tomando o que me resta espúrio sono...

Fadiga

Fadiga

Fadigas vão roubando as minhas pernas
E tento alguma fuga, mas não posso
E quando algum tormento ainda endosso,
As dores poderão ser mais eternas,

Não tendo em minhas mãos sequer lanternas
O quanto deste nada é sempre nosso,
E assim nesta mortalha eu me remoço
Volvendo aos duros dias das cavernas,

Terríveis cenas, névoas, torpes luzes,
E quando mais temível passo eu sigo,
O tempo condenando ao desabrigo

E nele meus demônios reproduzes,
Satânico momento morte atroz,
Ninguém escutará do sonho a voz...

TOCAIA

TOCAIA

Dos animais que vejo nas campinas,
Das mortes em tocaia, dos chacais,
Os olhos tão famintos, temporais
E neles com certeza te fascinas,

Aonde em aridez houvesse minas,
Aonde não se viam vendavais
Somente agora em atos terminais
Corcéis em vão galope soltas crinas,

Demônios em satânicas orgias,
E quando se percebem heresias
Gargalhas entre as brumas, mais cruel,

E tudo se esvaindo em sanguinário
Momento aonde o medo é necessário
Urdido tão somente em fúria e fel.

NÉVOAS FARTAS

O dia se tornando em névoas fartas
A vida não permite soluções
E quando novos sonhos tu me expões
As falsas ilusões já não descartas,

Ao verem viciosas, toscas cartas
As mortes entre chamas e vulcões
Ainda se pensando em expressões
Dos gozos mais atrozes tu te fartas,

Seviciando o passo rumo ao quando
Pudesse acreditar noutro momento
E tendo em tuas mãos tanto tormento,

O quadro mais nefasto se pintando
Demônios entre fogos e terrores
Aonde se pensara outrora em flores.

UM SONHO TÃO SOMENTE

UM SONHO TÃO SOMENTE


Um sonho tão somente me alucina
E nele tua imagem se preserva,
Minha alma de tua alma mera serva
É como se uma chuva mansa e fina

Caísse sobre o rumo que previra
Nublados os caminhos sem saída
Assim ao perceber em despedida
O amor que tanto quis e a vida tira

Nos olhos inda trago um mero brilho
Vestígio do fulgor de antigamente
Realidade dura me desmente
E a senda entre espinheiros, ora trilho

Que faço, meu amado, pois, sem ti
Agora que esta estrada já perdi.

VENCER OS MEUS TEMORES

VENCER OS MEUS TEMORES

Do tempo em que feliz seguira em ti
Ainda trago vivo na memória
Algum momento ao menos de vitória
Depois de tudo aquilo que perdi.

Vencer os meus temores; prosseguir
Errático cometa; eu não consigo
Sentir e decifrar qualquer perigo
Inúteis caminhares do porvir.

Mas tudo revoltando dentro em mim,
A moça envelhecida pela dor
Não sabe seu destino recompor,
A flor já morta e fria no jardim.

Tentando descobrir a fonte e a mina
Um sonho tão somente me alucina.

ROTINA

ROTINA

Acordo sem ninguém, torpe rotina;
Depois de não saber sequer se há rumo.
Deveras solitária me acostumo,
E mesmo uma lembrança inda fascina.

Marcada em tão profunda tatuagem
Jamais me libertando do passado,
Caminho que conheço, decorado,
Repito novamente esta viagem

E volto a ter nos olhos o horizonte
Maravilhosamente enternecido
O amor que tanto quis não esquecido
No sonho, pelo menos já desponte

Revive cada brilho que bebi
Do tempo em que feliz seguira em ti.
28/10


Trazendo empolgação, tanta alegria,
Não posso mais sentir sequer o passo
De quem noutro momento se desfaço
A vida novamente refaria.

O prato se estendendo em poesia
O mundo que presume este compasso
Travando o quanto tento e nada traço
Senão a solidão em heresia.

Redundo deste infausto e nada mais,
Os dias representam tais jograis
E nada se anuncia após a queda.

O vento se perdendo noutro rumo,
E quando me percebo logo esfumo
E o passo no vazio se envereda.

2


Amor quando demais, não mais traduz
A sorte que se busca e nos transmite
O sonho muito além de algum limite
Gerando dentro da alma a forte luz.

O tanto quanto pude e faço jus
Resume o que deveras já palpite
E nisto cada fato delimite
O verso aonde o sonho em paz propus.

Já não coubera ser diversamente
O que inda se anuncia e num repente
A lua se desvenda em noite imensa.

O passo noutro prazo deslindando
O verso na incerteza nos tomando
Enquanto a fantasia nos compensa.

3

E deixa a nossa casa em plena festa
O sonho mais audaz e mais sereno
E quando nos teus braços me enveneno
Do encanto que beleza além atesta.

Repare cada instante enquanto gesta
A sorte se entranhando em sol tão pleno
E quanto se desenha um tom ameno,
A vida se incendeia em cada fresta.

O peso de um passado não me verga
E a luz noutro momento agora enxerga
Retendo cada frase em raridade,

O manto onde recobre esta beleza
Transcende e já supera uma incerteza
E bebo com delírio a claridade.

LEMBRANÇAS...

LEMBRANÇAS...


Trazendo vez em quando esta lembrança
O mundo poderá tramar um dia
Aonde a realidade e a fantasia
Unidas numa luz feita esperança.

Audaciosamente teimo e busco
Lugar aonde possa crer na imensa
Beleza que em verdade recompensa
O que passara outrora em ar tão brusco.

Vencer os meus temores e tentar
De novo após a chuva em tempestade
Rompendo cada algema, cada grade
E em liberdade enfim, poder voar.

Mas quando o dia a dia descortina
Acordo sem ninguém, torpe rotina.

CRUAS MENTIRAS

CRUAS MENTIRAS

Amenas ilusões, cruas mentiras
É tudo o que me resta. O que fazer?
Ausente dos meus olhos o prazer
O pouco que me sobra tu retiras,

E quando se mostrasse mais amigo,
Eu pude acreditar; doce ilusão.
O tempo transformando em negação
Aquilo que pensara ser abrigo,

Vestígios de um momento mais feliz
Ainda os trago vivos na memória,
Final desta aventura merencória
A dor que herdei de ti tudo já diz.

Mas quando a noite chega e em luz se avança
Trazendo vez em quando esta lembrança.

Alma garimpeira

Alma garimpeira

Uma alma libertária é garimpeira
E traça seu destino com vigor,
Mas vendo a poesia decompor,
Aos poucos, se em juízo, já se esgueira.

A face desdenhosa da mentira
Ardendo nos meus olhos, vil quimera,
Aonde se encontrar a primavera
Se ao abissal caminho enfim se atira.

Verdugos de nós mesmo, imbecis,
Bebendo como fosse mel o esgoto
Percebo o paletó agora roto
E o que fosse banquete se desdiz.

Prazer se renovasse a alegoria?
Ainda mesmo assim eu não teria.

Farol

Farol


Farol em negra noite traça trilhos,
Os quais sem ter ninguém que inda os perceba,
Por mais que a fantasia inda se beba,
Desconhecendo as armas e os gatilhos.

Não creio necessário ter cadência,
Tampouco a rima é base para tal,
Já não suporto a fala sempre igual
De quem não tem noção e competência.

A morte do poema se percebe
Nas vastas redes livres da internet
Aonde um energúmeno se mete,
Universalizando a mente plebe.

Matizes tão diversos, tanta asneira
Uma alma libertária é garimpeira.

SEM PORVIR

Sem porvir

Uma arte totalmente sem provir
Aonde brados, liras, trovadores
Agora se expressando em novas cores,
As bênçãos de uma Musa vêm pedir.

Porém a divindade se perdeu,
Nos bailes, besteiróis, asnices tantas
Estúpido fantasma tu levantas
Morrendo neste imenso e tosco breu.

Apedrejada; vejo a poesia.
Fatídica expressão tomando a cena.
Causando a quem se deu; imensa pena
O encanto no final putrefazia.

Num mar de incompetência, raros brilhos
Farol em negra noite traça trilhos.

Nunca mais

Nunca mais

Literatura, amigo; nunca mais
Sobreviveu durante tempestades
Durante a Idade Média, duras grades
Tornando-se a refém de vãos boçais.

Usando da palavra sem pensar
Inexistente; eu vejo, algum talento,
Jogada sem destino em raro vento,
A morte se percebe, devagar.

Espúrias criaturas dizem versos
Tentando com seus vômitos dizer
O que jamais conseguem entender
Descaminhos deveras tão diversos

Na pútrida manhã que sinto vir,
Uma arte totalmente sem provir...

CAMINHO EXÓTICO

CAMINHO EXÓTICO

Porquanto fosse exótico o caminho
Ainda mesmo assim eu não teria
Lembranças do que outrora em agonia
Vencera sem demora pedra e espinho.

Arcar com meus enganos de poder
Sentir o doce alento da manhã,
Realidade é tosca, torpe e vã
Por mais que a fantasia diz prazer.

