segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Enquanto, na verdade, nada faço DUETO COM EDIR PINA DE BARROS

Enquanto, na verdade, nada faço

Enquanto, na verdade, nada faço,
Eu sigo a rabiscar mais estes versos
Que estavam d’antes dentro em mim imersos,
Em meio à letargia do cansaço.

São frutos de viveres mui diversos,
Caminhos que pisei, sentindo o espaço,
que agora aqui refaço, passo a passo,
revendo os próprios rastros, tão dispersos!

E rabiscando traço rotas novas,
Caminhos outros, nunca percorridos,
Calçados com mil cacos do passado.

E os sonhos que um dia hei sonhado
Ficaram para trás, co’s tempos idos,
Ou vivem agora nestes versos, trovas.


Edir Pina de Barros


Os sonhos transpirando em versos tais
Que possam traduzir o que ora penso,
E sei do quanto fora outrora intenso
A sorte entre momentos desiguais,

E sinto que em verdade lapidais
Um mar que se moldara agora imenso,
E quando nos teus versos me compenso,
Encontro raras perlas magistrais,

Pudesse ter nas mãos este poder
E tanto conceber com tal prazer
O quanto ora inundasse em sorte e luz,

Porém um repentista simplesmente
Que tanto ser poeta ainda tente,
Somente vãs palavras reproduz...

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