sábado, 21 de janeiro de 2012

Loco

Loco

Inútilmente por las calles gritando,
Yo busco una noticia trastornado
Soledad domina y en esos abusos,
Lejana de mis brazos, continuas;
Y cuando en otras bocas tú flotas
La muerte sin amor y sin caricia,
Ya nada calma la vida e sigo en vano,
Difundo el sufrimiento y niego las lunas
Que tanto seducía en nuestro sueño,
Y cuando en el anhelo pasado, me puse;
Momentos que nunca olvidaré,
Me doy cuenta de que la vida era inútil
Y ser sin amor, sin esperanza, es tener
La luz del amanecer más sombría.

Mloures

Demented

Demented

In vain in the streets shouting
I seek a deranged notice
The aloneness giving in such abuse,
Away from my arms continuous
And when you float in other mouths
Death without affection and without caress,
The life without anything still calm
Spread suffering and negates moons
That both have seduced our dreams,
And when in the past, longing, I put
Moments that will never forget,
Perceive how life was frivolous
And since without love, as hopeless and useless
The light of dawn is bleak.

Mloures

Zé Pistola

Zé Pistola

Essa quem me contou foi o João Flávio, quando pescávamos há alguns anos e quando vou à praia me lembro desta história.
Em Ervália havia um cidadão cujo apelido era Zé Pistola, matador famoso na década de 30 e dono de uma mira invejável, pois bem, uma vez ele resolveu tirar umas férias e conhecer Copacabana, o que era um sonho antigo.
Quando chegou ao Rio, a primeira coisa que fez foi comprar uma bermuda adequada para a praia e como era conservador escolheu a maior que havia.
Mas mal saiu da água todo mundo ficou olhando assustado para a cena: uma, digamos, excentricidade mais avantajada do que a do famigerado “Homem Berinjela”.
Irritadiço, não teve dúvidas e foi logo dizendo.
- Uai cocês num contece isso não? Quando a gente entra na água fria o trem incolhi mermo sô.

Explicado o apelido...

Una suave brisa

Una suave brisa

Siento la brisa suave, en el viento en calma

Rozando mi piel, tu sonrisa

Desorden en mi pecho tranquilizar.

Y el toque de sus labios, y más precisa.

La vida viene sin previo aviso, trayendo

De todo lo que pasó, cada tormento,

Un nuevo amanecer en el que la división

Del final de su amargura y sufrimiento.

Conociendo el la cosecha prometida

En los brazos de esta noble jardinera,

El amor es la transformación de mi vida,

Que me permite mantener el corazón abierto,

Las emociones a regar mi huerto,

La sequía del pasado finalmente desierto.

Marcos Loures

Una suave brisa

Una suave brisa

Siento la brisa suave, en el viento en calma

Rozando mi piel, tu sonrisa

Desorden en mi pecho tranquilizar.

Y el toque de sus labios, y más precisa.

La vida viene sin previo aviso, trayendo

De todo lo que pasó, cada tormento,

Un nuevo amanecer en el que la división

Del final de su amargura y sufrimiento.

Conociendo el la cosecha prometida

En los brazos de esta noble jardinera,

El amor es la transformación de mi vida,

Que me permite mantener el corazón abierto,

Las emociones a regar mi huerto,

La sequía del pasado finalmente desierto.

Marcos Loures

La sequía del pasado

La sequía del pasado



La sequía del pasado, finalmente, yo la desierto

Y siento la lluvia suave y prometedora

Prepárese todo el suelo ya partir de ahora

Voy a contento por aquí.

Quién vino de una trayectoria tan incierta,

Ya sabes el valor de la redentora

Presencia de alguien que ama. La vida emerge

Haciendo que el corazón despierte mucho más.

Al observar la luminosidad fantástica,

La blandura de las manos en mi pecho,

El amor que así domina a todo el mundo

Que invade sin preguntas; benéfico.

La felicidad es un derecho completo

Trayendo la paz que, sinceramente yo quiero.

Marcos Loures

Une douce brise

Une douce brise

Je sens la douce brise, en un vent calme
Frôlant ma peau, votre sourire
désordre dans ma poitrine, calmant.
Et la touche de vos lèvres, et plus précis.
La vie vient sans avertissement apportant
Dans tous les que j'ai passéchacun tourment,
Une aube nouvelle dans laquelle division
La fin du l'amertume et la souffrance.
Connaissant la récolte promis
Dans les bras de ce jardinier noble,
L'amour est de transformer ma vie,
Il me permet de rester le coffre ouvert,
Les émotions dans mon jardin d'arrosage,
La sécheresse des passé définitivement désert.

Marcos Loures

On our chests

On our chests

Tracing on our chests, freedom,

Breaking the chains that tied them,

In the hands so long already showed

How is possible to have peace.

Leaving behind and without nostalgia

The days when the hours did not passed,

Does not left the cold early morning

Not even sunrise dawn. Anxiety ...

Now I perceive to be possible

The morning song of the birds

Making the heart seem almost invincible

Changing all the luck in a moment,

In the shadows of the so serene caresses

I sense the soft breeze, in calm wind.

Marcos Loures

AUSTERO

AUSTERO

Jargões que repetiste a vida inteira
Acreditando mesmo na mudança
E a vida noutro rumo já te lança
E nisto a sorte mostra a derradeira

Faceta do que possa mais faceira
A luta que se faça em aliança
Vencendo o quanto possa e sempre cansa
Enquanto uma esperança além se esgueira.

O templo se desenha em tal oráculo,
Procuro indefinido este vernáculo
Que tente traduzir o quanto quero,

Não mais que mero ocaso ou velho caos.
Subindo mesmo sendo vãos degraus,
O olhar que se desdenha segue austero.

MARCOS LOURES

Temporal.

Temporal.

Não mais imaginasse a vida assim
Sentida como fosse o fim de tudo
E sei que na verdade se me iludo
Vagando sem limites vou ao fim,

E quando se anuncia em tal jardim
O tempo aonde possa e me amiúdo
O peso noutro tanto sei, contudo,
E mostra esta incerteza dentro em mim.

O preço que se paga, mesmo justo,
Balança o quanto resta e sei do custo
Que possa subverter algum futuro,

Escassamente vejo o fim do jogo,
E quando na verdade a cada rogo,
Maior o temporal e a paz; procuro.


Marcos Loures

Rústica

Rústica

Ainda quando a vida se fez rústica
A sorte mais atroz não calaria
O quanto se tentara em alegria
Embora distorcendo a vaga acústica,

O preço a se pagar a cada instante
Espoliado em lutas o que resta,
A fonte mais audaz, mesmo funesta,
Ao menos novo dia em luz garante,

Na desejada face mesmo estúpida
Espero o que viria e não soubesse
A senda mais suave, vaga messe,
E a luta sem sentido, tosca e cúpida,

Meu mundo não pousasse sem ter paz
E o quanto se mostrara queda atrás.

Marcos Loures
21/01


Trazendo uma promessa feita em mar,
Que possa nos trazer em sol e areia
Ou mesmo esta beleza em lua cheia
Propícia para o bem de tanto amar.

Quisera noutro instante navegar
E ter esta emoção que me incendeia
Galgando toda a sorte que rodeia
Quem sempre procura onde aportar

Depois do manso cais, a vida seda
E traz a provisão que impede a queda
Cerzindo este futuro que pressinto.

Meu verso sem sentido ou mesmo rude
Expressa todo o sonho que me ilude
E nele este momento em raro instinto.

Outro cenário

Outro cenário

Jamais imaginasse outro cenário
Não fosse a própria vida um erro imenso
E quando no futuro tanto penso
O vento se moldando em senso vário,

Presumo o quanto resta e qual corsário
No saque da emoção me recompenso,
E mesmo quando o tempo se faz denso,
Mantenho sem temor o itinerário.

Ocasionando a queda quando possa
Traçar esta expressão que dita a troça
E faz do meu tormento, o dia a dia,

Não quero acreditar em nova senda
Ainda quando o nada se desvenda
O mundo noutro tom se perderia...

Marcos Loures

ILUSÃO

ILUSÃO

Crescendo mansamente esta ilusão
Que possa destruir qualquer anseio,
O tanto que pudera e nunca veio
Expressa a mais diversa dimensão,

O mundo se anuncia e desde então
O quanto poderia em tal recreio
Gerasse o que se mostra em devaneio
Marcando com terror o mesmo não,

O preço se condiz não mais reflete
O verso que pudera; o canivete,
A sorte transformando a morte em meta,

O porte deste insano sonhador,
Enquanto na verdade dita amor
No vasto caminhar não se completa.

Marcos Loures

Soturno

Soturno

Qual fosse a mais ingrata realidade
O vento que destroça cada casa
Enquanto a solidão já não me apraza
O verso se comove e desagrade,

O marco mais suave em qualidade,
Louvando o quanto pude e a senda atrasa
Marcando o meu anseio em fúria e brasa,
Algema renegando a liberdade.

O preço a se pagar jamais pressente
O quanto na verdade em tal corrente
Anunciasse o fim de mais um turno,

O pântano por onde encontro o fim
Do todo que marcasse dentro em mim
Deste cenário rude e mais soturno...

Marcos Loures

Abismo

Abismo

Mergulho neste abismo dito amor
E sei do quanto possa sem sentido
Vagando pelo espaço dividido
Moldando o quanto resta e como for,

A morte se aproxima e sem rancor
O vento noutro tom vai desvalido,
E o sonho mais audaz se permitido
Pudesse ser quem sabe um beija-flor

Não quero e nem pudesse ser assim
A morte pouco a pouco em meu jardim
E o verso sem proveito em vão detalhe,

O prazo determina o quanto pude
Vencer o mais cruel em atitude
Embora a própria vida nos retalhe.