Mediocridade grassa sobre a Terra
Matando o que já fora uma arte nobre,
Agonizando aos poucos se descobre
A podre realidade em que se encerra.

Dos píncaros às fossas abissais
Literatura, amigo? Nunca mais!

MAIS UMA VEZ PUNIDO...

MAIS UMA VEZ PUNIDO


Mais uma vez punido, o quê que eu faço?
Eu sei que o Facebook é rigoroso,
Também eu sinto o quanto sou teimoso
Por procurar além do meu espaço.

Só sei que isto me causa este cansaço
Deveras produzindo este antegozo
Do tanto que talvez voluptuoso
Buscando fraternal e claro abraço.

Preciso sossegar um pouco o facho,
E mesmo quando amigo eu creio ou acho,
Deixar o dedo quieto e não clicar.

Porém pensando um pouco, num momento,
Os relacionamentos bem que tento,
Porque já não poder relacionar?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

LÍMPIDOS LUARES

LÍMPIDOS LUARES


Os límpidos luares reticentes
Em busca da total prosperidade
Lunáticos desejos dos dementes,
Vislumbram com grandeza e claridade.
Lua, minha comparsa, seus poentes
Repetem velhos ritos da saudade.
Meus olhos pobrezinhos penitentes,
Perderam, nos seus raios, mocidade...

Rainha das esferas siderais,
Tortura enamorados com desejos...
Te ergueram seus altares colossais...
Dilúvio dos amores, senhorita.
Testemunha sutil de tantos beijos.
Ao ver-te assim, nublada, uma desdita...

Parece com amores impossíveis,
Sonhados desde a minha mocidade,
Teus braços tão bonitos, tão incríveis,
São raios que me invadem, de saudade!

Fully loving

Fully loving

If you want to live well, to live well for others. Seneca

If you want joy, distribute.
Life needs to smile.
For death comes without warning
And who always smiles, gentle float...
Your life mirrors my life,
I'm happy to you and vice versa,
The rest in this world is all talk;
The moon is not found, you will lose...
I hope your affection in anxiety
My love waits so quietly,
United, we become suddenly
A bond that will forever...
It's always good to know that you are happy,
Although in many ways heather.
These waters that move the mills,
Never again will ask: Why?
But whatever, this house, clarity.
Give your love gentle and sincere,
From you ever wish or hope
For I know that you will bring in freedom.
In your youth bring the brightness,
In my sobriety let the candle.
Against the divine reveals itself as
The course we have our track...
I am happy for being always mine,
In the darkest hours, mine port.
One day, when the half-dead dream,
I will go to your arms, swallow.
And shut the eyes of a poet
Who loved and suffered too much in life.
And yet in our farewell
Know that your life is complete!

Amando Plenamente

Amando Plenamente

Se queres vivem bem para ti, deve viver bem para os demais. Lúcio Anneo Sêneca

Se queres alegria, a distribua.
A vida necessita do sorriso.
Pois a morte virá sem ter aviso
E quem sempre sorri, manso flutua...

A tua vida espelha a minha vida,
Estou feliz em ti e vice-versa,
O resto, neste mundo, é só conversa;
A lua que não se acha, vai perdida...

Espero teu carinho em ansiedade
Esperas meu amor tão calmamente,
Unidos, nos tornamos, de repente
Um elo que trará eternidade...

É bom saber que sempre estás feliz,
Embora tantas urzes nos caminhos.
Essas águas que movem os moinhos,
Nunca voltam jamais pedirão bis...

Mas seja, desta casa, a claridade.
Entregue teu amor manso e sincero,
De ti jamais desejo nem espero
Pois sei que tu trarás em liberdade.

De tua mocidade traga o brilho,
De minha sobriedade deixo a vela.
Do encontro divinal já se revela
O rumo que teremos, nosso trilho...

Eu sou feliz por seres sempre minha,
Nas horas mais difíceis, o meu porto.
Um dia, quando o sonho semimorto,
Irei para os teus braços, andorinha.

E fecharás os olhos de um poeta
Que amou e que sofreu demais na vida.
E mesmo assim na nossa despedida,
Saiba que nossa vida foi completa!

CONJUNCTION

CONJUNCTION


A proton looking conjunction
With electron orbital passes and is,
In the most insane and sensual gesture
Search for a gesture of emotion.
An ion is nothing that united unties
Only if a nuclear explosion.
So conceive our intense love
Causes of cascade reactions
Neutrons that maintain the distance
Prevents the suffering of sameness
Love as neutral? Nonsense...
Captives, we live so close.

In the rays of the moon

Wanting only to love you
No breaks, no rest.
In the rays of the moon
I always reach for your glow;

VOLÚPIA

Eu quero esta volúpia sem limites
E nada nos impede, esteja certa.
Espero que em meus versos acredites
Jamais a tua cama irá deserta

Não deixo me levar pelos palpites
Nem sou propriedade em que se aperta,
Não deixe que algum medo enfim te agites
Pois sou simples cometa em noite incerta.

Verás que um homem teu não foge à luta
Nem teme esta batalha mais gostosa
Por isso, minha voz quando se escuta

Se mostra bem mais forte e retumbante
Vem logo e por favor deixe de prosa
Te quero com vontade amada amante...

BEIJAR A BOCA

Faço um verso sobre o gosto
De beijar a boca amada
Coração pra sempre exposto
Desfilando em batucada
Na avenida dos meus sonhos
Amor é carta marcada
Cintilando em passarela
Toda estrela iluminada
Mostra o rumo, minha vela,
No teu mar virei jangada
Navegando o tempo todo
Sem te pedir quase nada,
Vou sangrando o sentimento
Que se mostra na invernada
Sonho lindo de viver,
Nesta noite enluarada
Vou pegar este cometa
E seguir na bela estrada
Que me leva num repente
Para a tua casa, amada...

LOUCOS SONHOS

Loucos sonhos, delírios insensatos...
Milhares de fantasmas rutilando.
Rituais ancestrais, irei voando
Por espaços, meus laços, meus retratos...
Atípicos pendões surgem inatos,
Dos céus descendo os anjos, flutuando...
As mãos vazias, gôndolas girando.
Irresponsáveis aves sobre pratos,

Escapo deste céu, não temerei.
Meu cetro me indicando, sou um rei,
Nas minhas terras, cega confusão.
As vagas tempestades, as sereias,
Nas mãos que me torturas, me incendeias...
Gira mundo, alucina, perco o chão.
Em teus braços divinos, rodopio.
Penetro teu suave encanto e cio...

AMA SECA

AMA SECA


Nunca gostei de cães, nunca. Sempre tive certa ojeriza a esses animais barulhentos, com suas manias absurdas, como arranhar a casa toda, sujar todos os ambientes, essas coisas...
Todos os cachorrinhos do mundo, em contrapartida, eram adotados por minha irmã, Andréa Cristina.
Deveria se chamar Francisca, tal a mania de trazer filhotes de animais para casa.
Lembro-me de pelo menos uns dez cães e outros tantos gatos. À noite, durante um belo par de noites, ninguém conseguia dormir direito com a sinfonia dos filhotes .
Andréa era cuidadosa e isso fazia com que a maioria sobrevivesse aos primeiros dias, crescendo amamentados pelas mãos carinhosas e meigas de Andréa.
Mãos cristinas, verdadeiramente cristinas.
Porém, depois de alguns dias, quando já estavam aptos à sobrevivência, misteriosamente desapareciam.
As “fugas” noturnas só nos foram esclarecidas depois de muito tempo, quando meu pai confessou ser o misterioso alforriador dos bichinhos.
Mas um dia, em Mirai, quando estávamos visitando nossa amada avó, fato que se repetia nas férias escolares ou nos feriados prolongados, Andréa abusou.
Àquela época, lá pelo final dos anos sessenta, ainda não havia essa conscientização com relação aos animais silvestres, portanto o estilingue ou atiradeira, era um dos brinquedos mais usados pelas crianças, além da espingarda de chumbinho.
Os ovos e pintinhos da casa da minha avó estavam desaparecendo, deixando marcas indeléveis da presença de algum “nefasto” visitante noturno.
O diagnóstico foi firmado e confirmado – Gambá.
Para quem não sabe, esse bichinho, além do hábito de comer ovo e pequenos pintinhos e frangos, tem a incontrolável obsessão por cachaça.
Gosta e gosta muito, bebe até cair e, depois disso, ali fica, rindo e satisfeito.
Feito isso, é só dar uma paulada na cabeça e a ninhada agradece.
Um belo dia, após terem sido executadas, com êxito absoluto, as táticas de guerra, meu tio anunciou a morte do fedorento animal.
Passados alguns instantes, eis que surge a minha irmã com uns cinco ou seis pequenos animais rosados nas mãos.
Não era gambá, era gamboa. E estava com uma ninhada dentro da bolsa.
O marsupial deixa o filhote na bolsa até completar o crescimento desses.
E, por sorte dos filhotinhos, isso estava para acontecer a qualquer momento quando houve a execução.
Pois bem, a franciscana Andréa, para assombro de todos e repugnância de alguns, menos do meu pai, resolveu adotar os bichinhos.
Esses cresceram e, desta vez, sem ajuda do abolicionista Marcos Coutinho Loures, deram vazão a seus instintos selvagem e fugiram, deixando minha irmã extremamente tristonha.
Ama-seca de gambá, primeira e última de que tenho notícia.

