Escrevo na parede do meu quarto
O nome de quem tanto e não foi nada,
Aos poucos do lirismo já me aparto
O coração é terra destroçada.
Também se deste mote eu ando farto,
Melhor ficar calado. Escravizada,
Minha alma abortando cada parto
Aguarda outra ninhada malfadada.
Por vezes passageiro; outras piloto,
Quem dera toda noite ser um boto,
Mas durmo solitário: é grande a cama
Incendiando enfim, a caixa d’água
Não quero nem rancor, fujo da mágoa
A gente se acostuma e não reclama...
Nenhum comentário:
Postar um comentário