Marcos Loures

Lamento

Lamento

Amor velho farsante que engambela
Quem tanto se fez tonto ou mesmo rude,
E nisso com certeza a juventude
Espelha a sorte amarga, e jamais bela,

O quanto do meu sonho em vão se atrela
E marca com terror cada atitude
Vagando sem segredos, tanto ilude,
E o peso a cada passo se revela,

Nas tétricas manhãs, lutas em vão,
Deixando sem sentido o coração
Que possa transformar cada momento,

Depois de nada mais do que se faça
A vida se perdendo em vã fumaça
Apenas o final disto, eu lamento...

Marcos Loures

BIJUTERIA

BIJUTERIA

Já não suporto mais tanta mentira,
A falsa imagem dita o diamante
Bijuteria feita em ledo instante
Que ao fogo sem sentido algum me atira,

No tanto que pudera e até prefira
A vida noutro fato se adiante
Marcando o que viera em repugnante
Cenário que deveras interfira,

O prazo ultrapassado, o não sem fim,
A fúria explicitando o que é por mim,
Jamais me tornarias mais feliz,

O sonho destroçado envolto em trevas
E aquém do quanto possa, tu me levas,
Fazendo de minha alma o que bem quis.

Marcos Loures

As Pedras do Passado.

As Pedras do Passado.


Jogado sobre as pedras do passado
Meu tempo noutro instante se sonega
A vida se demonstra nua e cega
E o tempo noutro rumo, desolado,

O preço a se pagar será cobrado,
A luta noutro ocaso não se nega
E o passo quando muito não se apega
E deita sem sentido o mesmo brado.

Restituindo ao nada o quanto sou,
O muro em proteção já desabou
E desalentos tomam meu caminho.

Pudera ser talvez mais forte ainda,
Ou mesmo desejar o que ora finda,
Porém do turvo ocaso eu me avizinho.

Marcos Loures

Outra verdade

Outra verdade

Já não comportaria outra verdade
O quanto se fez lábil noutro instante
E o vento que destroça, ora abundante,
Traduz o quanto tento e se degrade,

Arcando com total disparidade
O medo noutro fato se garante
Enfados entre dias; no entediante
Caminho que reduza a liberdade.

Aproximando aos poucos, sorrateiro,
Por entre mil anseios se eu me esgueiro
A vida atocaiada dita o bote,

E sendo sempre assim, noutro momento,
A luta se define enquanto tento
Traçar o quanto pude e nem se note...

Marcos Loures

O fogo das paixões...

O fogo das paixões...


O fogo das paixões, mera tolice,
O vento diluindo o quanto em frágua
Expressa a solidão, vida deságua,
E nisto o próprio fato a contradisse,

Ou mesmo que decerto ainda visse
O meu olhar cansado em plena mágoa,
O tempo se destroça em fogo e em água,
Matando o quanto fora e não previsse.

Ocasionando a queda costumeira
De quem se tanto fez e nada queira
Além do que pudera em tal destino,

O mundo que desenho é meramente
O quanto se desnuda em rude mente
E traça o meu completo desatino...

Marcos Loures

Aonde e quando

Aonde e quando

Não mais me perguntasse aonde e quando
Ou mesmo como a vida se desenha.
A luta se anuncia mais ferrenha
E o solo noutro instante desabando,

O verso se anuncia em contrabando
E o passo mesmo rude sempre tenha
O vento que deveras o provenha
Do quanto se permite rude ou brando,

Presenciado o fim dos meus anseios,
Os olhos são vazios devaneios
E as sombras do passado; ainda as vejo.

Prenunciando o fim sem mais delongas
O quanto se pudesse em vão alongas
Negando o quanto quero em teu desejo.

Marcos Loures

A própria vida.

A própria vida.

Porquanto a própria vida nos pareça
Diversa da que tanto procuramos,
Não quero em meu anseio escravos e amos
Tampouco na bandeja outra cabeça,

O quanto se perdura e não se esqueça
Ou tanto que pudera e mesmo ousamos,
No fim deste cenário vislumbramos
O que pudera ser e não mereça,

Eu peço apenas paz e nada além
O sonho mais audaz que me convém
Explicitasse amor sem mais limites,

E o tempo desenhando outro celeiro
Aonde pude ser mais verdadeiro
Ainda que decerto o delimites.

Marcos Loures

MOMENTOS

MOMENTOS

Bastando algum momento de alegria
A quem aquém de tudo não soubera
Apascentar quem sabe esta quimera
E nada mais deveras poderia,

A fera numa espreita em agonia
O quanto pouco a pouco degenera,
E nega o renascer da primavera,
Deixando a sensação dura e sombria,

Invernos que minha alma cultivasse
Mostrando da esperança a rude face
Audaciosamente minto e tento

Vencido caminheiro do passado
O vento noutro tempo desenhado
E o sonho desabando o sentimento...

Marcos Loures

Solidão

Solidão

Chegando a cada instante sem saber
O quanto me cabia no final,
A sorte se mostrara sempre igual
E nela não coubera algum prazer,

O tanto que pudera perceber
O prato dita a fera e tal sinal
Expressa o meu caminho mais venal,
Acentuando o quanto deva ser.

Arcasse com enganos e talvez
Mudasse a sincronia do que vês
Vagando entre as estrelas, mais além.

O constelar segredo diz do quanto,
O mundo noutro fato não garanto
E sei que a solidão deveras vem...

Marcos Loures

Outro caminho

Outro caminho

Por vezes imagino outro caminho
Que possa me trazer algum alento
E mesmo quando fútil pensamento,
Nas tramas mais diversas eu me alinho,

Porém meu sentimento passarinho
Esboça a solidão e em pleno vento,
O quanto imaginasse eu mesmo tento
E bebo em tua boca o raro vinho.

Ocasionando a queda de quem brando
Mostrasse o seu caminho desabando
E vendo o ledo bando sem sentido,

O preço a se pagar não mais comporta
E a vida atravessando a velha porta
Traduz o quanto sei, porém olvido...

Marcos Loures

Mormaço

Mormaço

Opacificas tanto quanto queres
Os sonhos que pensei em azulejo,
E o tanto noutro fato ora prevejo
Banquete desprovido de talheres,

Singrando sem saber o quanto feres
Ou mesmo noutro tom que ora revejo
Palavra mais audaz quando eu almejo
Tramasse a solidão se tu preferes.

Não mais que meros tons, rude matiz,
E o tanto que deveras nunca quis
Arcasse com meus erros, nada além,

E sinto em discrepância cada passo,
E quando na verdade este mormaço
Traduz o quanto amor quer e contém...

Marcos Loures

Ecletismo

Ecletismo

Pudesse ser eclético e talvez
O mundo não seria de tal jeito
O tanto que buscasse e não aceito
Ousando na total insensatez,

O vento na verdade já desfez
O quanto poderia e sem tal pleito
Ao menos no vazio me deleito
E bebo da total estupidez,

Vestindo as mesmas rotas vestimentas
Os dias entre medos mal sustentas
E sabes do que possa relegar

O tanto no vazio que ofereces
E sei que sendo inúteis minhas preces
O tempo noutro tempo naufragar...

Marcos Loures

OCASO

OCASO

Não mais adiantasse ser assim
Refugiando sempre em mesmo ocaso,
A vida se mostrando em mero atraso
E o tempo destroçando o que há em mim,

Apenas desolado este jardim,
E quando na verdade sei que aprazo
O verso mais sentido em mero acaso,
Encontro o quanto busco, e sei do fim.

Não mais que meramente a mente doma
E tanto quanto fosse noutro coma
Um torporoso insano desatino,

O vértice dos sonhos nega o fato,
Mas quando me percebo ora constato
O quanto desejei e não domino.

Marcos Loures

TEMPESTADES.

TEMPESTADES.

Navego entre diversas tempestades
E sei o quanto o porto é necessário
Embora tantas vezes temerário
O tempo em desencanto ora degrades.

E perco meu caminho envolto em grades
Ou tento novamente outro cenário
Que possa transformar o itinerário
Enquanto pouco a pouco desagrades,

Ocasos entre caos e casos, farsas,
Enquanto na verdade mal disfarças
As tramas entremeiam teias teço.

E o vento transformando em verso e luto,
Apenas quando possa mal reluto
E sei do quanto queira e sigo avesso.

Marcos Loures

VERSO E LUZ

VERSO E LUZ

O quanto nos unisse em verso e luz
Pousando no que possa liberdade
Vagando sobre o quanto em paz invade
E o fato em realidade nos conduz,

Vestindo cada sonho onde reluz
A vida sem temer a claridade
E nisto resumir a humanidade,
Num tempo já sem medo, corte e cruz,

Hospitaleira Terra, quanto possa
Viver esta expressão que sendo nossa
Moldasse outro futuro mais suave,

Ausentes os tormentos da injustiça,
A redenção qual sol imenso viça
E nada mais deveras nos entrave...

MARCOS LOURES

O QUANTO HOUVERA

O QUANTO HOUVERA

Mal posso compreender o quanto houvera
Do sonho mais audaz que me permita
A senda que julgasse mais bonita
Agora noutra face mostra a fera,

O medo se aproxima e em tal quimera
A vida noutro engodo se repita,
E nada do que vejo ora reflita
O quanto se perdera em vaga esfera,

A solidão diz quanto inda persisto,
E mesmo até talvez, seja por isto,
Que tanto se quisera e nada resta,

Somente o meu olhar enfastiado
Olhando de soslaio o meu passado,
Imagem traiçoeira e até funesta.