TANTO AMOR

Amar e me perder em tanto amor,
Enamorado a cada novo dia
Prazer que em teu prazer se resumia,
Imensurável fogo, o bom calor,

Sem medos, numa entrega sem pudor,
O corpo que em teu corpo se sacia,
Num pélago profano, maresia,
Bebendo cada gota. Destemor...

Assim a nossa noite não tem pressa,
E segue sem limites à exaustão,
Enquanto se confessa esta paixão,

O coração deveras já se apressa
E presa desta louca maravilha,
Como um farol, â noite, também brilha...

EGOCENTRISMO

Quantas vezes em nossas vidas somos egoístas e esquecemos que vivemos a maravilha de compartilharmos os espaços, os sonhos e as esperanças com outros iguais a nós?

Muitas vezes nos lembramos dos outros quando NÓS PRECISAMOS e, egoisticamente fingimos não ver a dor alheia.

Como se a tristeza fosse uma mal contagioso ou uma força irresistível que levaria a nossa felicidade para um terrível pântano.

Interessante observarmos que esse mito fica-nos incrustado como se fosse uma verdade absoluta.

Como se, ao mirar a dor de outrem do caminho, pudéssemos passear tranquilamente com nossa alegria.

Mas, quando o inverso ocorre, queremos e exigimos que o outro tenha para conosco esta complacência que tanto negamos.

O amor, se queres saber; até por uma questão de lógica e de espaço, tem que ser compartilhado.

Amor demais faz mal.
Sufoca
Vira EGOÍSMO.
E, egoísmo, amigo é tão danoso quanto a falta de amor...

Repare que, ao seu lado, existe um alguém que precisa de ti.
Sempre há esse alguém, por vezes tão próximo que não conseguimos ver.

Afaste-se um pouco e verás com claridade o quanto isto é verdadeiro.

Divida a sua alegria e a sua felicidade para que possas, amanhã ter, em dobro, essas dádivas que te foram dadas graciosamente.

“Dê em Graça o que recebeste de Graça!”

Custa nada não.
É bem mais fácil do que imaginas
E te fará ser mais amado,
Mais querido
E, portanto MAIS FELIZ!

DESEJOS INCONFESSOS

Desejos inconfessos
Em sussurros trocados,
Depois por lábios meigos,
Prazeres desfiados.
As línguas se penetram
Transtornam-se em viagens,
Depois ficar sorrindo,
Falar tantas bobagens.
Surfando por teu corpo
Em ondas, sedução,
Deste intumescimento
Aflora uma explosão.
Eu quero este pecado
Que leva ao paraíso
Bendita esta serpente,
Que enfim nos deu juízo...

ALHEIO AO DISSABOR

Alheio ao dissabor
Seguindo muito além
Do quanto se contêm
As ânsias deste amor,

E quero sem pudor
Deveras ter alguém
E quando sou refém
E em ti navegador

O porto o cais a senda
Aonde se desvenda
A incúria de um anseio,

Tocando com ternura
O quanto se procura
E sabe cada veio.

QUERO ALÉM

As coxas delicadas tênues pelos,
A depilada fonte do prazer
E quero sem juízo me perder
Além dos mais divinos bons apelos,

Sentindo em teus furores os meus zelos
Orgasmos repetindo posso ver
No olhar outro delírio a se verter
Sem medos e sequer sem atropelos,

Meneios entre anseios nos quadris,
Puxando delicados, os cabelos
Sentindo-te molhada e em tais novelos

Deveras quero além e sou feliz,
Dos gozos quero mais e até revê-los
Até que em novos rumos convertê-los.

SACIADOS

Penetro devagar e quero mais
Desejos sem limites, preconceitos
Os corpos entre gozos satisfeitos
Altares em delírios sensuais

Não quero outros caminhos sem os quais
Vazios estarão sobejos leitos,
E quando saciados, novos pleitos
E neles outros tantos, desiguais,

As pernas convidando, agora abertas
A toca delicada e perfumada,
Vagando sem juízo a bela estrada

E nela com furor também despertas
Assim a nossa noite se completa
Atento à guloseima predileta

Perpetuando em doce fantasia
Além do que deveras mais queria.

GULOSA

Gostoso penetrar já se avizinha;
Deliciosa e bela maravilha
Aonde em explosão leite polvilha
Quem tanto te queria apenas minha,

A santa delicada e safadinha
Estrela que em meu céu agora brilha
Enquanto satisfaz perfaz a trilha
Por onde toda a sorte se adivinha,

Gulosa me deseja e quero assim,
A noite sem juízo não tem fim,
Teus seios em meus lábios, teus mamilos

Depois neste descanso merecido,
Ainda ouvindo em eco este gemido,
Momentos saciados e tranqüilos.

PLEASURE

PLEASURE

I want your pleasure and nothing more
So I satisfy my also
Love breaks down when one has
In various rites so masterful
Allows you think and know too much
Do it all when I am hostage,
Announcing the enjoyment we should
Trip supernal, good moods,
In a sublime ecstasy connection
And every touch her horny
The plentiful and a lot of advertising,
My milk flooding you, body and soul
Sure that this game settles down
And I reward him every pain.

O TEU PRAZER E NADA MAIS

Eu quero o teu prazer e nada mais
Assim eu satisfaço o meu também,
O amor quando reparte o que se tem
Em ritos tão diversos magistrais,

Permite o que se pensa e sei demais
Do todo quando dele sou refém,
Anunciando o gozo nos convém
Viagem por supernos, bons astrais,

Num êxtase sublime a conexão
E nela cada toque com tesão
O farto anunciar de um bem imenso,

Meu leite te inundando, em corpo e na alma
Certeza deste jogo em que se acalma
E nele cada dor eu recompenso.

PRAZERES...

A cópula perfeita, o gozo farto,
E quando não se faz maravilhosa
A noite se passando pesarosa
A solidão a dois invade o quarto,

Mas quando este prazer ganho e reparto
A sorte se mostrando majestosa,
Recende a mais sublime e bela rosa
Contigo em devaneio além eu parto.

E sinto o quanto bebes deste sonho
Aonde com ternura eu me proponho
Sedento companheiro de viagem,

Perfeitas as loucuras quando vejo
Bem mais do que o desfecho de um desejo
O amor na mais sublime paisagem.

LOCAS

Bendito seja o sexo onde sacias
As ânsias e também sacio as minhas
E quando dos meus êxitos te aninhas
Gerando após tormentas alegrias,

E tanto quanto tens já propicias
Deliciosamente entranho em rinhas
Aonde estas vitórias são vizinhas
Geradas pelas mesmas fantasias.

Orgásticos anseios, seios, pernas,
As bocas adivinham bem mais ternas
Macias e sutis ondulações,

E quando adentram locas inundadas,
Avançam sem pudores alvoradas
Tramando novamente as explosões.

A bird

A bird flies
Leaves fall to the ground.
Autumn Browning

NOITE INSACIÁVEL

Insaciável noite aonde eu bebo
O teu delírio em gozo mais suave
E quanto mais a noite nega a trave
Maior carinho dou e já recebo,

Sem nada que perturbe, sem juízos
Apenas entre nós esta vontade
Sabendo no teu corpo a majestade
A vida não traria prejuízos,

A furna me encharcando, o falo adentra
Num movimento agora mais febril,
Numa explosão fantástica se viu

Aonde toda a força se concentra,
Agora em espasmódica loucura
Toda a tensão da vida já se cura.

AS SENDAS MAIS AUDAZES

Sedento de teu gozo nesta noite,
Em furiosa cena me entregando,
Sem perguntar sequer aonde e quando
A boca serve apenas como açoite,

E tento outro delírio num pernoite
Aos poucos no rocio mergulhando
Também numa explosão ir te encharcando
Aonde o falo enfim, adentre e acoite.

Requebras em gemidos e suspiros,
Traduzo teus enigmas e papiros
Erétil fantasia se extasia

Num jogo aonde nunca há perdedor
As sendas mais audazes de um amor
Gerando a mais bendita sintonia

RAINHA

Eu quero molhadinha esta rainha
Em tons maravilhosos, nossos ritos
Os dias do teu lado se infinitos
Do paraíso a sorte se avizinha,

Rendido aos teus anseios, quando vinha
A noite em tons vorazes, mais bonitos
A gelidez temível dos granitos
Agora noutra face já se alinha,

E frêmitos transformam em suor
Delírio que desejo e sei de cor,
Nas ancas a potranca se desfaz,

E quanto mais rendida aos devaneios
Para os prazeres tantos sabe os veios
E a cada novo instante é mais audaz.

