LAGUNA
Os olhos encharcados, tantas mágoas,
Laguna se lembrando de um passado
Há tanto sobre o nada desenhado,
Em medos, lacrimando fartas águas,
E neste desencanto ora deságuas
Trazendo dentro da alma um velho brado
Que enquanto finalmente seja dado
Permita o renascer de antigas fráguas,
Assim entre os amores e temores
A vida transcorrendo, e na verdade,
Neste contraste, imensa variedade,
A vida segue enquanto e como fores,
Laguna não percebe, mas a anseio,
O rio segue em vão por outro veio...
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