Marcos Loures

CAQUEXIA

CAQUEXIA

O corpo macilento da esperança
Esquálida figura que caquética
Eclode na intenção vaga ou eclética
Enquanto sem sentido tenta e avança.

Pudesse ser talvez esta lembrança
O quanto se resume em vã poética
Nem mesmo se fizera mais profética
E ao nada que virá sei que me lança.

Esgoto minha força a cada engodo,
E sei do quanto possa em pleno lodo
Deixar exausta a sorte que me sangra,

Tentasse uma esperança, feito uma angra,
Navego sem saber sequer se há cais,
E o mundo noutro tom, tu demonstrais...

Marcos Loures

ALGUMA SOMBRA

ALGUMA SOMBRA


Não mais que alguma sombra me acompanha
Durante os tantos dias que busquei
A sorte que pudesse ser a lei
Além do que se perde em vã campanha,

A luta se desdenha em vil montanha
E o passo desenhando a rude grei
Aonde, no final, nada esperei,
Somente o quanto pude em leda entranha,

Agonizando passo pelos erros
Deixando tão somente meus desterros
Enterros do que pude perceber

Num dia mais volúvel, tão volátil,
O sonho se mostrando mais contrátil,
E o canto renegando o amanhecer.

Marcos Loures

PEDAÇOS

PEDAÇOS

Jamais imaginasse novo dia
Enquanto a sorte fosse de tal forma
O mundo que procura e se deforma
Ousando acreditar nesta heresia.

Presumo tão somente esta agonia
E o vento noutro rumo me transforma
Vagando sem saber de qualquer norma
Marcando com furor o dia a dia,

Meu canto se perdendo nas tormentas
E sei do quanto possa e se fomentas
As velhas emoções, já degradadas,

Organizando o passo rumo ao fim,
Coleto cada escória de onde eu vim
Deixando meus pedaços nas estradas...

MARCOS LOURES

O QUE HÁ EM MIM

O QUE HÁ EM MIM

Jamais imaginasse qualquer sorte
Diversa da que trago no meu peito
E quando o sonho dita o que ora aceito,
Apenas o vazio me conforte,

Não quero nem permito o que se aporte
Ousando perceber o velho leito
Alçando o mesmo sonho já desfeito
E nisso a solidão expressa a morte,

Vagasse entre as estrelas pelo menos
Vivendo dias calmos, mais amenos,
E tendo no futuro o meu olhar,

A vida não pudera ser assim
E o quanto representa o que há em mim
Deveras ninguém possa divisar.

Marcos Loures

SEM SENTIDO...

SEM SENTIDO...


Já nada mais pudesse contra quem
Lutasse em desvario, desalento,
E quando mais audaz, deveras tento,
O vento com mais fúria, sempre vem,

E sinto o quanto possa em teu desdém
Viver onde bem cabe este tormento,
Vagando sem saber se o pensamento
No fundo desta estrada me convém,

O fim se aproximando, vou a esmo,
E o todo se mostrando ora ensimesmo
E sigo sem falar, nego a esperança,

Meu verso sem razão e sem motivo,
Ainda quando muito eu sobrevivo
E o passo sem sentido então avança...

Marcos Loures

ACREDITAR?

ACREDITAR?

Já não me bastaria acreditar
Nos mesmos desafetos e rancores
A vida se desnuda e aonde fores
Talvez possa deveras me notar,

A vasta sensação de terra e mar,
Os olhos entre espinhos morrem flores,
E negam quanto possam os albores
Deixando tudo em vão, a divagar.

Arcando com meus erros costumeiros,
Fazendo dos meus versos os canteiros
Que possam compensar a longa espera,

Debruço-me deveras sobre o fato
E assim no dia a dia eu mal constato
O quanto inda pudesse em primavera.

Marcos Loures

Presença

Presença

Trazendo esta presença de quem tanto
Buscara algum alívio após a queda,
A vida noutro rumo se envereda
E bebo desde já seu desencanto,

E mesmo que pudesse e se me espanto
Ousando perceber que esta moeda
Há tanto noutro tempo tudo veda
Riscando do meu sonho cada canto.

Cursando contra as mágoas e temores
Seguindo sem saber por onde fores
Em cores tão grisalhas, sigo a vida,

Labiríntica fúria se desnuda
E a sorte que negasse alguma ajuda
Impede de soslaio uma saída...


Marcos Loures

Presas

Presas

O verso que pudesse transmitir
O quanto ainda me resta ou mesmo pude
Viver sem mais delongas, a atitude,
De um tempo tão diverso sem porvir.

O rastro que permita perseguir
O todo quando leva em passo rude,
Marcando desde sempre a juventude,
Ousando perceber o que sentir.

Não quero outro caminho, nem tampouco,
A vida se resume neste pouco
Que o corte se aproxima sem defesas,

As horas vão passando e nada faço,
Somente rememoro o meu cansaço
E os olhos entre fúrias ditam presas...

Marcos Loures

Cada Momento

Cada Momento

Pudesse desbravar cada momento
Aonde se fizera a vida em vão,
Buscando desde sempre a direção
Que, tolo, vez em quando eu alimento,

E sem saber sequer discernimento
Do que pudesse ter sem ilusão,
Vagando desde o céu chegando ao chão,
Traçando com meu mundo o rompimento,

Já não me caberia perceber
O todo transformado no querer
Vacante sensação que assim se aflora,

O verso mais audaz, já não cabia,
O mundo se perdendo e a poesia,
Há muito, do meu peito, foi embora...

Marcos Loures

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

20/1

Qual rio que se dá em estuários
Diversos; emoções nos traduzissem
E mesmo quando os sonhos impedissem
Os dias não seriam solitários

Encontro com certeza os temerários
Caminhos que talvez nos conduzissem
Aos tantos erros fartos que não vissem
Sequer os passos rudes, duros, vários.

Apresentando a queda após o todo,
Vagando sobre o limo, sobre o lodo,
Apressando o meu passo sem futuro,

O canto consonante, a vida frágil
Enquanto o pensamento bem mais ágil
Estabelece o tanto que procuro.

MEU DIAMANTE

MEU DIAMANTE

Um diamante raro, um sonho intenso,
E o gosto da saudade me matando,
O tempo se perdera desde quando
Olhando para o nada em ti eu penso,

E a cada novo instante me convenço
Do amor que pouco a pouco me tomando,
Expressa a imensidão de um vento brando,
E faz do coração loquaz e imenso.

Se em meio aos vãos cristais eu te encontrei,
O amor que me domina se fez lei,
E o passo se mudara e me garante

O quanto ser feliz. Ah quem me dera,
Se ainda no vigor da primavera,
Pudesse lapidar tal diamante...

MARCOS LOURES

MUTANTES

MUTANTES


“Eu estava louca de paixão por esse homem e, no entanto, agora o detesto: como os homens mudam!”
(Henry Becque)

Amei-te com certeza e muito mais
Do que podia amar. Foi o meu erro...
Pensei que amar assim nunca é demais.
Cravei meu coração num triste aterro!

Tu foste logo embora. Fiquei só.
É bruxa o que restou de uma rainha.
De tudo o que sonhei nem restou pó,
A rua que eu pensei, nunca foi minha...

Ladrilho de esperança? Já gastei...
O bosque solidão foi minha herança.
Quem quis desta donzela virar rei,
Morreu sem conhecer sequer a dança...

Mudaste meu amor, ou mudei eu?
Só sei que hoje te odeio. Amor morreu!

Marcos Loures

AMEI....

AMEI....

Estou pergaminhado, tanta ruga...
O mar que naveguei virou um rio...
A casa que vendi ninguém aluga.
O cobertor usado traz o frio.
Vencido por outonos, já me inverno.
A lágrima rolava? Já secou.
As traças devoraram velho terno,
O barco dos meus sonhos naufragou!
Não ouço mais teus cantos, estou surdo.
As luzes que trouxeste? Vago cego.
Nas guerras que inda enfrento, morro curdo.
Amor que me trouxeste, já renego.
Meu mundo
Num segundo
Vira mundo
Vagabundo...
Afundo o travesseiro
Travessas e viseiras
Trastes velharias
Se gostas de velórios
Passas satisfeita.
Não falo de despeito
Nem medo e tentação
Ação que não se tenta,
Morre sem perdão.
Perdendo já me perco
Perdido me perdi.
Achei um firmamento.
Momento que me firmo.
Afirmo que sou vão,
Verão já nem conheço
Remessa vou avesso,
Me deste o meu norte.
A morte que rodeia
Na veia inoculada.
Na beira da calçada.
A banda já passou!

MARC0S LOURES

O VERDADEIRO AMOR

O VERDADEIRO AMOR

Amor não se cria nem se cobra, se dá
Simplesmente é doação.
Doação absoluta sem querer recompensa,
Amar quem nos ama é obrigação
Obrigar a ação de quem não nos ama
É estupidez, absoluta estupidez;
Se amor cobra pedágio
Ou então reflexo
Não é amor, é egoísmo.
Olho por olho e amor por amor é a mesmíssima coisa
Sem hipocrisia de machado e sândalo
Cavalo dá coice? Tô fora!
Agora não espero perfume
Nem corte
Apenas sorte
Boa ou má. Que se dane!
Amar é conhecer
Ou melhor conheço para amar
E nunca para desamar,
Se não valer a pena, esqueço
Mas sempre vale a pena
Mesmo que apenas uma pena
Vale a pena.
Sem vale quanto pesa
Vale o que se preza
E sempre se preza
Prezada amada
A pressa inimiga
O tempo prossegue
E nada se consegue
Se não for por amor.
Mesmo que não vente
O vento que ventei
Valeu a pena
Esvaziei a alma.
Ela está tão carregada de amor
Que se eu não soltar
Ela me esmaga
O peso do amor é enorme
Por isso não acumule, distribua!