SAFADA E DELICADA

Safada e delicada, santa e astuta
A noite não termina, adentra o dia,
E gera com superna fantasia
Inundações diversas nesta gruta,

Quem tanto se deseja e não reluta
Invade sem defesa a fantasia
Orgástica loucura em tal orgia
No quanto a sorte dita esta permuta,

Resumo em verso o quanto quero e creio,
Mordisco mansamente cada seio
E sinto a maciez de um corpo belo,

E quando penetrando esta seara
Deidade em maravilha se escancara
E o gozo no teu gozo enfim atrelo.
27/10

Vencendo assim receios e temores.
Já nada caberia a quem se dera
Tentando convencer a primavera
E mesmo procurando belas flores,

Aonde com certeza sei que fores
Ali meu coração traduz a espera
E sei da solidão, velha quimera
Gerando tão somente tais horrores.

Mas quando a minha sina se desvenda
E tanto quanto possa sem contenda
Vencer os descaminhos; sigo além

E tendo em minhas mãos a libertária
Palavra que se mostra solidária
A força em ilusão deveras vem.

2

Podendo, finalmente ser feliz,
Eu quero num instante a redenção
E bebo o mais sublime desde então
Deixando para trás o que não quis

Resumos de outras eras, aprendiz
Do canto que se molda em turbilhão,
Vagando desde o rude e duro chão
Traçando o quanto possa e peço em bis.

Não tendo outra saída, silencio
E bebo o mais diverso desvario
Restando muito pouco dentro em mim,

Depois do que pudera sem sentido,
O quanto inda me resta, eu não duvido
Traduz sinceramente o rude fim.

3

Deixando para trás cada segundo
Do medo mais atroz em rude escala
E sei que na verdade me avassala
A dor quando deveras eu me inundo.

O quanto poderia ser profundo
Ao menos adentrando a velha sala,
Espíritos de outrora; a vida fala
E trama este sentido em ledo mundo.

Os erros tão frequentes, juventude,
A sorte que deveras desilude
O pranto que não cessa um só momento.

E sendo de tal forma o dia a dia
Não traz o quanto pode e nem traria,
Gerando em contrassenso este tormento.

INUNDAÇÕES

INUNDAÇÕES


A deusa se desnuda em minha cama,
Reinando em absoluta maravilha,
Enquanto se permite e o gozo trilha
Mantendo com furor a imensa chama,

A rota umedecida já reclama
Um firme penetrar e enquanto brilha
Orgástico delírio se polvilha
Moldando incandescente e rara trama,

Num êxtase comum, caminho igual,
A cavalgada em raro ritual,
Profano altar num leito a descoberto,

Lençóis já pelo chão, roupas além
E quando a lava intensa agora vem
Inunda o vale pleno e agora aberto.

DELÍRIO ABENÇOADO

DELÍRIO ABENÇOADO


O gozo mais profano em santidade
Delírio abençoado em mil orgasmos,
Deixando no passado dias pasmos
Enquanto este desejo nos invade,

Até chegar enfim à saciedade
Os olhos rodopios nos espasmos
Jamais encontraremos mais marasmos
Nesta beleza em glória e divindade,

A furna se encharcando, o gozo vem
E bebo do rocio e sei também
Leitoso paraíso onde embebes

Desvendo as loucas trilhas da paixão,
E morto de vontade e de tesão
Invado sem defesas tuas sebes.

CAMINHOS

CAMINHOS


Caminhos que me levem ao Senhor
Traçados com ternura em luz intensa
Sabendo eternidade a recompensa
Erguendo cada altar feito em louvor

Vivendo a plenitude de um Amor
Que a cada novo dia mais compensa
E a vida se tornando menos tensa
Sabendo ter em Ti o alentador

Cordeiro que se deu em holocausto
Trazendo para uma alma a glória e o fausto,
O sofrimento ás vezes nos redime

E torna-nos deveras mais fiéis
Cumpramos, pois aqui nossos papéis
No próximo um irmão que eu tanto estime.

Além do amor

Além do amor

Amor é muito pouco pro que sinto,
Deveras necessito tanto tempo
Perdido vou em busca do tormento
Por vezes, é melhor seguir sozinho...
Não quero mais as dores que já tive
Estive em tantos mares que nem sei
Errei por pesadelos mais constantes
Amantes dos meus sonhos, sempre leves
E breves como a aurora que desejo.
O beijo mais tranqüilo que não salva.
Acalma e não permite que misture
A cura com meu canto sem defesa.
A mesa está reposta, mas não vejo
Vontade de saber por que perdi,
Sentidos extremados, mas sem rumo.
Aprumo tanto sonho que não quero,
Refiro-me, por certo ao tal amor,
Remota sensação de liberdade
Envolta em tamanha crueldade
Além de tudo, mata, devagar.
Vagando por estrelas que perdi,
Em tudo meu amor, sobrevivi,
Porém ao próprio amor, de amor, morri.

Aline

Aline


Cada vez que vejo alguém acreditar que o amor é o rumo e a base de uma existência, mais me recordo de Aline.
Aline, doce menina, bela mulher, dominadora...
As noites sem Aline foram dolorosas, sem o odor de rosas que exalava, tristes e distantes noites.
Pesadelos diários, insensatez, delícias e delírios. Dos lírios do jardim, Aline foi o mais belo.
Mas, partindo, levou o que restava da casa. O violão calado, o cansaço da vida, a velhice se aproximando, velhice sem Aline.
Ah se eu pudesse não a ter conhecido, talvez ainda iria querer viver.

Mas, o que se apresentou como luz, terminou num incêndio, num terrível incêndio, queimando tudo o que encontrasse, matando todas as esperanças e as alegrias.
Da mesma forma e intensidade que fui feliz, mergulhei no inferno em vida, das dúvidas e do vazio.
O cigarro aceso, o copo de uísque, a sala vazia, o desencanto de amar demais. Morrer de amar demais.
A fossa, a desilusão, partida...

Quero conhecer o mar, distante mar, mergulhar nesse mar de infinitas ondas, que me levariam para a eternidade, sereia distante.
Seria o meu último mergulho, carregando o entulho que a vida me deixou como espólio. A lembrança do rosto de Aline, sorrindo...

O sorriso manso que se transformou na saudade atroz pouco tempo depois.
Tempo, senhor de todos os sentimentos, de todos nós, dos nós desatados ou presos na garganta. Tempo, amigo do esquecimento, não foste fiel comigo.

Nada apagou Aline, nada, nem o tempo...
Aliás, aumentou a cada dia, o vazio deixado, no quarto desarrumado e nunca mais tocado, guardando ainda as marcas de um amor insensato.
De um louco e infeliz mundo que me deixou com o amargo e atroz sabor da saudade.

Em meio aos meus guardados, um pedaço de Aline sobrevive.
Um último pedaço, um mínimo pedaço, mas é Aline.

Quem me dera poder ressuscitar Aline, trazê-la de volta, a partir desse tênue fio, desse fio de esperança, desse fio de vida...

O fio de cabelo de Aline é minha última esperança.
Dele, no milagre da ciência, refazer Aline, minha Aline...
Aline, que o mar levou sereia...

Almas univitelinas

Almas univitelinas

Ser amigo é compartilhar da mesma alma.
E, por isso, ser feliz.
É executar a mesma sinfonia com mais de um instrumento, em harmonia absoluta!

É sentir prazer na alegria do outro, é saber dividir em partes iguais, ou pelo menos parecidas.

É não temer as escadarias e nem os declives, ajudar e, às vezes, carregar no colo.

Ser amigo é conhecer o outro e não se assustar com isso.

É saber perdoar os defeitos e mesmo as ofensas.

É compartilhar com partilhas iguais e sem querer levar a melhor.

E também não prejudicar nem pré julgar.

É agüentar a maldita enxaqueca e até mesmo a terrível ressaca.

Principalmente a ressaca comum após o final de um relacionamento amoroso.

Agüentar as manias e não criticá-las.

É saber que o perdão foi peito para se pedir
E, principalmente, para ser fornecido.

É avisar da liquidação e não ficar chateado se o outro comprou a última peça, aquela que estava te chamando a atenção.

É ter a coragem de alertar sobre os riscos.

E não se vangloriar disso.

Nem temer o famoso: “Quê que você tem com isso?”

É compartilhar das mesmas esperanças e redimir as desesperanças.

Almas univitelinas
Geradas em úteros diversos.

MEU TORRÃO NATAL

MEU TORRÃO NATAL


Seu moço, aqui é minha terra, meu torrão natal, meu e dos meus pais, dos meus irmãos e dos meus avós.

Aqui estão enterrados todos aqueles que amei, em cada palmo desse chão, está a história desse que vos fala.

Filho de Dona Zica e de Seu Lula, gente simples, trabalhadores, que a terra engoliu de velhice, velhice de sertanejo que começa depois dos trinta.

As rugas precoces e profundas me lembram a terra seca, profunda nas grotas e nas curvas do rio seco. O suor molha mais os sulcos que a chuva, coisa difícil por aqui.
Chuva que, quando vem, transforma a vida, vida boa, vida próspera nas colheitas de mandioca, feijão, milho; no leite gorduroso das cabras e da vaquinha, companheira fiel no arado e no alimento.

