segunda-feira, 3 de setembro de 2012

CONVULSÕES

CONVULSÕES

Do pequenino pé macio e branco.
Sobe... cinge-lhe a perna longamente;
Sobe... – e que volta sensual descreve
Para abranger todo o quadril! – prossegue.
Lambe-lhe o ventre, abraça-lhe a cintura,
Morde-lhe os bicos túmidos dos seios,
Corre-lhe a espádua, espia-lhe o recôncavo
Da axila, acende-lhe o coral da boca...

CASTRO ALVES


Sob luz em profusão do meio dia,
Desnuda-se em seu quarto, abro a janela
E vejo em total êxtase e alegria
Nudez incomparável. Nua e bela

Mal percebendo quanta fantasia
Irradia. Faminto, sempre ao vê-la,
Eu sonho com momento de magia
Em que possa, voraz, audaz, comê-la.

Lambendo o liso ventre sem pudores,
Chegando ao matagal tão desejado.
No bico de seus seios, duros, túmidos

Um arrepio mostra seus fulgores.
Num gozo convulsivo demonstrado
Pelos grotões divinos, doces, úmidos...

MARCOS LOURES

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