MARCOS LOURES

Simples discurso?

Simples discurso?

Espelhos mostram rugas, e não mentem,
Na pura realidade em que vivemos
As dores e os prazeres que se sentem
Servem-nos, na verdade como remos.
Os medos e os fantasmas se pressentem,
E saiba que, decerto sempre os temos.
A vida vai seguindo o próprio curso,
Mas não faças do amor, simples discurso...

Marcos Loures

Não temas o amor

Não temas o amor


Ame
Que a dor é tão moça
Que amor é tão triste
Que a vida é ilusória
Que o tempo é promessa
De um dia feliz
Mas jamais , não se esqueça do canto.
Que tramando as verdades, sonhando,
Nos trará outros dias de encanto...
E somente vivendo e amando
Nós seremos, quem sabe, felizes...

Ame
Que amor é tão moço
Que a dor é tão triste
Que o tempo é ilusório
Que a vida é promessa
De um dia feliz
Mas tramando as verdades, no canto,
E jamais nao se esqueça sonhando,
E trará outros dias de encanto
Nos, somente, vivendo e amando
Nós seremos, quem sabe, felizes...

Ame
que o tempo é tão moço
que a vida é tão triste
que a dor é ilusória
que amor é promessa
de um tempo feliz...
nos trará, nao se esqueça do canto
e somente as verdades sonhando
mas tramando outros dias de encanto
nos, somente, se esqueça sonhando...
nós seremos, quem sabe, felizes...

ame
que a vida é tão moça
que o tempo é tão triste
que amor é ilusório
que a dor é promessa
de um tempo feliz.


Marcos Loures

AME!

AME!

Cultive em teu jardim as belas rosas
Embora tantas vezes seus espinhos
Já possam te ferir. Maravilhosas
Perfumam teu canteiro e teus caminhos,
Divinas mas tão frágeis, belicosas.
O amor também perfuma com carinhos,
Ferindo apaixonado jardineiro,
Seduz com delicado e doce cheiro...

Marcos Loures

Sin miedo

Sin miedo

Vivir para vivir sin secretos,
Por supuesto, libres, sin cadenas.
La vida pasa sin temores
No mundos o momentos infelices
No tenga deseos necios ni vacíos,
No tenga una pasión que sea ingrata
Siempre deje que tus sentidos hablan,
La vida se vuelve tan sensible.
Hacer de tu meta la canción libre,
Del amor sin cobranzas, la libertad,
La vida sería tan completa,
En el amor sin cualquier ansiedad.
Tomando cada día, un nuevo sol,
Sin temor a lo que viene después.

Marcos Loures

Verdadera amiga

Verdadera amiga


En la oscuridad de esta vida que se carga,
Dolor en el pecho, sin disfraz alguno.
Tanto como la maldición, no se olvide:
El amor que ofrece otra cara.
La vida te promete un mil delicias
Y dolores tan terrible que destruyen
No temas la soledad o la enfermedad
Tienes alas escondidas, por lo vuelan...
Observe que ese amor es importante
El amor a ti, no dejes que esto vaya.
Si quieres ser feliz en la vida
Observe que es siempre en el amor.
Eres fuerte, eres hermosa. Aprender esta fuerza
Lo que siempre traen esperanza;
Ahora, mi amiga, paciencia,
Quién sabe, la persecución, rápidamente llega.
Y dejar que este sentimiento te lleve
Las manos del amor son sabias y sensibles.
Tu alma transparente brilla
En el fulgor, ¡el nuevo día!

Marcos Loures

Real friend

Real friend


In the darkness of this life that you carry,
Painful chest, without camouflage.
As much as curse, do not forget:
Love offering another face.
The life promises you one thousand pleasures
And so terrible pain that offend.
Do not fear the loneliness or diseases
Do you have wings hidden, so you fly...?
Perceive how much love it is important
Love to you, do not let this go.
If you want to be happier in the life
Note that it is always in love.
You're strong, you are beautiful. Learn of this force
What you always will bring hope;
Now, my friend, patience,
Who knows, chase, and quickly reaches.
And let one love go thee drive,
The hands of love are wise and tender.
Your soul that transparent shines
In the glare, a new day!


Marcos Loures

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Moments

Moments

Speaking of those moments
when I was happy or at least be thought
is like reliving a big lie
lost among so many and various delusions.
In the earlier clear horizons,
little by little the clouds
take over and misty evening announces
the starless night, moonless.
Life is like that,
inevitably brings suffering after so many hopes passengers
invaded by smiles and moments
where we feel we are unbeatable.
Daily work, the word which receives
and of the feelings that grow,
flower born painful loneliness
that inevitably will be taken on an empty bed
and heart full of nostalgia...

Marcos Loures

Las lágrimas

Las lágrimas

La sal llega en llanto en el rostro
Aquel que se convirtió apasionado
El corazón por lo tanto piel expuesta al,
Un sueño lamentablemente abandonado.
Lejos de alguien, pierdo el sabor,
Planeta errático, salvaje,
Un remanente de la ilusión ha derribado,
Dejado en alguna parte del pasado...
Me gustaría llegar a las emociones todavía
Aquella a quien yo amaba en vano,
El mundo cambiaría de repente
La medida de lo dolor antiguo todavía continúa,
Había echado el ojo a un suave resplandor,
Finalmente traer la paz a esto vagabundo...

Marcos Loures

A HISTÓRIA É UM CARRO ALEGRE?

A HISTÓRIA É UM CARRO ALEGRE?

Prelúdios, trinos, cânticos de glória
Exército em luzes reluzentes
Excêntricos caminhos renitentes
Herética expressão, tão merencória

Exímio sonhador, medo e vitória
As ânsias destes antros prepotentes
Por mais que contra a força ainda tentes
Nas mãos dos poderosos ruma a história

Verdade se escondendo atrás do pano
Cenário tosco mostra o desengano
Por onde se traduz da humanidade

O passo que se dá em tosco e escuro
Delírio pelo qual eu me emolduro,
E tranco a realidade que degrade...

MARCOS LOURES

Ciúmes

Ciúmes

Meu amor nos caminhos que tu fores,
Não esqueças jamais de nossas luas.
Das catedrais que fomos, velhas cores;
Das madrugadas bêbadas, nas ruas...

Os castiçais que sempre se acenderam
Nas velas que iluminam nossas noites
Penumbras que jamais nos esqueceram,
As cordas que latejam, vis açoites!

Da sorte que nos nega a fantasia,
Dos cortes que teimamos produzir,
Do parto que fingira essa alegria,
Dos olhos que mentiste sem luzir.

Os pútridos carinhos que me deste.
Nas pétalas murchadas desencanto.
O beijo tão satânico e agreste,
As lágrimas fingidas de teu pranto!

Não deixe que medonhas tempestades
Te levem o que resta deste cais.
Os parvos cantos lúbricas saudades,
As farpas que me deste, Satanás!

Não quero mais profanas juventudes.
Nem bacantes vorazes que me esfreguem.
Negar as tuas podres atitudes
Fugir de tuas mãos antes que peguem...

Não saio deste mar nem que me rogues,
Pretendo tais marés que sempre matam...
Nas ondas que produzem que te afogues,
De teus ciúmes loucos já se fartam!

Pélagos abissais e calabares
Jamais iriam ter tal paciência
Nem santos que profanas nos altares
Nem deuses pediriam por clemência!

Expulsas venenosa companheira,
A sorte que jamais, karma, deixaste.
A dor que me legaste, verdadeira.
Os meus destinos, víbora, mataste...

Não me restam sequer palavras mansas.
A mansidão sugaste num tormento.
Fugir para bem longe de tais lanças
Que rogas contra mim, cada momento!

A vida me negou a doce espera,
O tempo foi cruel, nem pestaneja.
Carpindo minhas dores morro fera,
Nos cânticos de paz, minha peleja!

Rugidos dos felinos assassinos,
Nos uivos de tais lobos na floresta,
Ouvindo na distância, dobram sinos,
A parte purulenta é que me resta!

Das pústulas que herdei, postulo paz,
Nas crápulas manhãs que me restaram.
Um canto certamente se desfaz,
As páginas felizes se acabaram!

Não posso prosseguir a tal viagem...
Não tenho forças perco leme e rumo.
A praga que rogaste minha imagem.
Não tenho nem sequer, eu me acostumo...

Vencido pelas mágoas, vou cansado.
Nem sei se tenho vida ou me desfaço.
As urzes me deixaram seu recado,
A morte vencerá pelo cansaço!

Rapéis nessas montanhas, sofrimento...
Eu mergulho em total insensatez.
A cada passo novo ferimento,
Jamais posso lembrar nem terei vez...

Plutão já me esperando, me traz sorte.
A boca que entreabro já não canta.
O ponto de partida, rumo norte,
Boneca embalsamada não me encanta!