Mas, a cacimba da alma, tantas vezes aguada pela dor da morte, carpida e tristonha, das perdas da vida e das vidas, tem a água salobra, que prende na garganta, não desce, empanturra.

Meus irmãos, dos quinze que Deus deu, a seca, a fome, a desidratação e a surucucu levaram oito. Sete restaram, todos fortes e valentes, todos foram embora, menos eu.

Fiquei aqui, essa é minha terra seu doutor. Meu umbigo está grudado nesse chão.

O riacho, quando vivo, é tão bonito, mas, na seca, com seu leito cheio de areia e de pedra, leva as mães, como levava a minha, com a lata na cabeça, em busca da água barrenta no açude seco.

Nessa terra, moço rico tem água, fazendeiro rico tem gado, e tem os caboclos e jagunços.
Meu pai, pobre e lutador, morreu sem bala, sem tiro, sem morte matada, a não ser dos calangos e dos bichos da seca.

Gambás e cobras ajudavam a matar a fome, mitigada pela palma, disputada com o gado.
Somente o carcará, bicho danado, tinha pasto nas carnes dos bichos mortos pela queimada e pela seca.

Vaqueiro, sou vaqueiro com meu gibão e cravinote, pronto para a batalha, correndo entre os espinheiros dessa caatinga seca e sedenta.
Minha mãe, me recordo sempre, dizia, entre as orações de graças e de pedidos de perdão, pelo pecado cruel de existir, que onde o umbigo está, a vida continua, a distância traz a falta de paradeiro.

A pedra que não cria limo, é pedra rolando, inconstante e que, quem muito muda não cria limo.
Meu limo está entranhado nessa vaquinha, nesse arado, nesse chão.
Não vou embora não seu moço, fico aqui até o derradeiro dia.

Minha esperança é tão verde quanto meu sonho, quanto os olhos da amada, os olhos da terra que tento cultivar.

No cultivo da espera por outro tempo, um dia...
Os moços prometeram, vi na televisão, mas é tanta promessa que não tenho mais pressa, nem esperança.

Vou vivendo, às avessas, sem amanhã, na espreita do calango, na ponta da espingarda, com o rosto, a cada dia, formando as serras e os vales.
Vou ficando, quem sabe um dia, essa terra, minha terra, seja mais mansa e mais amiga.

Minha mãe e meu pai, meus irmãos, trago comigo, pesando o coração, deixando meu andar de banda, por estas bandas onde vivo, aonde vou também, um dia, me juntar com meu umbigo e alimentar esse chão.
Faminto de todo meu povo, matando a fome do sertão.

Meu sangue, regando a terra, para que, quem sabe, um dia, os homens desse país, pensem um pouco na gente.
Nós somos brasileiros, esse é o nosso país, mais que brasileiros, nordestinos, essa é nossa sina e mais que nordestinos sertanejos.

Aqui, nessa caatinga; aqui, nesse sertão, é nosso primeiro e derradeiro solo, o solo sem consolo, o solo sem apoio, no aboio do meu gado, da minha vaquinha Estrela, do meu boi Fubá, da estrela solar que esturrica, que seca e mata.

A terra, meu único bem, bem amado bem te vi, no mandacaru que, a cada florada, traz a esperança do milho, do feijão e da mandioca.
Por isso, seu doutor, não vou embora, nunca na minha vida.

Não deixo o meu Ceará, é aqui a seara onde será, meu sertão, a terra prometida, minha lida e minha sina, minha raiz.

AI DE TI, HAITI...

AI DE TI, HAITI...


Ai de ti
Haiti...
Ai de ti.

Interessante é saber
Que desde que eu entendo
A situação lá é terrível
O principal produto
De exportação
Do país
Era sangue humano...
Até chegar a AIDS...
Depois, guerra civil
Ditadura
Ditadura
Guerra civil,
E o mundo nem aí,
HAITI,

Desgraça de pobre só no atacado
É que chama a atenção,
No varejo? Dia a dia...
Somente de classe média pra cima,
Aí vale o que tá escrito
Escândalo nacional
Com direito a todos os canais de televisão
E em todos os horários
Até encher o saco do pobre do telespectador...
Aí mudam de assunto,
Aí.
Ai de ti Haiti.

Desgraça no atacado
Chama mais a atenção.
A do dia a dia
Das favelas,
Guetos,
Vilas,
Haitis
Bolivias
E outras comunidades...
Isso não.
Não dá Ibope
E nem causa pena
No máximo, alguns segundos
Ou até uma praga de alguém:
Televisão só tem desgraça, pô!
A vida? Não...
Essa é um mar de rosas...

Ah! Amor!

Ah! Amor!

Algo de errado, muito errado, está acontecendo em nossas vidas.

Nada mais é como era antes quando, além do amor, havia muito respeito entre nós. Hoje, até as coisas mais pequeninas são motivos para desentendimentos que vão corroendo as bases do nosso amor!

Não podemos deixar que coisas tão banais alterem nossos dias, explodindo em frases duras e impensadas, de mútua agressão...

Em minha boca, o gosto amargo de fel vem me dizer do perigo que corre o nosso amor, um rio que vai secando ao sol inclemente das incompreensões e da insensatez.

Até quando continuaremos a destruir um amor tão lindo, que encheu de sonhos nossas vidas e de esperanças nossos corações?

Sinto que, apesar de tudo, ainda amo você quando, pedindo desculpas, nós nos abraçamos arrependidos de tudo!

Mas algo pede que me afaste de ti, antes que enlouqueça.

Nosso amor corre perigo e grita por socorro!

É tempo ainda de ouvirmos este grito de alerta, esquecendo nossas brigas, antes que mais uma gota de fel faça entornar o cálice de nossas vidas, jogando por terra aquilo que de mais belo e sagrado, nelas aconteceu...

Ainda é tempo, amor, ainda é tempo!


Marcos Coutinho Loures

Woe to those who love them!

Woe to those who love them!

The pain and forests
Safes parties
Cracks streamers
Dreams fantasies
The desert of my soul
Poplars and friezes
The breezes and the nights
Full moons
That looks in my windows
Open your bedroom
I hope that a new fact
Vibrate in your song
Poisons and bleeds.
I do not see the wounds
Known Hours
That is no longer submerged.
If fast nefarious am
And I walk away from your world.
Injury before and I am not mistaken
It's best to leave the change
That flooded.
If there is anything I cannot swim
I call phrases
The battered base
Empty and
Hopes.
Overwhelmed by grief
That kept the coffers
Do not miss
You may want to try
But what is this?
Fear and nothing else
Hawthorn hedgehog
And Halo
Captivated
The arms of the infinite.
Love, do yourself a favor.
The door is open
And there is nothing for me.
Otherwise the strong force
Complexion of solitude....

Ai de quem ama

Ai de quem ama

As dores e florestas
Cofres festas
Frestas flâmulas
Sonhos fantasias
Os ermos de minha alma
Os álamos e frisas
As brisas e as noites
Luas mais vadias
Que rodam nas janelas
Abertas do teu quarto
Espero um novo fato
E farto de teu canto
Venenos e sangrias.
Não vejo sem feridas
As horas mais sabidas
Que não mais mergulhei.
Se fasto sou nefasto
E me afasto do teu mundo.
Pré firo e não me iludo
Que é melhor sair mudo
Que inundado.
Se nada não sei nado
Cerrado que me frases
As bases combalidas
Com bário e com falidas
Esperanças.
Vencido pelas dores
Dos cofres que guardei
Não quero ser errei
Talvez queira tentei
Mas de que vale tudo isso?
Nada mais viço
Espinho ouriço
E me lanço
Embevecido
Aos braços do infinito.
Amor, faça um favor.
A porta está aberta
E nada mais me resta.
Senão a sólida solidez
Da tez da solidão....

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

EU TE FIZ GOSTO E VONTADE

Eu fiz teu gosto e vontade
Não poupei sinceridade
E em entreguei de verdade
Em cada momento, amor.
Mas o triste sofrimento
Se envolveu no pensamento,
Me cortou como esse vento
Me causando tanta dor...

Eu não mais suporto o frio
Coração bate vazio,
Meu amor, meu pobre rio
Não deságua no teu mar.
Por favor quero o teu beijo
Não mais negue este desejo
Em todo lugar te vejo
Teu amor a me guiar...

Noite sem a poesia
Deste amor, minha alegria
O meu coração se esfria
Não suporta esta saudade...
Venha para mim morena
A minha alma sempre acena
Sem te ter já se envenena,
Já me mata, de verdade!

