NÃO SABE
Não sabe que depois
Do temporal, bonança
É tudo que se alcança
No olhar comum a dois,
Cerzindo em luz e verso
O tanto quanto pude
Viver em juventude
Ou mesmo estando imerso
Nos ermos da ilusão
Um ar tão pitoresco
Amor em arabesco
Diversa dimensão,
Naufrágio em paz sublime
Aonde a messe prime.
MARCOS LOURES
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