Vestal fingiste, lúbrica te vi...
Nas transparências, tuas belas formas...
O que não conseguiste trago aqui,
Em porcelanas falsas, já transformas!

Tantas moscas bicheiras na tua alma,
Os bernes que me deixas, vil herança!
Nem o diazepínico me acalma.
Nem mesmo a mansidão da contra dança...

Se tento os barbitúricos, me canso.
Dilapidado fico sem caminho...
O que seria sonho nem alcanço
Mergulho enfim num pântano marinho...

Nas profundezas deste pesadelo,
Encontro com serpentes abismais...
Sorrindo, já me mostram como um selo,
A tua garatuja: Satanás!

MARCOS LOURES

Cena de sangue num bar...

Cena de sangue num bar...


Aquela tarde foi decisiva. Esperara o telefonema de Neuza durante a semana toda, e nada...

Nada de Neuza, nada do amor tantas vezes jurado e sonhado. Chegara a querer Neuza mais que a própria vida.

Vida, que vida? Amores são coisas passageiras, fazem passar o tempo, assim como o tempo faz a gente esquecer.

Esquecer como? As noites, tantas noites, a embriaguez de Neuza, o copo de cerveja esvaziado a cada instante, a vida passada nos braços e nos desesperados pesadelos.

“O amor, quando é demais, ao findar leva a paz”, mas não é somente isso, levou a vida.

O tempo congelado, a vida congelada, o emprego se danara, a esperança também.

Restara somente um sabor, o jiló da vida dera o amargo mote para uma existência sem sentido, sem paz, sem futuro.

Apenas uma coisa restara, a vingança.

Vingaria, de qualquer forma, custasse o que custasse.

A magia da esperança se tornara no desencanto da perda, da pedra incrustada no peito, na alma, no que restasse...

Ao descobrir, tempos depois, que Neuza estava namorando um velho amigo, tudo desabou de vez.

Logo ele, a quem tanto dera apoio, nos momentos mais difíceis, amigo do peito, amigo... O peito, a faca, a vida rodando, girando como se fosse uma roda gigante, no parque sem graça da infância recordada, na destruição do que antes construído com muita dedicação e luta.

A rosa vermelha, a boca vermelha, os bares, o Campari, sem amparo, no doce amaro das noites.

A sinuca passara a ser o ganha pão, as apostas, as perdas e danos da lida transformadas em porres homéricos, em pileques gigantescos, onde Neuza rodava, girava e o sangue...

O gosto da vingança estava na boca, ruminado, único norte, único rumo...

Sabia que Neuza iria ao parque, ao bar, ao mundo, e a esperava.

Num momento, os dois rodando, girando, sentados no bar. Na esquina, no bar, o vermelho da rosa colocada sobre a mesa, na toalha vermelha, as cadeiras vermelhas, a mesa...

No momento final, a faca erguida, veio toda a vida, desde a criança pobre, à chefia do departamento, abandonada, jogada fora...

E, num instante, a face avermelhada pela embriaguez, a desesperança, a gravidez de Neuza denotava a vida que viria, a esperança que não mais lhe pertencia e a faca...

Uma só bastou, a pontaria era boa, o sangue pela boca, o coração aberto...

Aberto o peito, sobraram os gritos apavorados de Neuza, e o medo estampado no rosto do namorado.

Marcos Loures

NOSSO AMOR

NOSSO AMOR

Celebro nosso amor em vinho e festa
Num ato de paixão e de querência
Não quero mais da vida uma inclemência
A mocidade enfim renova e atesta

Que a vida que passei, sendo funesta
Renasce nos teus braços com decência
Jamais quero viver em penitência
O tempo que não sei quanto me resta...

Assim, em meio a beijos e vontades,
Que satisfeitas tramam liberdades
Sem prazo, sem limites, mas constantes.

Amar é caminhar no que bendigo,
No verso que se faz bem mais amigo,
Certeza de prazer na doce amante...

MARCOS LOURES

CELEBRAÇÃO AO AMOR

CELEBRAÇÃO AO AMOR


Velejo por teu corpo
Meu ponto de partida
Meu porto de chegada
O tempo que me resta
Razão de minha vida.
O vento que te trouxe
Tão doce solução
Emana em teu perfume
Perfeita conjunção
Do amor que sempre quis
Do quanto que desejo.
Um mar de amar imenso
Que em oceano fez-se
Tatua uma esperança
No peito de quem sonha.

Marcos Loures

Cego de Amor!

Cego de Amor!

A lua, companheira de jornada,
Pelos versos que faço a minha amada
Que nem lê, nem percebe que a quero,
Apenas imagina que esta lua
Que tanto canto e, sempre que a venero,
Na verdade, venero a luz que é tua.

No teu brilho me espraio toda noite
Toda noite sonhando com pernoite
Ao lado desta lua que não vê
Meus olhos mendigando o teu carinho.
Tantas vezes procuro mas, cadê?
E no final, sempre vou dormir sozinho...

Mas espero que a lua te convença
A dar-me, no final, a recompensa,
De poder despertar ao lado teu,
Todo envolvido pelo teu luar,
Meu medo é que vivendo neste breu,
A claridade enfim, possa cegar!

Marcos Loures

Cego Amor

Cego Amor

Meus olhos são tomados pelo belo
Ao verem teus olhares minha amada,
Em campos que pretendo, disfarçada
Mostrando-me destino por quem velo.

Diviso com teus olhos envolventes
O siso vou perdendo num instante
Não quero dos amores ir distante
Apenas dos tristonhos e descrentes

Se tenho meu amor em doce esfera
Espero que me mostre bom futuro
Se vago pelos cantos, salto o muro
Enfrento finas garras desta fera.

Estranha solidão não posso crer
Que venha deste amor que já concebo
Os ventos dos olhares que recebo,
Em cego amor prossigo e vou viver!

Marcos Loures

Céu cinzento

Céu cinzento

Céu cinzento traz a chuva
Que como parto me farta.
Falta a sorte que me cubra
Na curva que vejo enfarta
Sou triste? problema meu
Meus olhos empoeirados...
Nesta chuva são lavados
E levados pelo breu
Das almas que não me tocam
E que trocam de patrão
Sigo sendo sem meu não
O não que nunca quis ser
Nos olhos que vou morrer
Morto de tanta tristeza
Meu bem deitado na mesa.
Sobremesa sem jantar.
Altar dos sonhos quem dera...
Quem me queima? essa quimera
Não era que me queria
Querida não se perdoe
O mundo quase que canta
O medo não mais me encanta
E o céu cinzento não chove...

MARCOS LOURES

FRATERNIDADE

FRATERNIDADE

Carregando este amor que fortalece
E traz uma esperança interminável,
Por mais que o solo seja farto, arável,
Uma alma sem destino, em vão fenece;

Fazendo de um soneto, quase prece,
Um mundo que imagino mais amável
Humanidade sendo palatável,
Às normas do Divino, alma obedece

Fraternidade sólida esperança,
A fera mais voraz, o amor amansa
Quem vive esta certeza sabe bem,

Somente esta alegria tem valor,
Um novo amanhecer, a se propor,
Perpassa este horizonte e segue além...

MARCOS LOURES

CAÓTICA?

CAÓTICA?

Deveras mais cristão.
Encontro em Vaticanos
Os olhos mais venais
E nestes vendavais
As vendas são constantes,
Profetizando a dor
Invés da plena paz
E o canto mais mordaz
Alenta esta serpente,
Vilipêndios envoltos
Nos olhos mais revoltos
Da santa inquisição,
Mortalha reproduz
O quanto nega em luz
E vende a mesma cruz
Esquece a liberdade,
E esgota em temporais
Os dias sem futuro
O passo em solo duro
E o templo em funerais.

MARCOS LOURES

CANTO

CANTO

Espalho em cada canto o meu sorriso
Onde espero espelhar felicidade.
A morte quando vem não manda aviso
Por isso é bom viver totalidade

Sabendo que no sonho em que matizo
Encontro teu olhar com liberdade
Um novo mundo; então, esquematizo
Aonde encontre em paz, sinceridade.

Amigos; encontrei por toda parte
Amores esquecidos, vento leva,
Aprendo todo dia uma nova arte

Com quem compartilhando cada passo
Acendo fogaréu matando a treva
Voando em plenitude, ganho espaço...

MARCOS LOURES

Momentos

Momentos

Hablando de esos momentos
en que me sentí feliz,
o al menos pensaba ser,
es como revivir una gran mentira
perdido entre tantas falsas ilusiones.
En los horizontes anteriormente claros,
poco a poco las nubes por la tarde
volverán y nebulosa anuncia la noche
sin estrellas y sin luna.
La vida es así, inevitablemente,
trae sufrimiento después de tantas esperanzas,
invadida por las sonrisas
y los momentos en que sentimos que somos imbatibles.
El trabajo diario, la palabra que recibimos
y los sentimientos que crecen,
florecen solamente la soledad
dolorosa que inevitablemente
nos tendrá en una cama vacía
y el corazón lleno de la nostalgia...

Marcos Loures
19/01

Edênica esperança eu passo a ter
Depois de tantas quedas vida afora,
A lua que deveras nos decora
Traduz o quanto possa no querer.

Versando sobre o quanto tente crer
O verso se aproxima e me apavora
No canto quando o tempo mal decora
A luta se apresenta sem saber.

Não quero e nem pudesse ser diverso
Tentar acreditar noutro universo
Pousando minhas mãos nos teus carinhos,

E vendo os dias frágeis ou até
Buscando desvendar a imensa fé
Tramando dias rudes e mesquinhos.