Alegria e Sabedoria

Alegria e Sabedoria


Sabedoria não se sabe nem se tem
Apenas vai e vem nas curvas
E nas chuvas e tempestades.
Galgo meu espaço no abraço e sem cansaço
Meu cajado me assegura.
A noite é fria, a vida é dura
Mas espero uma alegria
Que seja constante
Da qual um louco amante
Não se afaste nem um pouco.
Se grito fico rouco e desespero
Mas me tempero na esperança
Alecrim e manjericão de minha alma.
Peço calma e sem trauma não reluto
Luto cada vez mais.
Peço paz e se não vem, dane-se!
Me ufano de meu gozo
E nada me contraria
Nem mesmo a fantasia
Que já tive e foi negada
A vida é fada!
Safada e bem sutil
Gentil, gananciosa...
Nos ensina e sem a menor cerimônia
Abandona e nem sequer se lembra.
Não rememora nem comemora,
Apenas ensina.
Em sua cartilha
A noite esquece
O dia tece
E a gente apodrece
Se não sentir a forte brisa
Que sempre nos avisa
Sê feliz!
Aprenda com a dor mas não muito
Ela vem e, se bobear, gruda.
Depois, cadê ajuda?
Não se muda e nem por prece nem reza
Nem orada.
Agora é madrugada a vida passa o tempo roça
E nada mais me resta
Senão a certeza
Da curva que não fiz, do medo que mantive
A vida quer declive, eu quero uma esplanada.
Sabedoria é ser feliz!!!!
Portanto, por tão pouco
Não se perca
Nem perca a esperança.
Se lembre da criança
Ri e depois chora, chora e depois ri.
ESQUECE!!!!
Esqueça da dor, seja seletivo
A vida dá motivo
E depois, se não quiser, que pague,
Ah. O preço é caro,
Amor é bicho raro
E se não tiver amparo
Se vai neste disparo
E ninguém alcança...
Dance. Recomece sempre
E dance.
Ame e desame.
Dance.
Sonhe e acorde.
Dance.
Lamba quem te morde.
Dance.
E não se canse de dançar.
Senão , dança...
Não perca a esperança
Aprenda com ela.
A noite traz lua e tempestade
O dia traz sol e tempestade
A vida traz tempestade
Mas também sopra a ferida;
Cicatriza...
Ah! Antes que eu acabe
Pegue essa viola
A lua tá um brinco.
Brinque com ela
E dance a vida inteira
Sorria e se permita
Ser sábio
E ser feliz!!!!

BATE FORTE O CORAÇÃO

BATE FORTE O CORAÇÃO


Passa o tempo que passar
A comadre sabe bem
Que mineiro pega o trem
E não cansa de sonhar.
Vou fazendo meu repente
Com modéstia e precisão,
Bate forte o coração
Quando vê uma serpente
Preparando pulo e bote,
Da fungada no cangote
A bichinha não conhece,
É por isso que padece
De uma inveja sem igual,
Na maior cara de pau
Vai metendo o seu bedelho,
Sem pedir nenhum conselho,
Traz veneno no embornal.
Um mineiro que se preza
Que é cantador de viola,
Pra evitar qualquer surpresa
Guarda logo na sacola
Antes que a cobra apareça.

Alegria, na verdade

Alegria, na verdade,
É um bem que não tem fim.
Conhecer felicidade,
Que no fundo, trago em mim.

“ Sou caipira, Pirapora”

“ Sou caipira, Pirapora”
Mas eu gosto de arrelia,
Meu amor aqui e agora,
Vou brindar à fantasia.

Labirinto da saudade

Labirinto da saudade
Maltratou meu bem querer,
Meu cantar em liberdade
Vai buscando o seu prazer.

Vou fazendo a minha festa

Vou fazendo a minha festa
Quero te dizer, querida,
Coração abrindo a fresta
Encontrou sua saída

SAUDADE MACHUCA TANTO

Saudade machuca tanto
E me cura sem saber,
Meu amor eu sempre canto
Alegria de viver...

ALEGRIA INTENSA

ALEGRIA INTENSA

De uma alegria intensa esta vitória
Que há tanto desejei e não sabia
Moldada nos teares da agonia
Agora não se mostra merencória

E tendo novamente a minha história
Repleta de emoção e fantasia
Aonde se deitara a luz surgia
O encanto sem discórdia e sem vanglória

Ser teu e não tentar outra saída
Assim no labirinto desta vida
A sorte se trazendo bem mais forte,

Mundanas ilusões? Não mais as quero,
Tampouco necessito o brado fero,
Apenas o calor que me conforte.

Joy and Wisdom

Joy and Wisdom


Wisdom does not even know if you have
Just coming and going in curves
And the rains and storms.
Greyhound space in my embrace and without fatigue
My staff assures me.
The night is cold, life is hard
But I hope a joy
What is constant?
Which a crazy lover
Do not stray one bit.
If I'm hoarse cry and despair
But I hope the spice
Rosemary and basil from my soul.
I ask quietly and without trauma reluctant
Grief more.
I ask if there is peace and, damn it!
I am proud of my joy
And nothing against me
Even the fantasy
I've had and was denied
Life is fairy!
Naughty and very subtle
Gentle, greedy...
Teaches us and unceremoniously
Leave and do not even remember.
No recalls or commemorates,
Just teach.
In his booklet
The night forgets
The day spins
And we rot
If you do not feel the strong breeze
That always tells us
Be happy!
Learn from the pain but not much
She comes and if slip up, sticks.
Then where is help?
Do not change nor by prayer or prays
Nor prayed.
Now its night life is the time fields
And nothing left for me
If not sure
The curve that did not, the fear that kept
Life wants slope, I want a terrace.
Wisdom is to be happy!!
So why so little
Do not miss
Not lose hope.
Remember the children
He laughs and then cries, cries and then laughs.
FORGET!!
Forget the pain, be selective
Life gives reason
And then, if you want, to pay,
Ah. The price is expensive,
Love is oddball
And if you do not support
If this will trigger
And no one reaches...
Dance. Always resume
And dance.
Love and unloved.
Dance.
Dream and wake up.
Dance.
Kiss who bites.
Dance.
And do not get tired of dancing.
Otherwise, dance...
Do not lose hope
Learn from it.
The night brings the moon and storm
The day brings sunshine and storm
Life brings storms
But it also blows the wound;
Heals...
Oh! Before I finish
Take this violates
The moon is a joke.
Play with it
And dance a lifetime
Smile and be allowed
Be wise
And be happy!!

TANTA ALEGRIA

Tanta alegria na vida
Que supera a despedida,
Uma jóia tão querida
Que não nasce todo dia.
Precisa tanto cuidado
Deste amor comemorado
Dum sentimento guardado
Sem raiva e melancolia...

Não te falo minha amada
Da tristeza cultivada;
Insônia na madrugada,
Tão solitária e tão fria.
Te falo deste sorriso
Que bem sabes; paraíso
Que tantas vezes preciso,
Numa canção, melodia...

Te falo desta beleza
Que tanto nos dá leveza
Que enfrenta a dor e dureza;
Com certeza: a poesia.
Que é luz que nos alumia,
Acendendo a fantasia
Trazendo o sol todo o dia,
Resumindo: uma alegria!

Alegria de chofer é moça pedindo carona...

Alegria de chofer é moça pedindo carona...

Desminta-me quem puder,
Que a verdade vem à tona,
Alegria de chofer
É moça pedir carona...

Marcos Coutinho Loures

Quanto mais é curta a saia,
Mais feliz o motorista,
Na direção se “atrapaia”,
Nem barranco mais avista...

ALEGORIA SOBRE VERSOS DE T.S.ELLIOT

ALEGORIA SOBRE VERSOS DE T.S.ELLIOT
“Até sermos acordados por vozes humanas. E nos afogarmos.”
T. S. ELLIOT.

Até quando pudéssemos dormir
E ter a sensação de liberdade
Além deste terror que agora invade
O pouso libertário no porvir,

Vencer o medo e quando prosseguir
Além deste terror da ansiedade,
Gerando no meu peito a claridade,
Quem dera se pudesse resistir,

Vagando pelo sonho mundos tais
Distante dos terríveis usuais
Seguindo tanto além do encanto fero.

Mas quando a voz humana se aproxima,
Mudando no momento paz e clima,
Afogo-me acordando e desespero.


2


Ao vê-la cavalgando rumo à paz
Que tanto procurara inutilmente
Vencendo o que pudesse num repente
Depois deste vazio, sou capaz

De crer no quanto mesmo satisfaz
Deveras pacifico minha mente
E sendo por demais tanto descrente
O verso se mostrasse mais mordaz

Não pude discernir luz o bastante
E vago nesta insânia de um instante
Mortificante luz ora inebria,

Cavalgas rumo ao quanto imaginara
Em solidez brumosa, porém clara
Versão do que já fora tão sombria.

3


Tardamos ao sentir o mar feroz
E tendo como praia a certidão
Da vastidão soberba em negação
Aonde poderia crer em foz?

Se tanto faz de sou ou não atroz
O peso se mostrando em solidão
O quadro vaga em nova direção
E ninguém ouviria a minha voz.

Amordaçado sonho dita o quanto
Gerara dentro em mim tal desencanto
Nublada esta manhã que tu me deste,

Cevando uma esperança em vil mortalha
A cada intento a lavra falha,
O quanto deste solo é tão agreste.

