Tecendo em nossos corpos, bons teares,
As flores e os tapetes delicados,
Te peço para vir e me ceares
Com fome e com desejos, aos bocados,
Fazer-me teu repasto alucinante
Em mesa posta; bocas são talheres,
Incontroláveis sempre num rompante,
Com mil prazeres beijas e me feres.
Nesta arte, nosso jugo e liberdade,
Nos versos corações são as algemas
Que tramam tanto fogo e claridade,
Nas minas dos amores, raras gemas.
Imergindo em teu colo, salvo a vida;
Vivendo o nosso amor, vejo a saída...
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