EU TE QUERO

EU TE QUERO

Eu quero, sou sincero, o teu abraço,
que importa se de ti fiquei cativo?
Quero teus olhos lindos de mormaço,
quero teu beijo quente e abrasivo.
Cantares tantos, tantos eu te faço...
Na balada que preparo, rara amada,
Na cara madrugada tão sonhada.
Sou nada se não tenho teu amor.
Se nada mais que fui, hoje não sou,
Apenas minha amada, rara, amada...

Toadas que entoavas se cantavas
Encantos que distantes ecoavas
Com tantas melodias; naves, dias.
Voando nos teus aços, braços, laços...
Cansaços esquecidos, idos, ledos.


Cantares e saberes, tantos mares
Amares e marés que nunca param.
Que mudam e que inundam, levam...
Nas asas mansas anjos, banjos, bandos...
As estrelas velas belas acesas

Te quero e sou sincero no querer
Balada que te fiz
Amada fada
Fazer feliz...


Marcos Loures

TOM MAIOR

TOM MAIOR


Canto de liberdade em tom maior
Com toda esta alegria de viver.
Mostrando cada vez mais união
Num gesto de firmeza em tal prazer
Que sempre nos faz ver uma esperança
Na mansa e verdadeira sintonia,
Do dia que virá sem mais espanto,
Do canto mais possante em nossa voz.
Dos nós que nos ataram, solidários,
Dos vários sentimentos mais felizes,
Matizes mais diversas deste céu
Que em mel se fez brilhante em azulejo.
No desejo mais possante e mais capaz
Do nosso sonho audaz de puro encanto,
Do canto em liberdade, amor maior...


MARCOS LOURES

AO FIM DA TARDE

AO FIM DA TARDE


Cantiga de esperança ao fim da tarde,
Veredas que vislumbro no horizonte,
O fogo da paixão deveras arde
E bebo esta alegria em clara fonte...

A vida se passou sem dar alarde,
A luz que se escondia atrás do monte
Por mais que muitas vezes se retarde,
Mesmo que em brilho efêmero desponte

Promete um doce alento ao caminhante.
E ao ver o encantamento num instante
Tomando todo o céu, esplendoroso,

Além de um relampejo tão somente,
Iridescente e terno, permanente,
O olhar torna meu dia fabuloso!

MARCOS LOURES

CANTEIROS

CANTEIROS

Canteiro onde cultivo as minhas flores,
Lembrando de Cecília: framboesas,
Embrulho nos meus sonhos tais belezas
Seguindo, meu amor, por onde fores.

Os véus das esperanças, multicores,
São frágeis, mas denotam fortalezas,
Nos versos que tu crias; as grandezas
Que impedem o surgir de velhas dores.

Fazendo do dueto, a comunhão,
Florindo de alegrias o sertão,
Servindo como ponte à fantasia.

Nos olhos delicados, mãos serenas,
Futuro mais airoso; cedo acenas,
Regando os meus jardins com poesia...

MARCOS LOURES

AMOR SEM FIM

AMOR SEM FIM

Amor sem fim adentra o pensamento
Em galopante insânia, qual corcel,
Voando em liberdade, bebo o mel
Atrelo meu galope num momento,

E trago sem pudores, sentimento
Retiro, lentamente, roupa e véu,
Sagazes sensações, nosso dossel
Espalha fantasia, roça o vento.

As garras penetrantes da pantera,
Os lábios delicados da mulher,
Em prazerosa entrega, contradança,

Nas sutilezas rara primavera,
Topando qualquer coisa que vier,
Invadindo as defesas, tesa lança...

MARCOS LOURES

O DIA NASCERÁ

O DIA NASCERÁ

Capela e Arcos
Botequim e tremoços, língua defumada...
Cerveja e amigos, noites afora...
As lembranças e os não sei.
As mentiras e as conquistas.
Vitórias e derrotas se misturam.
Verdades são jogadas ao vento.
Um pobre mendigo e um coração de boi,
Manjubinhas e sardinhas fritas.
Rosas e estrelas, noites e coiotes...
Motes e medalhas, mortalhas e meretrizes...
Botequim, Lapa, Rio, esquinas...
A música ao longe e tão perto.
O futuro incerto, o medo da noite.
O açoite e o pernoite.
Hotéis de terceira categoria.
Se ria mas não seria séria se não fosse.
Ofuscada noite, o Fusca e a moça.
A blusa aberta, os seios caídos.
Os ouvidos abertos, as balas e os carros.
Confusas noites, pernas e sexos...
O sol nascerá....

MARCOS LOURES

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

EL PODER DE LA AMISTAD

EL PODER DE LA AMISTAD

Y, sin recoger, la vida, los supremos bienes
Y sin recoger el vino de la amistad,
Sueños aplastados que teníamos,
En los albores de nuestra juventud...
Mostrando mí amiga los varios abrojos
Espinos y torturas, las cruces difíciles.
Llevo mi vida en muchas cargas,
Caminos tan dolorosos, brezos diversos...
Pero yo siento que tal vez hay esperanza
Después de esta curva cerrada,
Dejando un recuerdo a la superficie
De todas estas horas muertas del pasado...
Sin embargo, de esta existencia singular,
Los caminos vanes, plantando las flores,
En la actividad incansable de la poesía.
Y yo puedo ver en los versos, que son muchos,
Ir diluyendo las numerosas decepciones
De la vida que sólo prueba apuros...

Marcos Loures y Marcos Coutinho Loures

ETERNA COMPANHEIRA

ETERNA COMPANHEIRA

Eterna companheira, uma saudade
Há tempos não me larga; pois fiel,
Destila toda noite amargo fel,
E às vezes traz doçura e claridade...

Um dia conheci felicidade,
O amor ao descobrir seu alvo véu
Mostrando a sua face mais cruel,
Matando o que restou: tranqüilidade...

Agora a nostalgia me escraviza,
A Dor velha parceira, anda comigo,
Nem mesmo uma esperança suaviza

O quanto trago em mim, tanta amargura,
Porém se na saudade tenho abrigo,
Cada lembrança é um toque de ternura...

MARCOS LOURES

SEM VOCÊ

SEM VOCÊ

Viver sem ter comigo esta presença
Que tanto me apascenta é estar vazio,
A solidão imagem vã e imensa,
Tiritando meus ossos... tanto frio.

Aonde encontrarei felicidade?
Inútil caminhar sem ter alguém
Que possa me trazer a claridade
Que apenas o amor vivo contém.

Arrisco alguma frase, mudo o tema,
O pensamento voa; chega a ti,
Se contra a correnteza, a vida rema,
O que mais deseja, enfim, perdi.,..

Restando este silêncio interminável,
E um mundo sem prazer, abominável...


ML

TANTAS SAUDADES

TANTAS SAUDADES

Silêncio precedendo os pensamentos
Que ao longe se perderam em vão
Nada me resta neste anil momento
Que as mil lembranças de meu coração

Oh porque tanto me corrói a dor
Que não me restam senão os tormentos
De ter de carregar este ardor
Que me explode a alma sem firmamento

Onde procurarei razão perdida
Se carregaste meu ser na despedida
Como colherei das frutas maduras

Se os botões não vingaram na luta
Como viverei sem sua presença
Se você segue em minha tida ausência

ML

SOBREVIVO

SOBREVIVO


Agrisalhada tarde, escura vida.
Não tendo mais sequer algum motivo
Que possa reverter a vã, perdida,
Estrada em caminho e sobrevivo.

Minha alma pelo tempo apodrecida,
Outrora um caminheiro mais altivo
Agora segue só, sórdida ermida,
De todos os meus sonhos já me privo.

Relendo os velhos livros do passado,
Histórias em que amor se fez intenso,
Na senda bela e flórea, doce prado,

Antigo gargalhar, simples saudade,
Mas tudo em que, deveras, hoje penso,
Esconde desta tarde, a claridade...

MARCOS LOURES

How much we like someone

How much we like someone

The friendship shown by signs
How much we like a person
I want your love and ever more
The peace that shaped me coming soon.
To be always at your side satisfy
And it shows how good it is to want to be good.
Smile, a good sign that power have
The power that gives us pain alleviates
A taste of joy that never ceases.
Laughter is promise to disseminate
From one world more gentle and smoother.
Happy the one who know that friendship
Carrying with true sincerity,
Also just smiled ... who praises

MARCOS LOURES

TANTO TE AMEI

TANTO TE AMEI

Por tanto que eu te quis e não sabia
Que o amor tem dessas coisas, falsos brilhos,
Mentiras dominando velhos trilhos,
Negando a claridade, morto o dia...

O quanto que vivi na fantasia,
Sonhando com palácios, risos, filhos,
Grilhões entre correntes, estribilhos,
Canções que me falavam da alegria...

Mas tudo se perdeu, e num segundo,
Desaba sem defesas, o meu mundo,
Segredos espalhados pelo vento.

Joguei tralhas, mobílias na janela,
Rompendo sem pensar, a antiga cela.
Liberto o coração, meu sentimento...

Marcos Loures

Intensidad

Intensidad

Haciendo de un momento, intensidad
Que puede desbordarse en un diluvio
Inundaciones de placer en la voluntad
Nuestro amor vela, la ganancia de corriente
Marina que me traiga libertad
Ser uno mismo y estar en el mar alrededor
A montar nuestro barco, la locura,
Abandono de nuestro mundo sin sentido
Deseo el contenido, con ternura,
Contacto con destreza, atontado,
Bailante sensación tan pura y suave
El fuego del cielo-redentor,
En intenso sol, la suerte, un aparato
Que en esas horas relato, el mar, el amor...