4

Junto às ondas severas deste mar,
Nas conchas e nas algas, luzes várias
Portanto quando tanto temerárias
Temesse a solidão num vão vagar.

Esgares da manhã em tom solar,
As sortes sempre foram procelárias
E o quanto das estâncias temporárias
Aonde poderia navegar?

As serpentes marinhas traduzindo
O quanto se fez treva em mar infindo
Vestígios do passado mais presentes,

Mas sei quanto é preciso ter nas mãos,
Olhares que julgasse outrora vãos
Mas tanto quanto podes tu pressentes.


5


Tardando sobre vagas ondas, mares
Pudesse discernir claras estâncias
Aonde por maiores as distâncias
Diversos os caminhos navegares,

Ao menos se tivessem mais luares
Talvez já não houvesse discrepâncias
Nem mesmo quando tantas as vacâncias
Dos sonhos em dispersos exaltares;

Acordo deste sonho, a voz altiva
Dizendo da penumbra esta água-viva
Que tanto percebera em claridade,

Nefasta sombra dita o meu presente
E quando a solidez maior ausente,
Apenas o terror do ser me invade.

6

Abrindo sobre as águas claros vãos
O vento ao invadir sonhos diversos
Traçando com terror os tantos versos
Mundanas vagas tomam velhos grãos

Gerando do final sombrios nãos
Aonde se pudessem universos,
E quando mais atrozes e dispersos
Mais fortes punitivas outras mãos.

Penteio crinas vastas do oceano
Quando cavalgo sonhos entre tantos
E sendo tão comuns os desencantos,

Reflui dentro de mim o mesmo engano
Gestado pelo canto da sereia
Que tanto amaldiçoa e me incendeia.


7

Sereias entoando doces cantos
Somente para tantas outras tais
E quando as sinto assim em magistrais
Delírios pelas ânsias dos encantos

Percebo que deveras noutros tantos
Momentos sem parâmetros iguais
Cavalgam sobre as ondas e imortais
Expressam fossem crinas alvos mantos.

Abrindo seus clarões expressam ventos
E tomam com ternura os pensamentos
Dos sonhos mais audazes, soberanas

Reinando sobre mares, seus segredos
Eternos e supremos tais enredos
Até que ouço no fim, vozes humanas.



8


Sou obtuso, idiota ou mesmo quase;
Envelhecido, andando com prudência
Aconselho, sugiro uma assistência,
Na derrocada, esta última e vã fase.

E quando a realidade se descase
Respeitoso, deveras com clemência
Ao mesmo tempo em tola penitência
Por mais que a fantasia já se atrase,

Meticulosamente, sou político
E quando se mostrasse em analítico
Desejo sobre as ondas mares tantos,

Aforismos diversos, iludido,
Percebo que deveras vou perdido,
Alheios aos mais sublimes dos encantos.

SIEMPRE EL AMOR

SIEMPRE EL AMOR

¡El amor!
Nunca pienses que todo ha terminado
Creo en ti, el tiempo pasará..

Dejar
Que toda esta tristeza desaparezca
Tenemos que soñar ! El amor es siempre ahora!

Ver;
Todo en esta vida, tiene dos caras ...
Es lo que necesita saber. No utilice su disfraz ...
Tienes que vivir toda tu fantasía
¿Si este amor nunca va a venir? Llegará un día ...

¡ Sueñe!
Esta soledad es momentánea.
La experiencia del amor pleno. En total, la poesía ...
Y siempre el amor ...

Ajuste
Todos nuestros sueños en la vida.
A continuación, ser feliz. Por lo tanto! Misión cumplida!
Y siempre el amor ...

Encantos

Encantos

Tantos rincones
En las esquinas
De la ciudad.
Cernido
Cada punto
Siempre encuentra
En realidad
Mi sueño
Yo propongo
Siempre ponga
Claridad.
No hay prisa
La vida es
Más rápido
Yo me río
En el humo
Una tristeza
Eso fue
No volver
Quiero
En cada verso
Universo
Para que te hagas.
Ven conmigo
Compañero
Lo de esta noche
No es nada
Sino
Volver ahora
Será triste
El amanecer.
Somos parte
A partir de un conjunto
Siempre juntos
El amor se hace,
No permita que
A distancia
Muestran que
Más atrevidos.
Vamos a tener
En cada beso
Nuevo Mundo
Barco gratis
Sin deriva
Orgullosos de Alma
Se buscan
Frente al mar tranquilo.
Estrella
Traté de
Velas abiertas
Navegó
Para encontrar
¿Dónde podría
en el muelle?
Sienta la brisa
me juego
me frotaba
Amar a los demás.
Sin miedo
El destierro
Temprano
Este es el secreto
De una vida
Hecho en paz...

DOBLE JUEGO

DOBLE JUEGO

Mentiras y Verdades
Doble juego
Amor y libertad.
Nuestra culpa.
Abrumado por la culpa
Minería culpa
Dime culpable
Dame la culpa
Y déjame ir.
Pesados, transformado
En peso absoluto.
El duelo y la mendicidad
Constancia de los sonidos
Se hace eco
Y bares.
Ninguna otra cosa se quedaría
A menos que esta certeza
Que la culpa
Es el corazón,
Perdida y sin sentido.
Presiona la esperanza.
Curtidos por el frío
Perdido En Mi inalámbrica
Está entrelazada con la suya.
Tenemos algo en común
El uno.
Miedo
La rima
Y al final,
Siempre vaga
Y sin sentido.
El sexo es bueno
Ambos fueron
Como se
¿Pero hay?
No sé si se muestran
Culpa
Tome su lupa
¡Y vamos a bailar!

MENTIRAS E VERDADES

Mentiras e verdades
Jogo duplo
Amor e liberdade.
Nossa culpa.
Vencido pela culpa
Minando culpa
Me diz culpa
Me dês culpa
E me deixe ir seguindo.
Pesado, transformado
Em peso absoluto.
Luto e mendicância
Constância de sons
Ecos
E botecos.
Nada mais me sobraria
A não ser esta certeza
De que a culpa
É do coração,
Vadio e sem sentido.
Premido de esperança.
Curtido de tanto frio
Meu fio perdido
Entrelaça-se com o teu.
Temos algo em comum
O um.
O medo
A rima
E o final,
Sempre vago
E sem nexo.
Sexo é bom
Tanto foi
Quanto será
Mas há?
Não sei se te mostro
A culpa
Pegue tua lupa
E vamos dançar!

TALKING ABOUT LOVE.

TALKING ABOUT LOVE.


Talking about love is easy, I'm not mistaken,
Tenderness done in flowers, moons, dreams...
Touching the heart to plan...
In happier days, laughing.
To speak of the immense love and a liar
In the farce that make up with skill,
My verse foolish and sticky
Shamelessly expound on the table...
My children, my house, this disease
I corrodes slowly consumes me.
To speak of love magic, convince
And kill the illusion, the thirst and hunger...
While I'm slowly dying,
Conjugate the verb to love again...

E POR FALAR EM AMOR...

Falar de amor é fácil, não me engano,
Ternura feita em flores, luas, sonhos...
Tocando o coração, fazendo plano...
De dias mais felizes e risonhos.

Falar do amor imenso e mentiroso,
Na farsa que maquio com destreza,
O meu soneto tolo e pegajoso,
Exponho sem pudores sobre a mesa...

Meus filhos, minha casa, esta doença
Que me corrói aos poucos, me consome.
Falar do amor que mágico, convença
E mate da ilusão, a sede e a fome...

Enquanto vou morrendo devagar,
Conjugo novamente o verbo amar...

TERRA DESTROÇADA

Escrevo na parede do meu quarto
O nome de quem tanto e não foi nada,
Aos poucos do lirismo já me aparto
O coração é terra destroçada.

Também se deste mote eu ando farto,
Melhor ficar calado. Escravizada,
Minha alma abortando cada parto
Aguarda outra ninhada malfadada.

Por vezes passageiro; outras piloto,
Quem dera toda noite ser um boto,
Mas durmo solitário: é grande a cama

Incendiando enfim, a caixa d’água
Não quero nem rancor, fujo da mágoa
A gente se acostuma e não reclama...

VOLÚPIAS ATORMENTAM

VOLÚPIAS ATORMENTAM


Nesses meus versos, tento te dizer,
Da boca que não beijo e tanto quero...
Celebro meu desejo, mordaz, fero.
Em tal fogueira, sonho, enfim, m’arder...

Porém, ao mesmo tempo, sem querer,
Por temer teu silêncio, nada espero.
Então me silencio. Nada gero
Somente esses meus versos posso ter...

Na mansidão volúpias atormentam,
Minhas angústias mudas, só aumentam...
Mas sou feliz fazendo esse poema...

Sonhar é doloroso, mas acalma,
A vida transtornada cede calma,
Embora a solidão seja meu tema...