MLoures

One hope in friendship

One hope in friendship

The friendship that we have been guarantees
In the tempest last hope.
By following step by step I go forward
And the peaceful future is achieved.
Although many times, in a rampant,
The fate on mistreat. In the remembrance
The laughter that we live in an instant
Bringing in the heart, a child.
Joining our forces, partner,
Nobody else can confront us.
Word so friendly and flattering
Bringing a willingness to confront
True battles in this war
Of life that shows itself to abuse...

Mloures

O QUANTO NÓS GOSTAMOS DE ALGUÉM

O QUANTO NÓS GOSTAMOS DE ALGUÉM

A amizade demonstra por sinais
O quanto nós gostamos de um alguém
Eu quero teu carinho e sempre mais,
A paz em que me moldas logo vem.

Estar sempre ao teu lado satisfaz
E mostra o quanto é bom querer-se bem.
Sorriso, um bom sinal, tal poder tem
A força que ameniza a dor nos traz

Um gosto de alegria que não cessa.
Sorrir é difundir uma promessa
De um mundo mais suave e mais gentil.

Feliz de quem sabendo que a amizade
Portando com fiel sinceridade,
Também só enaltece quem sorriu...

MARCOS LOURES
18/01

Alçar etéreos campos libertários,
E crer ser mais possível novo dia,
A sorte que deveras se desfia
Tramando novos sonhos, vãos corsários.

Os tempos se desenham sendo vários
E tanto quanto eu possa não veria
Apenas a verdade em fantasia
E sigo contra tantos adversários.

Medonhamente eu vejo o fim do jogo
E neste caminhar imenso fogo
Destroça o que viria noutro rumo,

Aprendo pouco a pouco a desvendar
As tramas que pudessem desenhar
O tanto quanto eu quero e não consumo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

La Amistad

La Amistad


Durante tanto tiempo sin un camino
Trayendo inmensa angustia en el alma,
Sin calma, sin afecto. Los desacuerdos solamente
La configuración en el dolor todos los días.
La voz muy querida silenciosa
Y ninguna esperanza tocarme.
Pero el viento que se transforma en calma
Actuando en el pecho seca las lágrimas
Y eso trae tanta alegría en la verdad
Creciendo con vigor, alegría,
En esta gran amistad que dedica
Rica en emociones, palabras santas.
Siento que promete un nuevo cántico
Trayendo un amanecer más feliz...

MLoures

The Friendship

The Friendship


For so long without a north
Bringing immense anguish inside the soul,
Without calm, without affection. Only disagreements
Molding in suffering every day.
The much loved voice fell silent
And no hope to me touching.
But the wind that turns into calmness
Acting on my chest dries the tears
And that brings so much joy truly
Cultivation with vigor, so much joy,
In this great friendship that dedicate
Rich in emotions, sacred words.
I feel that promises a new song
Bring a happier morning...

MLoures

A AMIZADE

A AMIZADE


Durante tanto tempo sem um norte
Trazendo imensa angústia dentro da alma,
Sem calma, sem carinho. Só discórdias
Moldando em sofrimento cada dia.
A voz que tanto amei emudecia
E nada de esperança me tocando.
Mas vento que transforma em calmaria
Agindo no meu peito seca o pranto
E traz tanta alegria que em verdade
Cultivo com vigor, tanta alegria,
Nesta amizade imensa que dedicas
Em ricas emoções, palavras santas.
Eu sinto um novo canto que promete
Trazer uma alvorada mais feliz...

MARCOS LOURES

PERFUME

PERFUME

Perfume inebriante de uma rosa,
Que possa dominar meu pensamento
E quando do teu lado ora alimento
A vida que se faz esplendorosa,

Vivendo eternidade que antegoza
Além do quanto possa o sentimento
Gerando a cada instante este momento
No qual vejo a esperança fabulosa.

Estar na companhia de quem tanto
Sonhara e percebera quanto encanto
Transcende e me traduz felicidade,

Sem tempo nem limites sigo além
E sei da fantasia que inda vem
Marcando com ternura e lealdade.

MARCOS LOURES

VOLÚPIA

VOLÚPIA

Volúpica vontade de poder
Não deixa que se veja a melhor sorte
Tramando o quanto trame e não suporte
A vida desenhada sem prazer,

O tanto que se espera de um querer
O mundo anunciando o velho corte
E nada do caminho dita aporte
Do sonho mais sereno a se saber.

Insanamente a sorte se destoa
E sei da imprevisão da vida à toa
Marcando com a queda o que viria…

Jogado sobre as pedras, nesta praia
A vida sem sentido ora se esvaia
E mata desde já tal fantasia.

MARCOS LOURES

Homicide

Homicide

Where if to want more than merely
a shadow of the old specter is haunting through the house,
where was a ripple of hope for so diverse without place?
and no plausible explanations,
I see to our remnants,
indelible marks of a fight without profit
and without any sense only waving
the knife blade of baggy with blood.
I condemned in the eyes, teeth to lacerate me,
the furies that will cause the executioner
rehabilitating justice there is so much challenged,
or even the feeling of pity or anger,
just the expectation of the unsophisticated by showing
that fully absorbed brings that look of negation and absence.
Dormant eyes of the audience thirsty and hungry jackal
stalking his victim,
committing the same,
but legalized homicide...

Marcos Loures

is a kind of libel against the death penalty, that is the punishment for murder with murder "legalized" under the hungry eyes of the audience, which was observed as a jackal, greetings

Fortuna

Fortuna

El destino de mis sueños desterrados ingenuos,
mezclados con temores tan frecuentes
por aquellos que buscaban dominar sus propias emociones y nada más.

Siempre ha secado esta fuente,
propaga una tierra árida, y se mezclan los sueños,
el mar y las lunas, los que tienen tantos y el vacío.
Dónde podría creer en la solución,
la incredulidad convirtió en lo que sea opaco,
el transparente, un alma solitaria,
en busca de solidaridad que no encuentra jamás.

Marcos Loures

Héritage

Héritage

Mes secrets, ne pas commenter,
ni aucune personne d'intérêt.
Si la mémoire domine chaque verset
ou même m'apporte une nouvelle perspective,
au fond je sais que c'est illusoire.
Suite à court de ceux qui avaient fait plus que simplement,
la vie dans l'esprit et apporte rien de plus
que l'ombre d'habitude et même morts.
L'exclusion liée au logement s'aventurer
là où il pourrait être un rêve ce qui reste résume
l'existence de cette nébuleuse,
errant sans un port d'arrivée
et sans aucun soutien, le vent et l'a chargé.
J'ai tant de craintes et à la fin assurez-vous
juste le vide qui m'a donné un héritage ...

Marcos Loures

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

QUEM DERA

QUEM DERA

Quem dera teu amor tocasse o meu.
Um simples desejar talvez bastasse.
Qualquer pequena luz clareia o breu.
Como seria bom se, enfim, me amasse!

Permita que eu te toque um só momento,
Descubra teus segredos, mostro os meus...
Amor que não me sai do pensamento
Meus sonhos te vasculham, são ateus...

Mas nada do que canto te fascina,
Mas nada do que digo já te basta.
A noite em que desejo descortina

A velha cantilena demais gasta...
Um dia, pois quem sabe faz agora,
Meus braços dormirás, e não demora...

MARCOS LOURES

TANTO QUANTO

TANTO QUANTO

Feche os olhos querida, pois desejos
Rodam na nossa noite, nosso encanto.
Feche esta janela, nossos beijos
Não querem testemunhas. Somos tanto...

Tanto quanto retinas podem ver.
Tanto quanto podemos pressentir.
Tanto quanto podemos receber
Tanto quanto queremos nos sentir...

Feche os olhos amada, e as janelas...
As portas abertas querem paz.
Estrelas vão girando; nuas, belas...

Sabendo do que amor se faz capaz...
Tanto quanto te quero, nos queremos.
Tanto quanto queremos, nós podemos...

MARCOS LOURES

TEU BEIJO

TEU BEIJO

Teu beijo de melado e doce mel.
Tragando meus desejos, nossa cama.
Não me farto dos beijos, tiro o véu,
E toda nossa gula, louca chama.

Teu gosto adocicado nos meus lábios,
Eu quero ter inteiro, raspo o tacho.
Meus dedos; sei que são, insanos, sábios...
Agulha no palheiro; procuro, acho...

Dessa cana caiana delirante
Tua doce garapa me lambuza.
Respiro devagar, quase arquejante.

Falta mais um botão na tua blusa...
A noite se passando... Uma loucura...
Em nossa fantasia... Amor... Doçura...

MARCOS LOURES

CRUÉIS VENENOS

CRUÉIS VENENOS

Deixando para trás cruéis venenos
A vida se transforma e nos liberta
Metamorfose encontra a porta aberta
E os dias que virão bem mais amenos.

Os olhos procurando campos plenos
E toda a solidão já nos deserta
Marcando a sensação que nos alerta
Tramando outros momentos tão serenos.

Restando muito pouco ou quase nada
Do quanto poderia noutra estada
Dizer do que já fora insensatez…

E quando sem sentido a vida traça
Somente a sensação desta fumaça
O sonho no vazio se desfez

MARCOS LOURES

ONDE ESTARÁS?

ONDE ESTARÁS?

Procuro nas montanhas e no mar
Quem foi demais amada e já partiu.
Nos ventos e nas ondas vou buscar
Mas nada. Ninguém sabe; ninguém viu...

Procuro nas estradas e cidades,
Quem foi demais amada e não me quis.
Nos parques e nas praças, as saudades...
Mas nada. Ninguém sabe; ninguém diz...

Procuro nos luares e sertões...
Quem foi demais amada e se cansou.
Nos cantos, poesias, corações...

Mas nada. Ninguém sabe; ninguém sou...
Mas quem eu tanto amei, não voltará?
Procuro dentro em mim, estavas lá!

MARCOS LOURES

REFLEXOS MULTICORES

REFLEXOS MULTICORES

Reflexos multicores reproduzem
Teus olhos espelhando o meu olhar.
Estrelas, pirilampos, todos luzem
Nessa vontade enorme de te amar...

Cada gota de orvalho em bela flor
Tua pele suada de prazer.
Reviras universos, tanto ardor,
Fazendo tanta dor já se esquecer...

Morrendo em tuas mãos, refaço a vida;
Sentindo teu carinho, já mergulho.
Em toda essa delícia repartida;

Sentindo deste amor maior orgulho.
Percebo tanta paz em nossa vida
Na bênção de te ter aqui, querida...

MARCOS LOURES

Soledad

Soledad

Sensación de tu cuerpo en una danza sensual y desvergonzada,
vagando por las noches sin pensar
en lo que ni nos traería más allá de este deseo natural
y el anhelo en esta vida inservible, reconstruir tras la tormenta.
Sensación de esta locura que nos invade
y sin pedir permiso, aplasta y domina cada paso
hacia el desarrollo de las malas palabras
y sentimientos en una situación más allá de la imaginación.
A sentarse y disfrutar en tu boca el mismo licor delicado
y embriagador que domina,
una absenta que haría la vida mucho más dinámica
y precisa; consistente y preciosa.
Sin embargo, el veneno que destilas,
empapado, me dejó sólo el viento del cambio lejos
y el mismo escenario rodeado
por los tentáculos de la soledad terrible ...


Marcos Loures

Talk

Talk

Talking of loss that each day brings
more than mistreats and the bitterness
contrast drawn by illusion of the dream
of a lifetime already without value,
and plotting the remains in insanity
and in scorn of those who pass
and see the face disfigured by time
and so much anguish and disappointments.
Talking of deception performed every verse,
every moment and in every day I cross cloudy,
in this interminable canyon they call love.
Talk about how might and had never been,
unless the same discredited image
and thrown into the abyss with no way out and without remedy,
enveloped by ennui and the desire to follow,
but with the feet cemented to the ground.
Talk about how and as from when and already
knowing that the answer is always never...

Marcos Loures

domingo, 15 de janeiro de 2012

MOMENTOS MAIS SERENOS

MOMENTOS MAIS SERENOS


Quem sonha com momentos mais serenos
Depois de tanto tempo em fogo e guerra
Aos poucos no vazio onde desterra
Espera dias calmos, sem venenos.

Os olhos procurando sonhos plenos
A vida noutro rumo não encerra
O verso que pudesse quando berra
Traduz os sonhos rudes e pequenos.

Acordo sem saber do quanto pude
Tentando acreditar numa atitude
Audaciosamente preparada,

Jogando minha sorte noutro espaço,
O tanto quanto quero não mais traço
E vejo no final o mesmo nada.


MARCOS LOURES

CANDURA

CANDURA

Tocando nossas almas com candura
O verso não traria mais que o sonho
E quando este infinito ora componho
A luta sem sentido não perdura,

Bramindo contra o tempo de procura
O canto possa ser bem mais risonho,
E tanto quanto tento em paz proponho,
Vagando em noite clara e em tal brandura.

Navego contra tudo e contra todos,
E sei do quanto pise em rudes lodos
Vasculho na gaveta e nada vejo.

Somente esta semente em tons sutis
E quanto mais deveras tanto eu quis
O tempo se anuncia em vago ensejo.

MARCOS LOURES

NEBLINAS

NEBLINAS

Vencendo estas cinzentas, vãs neblinas,
Os olhos encontrando a luz solar,
Assim me permitindo mais que amar
Viver o quanto queres e fascinas,

As horas mais diversas que combinas
A rústica expressão a nos tocar
Vagando cada estrela devagar,
Reinando sobre as ondas que dominas,

Eterna claridade que virá
Tomando este cenário e desde já
Aguardo simplesmente esta viagem.

Que possa traduzir a nova etapa
Enquanto sem temor nada me escapa
E trago esta esperança na bagagem.

MARCOS LOURES

ALMAS PURAS

ALMAS PURAS

Constelações supremas, almas puras
Gerando no infinito o amor maior
E sei deste caminho já de cor,
E nada do que queiras sempre apuras

Vagando sem destino não perduras
Matando o quanto possa em teu suor
Gerando dos meus sonhos, o pior
Envolto nestas sendas inseguras.

Mas quando se aproxima o fim do jogo,
Buscando alguma paz invés do fogo
Ardentes ilusões eu não teria.

O velho caminheiro num cansaço
Apenas mais distante agora eu passo
Na vida que se molda mais sombria.

MARCOS LOURES

NÃO SABER DA DIREÇÃO

NÃO SABER DA DIREÇÃO

Pecado é não saber da direção
Dos erros mais comuns, fonte e final
Engodo nunca fora sensual
Tampouco nos enredos da paixão

Somente o transgredir em travas feito
marcando a ferro e fogo o coração,
Aonde poderia satisfeito
A vida se transcorre em dor e não,

E sei que tantas vezes mergulhava
Em água poluída ou mesmo em chamas
E quando em realidade tu reclamas

Uma onda bem maior, ou tanto brava
Rescende ao meu terrível dia a dia,
Alento? Só encontro em poesia!

MARCOS LOURES

Avalokiteshvara

Avalokiteshvara

Trayendo en su despertar el mismo camino
De Bosatsu, la compasión se expande
Y yo sé que los pasos si el verano
Varios milagros y se reúne
Suerte dispuesta y sin conflictos
Marcando firmemente la dimensión
Tramando esta expresión de la esperanza
Que este mayor amor, justo rendirse.
Ve el universo sus voces
Después de cada paso donde vaya
Alcanzar la última fase, mientras que
El mundo inspira en encanto original,
Samsara espera hasta que llegue
La plenitud de Buda, una esperanza…

Marcos Loures

Avalokiteshvara

Avalokiteshvara

Bringing in its wake the same path
Of Bosatsu, the compassion expanding
And I know that your steps to will see
Diverse miracles; in this meets
Luck willing and without dispute
Marking firmly dimension
Tracing this expression of hope
That this higher love, just surrender.
Sees the universe their cries
By following every step where you go
By accessing the supreme face while
The world is drawing in uncommon charm,
Samsara waits until it reaches
The fullness of the Buddha, one hope ...

Marcos Loures

Avalokiteshvara

Avalokiteshvara

Trazendo no seu bojo a mesma senda
De Bosatsu, expande a compaixão
E sei que nos seus passos se verão
Diversas maravilhas; nisto atenda

A sorte desejosa e sem contenda
Marcando com firmeza a dimensão
Traçando da esperança esta expressão
Que neste amor maior, logo se renda.

Enxerga do universo os seus clamores
Seguindo cada passo aonde fores
Alcançando a suprema face enquanto

O mundo se desenha em raro encanto,
Samsara aguarda enquanto não alcança
A plenitude em Buda, uma esperança...

Marcos Loures

Emoción punzante

Emoción punzante

Mi corazón está roto, así,
como una emoción mordaz en el viento
Y cuando yo me encuentro en la oscuridad fría,
en medio de las tormentas, me acuesto.
Ojalá al menos tener una manera de encontrar
una mucho más larga vida,
pero sé que en mi alma, cuando nieva,
la muerte está cerca de mi cama.
Superar mis temores y poder sentir
todas las alegrías de placer acostado en mi piel a la suya,
y así toda la noche en la luz inmensa,
de vida para asegurarse de que la recompensa
enviadas a su delirio insano, diosa profana.

Marcos Loures

Des liens

Des liens

Les liens qui peuvent renforcer le marquage de la diversité,
mais la synchronisation, supposons une étape
tant que l'on et doit éventuellement être à la recherche d'tangibles,
delà de ce qui tiennent dans l'imagination vague.
Fortune perfides et souvent négation de la réalité
ni même se cacher sous des déguisements
diverses refusant les plus téméraires
et les plus fortunés parfois illusoire.
La réalité se présente et prend des toute la scène,
allumer et éteindre qui ne sera jamais,
et la modification à chaque étapeen se tournant négative
dans sa forme la plus commun d'expression.
Un temps nouveau, sans les perturbations et la météo.
Je souhaite ...
Mais au fond tout se répète de la même manière,
fade et irréelle, uniformément différent de celui
où nous tentons de visent à renforcer
les liens très lâches de l'espoir.

Marcos Loures

Without escape

Without escape


How much time could be happy and evading each step,
marking with terror and what
he could not let me to continue,
though often surrounded by the plots
of one lonely life of dead hopes
and sanguinary images than is thought about joy merely illusory....
How could there be in addition to this immense
and terrible aspect painful and fearful
of one meaningless life scars increasing at every moment,
in an eternal evasion without the clarity of light.
Only buffering every fall upon the old flukes
go deeper into the skin and nonsensical
it was not the end of this story already just as routinely usual.
Do not want more single the shadow of what could be better,
since each new lie of life increases
more and more pain, without escape ...


Marcos Loures