SECUELAS DE UNO AMOR

SECUELAS DE UNO AMOR

Secuelas de uno amor que no se vea
Dejando cicatrices tan profundas,
Y así cuando en nostalgias ya me inundas,
En cuanto la palabra en paz no sea,

Distamos de una suerte más tranquilla
Y toda la promesa se ha olvidado,
Retenido en las tramas del pasado,
La dura tempestad alma palmilla

Lo que me resta ahora son ultrices
Palabras rudamente diseñadas
De la esperanza muertas las niñadas
Ya no más comprendiendo lo que dices.

Restara dentro en mí la sensación
Del rudo y sin valía corazón…

SINCERE PEACE

SINCERE PEACE

Long sought peace sincere,
That both need and makes me feel good,
Every day I face the cold beast,
Inevitably always comes.
After so many years, takes hold,
In the unending quest, behold, one
Bringing in your eyes, spring,
Showing that life is far beyond
This immense boredom, loneliness,
Causing a total revolution,
Taking in her hands, the compass rose.
Now at last meeting, the harbor,
In a dream so real and lasting
Ceasing the nightmares and cries...

A PAZ SINCERA

A PAZ SINCERA

Há tempos procurava a paz sincera,
Que tanto necessito e me faz bem,
Enfrento a cada dia a fria fera,
Que inevitavelmente sempre vem.

Depois de tantos anos, dura espera,
Na busca interminável, eis que alguém
Trazendo nos seus olhos, primavera,
Mostrando que viver é muito além

Deste fastio imenso, solidão,
Causando uma total revolução,
Tomando em suas mãos, rosa dos ventos.

Agora encontro enfim, o ancoradouro,
Num sonho tão real e duradouro,
Cessando os pesadelos e lamentos...

O MAR E A MULHER dueto de DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e Marcos Loures

O MAR E A MULHER dueto de DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e Marcos Loures

Nesse soneto há vários entretantos
mas a beleza ímpar permanece
na beleza da forma que enaltece
o vigor da palavra em seus encantos

Oportuno é apor alguns conquantos
à trama do poema em que se tece
entre o maré a mulher — esta merece —
paralelos diversos, não sei quantos

se o mar é envolvente, ela é também
se ela é profunda assim também é o mar
uma e outro são hábeis no abraçar

e transportar no abraço para o além
Caprichosos na arte da atração
o mar e a mulher volúveis são

Diógenes Pereira de Araújo

Nas ondas dos cabelos e do mar,
Segredos que pudesse perceber
Traçando este caminho, dor, prazer,
No tanto que se tente desenhar.

Numa inconstante vaga penetrar,
E ter ou mesmo apenas poder ser
O que deveras dita o bem querer,
Ainda quando o tento navegar,

Nesta diversa e imensa maravilha,
Onde em cenários tais, uma alma trilha,
Buscando saciar, insaciável.

Nas curvas deste corpo me perdendo,
As rotas entre tantas no estupendo
Cenário muito além do imaginável.

DESCALÇO SOBRE BRASAS

Não pude decifrar os teus quereres,
Alhures ou aqui, modos diversos,
Se eu faço alguns poemas, frágeis versos,
Não mudam o caminho de outros seres...

Pudera ser etéreo, sideral,
Apodrecer em vida, vermes santos,
Brincando com libidos, seus encantos,
Ou simples trovador num madrigal...

Mas na verdade, sigo qual bufão,
Falando dos amores que não creio,
E quando a fantasia pega o veio,
Tolo lirismo sai pelo ladrão.

Achando de bom tom voar sem asas,
Quisera andar descalço sobre brasas...

A CLEAR VISION

A CLEAR VISION

If I were clear and transparent
From someone that you wanted or what you want,
The party is serving in such cutlery
It would even be a feast, suddenly.
But when the dream appears to be falling,
And the verse does not reflect what you want
Even if you maybe you come in
The world while evading mind.
I did not find signs of life where
Think there is some purpose,
And every new step the other composite
Losing the nostalgia, the old tram
What was formerly done both and nothing came,
Otherwise love the fear and the vile fear...

UMA CLARA VISÃO

UMA CLARA VISÃO

Se eu fosse visão clara e transparente
De alguém que tu quisesses ou que queres,
A festa se servindo em tais talheres
Seria até um banquete, de repente.

Mas quando o sonho mostra-se cadente,
E o verso não traduz o que quiseres
Ainda no talvez se tu vieres
O mundo sonegando enquanto mente.

Não encontrei sinais de vida aonde
Pensara que existisse algum propósito,
E a cada novo passo outro compósito

Perdendo na saudade, o velho bonde
Que outrora se fez tanto e nada veio,
Senão do amor o medo e o vil receio...

Keyifli anlar?

Keyifli anlar?

Kendi etrafında dönme Yaşam
Her fırsatta bir sürpriz hazırlayın.
Şanslar her zaman daha uzak
Keyifli anlar? Yani misleading.I 'm parantezi umuduyla
Ve bir deli aşık ağız
Aralıksız beni ısırma ve kızdırmak
Bu çılgın ve hala raporları gerektirir.
Yürümek için oldukça ilginç
Kim verdi ve bir şey vardı
Sadece şiir beni durdurdu
Ama bir kaba ve bozuk bir ruh
Bile tadını bilmiyor musunuz,
beni içine sevgi çevirir, yorgun acı ...

MOMENTS OF PLEASURE?

MOMENTS OF PLEASURE?

Life in swirling
Prepare a surprise at every turn,
Luck was always more distant
Moments of pleasure? So misleading.
I'm hoping the braces
And the mouth of a distracted lover
Biting and tease me in incessant
Delirium and still requires reports.
Quite interesting to walk
Who gave it all and had nothing,
Only poetry stopped me
But a rough and broken soul
Do not know do not even enjoy,
Love translates into me, tired suffering...

MOMENTOS DE PRAZER?

A vida em movimentos rotatórios
Prepara uma surpresa a cada instante,
Da sorte sempre estive mais distante,
Momentos de prazer? Tão ilusórios.

Tenho na esperança os suspensórios
E a boca distraída de uma amante
Que morde e me provoca em incessante
Delírio e ainda exige relatórios.

Assaz interessante a caminhada
De quem se deu inteiro e nada teve,
Apenas a poesia me reteve

Porém uma alma tosca e destroçada
Não sabe nem sequer sentir prazer,
O amor traduz em mim, farto sofrer...

ENCUENTRA NADA

ENCUENTRA NADA

La noche retornando deja solo
Quien puede solamente así tener
La suerte más aguda del querer
Transita entre las tramas dese dolo,

Destino cruelmente se aposando
De quien hubiera ayer un rayo claro
Y cuando nuevas rotas hoy declaro
Los sueños se distando, viejo bando,

Presumo en realidad apocalipsis
Buscando sin poder noches serenas,
Atándome diversa e vil cadena,
Los días son de veras infelices,

Cualquiera luz falena extasiada,
Se encanta, más siquiera encuentra nada.

REJUVENESCER

REJUVENESCER

Descrevo o que minha alma transparece
Num átimo sou átomo ou gigante,
Fazer de cada verso reza e prece,
Não é uma atitude mais galante.

Fazendo no meu peito, um falso implante,
Ao novo ser vindouro se obedece,
Enquanto o velho morre, este farsante,
Um claro amanhecer, o jovem tece...

Já não suporto mais maturidade,
Sinônimo cruel do envelhecer,
Faltando pouco tempo pra morrer,

O que interessa agora, a atualidade.
Quem dera ser perene. Uma tolice...
O amor já não seria babaquice...
26/10
À dança interminável que tentasse
Vestir esta emoção em liberdade
Gerando num instante o quanto invade
Tramando o mais sincero desenlace

Ainda quando a vida se moldasse
Diversa da que eu tento em claridade
O verso noutro tom diz da vontade
De um dia sem temor e sem impasse.

Trazendo a noite intensa e constelada
A sorte nesta face desenhada
Presume o quanto a vida se mantém.

O canto tão monótono se espraia
E vejo bem mais perto mar e praia
E nisto se aproxima o farto bem.

2


Os versos sedutores, rara lira,
O tempo não transforma o quanto eu quis
E gera nesta instância o céu mais gris
Enquanto cada ponto em paz retira.

A luta sem certeza se interfira
E nisto tendo o sonho em tal matiz
Versando sobre o quanto se desdiz
O afeto noutro tom, rara mentira.

Espero tão somente a luz que acalma
Verdade iluminando agora esta alma
Cansada da batalha e enfim me entrego.

O preço a se pagar já não compensa
A sorte que pudera ser imensa
Traduz o meu caminho rude e cego.

3


Esplendores fantásticos sutis,
Os olhos no horizonte dizem tanto
Embora no final enfim me espanto
E bebo o quanto possa e sei já quis.

Não tendo a sorte enquanto peço em bis
O verso se aproxima e sem quebranto
O quanto poderia neste encanto
Versando um coração bem mais feliz.

Agenciando um tempo mesmo breve
Aonde esta esperança agora ceve
E sirva como fosse um ar sublime.

O preço a se pagar, já não consome
E o tanto quanto possa traz a fome
Do amor que vejo em paz e me redime.